{"id":20017,"date":"2007-12-10T15:44:42","date_gmt":"2007-12-10T15:44:42","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=20017"},"modified":"2007-12-10T15:44:42","modified_gmt":"2007-12-10T15:44:42","slug":"industria-amazonense-reage-as-criticas-de-helio-costa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=20017","title":{"rendered":"Ind\u00fastria amazonense reage \u00e0s cr\u00edticas de H\u00e9lio Costa"},"content":{"rendered":"<p>A ind&uacute;stria eletr&ocirc;nica do Amazonas decidiu reagir &agrave;s declara&ccedil;&otilde;es do ministro das Comunica&ccedil;&otilde;es, H&eacute;lio Costa. No &uacute;ltimo domingo (02\/12), ao participar do programa &quot;Canal Livre&quot;, da Rede Bandeirantes de Televis&atilde;o, o ministro fez duras cr&iacute;ticas &agrave; ind&uacute;stria de TVs, instalada no P&oacute;lo Industrial de Manaus. <\/p>\n<p>&quot;Eles querem vender TVs de plasma, de 42, 52 polegadas. N&atilde;o querem que o povo use as TVs atuais &#8211; o Brasil vende cerca de 10 milh&otilde;es de TVs\/ano&quot;, declarou o ministro, quando indagado pelos jornalistas da Band sobre o por que do mercado apresentar pre&ccedil;os muito caros de conversores de sinais de TV Digital.<\/p>\n<p>Em nota oficial que ser&aacute; publicada na imprensa na pr&oacute;xima semana, a ind&uacute;stria amazonense se defende. O portal Converg&ecirc;ncia Digital teve acesso ao teor deste documento. Segue a &iacute;ntegra do comunicado:<\/p>\n<p>*<\/p>\n<p><strong><u>Conversores para TV Digital (set-top boxes) &ndash; Esclarecimentos &agrave; sociedade<\/u><\/strong><\/p>\n<p>Ante as reiteradas declara&ccedil;&otilde;es de autoridades p&uacute;blicas sobre pre&ccedil;os do set-top box que possibilitar&aacute; a recep&ccedil;&atilde;o dos sinais da TV Digital pelas TVs anal&oacute;gicas existentes nos lares brasileiros, as entidades representativas do P&oacute;lo Industrial de Manaus (PIM) prestam os seguintes esclarecimentos:<\/p>\n<p>I &#8211; No P&oacute;lo Industrial de Manaus &ndash; PIM j&aacute; se produz esse equipamento em larga escala (5.000.000 de unidades\/ano), voltado para TV a cabo e TV por sat&eacute;lite, com custo de fabrica&ccedil;&atilde;o em torno de US$ 50, atendendo satisfatoriamente o mercado interno e as exporta&ccedil;&otilde;es. Por&eacute;m, deve-se salientar que os produtos atualmente fabricados no PIM s&atilde;o destinados a clientes espec&iacute;ficos, n&atilde;o s&atilde;o vendidos isoladamente nas lojas, n&atilde;o necessitam de propaganda e marketing, n&atilde;o possuem log&iacute;stica de distribui&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o t&ecirc;m rede nacional de assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica, nem equipe nacional de vendas, nem financiamento ao consumo, etc. <\/p>\n<p>II &#8211; Da mesma forma, esses produtos n&atilde;o passam pela rede de varejo e n&atilde;o tem, portanto, em seu pre&ccedil;o, um importante elo na cadeia de comercializa&ccedil;&atilde;o. Assim, partindo do custo acima referido, n&atilde;o seria exagerado dizer que o pre&ccedil;o final ao consumidor do produto, se fosse tratado como produto t&iacute;pico de consumo (como &eacute; caso do conversor digital), estaria situado pr&oacute;ximo a US$ 100,00. Esse seria o pre&ccedil;o-par&acirc;metro para uma tecnologia consolidada, menos sofisticada e utilizada mundialmente h&aacute; d&eacute;cadas. <\/p>\n<p>III &#8211;&nbsp; O set-top box, para o televisor com recep&ccedil;&atilde;o de sinal digital nas tecnologias CRT (tubo de imagem), LCD ou PLASMA, &eacute; um equipamento de mesma natureza mas com agrega&ccedil;&atilde;o de tecnologia de &uacute;ltima gera&ccedil;&atilde;o desenvolvida especificamente para atender ao mercado brasileiro, em virtude de a op&ccedil;&atilde;o governamental de ter um padr&atilde;o nacional sofisticado. <\/p>\n<p>IV &#8211;&nbsp; O sistema de TV Digital terrestre existente no mundo, inclusive o sistema japon&ecirc;s que serviu de base ao adotado no Pa&iacute;s por indica&ccedil;&atilde;o dos pesquisadores brasileiros e aceito pelo governo, optou por incorporar avan&ccedil;os tecnol&oacute;gicos que n&atilde;o existiam quando os demais sistemas foram desenvolvidos. Destaca-se, a&iacute;, principalmente, a tecnologia de compress&atilde;o de dados H264 (erroneamente chamada de MPEG4), um avan&ccedil;o t&eacute;cnico expressivo sobre os demais sistemas, inclusive, os de cabo e sat&eacute;lite, que usam o MPEG2 ou sistemas semelhantes existentes h&aacute; d&eacute;cadas. <\/p>\n<p>V &#8211; A robustez de sinal e a mobilidade foram outras caracter&iacute;sticas exigidas. O n&uacute;mero de canais a serem recebidos tamb&eacute;m foi aumentado em rela&ccedil;&atilde;o aos outros sistemas, iniciando a recep&ccedil;&atilde;o ainda na faixa de VHF e aumentando o n&uacute;mero de canais em UHF (inicia no canal 7 VHF e vai at&eacute; o canal 69 UHF).