{"id":20011,"date":"2007-12-10T15:22:10","date_gmt":"2007-12-10T15:22:10","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=20011"},"modified":"2007-12-10T15:22:10","modified_gmt":"2007-12-10T15:22:10","slug":"estudo-ve-manipulacao-de-diarios-oficiais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=20011","title":{"rendered":"Estudo v\u00ea &#8216;manipula\u00e7\u00e3o&#8217; de &#8216;Di\u00e1rios Oficiais&#8217;"},"content":{"rendered":"<p>O acesso a informa&ccedil;&otilde;es de interesse p&uacute;blico nas vers&otilde;es eletr&ocirc;nicas dos &#39;Di&aacute;rios Oficiais&#39; &eacute; dificultado na maioria dos Estados pelo descaso das autoridades com um direito assegurado ao cidad&atilde;o, revela estudo da ONG Transpar&ecirc;ncia Brasil. <\/p>\n<p>Em v&aacute;rios estados, os governantes usam esses ve&iacute;culos para fazer propaganda pessoal, o que &eacute; proibido pela Constitui&ccedil;&atilde;o Federal, mas n&atilde;o &eacute; coibido pelo Minist&eacute;rio P&uacute;blico. <\/p>\n<p>&#39;Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; presta&ccedil;&atilde;o de contas para a sociedade, a maioria funciona conforme o paradigma &#8211;e a mentalidade&#8211; inaugurado por Johannes Gutenberg h&aacute; mais de quinhentos anos&#39;, diz Cl&aacute;udio Weber Abramo, diretor executivo da ONG, ao citar o alem&atilde;o que inventou as t&eacute;cnicas de impress&atilde;o. O estudo examinou as edi&ccedil;&otilde;es referentes ao poder executivo e recebeu o t&iacute;tulo: &#39;Gutenberg em bits &#8211; Breve panorama dos Di&aacute;rios Oficiais brasileiros&#39;. <\/p>\n<p>Segundo Abramo, o desenvolvimento dos meios eletr&ocirc;nicos trouxe apenas uma &#39;modernidade cosm&eacute;tica&#39;. Na quase totalidade dos Estados, &#39;a &uacute;nica diferen&ccedil;a entre o &#39;Di&aacute;rio Oficial&#39; impresso e o apresentado na rede &eacute; o suporte: em vez do papel, a tela do monitor. Uma das exce&ccedil;&otilde;es &eacute; Alagoas, cujo &#39;Di&aacute;rio Oficial&#39; eletr&ocirc;nico organiza as informa&ccedil;&otilde;es. Mas o &oacute;rg&atilde;o abriga notici&aacute;rio com promo&ccedil;&atilde;o pessoal do governador tucano Teotonio Vilela Filho. O mesmo ocorre com o &#39;Minas Gerais&#39;, que publica propaganda pessoal do governador A&eacute;cio Neves (PSDB). <\/p>\n<p>Em alguns estados, as Imprensas Oficiais condicionam o acesso ao pagamento de assinaturas, a t&iacute;tulo de ressarcimento dos custos. &#39;N&atilde;o sendo importante para custear a produ&ccedil;&atilde;o dos &#39;Di&aacute;rios Oficiais&#39;, na pr&aacute;tica a cobran&ccedil;a representa um obst&aacute;culo ao acesso&#39;, diz Abramo. <\/p>\n<p>O &#39;Di&aacute;rio Oficial&#39; n&atilde;o &eacute; publicado na internet nos Estados de Goi&aacute;s, Rond&ocirc;nia, Roraima, Sergipe e Santa Catarina. No Amap&aacute;, deixou de ser publicado na internet em agosto &uacute;ltimo. O de Minas Gerais s&oacute; &eacute; dispon&iacute;vel mediante pagamento. <\/p>\n<p>Quando o acesso &eacute; gratuito, costuma ser limitado a poucas edi&ccedil;&otilde;es (uma semana ou um m&ecirc;s). Nos poucos casos em que se pode consultar edi&ccedil;&otilde;es anteriores, o cidad&atilde;o tem que pagar. <\/p>\n<p>Essas limita&ccedil;&otilde;es dificultam pesquisas sobre licita&ccedil;&otilde;es e nomea&ccedil;&otilde;es para cargos comissionados a cada novo governo. &#39;Em alguns &#39;Di&aacute;rios Oficiais&#39;, a interface de uso &eacute; bisonha, com excesso de passos de navega&ccedil;&atilde;o, uma diagrama&ccedil;&atilde;o primitiva e funcionamento prec&aacute;rio&#39;, diz o estudo da ONG. <\/p>\n<p>Segundo Abramo, &#39;demasiados agentes do poder p&uacute;blico n&atilde;o se d&atilde;o conta da import&acirc;ncia de informar a popula&ccedil;&atilde;o a respeito de seus atos&#39;. &#39;S&oacute; isso pode explicar o fato de &#39;Di&aacute;rios Oficiais&#39; como os de S&atilde;o Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, omitirem ao internauta a possibilidade de fazer buscas livremente em suas edi&ccedil;&otilde;es.&#39; <\/p>\n<p>&#39;A indig&ecirc;ncia da maioria dos &#39;Di&aacute;rios Oficiais&#39; sequer poderia ser completamente justificada sob o argumento de que seu aperfei&ccedil;oamento sairia caro demais&#39;, diz Abramo. As imprensas oficiais contam com receita da obrigatoriedade de publica&ccedil;&atilde;o de atos e declara&ccedil;&otilde;es de entes p&uacute;blicos e privados. &#39;O custo de publica&ccedil;&atilde;o &eacute; muitas vezes verdadeiramente extorsivo se comparado com o mercado publicit&aacute;rio&#39;,afirma. <\/p>\n<p>&Eacute; poss&iacute;vel que a receita seja insuficiente para custear a produ&ccedil;&atilde;o do &#39;Di&aacute;rio Oficial&#39; e a melhoria das edi&ccedil;&otilde;es eletr&ocirc;nicas, mas &#39;os governos contam em seus or&ccedil;amentos com nutridas verbas de publicidade&#39;, contrap&otilde;e o estudo da ONG. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O acesso a informa&ccedil;&otilde;es de interesse p&uacute;blico nas vers&otilde;es eletr&ocirc;nicas dos &#39;Di&aacute;rios Oficiais&#39; &eacute; dificultado na maioria dos Estados pelo descaso das autoridades com um direito assegurado ao cidad&atilde;o, revela estudo da ONG Transpar&ecirc;ncia Brasil. 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