{"id":19929,"date":"2007-11-30T16:49:33","date_gmt":"2007-11-30T16:49:33","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=19929"},"modified":"2007-11-30T16:49:33","modified_gmt":"2007-11-30T16:49:33","slug":"comunidades-indigenas-usam-cinema-para-resgatar-cultura-e-tradicoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=19929","title":{"rendered":"Comunidades ind\u00edgenas usam cinema para resgatar cultura e tradi\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>Olinda (PE) &#8211; Um ritual ind&iacute;gena de reconquista faz parte do filme que explica por que o pequi tem cheiro forte, segundo a lenda Kuikuro, povo do Alto Xingu. A trama do curta-metragem Imb&eacute; Gikeg&uuml; &ndash; Cheiro de Pequi tem trai&ccedil;&atilde;o, assassinato e romance. Tudo com muito humor, j&aacute; que o cheiro viria do sexo da mulher. Esse foi um dos v&iacute;deos apresentados hoje (29) aos participantes da nona edi&ccedil;&atilde;o dos Jogos dos Povos Ind&iacute;genas, em Olinda (PE).<\/p>\n<p>O curta levou um ano para ficar pronto e foi produzido por participantes de uma oficina da organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o-governamental (ONG) V&iacute;deo nas Aldeias para o projeto Documenta Kuikuro, em que a tecnologia &eacute; utilizada para manter a cultura. A festa do pequi foi escolhida porque ocorreu simultaneamente ao curso, que ocorreu em setembro.<\/p>\n<p>Segundo um dos diretores do filme, Maric&aacute; Kuikuro, a id&eacute;ia do projeto de documenta&ccedil;&atilde;o &eacute; guardar as tradi&ccedil;&otilde;es para as pr&oacute;ximas gera&ccedil;&otilde;es, mas sob o olhar dos pr&oacute;prios &iacute;ndios. &ldquo;A preocupa&ccedil;&atilde;o do cacique era perder tudo isso&rdquo;, disse. O projeto Documenta Kuikuro &eacute; coordenado pelos &iacute;ndios e pelos antrop&oacute;logos Carlos Fausto e Bruna Franchetto do Museu Nacional do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Uma das lideran&ccedil;as Kuikuro, o velho Jakalo, disse a iniciativa &eacute; importante para os ind&iacute;genas n&atilde;o correrem o risco de &ldquo;esquecer a cultura&rdquo;, como outros povos que n&atilde;o lembram mais da l&iacute;ngua e das festas nativas. &ldquo;Outro dia, perguntei a um &iacute;ndio se ele falava a l&iacute;ngua dele? E ele respondeu que n&atilde;o, tinha esquecido&rdquo;, recorda. A&iacute; eu fiquei triste&rdquo;.<\/p>\n<p>A documentarista Mari Corr&ecirc;a, dirigente da ONG V&iacute;deo nas Aldeias, avalia que o projeto tem duas dimens&otilde;es: a documenta&ccedil;&atilde;o e a dinamiza&ccedil;&atilde;o da cultura. &ldquo;A oficina gera uma din&acirc;mica no momento, n&atilde;o no futuro. Com as filmagens, entrevistas e depoimentos, esse assunto da tradi&ccedil;&atilde;o, da transmiss&atilde;o do saber, vem &agrave; tona e todos come&ccedil;am a se interessar&rdquo;, explicou. O projeto tamb&eacute;m &eacute; realizado com outros 15 povos.<\/p>\n<p>Antes da exibi&ccedil;&atilde;o do v&iacute;deo Kuikuro, o presidente do Comit&ecirc; Intertribal &ndash; Mem&oacute;ria e Ci&ecirc;ncia Ind&iacute;gena, Marcos Terena, disse que os filmes produzidos pelos &iacute;ndios os retiram do &ldquo;papel de z&eacute;-mane&rdquo;, em refer&ecirc;ncia &agrave;s telenovelas: &ldquo;Apesar de sermos cerca de 500 mil em uma popula&ccedil;&atilde;o de 179 milh&otilde;es de brasileiros n&atilde;o queremos ser os &lsquo;mudos&rsquo; da hist&oacute;ria&rdquo;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Olinda (PE) &#8211; Um ritual ind&iacute;gena de reconquista faz parte do filme que explica por que o pequi tem cheiro forte, segundo a lenda Kuikuro, povo do Alto Xingu. 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