{"id":19974,"date":"2007-12-05T14:52:21","date_gmt":"2007-12-05T14:52:21","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=19974"},"modified":"2007-12-05T14:52:21","modified_gmt":"2007-12-05T14:52:21","slug":"tv-digital-perguntas-as-respostas-que-nao-foram-formuladas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=19974","title":{"rendered":"TV Digital: perguntas \u00e0s respostas que n\u00e3o foram formuladas"},"content":{"rendered":"<p>A televis&atilde;o digital estreou oficialmente no domingo (2\/12), na cidade de S&atilde;o Paulo, de forma t&atilde;o secreta quanto antecipamos neste espa&ccedil;o (ver &quot;Bem-vindo &agrave; televis&atilde;o secreta&quot;). Apenas uns rar&iacute;ssimos paulistanos puderam v&ecirc;-la em casa, com os equipamentos postos &agrave; venda a toque de caixa, nas &uacute;ltimas semanas. <\/p>\n<p>A grande imprensa, cumprindo seu dever, produziu copioso material, inclusive cadernos especiais, para informar o distinto p&uacute;blico sobre o funcionamento da nova tecnologia e suas in&uacute;meras possibilidades. Boa parte das mat&eacute;rias foram guias do tipo &quot;Entenda a TV Digital&quot;, no formato pergunta-e-resposta, com explica&ccedil;&otilde;es objetivas para perguntas idem.<\/p>\n<p>Assim sendo, ombreando-se com as melhores casas do ramo noticioso e no intuito de oferecer aos leitores a informa&ccedil;&atilde;o mais qualificada poss&iacute;vel, esta coluna tamb&eacute;m oferece a sua modesta contribui&ccedil;&atilde;o, arriscando respostas para quest&otilde;es que n&atilde;o foram formuladas, ou n&atilde;o foram de todo respondidas. S&atilde;o elas:<\/p>\n<p><strong>** O Brasil est&aacute; certo em adotar a TV Digital?<br \/><\/strong>Sem sombra de d&uacute;vida. A TVD (ou DTV, na sigla inglesa que a tradicional macaquice p&aacute;tria j&aacute; adotou) &eacute; uma tecnologia muito superior de transmiss&atilde;o de sinais de &aacute;udio e v&iacute;deo, que os pa&iacute;ses centrais j&aacute; adotam desde o in&iacute;cio da d&eacute;cada, ou mesmo antes. Ela abre uma nova etapa na hist&oacute;ria da televis&atilde;o e pode trazer enormes benef&iacute;cios em termos de informa&ccedil;&atilde;o, entretenimento, educa&ccedil;&atilde;o e cidadania. Colocar-se contra a TV digital &eacute; burrice e faz&ecirc;-lo apenas por pirra&ccedil;a contra o governo Lula, &eacute; burrice e meia.<\/p>\n<p><strong>** O Brasil adotou a TV Digital no momento certo?<br \/><\/strong>Em termos. A decis&atilde;o de planejar a introdu&ccedil;&atilde;o da tecnologia no mercado brasileiro, um dos maiores do mundo, foi tomada at&eacute; tardiamente, em novembro de 2003 (veja o Decreto n&ordm; 4901 ). Poder&iacute;amos ter come&ccedil;ado antes. Mas, depois que o processo come&ccedil;ou para valer, as milhares de quest&otilde;es que ele colocou recomendavam cautela, para que as implica&ccedil;&otilde;es fossem bem estudadas e os entraves solucionados antes da estr&eacute;ia.<\/p>\n<p>N&atilde;o foi o que ocorreu. As emissoras apressaram o governo, temerosas com a instabilidade em seu mercado, que est&aacute; amea&ccedil;ado pelo migra&ccedil;&atilde;o de telespectadores para a internet, a desenfreada pirataria de DVDs e a concorr&ecirc;ncia que j&aacute; se anuncia da IPTV, a televis&atilde;o por internet das empresas de telefonia, que &eacute; paga, mas de custo mais baixo. Queriam fortalecer-se, oferecendo um forte atrativo ao p&uacute;blico e recobrindo-se da aura de modernidade e avan&ccedil;o tecnol&oacute;gico que haviam perdido. O governo embarcou na pressa e, em junho de 2006, definiu as regras gerais do jogo, nos termos em que as emissoras queriam, recuando enormemente de suas objetivos iniciais (compare o Decreto n&ordm; 5820 com o anterior).