{"id":20147,"date":"2007-12-30T00:00:00","date_gmt":"2007-12-30T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=20147"},"modified":"2007-12-30T00:00:00","modified_gmt":"2007-12-30T00:00:00","slug":"um-duro-caminho-para-a-inclusao-digital","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=20147","title":{"rendered":"Um duro caminho para a inclus\u00e3o digital"},"content":{"rendered":"<p>Levar a internet para dentro das casas das pessoas e acabar com a pol&iacute;tica de inclus&atilde;o digital do faz-de-conta, como &acute;a armadilha dos telecentros&acute;. Este &eacute; um dos desafios do governo brasileiro, admite o pesquisador James G&ouml;rgen, defendendo que o Pa&iacute;s tem um duro caminho a trilhar nesta &aacute;rea.<\/p>\n<p><strong>A internet surgiu como uma ferramenta tecnol&oacute;gica para democratizar a informa&ccedil;&atilde;o. Hoje, o que se percebe &eacute; que n&atilde;o realizou o que prometeu. O que falta para isso?<br \/><\/strong>As comunica&ccedil;&otilde;es no Brasil atravessam dois momentos, como tudo no Pa&iacute;s onde existem uma B&eacute;lgica e uma &Iacute;ndia. De um lado, apenas 14% da popula&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m acesso &agrave; internet em casa, de outro, 93% t&ecirc;m TV. A quest&atilde;o da internet, da inclus&atilde;o digital e da democracia pelo acesso &agrave;s novas tecnologias n&atilde;o &eacute; garantia de democratiza&ccedil;&atilde;o. Acredito que as duas coisas precisam ser concomitantes.<\/p>\n<p><strong>Como isso poderia ser feito?<br \/><\/strong>Um deles, o desenvolvimento da inclus&atilde;o digital a partir de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de governo como, telecentros e redes comunit&aacute;rias sem fio, tecnologia bastante avan&ccedil;ada l&aacute; fora. Ou seja, o chamado &acute;people play&acute; , uma vers&atilde;o popular do servi&ccedil;o &acute;triple play&acute;, que consiste na oferta de v&iacute;deo, dados e voz para as popula&ccedil;&otilde;es de baixa renda. Isso &eacute; um movimento importante que os estados, munic&iacute;pios e a Uni&atilde;o precisam fazer para incluir digitalmente a popula&ccedil;&atilde;o, uma vez que a gente tem esse desequil&iacute;brio econ&ocirc;mico de rendimento.<\/p>\n<p><strong>Falta dinheiro para a popula&ccedil;&atilde;o ser inclu&iacute;da digitalmente?<br \/><\/strong>Ela precisa de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas para ser inclu&iacute;da digitalmente. Mas de outro lado, existe uma necessidade de democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o pela reestrutura&ccedil;&atilde;o dos sistemas e mercados. Estou falando especificamente sobre r&aacute;dio, televis&atilde;o e jornal, esses dois processos t&ecirc;m que se dar em paralelo j&aacute; que a democratiza&ccedil;&atilde;o pela sociedade da informa&ccedil;&atilde;o ou pela internet, no Brasil, vai demorar alguns anos ainda.<\/p>\n<p><strong>Como &eacute; vista a rela&ccedil;&atilde;o do povo brasileiro com a TV j&aacute; que ela est&aacute; presente em 93% dos lares?<br \/><\/strong>O percentual de TV nos domic&iacute;lios &eacute; diferente da programa&ccedil;&atilde;o que a popula&ccedil;&atilde;o assiste. Na maioria absoluta dos munic&iacute;pios, apenas tr&ecirc;s canais chegam, com 85% da programa&ccedil;&atilde;o gerada no eixo Rio\/S&atilde;o Paulo e o Brasil se v&ecirc; por essas lentes. Romper essa realidade tem rela&ccedil;&atilde;o com democratizar a comunica&ccedil;&atilde;o, porque significa quebrar as desigualdades regionais verificadas na produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do audiovisual. E isso est&aacute; garantido na Constitui&ccedil;&atilde;o, mas n&atilde;o existe lei que regulamente. Desde 1991, tramita no Congresso Nacional uma lei justamente para regulamentar a regionaliza&ccedil;&atilde;o da programa&ccedil;&atilde;o do r&aacute;dio e TV propondo 30% de produ&ccedil;&atilde;o regional na programa&ccedil;&atilde;o das r&aacute;dios locais.