{"id":20134,"date":"2007-12-21T18:57:14","date_gmt":"2007-12-21T18:57:14","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=20134"},"modified":"2007-12-21T18:57:14","modified_gmt":"2007-12-21T18:57:14","slug":"balanco-2007-as-criticas-de-gore-e-blair-a-grande-midia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=20134","title":{"rendered":"Balan\u00e7o 2007: as cr\u00edticas de Gore e Blair \u00e0 grande m\u00eddia"},"content":{"rendered":"<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\"><span>Quem lan&ccedil;ar um olhar retrospectivo para o ano que chega ao fim ver&aacute; que avalia&ccedil;&otilde;es de membros da elite pol&iacute;tica do Primeiro Mundo sobre o papel da m&iacute;dia na democracia e sobre sua experi&ecirc;ncia no trato com jornalistas merecem um registro especial. <\/p>\n<p><\/span>Refiro-me especificamente ao livro Ataque &agrave; Raz&atilde;o, do ex-vice-presidente americano Al Gore, lan&ccedil;ado em maio nos Estados Unidos; e ao discurso do ent&atilde;o primeiro-ministro brit&acirc;nico Tony Blair, no Reuters Institute for the Study of Journalism da University of Oxford&nbsp;em junho.<\/p>\n<p>Ambas as manifesta&ccedil;&otilde;es foram objeto de ligeiras an&aacute;lises na m&iacute;dia brasileira &agrave; &eacute;poca, inclusive aqui, neste Observat&oacute;rio. O &quot;tom&quot; predominante dessas an&aacute;lises foi, naturalmente, de cr&iacute;tica. Em geral, desqualificam-se, sem mais, os autores com argumentos do tipo &quot;trata-se de pol&iacute;ticos ressentidos que n&atilde;o gostam de ser fiscalizados e\/ou criticados pela m&iacute;dia livre e independente&quot;.<\/p>\n<p>&Eacute; interessante observar, no entanto, como algumas cr&iacute;ticas que elites das democracias liberais hegem&ocirc;nicas t&ecirc;m feito &agrave; grande m&iacute;dia guardam semelhan&ccedil;a com aquelas que elites latino-americanas tamb&eacute;m fazem &agrave; m&iacute;dia no nosso continente. Vale a pena, portanto, considerar o que disseram e\/ou escreveram.<\/p>\n<p>Lembro que nada substituir&aacute; a leitura do livro e do discurso aqui comentados (que recomendo enfaticamente ao eventual leitor deste artigo). Fa&ccedil;o apenas um resumo parcial salientando os pontos que interessam ao meu argumento.<\/p>\n<p><strong>A TV e o decl&iacute;nio da esfera p&uacute;blica<\/p>\n<p><\/strong>Al Gore est&aacute; presente na m&iacute;dia global pelo Oscar de seu document&aacute;rio An Inconvenient Truth (EUA, 2006, dirigido por Davis Guggenheim) e por ter recebido o Pr&ecirc;mio Nobel da Paz, ambos decorrentes de seu envolvimento com a quest&atilde;o do aquecimento global e da prote&ccedil;&atilde;o ao meio ambiente. Mas o Ataque &agrave; Raz&atilde;o (Editora Manole, 2007) trata de outro problema.<\/p>\n<p>Identificado, sobretudo, como um duro ataque &agrave; administra&ccedil;&atilde;o de George W. Bush, o livro &eacute; constru&iacute;do em torno de um argumento sobre o decl&iacute;nio da esfera p&uacute;blica nos Estados Unidos e o progressivo desaparecimento da raz&atilde;o como base para as escolhas dos cidad&atilde;os e fundamento primeiro da democracia americana. E quais seriam, para Al Gore, os respons&aacute;veis por essa situa&ccedil;&atilde;o?