<\/p>\n<p>De l&aacute; para c&aacute;, tudo foi feito na correria, sem tempo para o desenvolvimento, por exemplo, do sistema operacional Ginga, o Windows da TVD brasileira &ndash; nossa (boa) contribui&ccedil;&atilde;o ao sistema japon&ecirc;s que adotamos. Estamos come&ccedil;ando sem Ginga, o que significa uma TVD limitada e gastos futuros para os consumidores que est&atilde;o comprando equipamentos agora.<\/p>\n<p><strong>** O Brasil fez o certo ao adotar o padr&atilde;o japon&ecirc;s de TVD? <br \/><\/strong>O padr&atilde;o japon&ecirc;s, desenvolvido depois do americano e do europeu, &eacute; mais avan&ccedil;ado e adapta-se melhor &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es brasileiras, sejam as s&oacute;cio-econ&ocirc;micas, sejam as geogr&aacute;ficas. Testes conduzidos por universidades (USP, Mackenzie), com apoio das emissoras, demonstraram isso. <\/p>\n<p>A quest&atilde;o &eacute; que o padr&atilde;o japon&ecirc;s privilegia a alta defini&ccedil;&atilde;o de imagens e de sons (HDTV), e a mobilidade\/portabilidade, isto &eacute;, a recep&ccedil;&atilde;o em ve&iacute;culos de qualquer tipo e em dispositivos pessoais como celulares, i-pjosdireitoaco etc. A primeira dessas funcionalidades &eacute; bastante elitista, j&aacute; que exige receptores muito caros. Tanto assim que, mundo afora, a defini&ccedil;&atilde;o que temos atualmente &ndash; a chamada &quot;padr&atilde;o&quot;, ou &quot;standard&quot; (SDTV) &ndash; ainda &eacute; majorit&aacute;ria na TVD.<\/p>\n<p>Quanto &agrave; outra funcionalidade, o padr&atilde;o japon&ecirc;s interessava mais &agrave;s emissoras porque permite que elas transmitam diretamente para os celulares, sem passar pelas redes de telecomunica&ccedil;&otilde;es. S&atilde;o elas que fazem o sinal chegar ao aparelho e n&atilde;o as teles. Com isso, as emissoras mant&eacute;m o controle exclusivo de seu mercado. &Eacute; melhor para o telespectador, claro, que n&atilde;o tem de pagar nada &agrave;s teles, mas n&atilde;o foi no or&ccedil;amento dele que as emissoras pensaram e sim no pr&oacute;prio.<\/p>\n<p>J&aacute; o padr&atilde;o europeu foca mais a multiprograma&ccedil;&atilde;o, ou a possibilidade de se ampliar o n&uacute;mero de canais, e tamb&eacute;m a interatividade, que permite ao telespectador navegar em telas de informa&ccedil;&atilde;o e fazer escolhas, como na internet. Isto seria melhor para o Brasil, que tem pouca diversidade de conte&uacute;do na televis&atilde;o e um enorme contingente de pessoas ainda longe da rede mundial de computadores (cerca de tr&ecirc;s quartos da popula&ccedil;&atilde;o). Foi por isso que os setores pr&oacute;-democratiza&ccedil;&atilde;o da m&iacute;dia posicionaram-se mais a favor do padr&atilde;o europeu, ou de um padr&atilde;o mais adequado &agrave;s nossas necessidades.<\/p>\n<p><strong>** O padr&atilde;o de TVD que temos, afinal, &eacute; japon&ecirc;s ou nipo-brasileiro?<br \/><\/strong>O governo adotou o sistema japon&ecirc;s, com inova&ccedil;&otilde;es brasileiras &ndash; basicamente, o navegador Ginga e a compress&atilde;o de imagens padr&atilde;o MPEG-4. O sistema japon&ecirc;s puro n&atilde;o funciona aqui e n&atilde;o adianta trazer muamba nip&ocirc;nica do Paraguai. Ele tamb&eacute;m n&atilde;o incorporou, ainda, os avan&ccedil;os da engenharia brasileira.<\/p>\n<p>Portanto, n&atilde;o h&aacute; propriamente um padr&atilde;o &quot;nipo-brasileiro&quot;, ao menos por enquanto. H&aacute; um padr&atilde;o japon&ecirc;s e um brasileiro, que &eacute; o japon&ecirc;s adaptado. Os dois s&atilde;o &uacute;nicos no mundo e adotados apenas em seus mercados. O que significa que n&atilde;o d&aacute; para importar nem exportar. Por isso, s&atilde;o mais caros que o americano e o europeu. E seguir&atilde;o sendo, enquanto n&atilde;o conquistarem novos mercados.<\/p>\n<p><strong>** Onde foi parar a f&aacute;brica de semicondutores, que o Jap&atilde;o nos daria como contrapartida pela escolha de seu padr&atilde;o?