{"id":19908,"date":"2007-11-28T17:33:29","date_gmt":"2007-11-28T17:33:29","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=19908"},"modified":"2007-11-28T17:33:29","modified_gmt":"2007-11-28T17:33:29","slug":"bittar-propoe-cotas-para-audiovisual-nacional-na-tv-por-assinatura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=19908","title":{"rendered":"Bittar prop\u00f5e cotas para audiovisual nacional na TV por assinatura"},"content":{"rendered":"<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\"><span>Em audi&ecirc;ncia realizada no Rio de Janeiro na &uacute;ltima segunda-feira, dia 26, o deputado federal Jorge Bittar (PT\/RJ) manifestou esperan&ccedil;a de que a nova legisla&ccedil;&atilde;o da TV paga impulsionar&aacute; a produ&ccedil;&atilde;o audiovisual no Brasil. Segundo Bittar, as cotas para a programa&ccedil;&atilde;o nacional na TV por assinatura ser&atilde;o o instrumento respons&aacute;vel pelo fortalecimento do audiovisual brasileiro.<\/p>\n<p><\/span><span>O relat&oacute;rio do PL 29\/2007 j&aacute; foi votado na Comiss&atilde;o de Desenvolvimento Econ&ocirc;mico, Ind&uacute;stria e Com&eacute;rcio da C&acirc;mara dos Deputados, e seguiu para a Comiss&atilde;o de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia, Comunica&ccedil;&atilde;o e Inform&aacute;tica, onde Bittar ser&aacute; o relator da mat&eacute;ria.<\/p>\n<p><\/span><span>O deputado abriu a audi&ecirc;ncia com uma exposi&ccedil;&atilde;o sobre a atual situa&ccedil;&atilde;o do mercado de televis&atilde;o por assinatura no pa&iacute;s. Nesta an&aacute;lise, o deputado destacou a pouca penetra&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de TV paga no Brasil, que atingem apenas 8% da popula&ccedil;&atilde;o, &iacute;ndice considerado muito baixo, mesmo em compara&ccedil;&atilde;o com pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina. Ele mostrou ainda que o n&uacute;mero de assinaturas mant&eacute;m um ritmo de crescimento baixo.<\/p>\n<p><\/span><span>Al&eacute;m disso, o deputado comentou sobre o alto pre&ccedil;o cobrado pelo servi&ccedil;o no pa&iacute;s: segundo estudo feito pela Ancine (Ag&ecirc;ncia Nacional de Cinema), um pacote intermedi&aacute;rio no Brasil pode custar, por exemplo, mais do que o triplo do pre&ccedil;o de um pacote intermedi&aacute;rio na Espanha (em reais). &ldquo;A televis&atilde;o por assinatura &eacute; cara porque a escala &eacute; baixa&rdquo;, afirmou Bittar.<\/p>\n<p><\/span><span><strong>Cotas<\/p>\n<p><\/strong><\/span><span>O parlamentar defendeu reiteradamente que haja cotas para o audiovisual brasileiro, tanto na programa&ccedil;&atilde;o, quanto no empacotamento (montagem da programa&ccedil;&atilde;o em pacotes fechados pela operadora). Na programa&ccedil;&atilde;o, Bittar deve propor um m&iacute;nimo de 10% de teledramaturgia nacional. Reconhece, entretanto, que esta no&ccedil;&atilde;o de teledramaturgia precisa ser bem definida e pode ser substitu&iacute;da por &ldquo;conte&uacute;do qualificado&rdquo;, citando como exemplos filmes, document&aacute;rios e telenovelas. <\/p>\n<p><\/span><span>Na etapa do empacotamento, tamb&eacute;m haveria uma primeira cota de 10% para canais nacionais. Al&eacute;m disso, a proposta determina que 40% dos conte&uacute;dos (semanalmente, entre 6h e 24h) sejam nacionais. Dentro deste total, haveria ainda cotas para conte&uacute;do qualificado, regional, educativo e independente.<\/p>\n<p><\/span><span>&ldquo;A produ&ccedil;&atilde;o audiovisual &eacute; cara e de retorno duvidoso; por isso, &eacute; essencial criar espa&ccedil;os para veicula&ccedil;&atilde;o de produ&ccedil;&atilde;o independente. Queremos estimular os atuais produtores, mas tamb&eacute;m estimular que surjam novos atores neste cen&aacute;rio restrito&rdquo;, afirmou Bittar.