{"id":20141,"date":"2008-01-11T00:00:00","date_gmt":"2008-01-11T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=20141"},"modified":"2008-01-11T00:00:00","modified_gmt":"2008-01-11T00:00:00","slug":"os-desafios-da-tv-publica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=20141","title":{"rendered":"Os desafios da TV p\u00fablica"},"content":{"rendered":"<p>Respons&aacute;vel por uma miss&atilde;o nada f&aacute;cil, presidir a Empresa Brasil de Comunica&ccedil;&atilde;o (EBC), a rede p&uacute;blica de TV lan&ccedil;ada em dezembro pelo governo Luiz In&aacute;cio Lula da Silva, a jornalista Tereza Cruvinel &eacute; taxativa ao afirmar que o direito &agrave; informa&ccedil;&atilde;o, atrav&eacute;s de um bom jornalismo, ser&aacute; um dos pilares da programa&ccedil;&atilde;o que est&aacute; sendo fechada para entrar no ar em mar&ccedil;o. &#39;Que n&atilde;o seja chapa-branca nem confunda independ&ecirc;ncia com obriga&ccedil;&atilde;o de fazer oposi&ccedil;&atilde;o ao governo&#39;, ressalta. <\/p>\n<p>A TV Brasil est&aacute; subordinada a um Conselho Curador, formado em sua maioria por representantes da sociedade civil, de variadas correntes de pensamento, de diferentes regi&otilde;es e forma&ccedil;&otilde;es profissionais, e que ter&aacute;, al&eacute;m da fiscaliza&ccedil;&atilde;o, a responsabilidade de zelar pela natureza p&uacute;blica da TV, propondo linhas de programa&ccedil;&atilde;o, definindo a pol&iacute;tica editorial e acompanhando, atrav&eacute;s de grupos de trabalho, as diferentes faixas de programa&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p>Cruvinel assume que a trajet&oacute;ria &eacute; longa e &aacute;rdua, mas se mostra disposta a enfrentar o desafio, e promete avan&ccedil;os para ainda este ano. &#39;Na implanta&ccedil;&atilde;o, na constru&ccedil;&atilde;o da rede, mais e melhor jornalismo, um grande programa de fomento &agrave; produ&ccedil;&atilde;o independente, contemplando anima&ccedil;&atilde;o, dramaturgia e document&aacute;rios, mais os sinais concretos de que a TV Brasil ser&aacute; p&uacute;blica e n&atilde;o governamental&#39;, diz. <\/p>\n<p><strong>Tribunda da Imprensa &#8211; Qual &eacute; a caracteriza&ccedil;&atilde;o de uma TV p&uacute;blica? <\/strong><br \/>Tereza Cruvinel &#8211; A TV p&uacute;blica, nos pa&iacute;ses que t&ecirc;m um sistema p&uacute;blico de comunica&ccedil;&atilde;o, juntamente com o privado e o governamental, deve ser entendida como um servi&ccedil;o p&uacute;blico. O Estado pode financi&aacute;-lo total ou parcialmente, mas a sociedade deve exercer um controle social sobre esta atividade. <br \/>Neste sentido, a TV p&uacute;blica n&atilde;o deve estar subordinada nem &agrave;s regras do mercado nem ao poder pol&iacute;tico, mas sim a um organismo de representa&ccedil;&atilde;o com poder efetivo. No caso da TV Brasil, ao Conselho Curador, que tem maioria de representantes da sociedade civil. &Eacute; bom lembrar que a Constitui&ccedil;&atilde;o, no artigo 223, prev&ecirc; o sistema p&uacute;blico de comunica&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p><strong>Quais as diferen&ccedil;as em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s TVs comerciais? <br \/><\/strong>Basicamente, uma diferen&ccedil;a de programa&ccedil;&atilde;o. A natureza n&atilde;o-comercial da TV p&uacute;blica possibilita a abertura de espa&ccedil;os para o debate das quest&otilde;es de interesse p&uacute;blico, nacionais ou locais. Deve ainda espelhar em sua programa&ccedil;&atilde;o a diversidade cultural de um pa&iacute;s continental como o Brasil, incorporando informa&ccedil;&otilde;es sobre as realidades regionais e valorizando a produ&ccedil;&atilde;o das TVs p&uacute;blicas associadas. Deve, ainda, assegurar espa&ccedil;os de