<br \/><\/strong>Perdeu-se no papel&oacute;rio oficial. N&atilde;o era uma exig&ecirc;ncia contratual nossa, nem um compromisso formal deles. Era uma vaga inten&ccedil;&atilde;o de envidar esfor&ccedil;os no sentido de um dia, quem sabe, considerar a remota hip&oacute;tese de estudar o assunto por dois ou tr&ecirc;s minutos. J&aacute; passaram mais de cinco e n&atilde;o rolou f&aacute;brica alguma. Nem vai rolar.<\/p>\n<p><strong>** O que, enfim, a TV digital brasileira oferecer&aacute; aos telespectadores?<br \/><\/strong>Inicialmente, das grandes funcionalidades da TVD &ndash; alta defini&ccedil;&atilde;o, mobilidade\/portabilidade, multiprograma&ccedil;&atilde;o e interatividade &ndash; s&oacute; est&aacute; dispon&iacute;vel a primeira. E apenas para consumidores que possam comprar conversores (set top boxes) dotados de HDTV, com custo superior a 1 mil reais, e que tenham telas de LCD ou plasma com 1080 linhas de resolu&ccedil;&atilde;o (a mais baratinha custa quase 8 mil reais). Ou seja: a elite da elite da elite dos telespectadores. A turma do Rolex.<\/p>\n<p>Para a tigrada, a aquisi&ccedil;&atilde;o do conversor digital mais simples, em defini&ccedil;&atilde;o SDTV, j&aacute; melhora bastante a imagem e o som do televisor anal&oacute;gico que a maioria tem. Mas com os pre&ccedil;os desse conversor na faixa de 500 reais, no m&iacute;nimo, significa que o consumidor ter&aacute; de desembolsar quase o valor de dois televisores atuais de 16 polegadas para melhorar a sua recep&ccedil;&atilde;o. O bom-bril na antena ainda vale mais a pena.<\/p>\n<p><strong>** A TV digital elimina, de fato, todos os problemas de imagem? <br \/><\/strong>A TVD acaba com fantasmas, chuviscos, oscila&ccedil;&otilde;es, todos os problemas da televis&atilde;o anal&oacute;gica. Mas tamb&eacute;m tem l&aacute; os seus defeitos. Quem tem NET Digital em casa j&aacute; os experimenta. Sabe aquele congelamento de imagens, aquele quadriculamento, que deixa a tela como se fosse um mosaico de quadradinhos? Pois &eacute;. Defeito digital.<\/p>\n<p><strong>** Quando ser&atilde;o introduzidas as demais funcionalidades da TV Digital?<br \/><\/strong>A ind&uacute;stria eletr&ocirc;nica est&aacute; prometendo dispositivos m&oacute;veis e port&aacute;teis para o primeiro trimestre de 2008. Vamos ver se o pre&ccedil;o, e n&atilde;o apenas o aparelho, cabe no bolso. Quanto ao celular com TV, n&atilde;o se anime muito. As teles comandam a produ&ccedil;&atilde;o desses equipamentos e, como n&atilde;o lucram nada com a TVD &ndash; ao contr&aacute;rio, porque fulano n&atilde;o telefona enquanto assiste TV, muito menos baixa v&iacute;deos, portanto n&atilde;o gera tr&aacute;fego &ndash;, n&atilde;o haver&aacute; nenhuma farra de televis&atilde;o no celular. &Eacute; o que acontece no Jap&atilde;o, onde os dispositivos port&aacute;teis para recep&ccedil;&atilde;o de TV abundam, mas n&atilde;o os celulares.<\/p>\n<p>Quanto &agrave; interatividade, a melhor perspectiva &eacute; o final de 2008, quando estar&aacute; pronto, supostamente, o navegador Ginga. Mas depende das emissoras se interessarem por oferecer produtos interativos em sua programa&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o h&aacute; maior entusiasmo nesse sentido. Elas acham que esse &eacute; um novo servi&ccedil;o, muito distinto do que fazem, e temem investir nele porque n&atilde;o t&ecirc;m modelo de neg&oacute;cio definido. Preferem fazer apenas o que sabem que d&aacute; dinheiro. Puro conservadorismo.