<\/p>\n<p><\/span><span>Diante da preocupa&ccedil;&atilde;o manifestada por representantes de programadores e empacotadores presentes &agrave; audi&ecirc;ncia, o deputado explicou que as cotas devem ser aplicadas gradualmente. Ele esclareceu que ainda n&atilde;o h&aacute; uma posi&ccedil;&atilde;o definitiva sobre o assunto, mas sugeriu uma meta de implanta&ccedil;&atilde;o anual de 25% das cotas, de modo a alcan&ccedil;ar o total das cotas em quatro anos.<\/p>\n<p><\/span><span>Para completar o fomento &agrave; ind&uacute;stria do audiovisual, o parlamentar pretende destinar parte dos recursos do Fistel (Fundo de Fiscaliza&ccedil;&atilde;o das Telecomunica&ccedil;&otilde;es) para a produ&ccedil;&atilde;o nacional. Sua id&eacute;ia &eacute; substituir parte da taxa do Fistel (sem alterar os valores cobrados) por uma contribui&ccedil;&atilde;o que seria destinada exclusivamente ao fomento da produ&ccedil;&atilde;o audiovisual. Ele estima que este fundo poderia chegar a R$ 250 milh&otilde;es anuais.<\/p>\n<p><\/span><span>Embora o projeto trate exclusivamente da TV por assinatura, Bittar acredita que a mudan&ccedil;a provocada na produ&ccedil;&atilde;o audiovisual ser&aacute; t&atilde;o grande, que estes novos paradigmas tendem a se expandir para a televis&atilde;o aberta.<\/p>\n<p><\/span><span>&ldquo;&Eacute; preciso que o Brasil tenha uma ind&uacute;stria audiovisual forte, por quest&otilde;es culturais, geopol&iacute;ticas, mas tamb&eacute;m econ&ocirc;micas. Este &eacute; um dos mercados que mais crescem no mundo atualmente, e precisamos trabalhar para que o pa&iacute;s se torne exportador&rdquo;, concluiu.<\/p>\n<p><\/span><span><strong>Distribui&ccedil;&atilde;o<\/p>\n<p><\/strong><\/span><span>Bittar falou ainda sobre outras obriga&ccedil;&otilde;es que devem estar presentes no substitutivo. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; publicidade, ele pretende impor um limite de 10% do total da programa&ccedil;&atilde;o, sendo um m&aacute;ximo de 15% em cada hora. Nas programa&ccedil;&otilde;es dirigidas ao p&uacute;blico infanto-juvenil, estes n&uacute;meros seriam reduzidos &agrave; metade.<\/p>\n<p><\/span><span>O parlamentar falou que o &ldquo;must carry&rdquo; (canais obrigat&oacute;rios, norma presente na Lei do Cabo) deve se expandir para toda a TV paga, com exce&ccedil;&atilde;o apenas para as tecnologias que n&atilde;o sejam capazes de suportar tal aumento no n&uacute;mero de canais, como a telefonia m&oacute;vel e o MMDS anal&oacute;gico. <\/p>\n<p><\/span><span>Perguntado pelo Observat&oacute;rio sobre as propostas de limita&ccedil;&atilde;o &agrave; propriedade cruzada que figuram no relat&oacute;rio aprovado na Comiss&atilde;o de Desenvolvimento Econ&ocirc;mico, Bittar disse que as considera muito rigorosas e restritivas. Ele manifestou que pretende manter algum tipo de limita&ccedil;&atilde;o, mas n&atilde;o se aprofundou nas altera&ccedil;&otilde;es que pretende fazer.<\/p>\n<p><\/span><span>O deputado reconhece que o mercado de distribui&ccedil;&atilde;o &eacute; muito concentrado hoje, mas garantiu que, ao permitir a entrada das teles e do capital estrangeiro, a nova legisla&ccedil;&atilde;o provocar&aacute; um est&iacute;mulo imediato &agrave; competi&ccedil;&atilde;o no mercado de distribui&ccedil;&atilde;o. Segundo ele, vai haver uma grande quantidade de distribuidores, e a din&acirc;mica de mercado vai assegurar que haja espa&ccedil;o para toda a produ&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em audi&ecirc;ncia realizada no Rio de Janeiro na &uacute;ltima segunda-feira, dia 26, o deputado federal Jorge Bittar (PT\/RJ) manifestou esperan&ccedil;a de que a nova legisla&ccedil;&atilde;o da TV paga impulsionar&aacute; a produ&ccedil;&atilde;o audiovisual no Brasil. 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