veicula&ccedil;&atilde;o para a riqu&iacute;ssima produ&ccedil;&atilde;o &aacute;udio-visual independente, que tem oportunidades restritas na TV comercial. E, por &uacute;ltimo, mas n&atilde;o menos importante, ajudar a garantir o direito &agrave; informa&ccedil;&atilde;o, atrav&eacute;s de um bom jornalismo. Que n&atilde;o seja chapa-branca nem confunda independ&ecirc;ncia com obriga&ccedil;&atilde;o de fazer oposi&ccedil;&atilde;o ao governo. <\/p>\n<p><strong>E em rela&ccedil;&atilde;o a uma estatal? <br \/><\/strong>As TVs estatais s&atilde;o essencialmente governamentais, controladas por um dos tr&ecirc;s poderes: NBR, do Executivo Federal, TV C&acirc;mara, TV Senado, TV Justi&ccedil;a, etc. At&eacute; a pr&oacute;pria Radiobr&aacute;s, antes de sua absor&ccedil;&atilde;o pela EBC. A TV Brasil n&atilde;o exibir&aacute; programas de car&aacute;ter governamental. Para divulgar seus atos e realiza&ccedil;&otilde;es, o governo usar&aacute; o canal governamental a cabo, o NBR, que no futuro deve ser aberto. A TV Brasil ser&aacute; generalista, ter&aacute; faixas de programa&ccedil;&atilde;o diversas, mas com aquele foco que mencionei: cultura, cidadania, informa&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p><strong>Quais foram as principais linhas que nortearam o governo no patroc&iacute;nio da TV p&uacute;blica? <br \/><\/strong>O governo acolheu uma demanda de amplos setores da sociedade brasileira, a exemplo dos movimentos pela democratiza&ccedil;&atilde;o das comunica&ccedil;&otilde;es, comunicadores, TVs do campo p&uacute;blico, entre outros, e que participaram do F&oacute;rum pela TV P&uacute;blica. Este f&oacute;rum entregou ao presidente Lula a Carta de Bras&iacute;lia, cobrando o cumprimento do artigo 223 da Constitui&ccedil;&atilde;o. Naquele momento, ele se comprometeu com a proposta e depois encarregou o ministro Franklin Martins de implant&aacute;-la. O ministro, por sua vez, criou um grupo de trabalho que estudou as experi&ecirc;ncias existentes e formulou uma proposta mais adequadas &agrave; nossa realidade. De modo que foi esta, basicamente, a origem do projeto que estamos implantando. <\/p>\n<p><strong>Como ser&aacute; feito o financiamento da nova TV? <br \/><\/strong>A MP (Medida Provis&oacute;ria) que est&aacute; no Congresso prev&ecirc;, como fonte de financiamento, dota&ccedil;&atilde;o or&ccedil;ament&aacute;ria, publicidade institucional (vedada a publicidade de produtos e servi&ccedil;os), apoios culturais, doa&ccedil;&otilde;es e presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os. O relator, deputado Walter Pinheiro, est&aacute; propondo, ainda, a vincula&ccedil;&atilde;o de uma parcela do Fistel (Fundo de Fiscaliza&ccedil;&atilde;o das Telecomunica&ccedil;&otilde;es), o que daria uma saud&aacute;vel seguran&ccedil;a e uma desej&aacute;vel autonomia financeira para a TV p&uacute;blica. <\/p>\n<p><strong>Qual balan&ccedil;o das transmiss&otilde;es feitas at&eacute; o momento? <br \/><\/strong>Em tr&ecirc;s semanas de gest&atilde;o, acho que avan&ccedil;amos bastante. Unificamos a programa&ccedil;&atilde;o da TVE e da Radiobr&aacute;s, colocamos no ar um telejornal que est&aacute; sendo retransmitido em 18 estados, por emissoras do campo p&uacute;blico. <br \/>A grade resultante da fus&atilde;o est&aacute; sendo administrada com melhoras, a exemplo da excelente programa&ccedil;&atilde;o de filmes nacionais e de document&aacute;rios. Avan&ccedil;amos na constru&ccedil;&atilde;o da rede e houve a posse do Conselho Curador. Agora, &eacute; preciso algum tempo para renovarmos a programa&ccedil;&atilde;o, e em televis&atilde;o isso n&atilde;o acontece da noite para o dia. <\/p>\n<p><strong>E o cronograma previsto? <br \/><\/strong>Dentro de dois ou tr&ecirc;s meses vamos ter uma identidade visual