<\/p>\n<p>J&aacute; a multiprograma&ccedil;&atilde;o poderia ser implantada rapidamente, se as emissoras tivessem interesse. Os investimentos n&atilde;o s&atilde;o muito altos. Mas as emissoras comerciais n&atilde;o querem, porque acham que haver&aacute; dispers&atilde;o dos recursos publicit&aacute;rios por muitos canais e o cobertor ser&aacute; curto para todo mundo. Como apenas as emissoras educativas querem, para fazer canais de educa&ccedil;&atilde;o a dist&acirc;ncia, a ind&uacute;stria eletr&ocirc;nica n&atilde;o dotou os conversores de sintonia para multiprograma&ccedil;&atilde;o. Tamb&eacute;m fica para o futuro. Indefinido.<\/p>\n<p><strong>** Os pre&ccedil;os da TV digital n&atilde;o v&atilde;o cair com o tempo?<br \/><\/strong><span>Certamente v&atilde;o, mas em quanto tempo? Talvez leve anos. A ind&uacute;stria eletr&ocirc;nica diz que precisa ter ganhos de escala, portanto precisa vender para os primeiros consumidores por pre&ccedil;os mais altos, para que outros comprem mais barato no futuro. <\/span>Atualmente, como vimos, s&oacute; a turma do Rolex pode comprar. <\/p>\n<p>Mas essa turma j&aacute; n&atilde;o tem TV por assinatura, que j&aacute; &eacute; digital e que oferecer&aacute; HDTV a partir de janeiro? Vai comprar conversores digitais para qu&ecirc;? E se ela n&atilde;o comprar, como a ind&uacute;stria ter&aacute; os ganhos de escala?<\/p>\n<p>&Eacute; aqui que se explica a linha de financiamento de 1 bilh&atilde;o de reais do BNDES, anunciada pelo presidente Lula na cerim&ocirc;nia de inaugura&ccedil;&atilde;o da TVD em S&atilde;o Paulo. O governo vai financiar as redes varejistas, para que elas ponham os pre&ccedil;os dos aparelhos ao alcance da tigrada. Ou seja: o contribuinte &eacute; que garantir&aacute; o ganho de escala.<\/p>\n<p><strong>** Os aparelhos que forem comprados agora ser&atilde;o usados por muito tempo?<br \/><\/strong>S&oacute; se o consumidor se contentar apenas com a melhoria do som e da imagem. Quando as outras funcionalidades da TVD forem introduzidas, os conversores lan&ccedil;ados agora no mercado n&atilde;o servir&atilde;o para sintoniz&aacute;-las. Ser&aacute; preciso comprar novos aparelhos. Que n&atilde;o ter&atilde;o escala em sua produ&ccedil;&atilde;o, portanto ser&atilde;o caros, portanto necessitar&atilde;o de uma ajudinha financeira do BNDES, portanto ser&aacute; mais uma conta para o contribuinte pagar.<\/p>\n<p><strong>** Enfim, o que fazer? Aderir ou n&atilde;o &agrave; TV digital?<br \/><\/strong>N&atilde;o foi o pr&oacute;prio ministro H&eacute;lio Costa, das Comunica&ccedil;&otilde;es, que nos sugeriu aguardar, porque o governo segue trabalhando para que o conversor digital seja vendido a 200 reais? Ent&atilde;o sejamos obedientes e pacientes, a menos que algu&eacute;m a&iacute; tenha dinheiro para torrar. Mas, nesse caso, ser&aacute; provavelmente leitor de Exame ou de Caras, n&atilde;o deste Observat&oacute;rio da Imprensa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A televis&atilde;o digital estreou oficialmente no domingo (2\/12), na cidade de S&atilde;o Paulo, de forma t&atilde;o secreta quanto antecipamos neste espa&ccedil;o (ver &quot;Bem-vindo &agrave; televis&atilde;o secreta&quot;). Apenas uns rar&iacute;ssimos paulistanos puderam v&ecirc;-la em casa, com os equipamentos postos &agrave; venda a toque de caixa, nas &uacute;ltimas semanas. A grande imprensa, cumprindo seu dever, produziu copioso &hellip; <a href=\"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=19974\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">TV Digital: perguntas \u00e0s respostas que n\u00e3o foram formuladas<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[567],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/19974"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=19974"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/19974\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=19974"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=19974"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=19974"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}