<\/p>\n<p><strong>Mesmo dentro deste contexto &eacute; poss&iacute;vel a comunica&ccedil;&atilde;o ao alcance de todos?<br \/><\/strong>Sempre ir&atilde;o existir graus poss&iacute;veis de democratiza&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o estamos trabalhando com o ideal, porque nunca ser&aacute; democr&aacute;tico plenamente. Mas existindo mais atores, regionaliza&ccedil;&atilde;o, alguns princ&iacute;pios, mais emissoras, mais jornais, tudo isso garante maior acesso, equil&iacute;brio de vozes, e isso &eacute; essencial na comunica&ccedil;&atilde;o. &Eacute; isso o que fazem os Estados Unidos e alguns pa&iacute;ses da Europa, que praticam um mercado mais equilibrado.<\/p>\n<p><strong>Como o senhor analisa as novas m&iacute;dias dentro do contexto socioecon&ocirc;mico do Pa&iacute;s? A guerra pela audi&ecirc;ncia mudou de eixo?<\/strong><br \/>As novas m&iacute;dias est&atilde;o apenas em 14% dos domic&iacute;lios nas classes A e B, enquanto 40% da popula&ccedil;&atilde;o s&oacute; se informa pela televis&atilde;o e isso n&atilde;o ser&aacute; quebrado t&atilde;o r&aacute;pido. As barreiras econ&ocirc;micas transformam essas novas m&iacute;dias numa utopia de comunica&ccedil;&atilde;o. As pessoas dizem que tudo ser&aacute; maravilhoso na internet. Na realidade, podem ser vistas duas barreiras: a econ&ocirc;mica que impede o acesso, e aqueles que t&ecirc;m, procuram sempre os mesmos locais, os grandes portais, por exemplo. A concentra&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o continua a mesma. Ent&atilde;o, novas m&iacute;dias n&atilde;o necessariamente garantem democracia.<\/p>\n<p><strong>Como se daria o processo para uma conjuntura de igualdade?<br \/><\/strong>Com o Estado regulando a atividade econ&ocirc;mica da comunica&ccedil;&atilde;o e pela maior participa&ccedil;&atilde;o da sociedade civil na reivindica&ccedil;&atilde;o por esses espa&ccedil;os. S&oacute; que, no Brasil, a sociedade civil &eacute; bastante desmobilizada. As pessoas t&ecirc;m uma rela&ccedil;&atilde;o muito afetiva com a TV no Brasil. E isso faz com que qualquer medida de governo no sentido de regula&ccedil;&atilde;o de atividade econ&ocirc;mica como &eacute; feita nos Estados Unidos e no Reino Unido, ou em qualquer lugar do mundo, seja vista com antipatia.<\/p>\n<p><strong>Uma sociedade com bom n&iacute;vel educacional pode influenciar na qualidade dos produtos oferecidos pelos meios de comunica&ccedil;&atilde;o?<\/strong><br \/>A gente fala muito de experi&ecirc;ncias que existem l&aacute; fora, como no Canad&aacute; e no Reino Unido: a educa&ccedil;&atilde;o para a m&iacute;dia. L&aacute;, tanto no ensino b&aacute;sico quanto no m&eacute;dio, existem disciplinas de educa&ccedil;&atilde;o para m&iacute;dia. A gente acredita que deveria passar por uma pol&iacute;tica p&uacute;blica nacional que inclu&iacute;sse no curr&iacute;culo escolar disciplinas sobre m&iacute;dia desde a mais tenra inf&acirc;ncia. O que est&aacute; acontecendo no Brasil &eacute; que as pessoas aprendem a mexer com a tecnologia.<\/p>\n<p><strong>Como se falar em democratiza&ccedil;&atilde;o do setor quando cada vez mais os meios se fecham, isto &eacute;, cresce o n&uacute;mero de canais fechados ou de TVs por assinatura?