definitiva e alguma renova&ccedil;&atilde;o da programa&ccedil;&atilde;o. Isso &eacute; um processo, agora &eacute; trabalhar, mas com planejamento e persist&ecirc;ncia. <\/p>\n<p><strong>A TV P&uacute;blica disp&otilde;e de um Conselho Curador, composto por 20 pessoas, cuja responsabilidade ser&aacute; fiscalizar o conte&uacute;do, com o fim de evitar o risco de manipula&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica. Quais os par&acirc;metros para a fiscaliza&ccedil;&atilde;o? <br \/><\/strong>A fun&ccedil;&atilde;o do Conselho vai al&eacute;m da fiscaliza&ccedil;&atilde;o. Ele vai zelar pela natureza p&uacute;blica da TV, propondo linhas de programa&ccedil;&atilde;o, definindo a pol&iacute;tica editorial, acompanhando, atrav&eacute;s de grupos de trabalho, as diferentes faixas de programa&ccedil;&atilde;o. Dos 20 conselheiros, 15 s&atilde;o representantes da sociedade, de variadas correntes de pensamento, de diferentes regi&otilde;es e forma&ccedil;&otilde;es profissionais. S&atilde;o personalidades de destaque em suas &aacute;reas de atua&ccedil;&atilde;o, de elevado conceito e credibilidade, aptos a julgar a qualidade do servi&ccedil;o prestado pela TV p&uacute;blica. Os membros do Conselho ir&atilde;o aprovar anualmente um plano de trabalho e fiscalizar a sua implementa&ccedil;&atilde;o, tendo poderes, inclusive, para aprovar voto de desconfian&ccedil;a ao diretor-presidente, a um diretor isoladamente ou a toda a diretoria, como ocorre em TVs p&uacute;blicas bem sucedidas em outros pa&iacute;ses. Os nomes s&atilde;o conhecidos, variados e respeit&aacute;veis. <\/p>\n<p><strong>O Conselho Curador, na pr&aacute;tica, ser&aacute; suficientemente &aacute;gil para evitar a intromiss&atilde;o do governo no desenvolvimento de um jornalismo independente? <br \/><\/strong>O presidente do Conselho, Luiz Gonzaga Beluzzo, j&aacute; disse que denunciar&aacute; a primeira tentativa de manipula&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica que for identificada. N&atilde;o creio que isso v&aacute; ocorrer. A diretoria faria o mesmo diante de eventuais press&otilde;es. Agora, n&atilde;o basta acreditar no Conselho, &eacute; preciso que a pr&oacute;pria sociedade tome a TV p&uacute;blica como coisa sua, e seja vigilante. Acredito que a sociedade n&atilde;o ficaria passiva diante de uma TV chapa- branca, subordinada a interesses pol&iacute;ticos. Ela dispor&aacute;, para sua manifesta&ccedil;&atilde;o, da Corregedoria do Conselho e da Ouvidoria, em n&iacute;vel de diretoria. <\/p>\n<p><strong>Quais ser&atilde;o os mecanismos de controle social implantados? <br \/><\/strong>Al&eacute;m do Conselho Curador, a TV Brasil contar&aacute; com uma Ouvidoria bem equipada para receber as sugest&otilde;es e cr&iacute;ticas dos telespectadores. Tamb&eacute;m est&atilde;o no ar os sites www.tvbrasil.org.br e www.ebc.tv.br, com enquetes para conhecer o gosto do p&uacute;blico e um espa&ccedil;o para mensagens e d&uacute;vidas do internauta. Vamos aprofundar as consultas p&uacute;blicas. Este conjunto de instrumentos propiciar&aacute; uma inter-rela&ccedil;&atilde;o intensa com a sociedade. Estamos abertos a adotar outros mecanismos que sejam sugeridos, sejam vi&aacute;veis e eficientes. <\/p>\n<p><strong>Quais ser&atilde;o as diretrizes do jornalismo da TV Brasil? <br \/><\/strong>Jornalismo plural, isento, com foco no cidad&atilde;o, muito voltado para a diversidade do Brasil, embora atento ao que acontece na superestrutura social: governos, Congresso, institui&ccedil;&otilde;es. Mas pensando o Brasil como um todo e invocando sempre, ao construir uma pauta, o que seja de interesse p&uacute;blico. <\/p>\n<p><strong>N&atilde;o ser&aacute; poss&iacute;vel a interfer&ecirc;ncia na linha editorial da nova TV frente &agrave; abertura