{"id":19894,"date":"2007-11-27T16:31:44","date_gmt":"2007-11-27T16:31:44","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=19894"},"modified":"2007-11-27T16:31:44","modified_gmt":"2007-11-27T16:31:44","slug":"jornalistas-registrados-como-profissionais-de-radio-causam-polemica-no-ceara","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=19894","title":{"rendered":"Jornalistas registrados como profissionais de r\u00e1dio causam pol\u00eamica no Cear\u00e1"},"content":{"rendered":"<p>Um dos grandes problemas enfrentados pelo Sindicato dos Jornalistas do Cear&aacute; &eacute;, sem d&uacute;vida, o exerc&iacute;cio ilegal da profiss&atilde;o. &quot;A maior demanda vem dos jornalistas de televis&atilde;o e r&aacute;dio. Desde 2002, os profissionais de m&iacute;dia eletr&ocirc;nica do Estado foram obrigados pelas empresas a obter registro de radialista, categoria que n&atilde;o tem forma&ccedil;&atilde;o superior obrigat&oacute;ria&quot;, declara D&eacute;borah Lima, 37, presidente do Sindjorce desde 2004.<\/p>\n<p>D&eacute;borah afirma que os que se recusaram a executar a mudan&ccedil;a foram demitidos e que, desde ent&atilde;o, as empresas se negam a comparecer &agrave; Delegacia Regional do Trabalho (DRT) para qualquer tipo de negocia&ccedil;&atilde;o das campanhas salariais com o Sindicato. &quot;Elas alegam que n&atilde;o temos &#39;legitimidade&#39; para representar os empregados das empresas de r&aacute;dio e TV, porque estes s&atilde;o &#39;radialistas&#39; e n&atilde;o jornalistas. A situa&ccedil;&atilde;o &eacute; grave e merece ser denunciada&quot;.<\/p>\n<p>A presidente, formada pela Universidade Federal do Cear&aacute; (UFC), acredita que a TV Verdes Mares, filiada da Rede Globo, &eacute; uma das principais emissoras que sustentam a tese de que n&atilde;o h&aacute; jornalistas em suas reda&ccedil;&otilde;es. &quot;Pertencente aos herdeiros do empres&aacute;rio Edson Queiroz, sogro do senador Tasso Jereissati (PSDB), a TV Verdes Mares diz que n&atilde;o tem jornalistas, embora seus empregados sejam formados em Comunica&ccedil;&atilde;o Social\/Jornalismo e filiados ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Cear&aacute;&quot;. <\/p>\n<p>Com os jornalistas registrados como profissionais de r&aacute;dio e, segundo D&eacute;borah, trabalhando mais e ganhando menos do que deveriam, o Sindjorce passou por um momento financeiro dif&iacute;cil. &quot;As contribui&ccedil;&otilde;es dos jornalistas passaram a ser repassadas pelas emissoras para o Sindicato dos Radialistas, um sindicato que contribuiu, e continua contribuindo, com o plano dos patr&otilde;es de asfixiar financeiramente o nosso Sindicato&quot;.<\/p>\n<p>O Estado do Cear&aacute; conta, atualmente, com cerca de 1,7 mil jornalistas, sendo que 1.195 s&atilde;o filiados ao Sindicato. Os baixos pisos, de R$ 1.090 a R$ 1.907, e as extenuantes jornadas de trabalho s&atilde;o os principais problemas enfrentados pela categoria cearense. &quot;Os jornalistas trabalham at&eacute; 14h di&aacute;rias, j&aacute; que s&oacute; t&ecirc;m hor&aacute;rio para entrar e n&atilde;o para sair das reda&ccedil;&otilde;es&quot;, afirma D&eacute;borah.<\/p>\n<p>Dessa forma, as principais reivindica&ccedil;&otilde;es do acordo coletivo deste ano v&atilde;o desde um ganho real de 3%, reajuste acima da infla&ccedil;&atilde;o, at&eacute; vale alimenta&ccedil;&atilde;o e adicional pela veicula&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o em outras m&iacute;dias. &quot;Os representantes patronais repetem o surrado discurso de crise nos jornais para justificar o corte dos direitos j&aacute; consolidados, mesmo com as pesquisas apontando para um aumento do n&uacute;mero de an&uacute;ncios nas m&iacute;dias impressas&quot;, declara D&eacute;borah. <\/p>\n<p>A jornalista ainda afirma que, cada vez mais, os PJ&#39;s est&atilde;o crescendo no Estado e, al&eacute;m disso, constatou que cerca de 100 jornalistas trabalham sem registro profissional em Fortaleza. Entretanto, D&eacute;borah aponta para &quot;um caso mais grave&quot;, o da TV Uni&atilde;o. &quot;A DRT detectou a completa aus&ecirc;ncia de jornalistas na emissora. A reda&ccedil;&atilde;o &eacute; tocada exclusivamente por estagi&aacute;rios. Eles se comprometeram a contratar pelo menos dois jornalistas, mas at&eacute; agora nada&quot;. D&eacute;borah declarou ter sido amea&ccedil;ada pelo dono da emissora, Alberto Bardawil, caso persistisse com as reivindica&ccedil;&otilde;es. &quot;Ele disse que se uma nova fiscaliza&ccedil;&atilde;o da DRT chegasse l&aacute; iria ser recebida pelas c&acirc;meras e que a TV Uni&atilde;o denunciaria o sindicato por persegui&ccedil;&atilde;o. O argumento dele era que a TV n&atilde;o tinha R$ 1.000,00 para pagar um jornalista. Est&aacute; na hora dos jornais reconhecerem, valorizarem e investirem tamb&eacute;m em seus jornalistas. Chega dessa conversa de crise nos jornais. Essa choradeira n&atilde;o convence mais ningu&eacute;m&quot;, finaliza.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um dos grandes problemas enfrentados pelo Sindicato dos Jornalistas do Cear&aacute; &eacute;, sem d&uacute;vida, o exerc&iacute;cio ilegal da profiss&atilde;o. &quot;A maior demanda vem dos jornalistas de televis&atilde;o e r&aacute;dio. 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