<br \/><\/strong>Foi um grande avan&ccedil;o. O F&oacute;rum Nacional pela Democratiza&ccedil;&atilde;o da Comunica&ccedil;&atilde;o (FNDC) ajudou a aprovar a lei do cabo incluindo os canais legislativos, universit&aacute;rios e comunit&aacute;rios. O problema esbarrou, mais uma vez, na barreira econ&ocirc;mica. As pessoas n&atilde;o t&ecirc;m dinheiro e a TV por assinatura est&aacute; em apenas 9% dos domic&iacute;lios no Brasil, quando na Argentina, em 60%. A situa&ccedil;&atilde;o piorou com a entrada de grupos estrangeiros. Eles n&atilde;o oferecem pacotes acess&iacute;veis &agrave; popula&ccedil;&atilde;o. Trabalham basicamente com essa faixa de renda muito alta que pode pagar R$ de R$ 50,00 at&eacute; R$ 70,00 por m&ecirc;s, quando poderiam oferecer pacotes mais baratos. Hoje, o sistema de cabo oferece tamb&eacute;m banda larga.<\/p>\n<p><strong>De que forma as autoridades poderiam propiciar mecanismos que pudessem promover a inclus&atilde;o digital?<br \/><\/strong>Implementando pol&iacute;ticas p&uacute;blicas para garantir os servi&ccedil;os mais baratos, desde comunica&ccedil;&atilde;o social, passando pela internet e telefonia. Tecnologicamente isso &eacute; poss&iacute;vel basta vontade pol&iacute;tica de um governo fazer um projeto nessa &aacute;rea. Um programa de inclus&atilde;o digital que saia dessa armadilha dos telecentros, dos espa&ccedil;os p&uacute;blicos e leve a internet para dentro das casas das pessoas.<\/p>\n<p><strong>Por outro lado, o que se observa &eacute; que independente do n&iacute;vel de inclus&atilde;o, pesquisas no Brasil mostram que as pessoas est&atilde;o conectadas &agrave; internet, sobretudo em chats de relacionamentos, bate-papos, sendo porta de entrada para a pornografia. ..<br \/><\/strong>Poderiam existir campanhas nesse sentido. Qualquer equipamento, seja ele uma estrada ou uma rede de telecomunica&ccedil;&otilde; es pode ser usada de diversas maneiras. N&atilde;o se pode cercear esse tipo de inclus&atilde;o pensando que pode ser usada para o mal. O importante &eacute; ter o acesso. Depois, o Estado v&ecirc; como mediar a quest&atilde;o, arbitrar e punir quem cometer abuso.<\/p>\n<p><strong>Como est&aacute; inserida a informa&ccedil;&atilde;o numa sociedade que a trata como um produto?<br \/><\/strong>Existe uma padroniza&ccedil;&atilde;o dos produtos audiovisuais que j&aacute; &eacute; mundial e vem for&ccedil;ada pela ind&uacute;stria cultural norte-americana. Al&eacute;m de um padr&atilde;o est&eacute;tico que a publicidade muitas vezes determina e define. A televis&atilde;o sofre deste mal, justamente reproduzir o que tem no intervalo comercial para dentro dos conte&uacute;dos dos seus programas.<\/p>\n<p><strong>A TV p&uacute;blica poderia mediar esta quest&atilde;o?<br \/><\/strong>A experi&ecirc;ncia da TV p&uacute;blica que est&aacute; sendo gestada agora, pode ser um momento de discuss&atilde;o sobre o assunto. Como n&atilde;o est&aacute; atrelada ao mercado pode ter um perfil mais emancipat&oacute;rio. &Eacute; uma experi&ecirc;ncia que est&aacute; come&ccedil;ando no Brasil, mas no mundo todo essas redes p&uacute;blicas t&ecirc;m sempre baixa audi&ecirc;ncia.<\/p>\n<p><strong>&Eacute; a quest&atilde;o da eterna guerra de audi&ecirc;ncia&#8230;<br \/><\/strong>O telespectador tem que ter um certo preparo para ler de uma forma diferente a m&iacute;dia.<\/p>\n<p><strong>No Brasil, ele n&atilde;o tem ainda?<br \/><\/strong>N&atilde;o d&aacute; para dizer que o brasileiro n&atilde;o sabe ver televis&atilde;o. A quest&atilde;o &eacute; ir al&eacute;m do que j&aacute; se estabeleceu no modelo que prepondera. Como conseguir ter atra&ccedil;&otilde;es e programa&ccedil;&otilde;es que al&eacute;m de entreter tamb&eacute;m formem e emancipem cidad&atilde;os.<\/p>\n<p><strong>Quando se fala em comunica&ccedil;&atilde;o, o discurso fica muito restrito &agrave; televis&atilde;o. E os outros meios?<br \/><\/strong>&Eacute; preciso produzir conte&uacute;dos que quebrem um pouco o modelo hegem&ocirc;nico de simplesmente vender produtos ou quest&otilde;es ligadas &agrave; viol&ecirc;ncia e sexo. O brasileiro j&aacute; mostrou que tem interesses em outros programas. As pessoas est&atilde;o procurando alternativas, e uma prova disso, &eacute; a TV por assinatura.