<\/p>\n<p>Al Gore associa a Era da Raz&atilde;o com o predom&iacute;nio dos jornais na comunica&ccedil;&atilde;o dos EUA. Desde que a televis&atilde;o passou, h&aacute; 45 anos, a ser o meio definidor da esfera p&uacute;blica, elementos fundamentais da democracia come&ccedil;aram a ser colocados de lado at&eacute; que se chegou a uma &quot;amea&ccedil;a&quot; derivada da maneira dominante como a comunica&ccedil;&atilde;o se d&aacute; hoje entre os cidad&atilde;os estadunidenses. Ele aponta tr&ecirc;s &quot;regras&quot; que regem a constitui&ccedil;&atilde;o da esfera p&uacute;blica contempor&acirc;nea e que a diferenciam da &quot;era da palavra imprensa&quot;:<\/p>\n<p><strong>1.<\/strong> &quot;Os fluxos de informa&ccedil;&atilde;o de larga escala de hoje deslocam-se, de maneira geral, em uma &uacute;nica dire&ccedil;&atilde;o. O mundo da televis&atilde;o torna praticamente imposs&iacute;vel aos indiv&iacute;duos tomarem parte do que se passa por uma discuss&atilde;o nacional&quot;;<\/p>\n<p><strong>2.<\/strong> &quot;O alto investimento de capital exigido para a propriedade e opera&ccedil;&atilde;o de uma esta&ccedil;&atilde;o de televis&atilde;o e a natureza centralizada das redes de televis&atilde;o de sinal aberto (&#8230;) levou &agrave; crescente concentra&ccedil;&atilde;o da propriedade por um n&uacute;mero ainda menor de grandes corpora&ccedil;&otilde;es que hoje controlam de forma efetiva a maior parte da programa&ccedil;&atilde;o televisiva do pa&iacute;s&quot;. E mais, &quot;as divis&otilde;es de jornalismo s&atilde;o vistas como um centro de lucro planejado de modo a gerar receitas e, &agrave;s vezes, a validar os planos mais abrangentes da corpora&ccedil;&atilde;o que &eacute; propriet&aacute;ria da rede de televis&atilde;o&quot;; e<\/p>\n<p><strong>3.<\/strong> &quot;&eacute; importante diferenciar a qualidade da vivacidade experimentada por telespectadores daquela experimentada por leitores (&#8230;) um indiv&iacute;duo que passa quatro horas e meia assistindo &agrave; TV provavelmente ter&aacute; padr&atilde;o de atividade cerebral bem diferente daquele de um indiv&iacute;duo que passa quatro horas e meia por dia lendo.&quot;<\/p>\n<p>Para Al Gore, a necess&aacute;ria reconstru&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o p&uacute;blico passa &quot;pelo restabelecimento do discurso democr&aacute;tico genu&iacute;no, em que os indiv&iacute;duos possam participar de maneira significativa&quot; e &quot;isso significa reconhecer que &eacute; imposs&iacute;vel haver cidad&atilde;os bem informados sem que haja cidad&atilde;os bem conectados.&quot; <\/p>\n<p>A esperan&ccedil;a, portanto, estaria na internet e tamb&eacute;m na integra&ccedil;&atilde;o entre internet e televis&atilde;o que est&aacute; sendo experimentada, desde 2005, pela Current TV, criada pelo pr&oacute;prio Al Gore em sociedade com Joel Hyatt. Ela j&aacute; pode ser vista em 51 milh&otilde;es de domic&iacute;lios, tanto nos EUA como na Inglaterra.<\/p>\n<p>[Registre-se que a Current TV foi ganhadora do pr&ecirc;mio Emmy 2007 na categoria &quot;servi&ccedil;o de televis&atilde;o interativa&quot;].<\/p>\n<p><strong>Blair e a &quot;fera selvagem&quot; <\/p>\n<p><\/strong>J&aacute; o discurso do ex-primeiro ministro Tony Blair (<a href=\"http:\/\/uk.reuters.com\/article\/topNews\/idUKZWE24585220070612?src=061207_1647_TOPSTORY_blair_attacks_media\">ver &iacute;ntegra aqui, em ingl&ecirc;s<\/a>), ao contr&aacute;rio do livro de Al Gore, trata de forma direta da cobertura que a m&iacute;dia inglesa faz da pol&iacute;tica e dos pol&iacute;ticos.