<\/p>\n<p>VI &#8211;&nbsp; Por tal raz&atilde;o, o sintonizador e todo o conjunto de chips para demodula&ccedil;&atilde;o, decodifica&ccedil;&atilde;o e tratamento de sinal tiveram de ser especificamente desenvolvidos, ou seja, foi preciso desenvolver produtos totalmente novos, com tecnologia pioneira. Al&eacute;m do hardware, todos os softwares espec&iacute;ficos para as fun&ccedil;&otilde;es acima tamb&eacute;m tiveram de ser desenvolvidos. Ressalte-se ainda que esse desenvolvimento foi feito em prazo recorde, enquanto as especifica&ccedil;&otilde;es eram definidas.<\/p>\n<p>VII &#8211; Apesar de a estimativa da demanda brasileira ser expressiva (em torno de 80 milh&otilde;es de unidades), &eacute; insignificante se comparada &agrave;s escalas de produ&ccedil;&atilde;o mundial de tecnologias existentes. Tamb&eacute;m &eacute; necess&aacute;rio lembrar que essa demanda potencial deve se efetivar em longo tempo (m&iacute;nimo de 10 anos) e seu crescimento no curto e m&eacute;dio prazo ainda n&atilde;o pode ser estimado, pois n&atilde;o h&aacute; um plano de introdu&ccedil;&atilde;o\/divulgado, exce&ccedil;&atilde;o feita a S&atilde;o Paulo e mais duas ou tr&ecirc;s capitais.&nbsp; Logo, &eacute; preciso reconhecer que h&aacute; um pre&ccedil;o a pagar pelo pioneirismo que s&oacute; ser&aacute; minimizado &agrave; medida que a escala da demanda nacional for aumentando. N&atilde;o se trata, pois, de um produto de prateleira que se pode importar de qualquer lugar, a qualquer hora. Ele est&aacute; sendo desenvolvido exclusivamente para nosso mercado. Al&eacute;m disso, o pre&ccedil;o de mercado desses equipamentos n&atilde;o ser&aacute; o mesmo para todos os modelos e variar&atilde;o de acordo com a diversidade de fun&ccedil;&otilde;es. Obviamente, aqueles com funcionalidades b&aacute;sicas ter&atilde;o pre&ccedil;os menores. <\/p>\n<p>VIII &#8211; Diferentemente do que dizem certas autoridades governamentais, que atribuem os pre&ccedil;os elevados aos fabricantes de TVs. que estariam mais interessados em vender TVs de LCD e plasma j&aacute; com as novas tecnologias embutidas, vale lembrar que os principais fabricantes de TVs j&aacute; t&ecirc;m Conversores Digitais no mercado e que a maioria dos fabricantes de set-top boxes no PIM n&atilde;o s&atilde;o fabricantes de TVs. Esse ambiente de alta competitividade por certo vai induzir imediato repasse ao consumidor de qualquer poss&iacute;vel redu&ccedil;&atilde;o nos custos. Assim, a despeito do que t&ecirc;m declarado essas autoridades governamentais sobre os pre&ccedil;os que o mercado deveria praticar, chegando a recomendar que n&atilde;o sejam comprados os conversores neste momento, s&oacute; com o crescimento da demanda &eacute; que os pre&ccedil;os poder&atilde;o e ser&atilde;o reduzidos. &Eacute; a lei do mercado. <\/p>\n<p>IX &#8211; Por fim, &eacute; oportuno e respons&aacute;vel que se esclare&ccedil;a &agrave;s autoridades e &agrave; popula&ccedil;&atilde;o que a op&ccedil;&atilde;o por tecnologias modernas implica necessariamente custos mais elevados que as tecnologias consolidadas. H&aacute; um pre&ccedil;o a ser pago quando o governo optou por uma tecnologia inovadora.<\/p>\n<p>Manaus, 6 dezembro de 2007<\/p>\n<p>Assinam a nota Oficial:<\/p>\n<p>Ant&ocirc;nio Silva &ndash; Presidente da FIEAM &#8211; Federa&ccedil;&atilde;o das Ind&uacute;strias do Estado do Amazonas,<\/p>\n<p>Maur&iacute;cio Loureiro &ndash; Presidente do CIEAM &#8211; Centro da Ind&uacute;stria do Estado do Amazonas<\/p>\n<p>Lourival Ki&ccedil;ula &ndash; Presidente da ELETROS &#8211; Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletr&ocirc;nicos<\/p>\n<p>Wilson P&eacute;rico &ndash; Presidente do SINAEES &#8211; Sindicato da Ind&uacute;stria de Produtos El&eacute;tricos, Eletr&ocirc;nicos e Similares de Manaus<\/p>\n<p>Ulisses Tapaj&oacute;s &#8211; Presidente SIMPLAST &#8211; Sindicato das Ind&uacute;strias de Material Pl&aacute;stico de Manaus<\/p>\n<p>Valdemir Santana &#8211; Presidente da CUT &ndash; Central &Uacute;nica dos Trabalhadores no Amazonas<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ind&uacute;stria eletr&ocirc;nica do Amazonas decidiu reagir &agrave;s declara&ccedil;&otilde;es do ministro das Comunica&ccedil;&otilde;es, H&eacute;lio Costa. 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