<\/p>\n<p><strong>E, com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; TV digital, lan&ccedil;ada pelo presidente Lula no &uacute;ltimo dia 2, qual a expectativa no que diz respeito &agrave; interatividade?<br \/><\/strong>Basicamente, na escolha da TV digital brasileira foi feita uma op&ccedil;&atilde;o pelo avan&ccedil;o de imagem e de som. Isto &eacute;, se optou por uma televis&atilde;o de alta defini&ccedil;&atilde;o (HDTV). Ela ter&aacute; qualidade melhor do que a de DVD e n&iacute;vel de som melhor do que de CD. S&oacute; que, em detrimento, acabou deixando-se de lado a quest&atilde;o da interatividade, que era o grande potencial democratizador. Inicialmente, TV digital vai trabalhar com a chamada interatividade local.<\/p>\n<p><strong>Na pr&aacute;tica, o que muda no Brasil?<br \/><\/strong>No momento, o que vai mudar &eacute; a inclus&atilde;o de uma caixinha que as pessoas j&aacute; podem come&ccedil;ar a comprar, chamada caixa conversora (set top box). O equipamento vai ficar em cima do aparelho de televis&atilde;o para fazer, basicamente, a tradu&ccedil;&atilde;o dos sinais digitais para os televisores anal&oacute;gicos que as pessoas t&ecirc;m em casa, porque elas v&atilde;o poder trocar de televisores de uma hora para outra, devido ao custo alto. Essa caixinha n&atilde;o tem a interatividade que poderia ter.<\/p>\n<p><strong>O que falta?<br \/><\/strong>Para isso, ela teria de ser ligada a uma linha telef&ocirc;nica como acontece com a internet. A op&ccedil;&atilde;o agora foi por uma caixinha burra que s&oacute; baixa as informa&ccedil;&otilde;es que a emissora manda.<\/p>\n<p><strong>A op&ccedil;&atilde;o do Governo n&atilde;o contribuiu para a democratiza&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o?<br \/><\/strong>Infelizmente, a op&ccedil;&atilde;o do governo brasileiro foi por uma transi&ccedil;&atilde;o mais lenta, mais conservadora. Todo potencial democratizador de imediato n&atilde;o ser&aacute; implantado no Brasil.<\/p>\n<p><strong>A gente pode dizer que o Brasil est&aacute; inserido na sociedade da informa&ccedil;&atilde;o?<br \/><\/strong>Ele est&aacute; inserido da forma que todos os pa&iacute;ses perif&eacute;ricos, do Terceiro Mundo est&atilde;o, levando em conta as suas limita&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas, culturais e educacionais. &Eacute; &oacute;bvio que est&aacute; inserido, mas n&atilde;o da forma como a gente gostaria, isto &eacute;, com melhor penetra&ccedil;&atilde;o das novas tecnologias. &Eacute; um caminho &aacute;rduo que temos de percorrer e que tem um custo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Levar a internet para dentro das casas das pessoas e acabar com a pol&iacute;tica de inclus&atilde;o digital do faz-de-conta, como &acute;a armadilha dos telecentros&acute;. Este &eacute; um dos desafios do governo brasileiro, admite o pesquisador James G&ouml;rgen, defendendo que o Pa&iacute;s tem um duro caminho a trilhar nesta &aacute;rea. A internet surgiu como uma ferramenta &hellip; <a href=\"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=20147\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">Um duro caminho para a inclus\u00e3o digital<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[43],"tags":[597,596],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/20147"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=20147"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/20147\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=20147"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=20147"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=20147"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}