<\/p>\n<p>Depois de elogiar a imprensa, reconhecer que ela &eacute; essencial em uma sociedade livre e dizer que seu discurso n&atilde;o &eacute; uma reclama&ccedil;&atilde;o, mas sim um argumento, Blair afirma que &quot;faz parte da liberdade poder fazer coment&aacute;rios sobre os meios de comunica&ccedil;&atilde;o&quot;. Selecionei, ent&atilde;o, alguns de seus coment&aacute;rios, na seq&uuml;&ecirc;ncia em que aparecem no texto:<\/p>\n<p><em>&quot;(&#8230;) [O p&uacute;blico] &eacute; a prioridade, mas ele n&atilde;o &eacute; bem atendido pelo atual estado de coisas.<\/p>\n<p>&quot;Uma grande parte do nosso [do governante] trabalho hoje &ndash; fora das decis&otilde;es realmente maiores, mas t&atilde;o importante como qualquer outra coisa &ndash; &eacute; lidar com a m&iacute;dia, sua dimens&atilde;o, seu peso e sua hiperatividade constante. Em alguns momentos ela literalmente subjuga voc&ecirc;.<\/p>\n<p>&quot;N&oacute;s gastamos muito tempo discutindo por que h&aacute; tanto cinismo em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; pol&iacute;tica e &agrave; atividade p&uacute;blica. (&#8230;) Minha considera&ccedil;&atilde;o, depois de 10 anos, &eacute; que a verdadeira raz&atilde;o para o cinismo &eacute; precisamente o modo como os pol&iacute;ticos e a m&iacute;dia interagem. N&oacute;s, no mundo da pol&iacute;tica, porque temos medo de dizer as coisas, acabamos alimentando a no&ccedil;&atilde;o de que somos os &uacute;nicos respons&aacute;veis. <\/p>\n<p>&quot;O resultado [das mudan&ccedil;as no contexto em que a m&iacute;dia opera neste s&eacute;culo 21] &eacute; uma m&iacute;dia, cada vez mais e perigosamente, impulsionada pelo `impacto&acute;. Impacto &eacute; o que interessa. (&#8230;) Claro que a corre&ccedil;&atilde;o de uma reportagem conta. Mas ela &eacute; freq&uuml;entemente secund&aacute;ria ao impacto. &Eacute; essa necessidade de devo&ccedil;&atilde;o ao impacto que est&aacute; destruindo os padr&otilde;es de comportamento da m&iacute;dia, jogando-os para baixo, fazendo da diversidade da m&iacute;dia n&atilde;o a for&ccedil;a que deveria ser, mas, acima de tudo, um impulso para o sensacionalismo.<\/p>\n<p>&quot;A audi&ecirc;ncia precisa ser capturada, mantida e suas emo&ccedil;&otilde;es envolvidas. Qualquer coisa que seja interessante &eacute; menos importante do que algo que provoque irrita&ccedil;&atilde;o ou choque. As conseq&uuml;&ecirc;ncias disso s&atilde;o graves. <\/p>\n<p>&quot;Primeiro, esc&acirc;ndalo e controv&eacute;rsia se tornam muito mais importantes do que reportagens. Not&iacute;cia raramente &eacute; not&iacute;cia, a menos que gere controv&eacute;rsia, tanto ou mais do que esclarecimento. <\/p>\n<p>&quot;Segundo, atacar um motivo &eacute; muito mais potente do que atacar um julgamento. N&atilde;o &eacute; suficiente que algu&eacute;m cometa um erro. Tem que ser venal. Conspirat&oacute;rio. O que cria o cinismo n&atilde;o s&atilde;o erros; s&atilde;o alega&ccedil;&otilde;es de m&aacute; conduta. Mas a m&aacute; conduta &eacute; o que tem impacto. <\/p>\n<p>&quot;Terceiro, o medo de `ficar para tr&aacute;s&acute; significa que a m&iacute;dia hoje, mais do que nunca, trabalha em bloco. Nesse modelo, ela funciona como uma fera selvagem, fazendo em pedacinhos pessoas e reputa&ccedil;&otilde;es. Mas ningu&eacute;m se atreve a `ficar para tr&aacute;s&acute;.