{"id":19935,"date":"2007-12-03T12:00:02","date_gmt":"2007-12-03T12:00:02","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=19935"},"modified":"2007-12-03T12:00:02","modified_gmt":"2007-12-03T12:00:02","slug":"a-tv-digital-o-mc-lula-e-a-era-do-estado-capataz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=19935","title":{"rendered":"A TV digital, o MC Lula e a Era do Estado Capataz"},"content":{"rendered":"<p><span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\"><span>Quando o assunto &eacute; a subservi&ecirc;ncia do Estado brasileiro aos interesses dos empres&aacute;rios de televis&atilde;o, pode-se pensar em estabelecer um limite. Mas os fatos ir&atilde;o sempre al&eacute;m dele. A prova vem da festa que marcou o in&iacute;cio das transmiss&otilde;es de TV em tecnologia digital para um limitado p&uacute;blico de algumas dezenas de afortunados paulistanos. Como mestre de cerim&ocirc;nias, com direito a texto e coreografia prontos, o presidente da Rep&uacute;blica.<\/p>\n<p><\/span><span>Pensou-se que o governo federal j&aacute; teria feito todos os favores aos radiodifusores no que diz respeito &agrave; implanta&ccedil;&atilde;o da TV digital no Brasil. Escolheu o padr&atilde;o japon&ecirc;s, tecnologia preferida e defendida pela Abert. Deixou de lado, com isso, investimentos e pesquisas que levariam &agrave; constitui&ccedil;&atilde;o de um padr&atilde;o nacional. Definiu um plano de &ldquo;transi&ccedil;&atilde;o&rdquo; que garante aos atuais donos da TV seguirem donos, com seu latif&uacute;ndio ampliado em um canal extra para transmitirem em alta defini&ccedil;&atilde;o por 10 anos a mesma programa&ccedil;&atilde;o para a qual j&aacute; t&ecirc;m garantido o seu espa&ccedil;o. Optou por acelerar o lan&ccedil;amento da TVD, desconsiderando que o desenvolvimento pleno do potencial da tecnologia &ndash; a interatividade real, que poderia significar a universaliza&ccedil;&atilde;o da internet no pa&iacute;s &ndash; leva tempo. Garantiu, assim, a manuten&ccedil;&atilde;o do modelo de neg&oacute;cios que enche o bolso de poucos e mostra quase nada do Brasil pela TV.<\/p>\n<p><\/span><span>Faltava um favor. Menor, se considerarmos a gravidade das decis&otilde;es anteriores. Por&eacute;m, extremamente significativo. E, no domingo, oito e meia da noite, l&aacute; estava o governo, o presidente Luiz In&aacute;cio Lula da Silva em pessoa, fazendo o favor de ler o texto que a ele coube na transmiss&atilde;o conjunta montada pelas principais redes de TV privadas do pa&iacute;s.<\/p>\n<p><\/span><span>Quando, ao terminar sua parte no jogral da cerim&ocirc;nia, Lula tomou o controle remoto cenogr&aacute;fico, fingiu apertar um bot&atilde;o e colocou &ldquo;no ar&rdquo; o filmete publicit&aacute;rio que se tornou o primeiro produto da TV digital a ser transmitido no pa&iacute;s, n&atilde;o se estava entrando numa nova era da televis&atilde;o no Brasil. O que se viu foi a prova de que ainda vivemos na era do latif&uacute;ndio midi&aacute;tico, do qual o Estado brasileiro segue sendo o capataz.<\/p>\n<p><em>* Cristina Char&atilde;o &eacute; jornalista e coordenadora do Intervozes.<\/em><\/span><\/p>\n<p><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando o assunto &eacute; a subservi&ecirc;ncia do Estado brasileiro aos interesses dos empres&aacute;rios de televis&atilde;o, pode-se pensar em estabelecer um limite. Mas os fatos ir&atilde;o sempre al&eacute;m dele. A prova vem da festa que marcou o in&iacute;cio das transmiss&otilde;es de TV em tecnologia digital para um limitado p&uacute;blico de algumas dezenas de afortunados paulistanos. 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