de publicidade institucional de empresas de direito privado? <br \/><\/strong>Publicidade institucional produz uma receita t&atilde;o residual que n&atilde;o permitiria este poder ao anunciante. <\/p>\n<p><strong>Como ser&aacute; feita a contrata&ccedil;&atilde;o do corpo funcional? <br \/><\/strong>A EBC, empresa gestora do sistema publico de comunica&ccedil;&atilde;o, vai absorver todos os funcion&aacute;rios da TVE e da Radiobr&aacute;s. Contrata&ccedil;&otilde;es novas ser&atilde;o muito poucas, para cargos de confian&ccedil;a restritos, por an&aacute;lise curricular, como permite a MP, pelo prazo de 90 dias. Para futuras contrata&ccedil;&otilde;es, por concurso. <\/p>\n<p><strong>E neste processo, como fica a situa&ccedil;&atilde;o dos servidores celetistas e estatut&aacute;rios da Associa&ccedil;&atilde;o de Comunica&ccedil;&atilde;o Educativa Roquette Pinto (Acerp)? <br \/><\/strong>O contrato de gest&atilde;o entre a Uni&atilde;o e a Acerp est&aacute; sendo renovado, preservando os contratos funcionais dos celetistas e renovando a cess&atilde;o dos estatut&aacute;rios. <\/p>\n<p><strong>Existe o perigo de demiss&otilde;es? <br \/><\/strong>N&atilde;o h&aacute; plano de demiss&atilde;o. <\/p>\n<p><strong>Na sua opini&atilde;o, qual ser&aacute; o grande diferencial da TV P&uacute;blica no que tange aos debates sociais? <br \/><\/strong>Queremos mais programas de debate. H&aacute; poucos na televis&atilde;o brasileira e o melhor deles, o Roda Vida, &eacute; feito por uma TV p&uacute;blica, a TV Cultura de S&atilde;o Paulo. <\/p>\n<p><strong>De que forma ser&atilde;o postos em pr&aacute;tica tais diferenciais? <br \/><\/strong>Pela diretoria, com absoluta autonomia. Temos trabalhado com absoluta liberdade, correndo o risco de acertar e de errar. E agora, desde o dia 14 de dezembro, em sintonia com o Conselho. <\/p>\n<p><strong>Outros meios, como r&aacute;dio e internet ser&atilde;o contemplados? <br \/><\/strong>Sim, todas as emissoras federais passar&atilde;o a ser exploradas pela EBC. S&atilde;o elas a R&aacute;dio Nacional AM, R&aacute;dio Nacional FM (Bras&iacute;lia), R&aacute;dio Nacional da Amaz&ocirc;nia (OC),R&aacute;dio Nacional AM-RJ, R&aacute;dio Mesorregional do Alto Solim&otilde;es (AM-Tabatinga) e, no &acirc;mbito da Acerp, as r&aacute;dios MEC AM e FM, esta &uacute;ltima retransmitida em Bras&iacute;lia. A Ag&ecirc;ncia Brasil, portal de not&iacute;cias da Radiobr&aacute;s, ser&aacute; fortalecida como provedor de conte&uacute;dos de livre acesso. Nosso sistema de Web contemplar&aacute;, &eacute; claro, a converg&ecirc;ncia tecnol&oacute;gica. <\/p>\n<p><strong>O que a TV P&uacute;blica promete para 2008? <br \/><\/strong>Avan&ccedil;os na implanta&ccedil;&atilde;o, na constru&ccedil;&atilde;o da rede, mais e melhor jornalismo, um grande programa de fomento &agrave; produ&ccedil;&atilde;o independente, contemplando anima&ccedil;&atilde;o, dramaturgia e document&aacute;rios, mais os sinais concretos de que a TV Brasil ser&aacute; p&uacute;blica e n&atilde;o governamental. J&aacute; estar&aacute; de bom tamanho tudo isso. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8216;N\u00e3o ser chapa-branca nem confundir independ\u00eancia com oposi\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria ao governo&#8217;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[43],"tags":[591,590],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/20141"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=20141"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/20141\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=20141"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=20141"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=20141"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}