<\/p>\n<p>&quot;Quarto, (&#8230;) a nova t&eacute;cnica &eacute; o coment&aacute;rio sobre a not&iacute;cia que passou a ser t&atilde;o importante ou mais importante do que a pr&oacute;pria not&iacute;cia. (&#8230;) Freq&uuml;entemente a m&iacute;dia oferece a interpreta&ccedil;&atilde;o do que o pol&iacute;tico diz tanto quanto a cobertura do que o pol&iacute;tico realmente disse. Na interpreta&ccedil;&atilde;o, o que importa n&atilde;o &eacute; o significado do que o pol&iacute;tico disse, mas o que pode ser interpretado sobre o que ele disse. Isso leva [o governante] a gastar muita energia em refutar afirma&ccedil;&otilde;es sobre os significados do que foi dito, que tem pouca ou nenhuma rela&ccedil;&atilde;o com o que se pretendeu dizer. <\/p>\n<p>&quot;Quinto, (&#8230;) a confus&atilde;o entre not&iacute;cia e coment&aacute;rio. Coment&aacute;rio &eacute; algo perfeitamente respeit&aacute;vel no jornalismo. Desde que seja separado. Opini&atilde;o e fato deveriam ser claramente separados. A verdade &eacute; que uma grande parte da m&iacute;dia hoje simplesmente n&atilde;o separa mais fato de opini&atilde;o e se comporta como se isso fosse muito natural. Em outras palavras: isso n&atilde;o &eacute; exce&ccedil;&atilde;o. &Eacute; a rotina.<\/p>\n<p>&quot;A conseq&uuml;&ecirc;ncia final de tudo isso &eacute; que &eacute; raro encontrar equil&iacute;brio na m&iacute;dia hoje. <\/p>\n<p>&quot;Uma maneira precisa ser encontrada [para regular a rela&ccedil;&atilde;o m&iacute;dia-atividade p&uacute;blica]. Realmente acredito que a rela&ccedil;&atilde;o entre vida p&uacute;blica e m&iacute;dia se deteriorou, a ponto de exigir repara&ccedil;&atilde;o. Esse dano corr&oacute;i a confian&ccedil;a do pa&iacute;s em si mesmo; ele solapa a avalia&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s, de suas institui&ccedil;&otilde;es e, acima de tudo, reduz nossa capacidade de tomar as decis&otilde;es corretas na dire&ccedil;&atilde;o do futuro.&quot;<br \/><\/em><br \/><strong>Li&ccedil;&otilde;es para o Brasil<\/p>\n<p><\/strong>Apesar das diferen&ccedil;as hist&oacute;ricas existentes entre os sistemas de comunica&ccedil;&atilde;o no Brasil, nos EUA e na Inglaterra, as opini&otilde;es de Gore e Blair envolvem quest&otilde;es de princ&iacute;pio e seus pa&iacute;ses s&atilde;o democracias referenciais, utilizadas de forma generalizada como modelo a ser seguido, inclusive nas comunica&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>Naturalmente, no Brasil n&atilde;o se pode falar, como faz Al Gore em rela&ccedil;&atilde;o aos EUA, de uma Era da Raz&atilde;o democr&aacute;tica fundada nos jornais. S&oacute; agora nossa popula&ccedil;&atilde;o come&ccedil;a a atingir &iacute;ndices razo&aacute;veis de alfabetiza&ccedil;&atilde;o, condi&ccedil;&atilde;o que Thomas Jefferson sempre considerou como necess&aacute;ria para que a imprensa universalizada desempenhasse sua fun&ccedil;&atilde;o na democracia (&quot;Onde a imprensa &eacute; livre, e todo homem &eacute; capaz de ler, tudo est&aacute; seguro&quot;). A nossa m&iacute;dia impressa, ao contr&aacute;rio, continua elitizada como sempre foi. Por outro lado, n&atilde;o h&aacute; qualquer d&uacute;vida sobre a televis&atilde;o e sua unidirecionalidade como forma dominante de comunica&ccedil;&atilde;o entre n&oacute;s desde, pelo menos, a d&eacute;cada de 1970.<\/p>\n<p>Aqui tamb&eacute;m, como nos EUA, h&aacute; uma concentra&ccedil;&atilde;o crescente da propriedade na m&iacute;dia (n&atilde;o s&oacute; na televis&atilde;o) e o jornalismo &quot;sitiado&quot; padece das mesmas dificuldades decorrentes de sua vincula&ccedil;&atilde;o com a comunica&ccedil;&atilde;o comercial.<\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\">J&aacute; os duros coment&aacute;rios de Tony Blair sobre a cobertura que a m&iacute;dia faz da pol&iacute;tica e dos pol&iacute;ticos, sua rela&ccedil;&atilde;o com os governantes e as conseq&uuml;&ecirc;ncias impl&iacute;citas para a governabilidade, poderiam certamente ter sido feitos por um governante brasileiro. Compromisso com o impacto da not&iacute;cia, sensacionalismo, alega&ccedil;&otilde;es infundadas, destrui&ccedil;&atilde;o de reputa&ccedil;&otilde;es, editorializa&ccedil;&atilde;o da not&iacute;cia, desequil&iacute;brio e necessidade de regula&ccedil;&atilde;o existem na Inglaterra e no Brasil. L&aacute;, como c&aacute;, &quot;reparos&quot; s&atilde;o necess&aacute;rios.<\/p>\n<p><span>A esperan&ccedil;a de uma comunica&ccedil;&atilde;o interativa, integrando a internet e a televis&atilde;o, restauradora de uma esfera p&uacute;blica democr&aacute;tica (Gore), resolveria as quest&otilde;es levantadas por Blair?<\/p>\n<p><\/span><span>Ser&aacute; que a televis&atilde;o j&aacute; teria produzido no Brasil as conseq&uuml;&ecirc;ncias que Al Gore alega que ela causou na democracia estadunidense?<br \/><\/span><\/p>\n<p><span>O modelo de TV digital que est&aacute; sendo implantado entre n&oacute;s &ndash; privilegiando os antigos grupos concession&aacute;rios e impedindo o surgimento de novos &ndash; possibilitaria a solu&ccedil;&atilde;o desejada por Al Gore?<\/p>\n<p><\/span><span>Certamente seria produtivo refletir sobre a realidade subjacente &agrave;s quest&otilde;es levantadas por dois integrantes da elite dirigente de duas democracias consideradas maduras &ndash; e t&atilde;o diferentes da nossa &ndash; que ousaram criticar publicamente a grande m&iacute;dia em 2007. <\/p>\n<p><\/span><span>O que est&aacute; em jogo &eacute;, nada mais, nada menos, do que a liberdade e a democracia.<font size=\"3\"><\/font><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem lan&ccedil;ar um olhar retrospectivo para o ano que chega ao fim ver&aacute; que avalia&ccedil;&otilde;es de membros da elite pol&iacute;tica do Primeiro Mundo sobre o papel da m&iacute;dia na democracia e sobre sua experi&ecirc;ncia no trato com jornalistas merecem um registro especial. Refiro-me especificamente ao livro Ataque &agrave; Raz&atilde;o, do ex-vice-presidente americano Al Gore, lan&ccedil;ado &hellip; <a href=\"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=20134\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">Balan\u00e7o 2007: as cr\u00edticas de Gore e Blair \u00e0 grande m\u00eddia<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[470],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/20134"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=20134"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/20134\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=20134"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=20134"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=20134"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}