{"id":19854,"date":"2007-11-23T11:10:08","date_gmt":"2007-11-23T11:10:08","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=19854"},"modified":"2007-11-23T11:10:08","modified_gmt":"2007-11-23T11:10:08","slug":"bittar-insiste-em-cotas-para-programacao-votacao-no-senado-so-em-2008","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=19854","title":{"rendered":"Bittar insiste em cotas para programa\u00e7\u00e3o; vota\u00e7\u00e3o no Senado s\u00f3 em 2008"},"content":{"rendered":"<p>A inclus&atilde;o de cotas expl&iacute;citas no PL 29\/2007 &#8211; que unifica as regras de produ&ccedil;&atilde;o, programa&ccedil;&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos audiovisuais e os servi&ccedil;os de TV por assinatura &#8211; pela Comiss&atilde;o de Desenvolvimento Econ&ocirc;mico praticamente n&atilde;o alterou os planos do pr&oacute;ximo relator da medida, deputado Jorge Bittar (PT\/RJ). Em entrevista a este notici&aacute;rio, Bittar confirmou que ir&aacute; apresentar um novo substitutivo &agrave; proposta e n&atilde;o apenas um parecer. A hip&oacute;tese de ser apresentado um parecer &#8211; para os casos onde o texto do projeto n&atilde;o &eacute; alterado &#8211; agilizaria a tramita&ccedil;&atilde;o ao evitar a espera por emendas ao substitutivo.<\/p>\n<p>A necessidade de apresentar um novo texto se d&aacute; por duas raz&otilde;es. Bittar pretende &quot;aperfei&ccedil;oar&quot; a defini&ccedil;&atilde;o de cotas sugerida pelo deputado Jo&atilde;o Maia (PR\/RN) e aceita pelo presidente da Comiss&atilde;o de Desenvolvimento Econ&ocirc;mico, deputado Wellington Fagundes (PR\/MT). Para o relator, a proposta de Maia &#8211; empacotadoras devem garantir 50% de produ&ccedil;&atilde;o nacional nos canais, sendo que 10% devem vir de produtoras independentes &#8211; n&atilde;o est&aacute; distante de sua id&eacute;ia original. <\/p>\n<p>&quot;O conceito das cotas j&aacute; vinha sendo apresentado por n&oacute;s (Comiss&atilde;o de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia) h&aacute; algum tempo. E se for reparar, a defini&ccedil;&atilde;o do deputado Jo&atilde;o Maia n&atilde;o &eacute; muito diferente da que propus, de 40% no caso das empacotadoras. Falta o refinamento&quot;, explicou. Existe apenas uma ressalva do parlamentar: ele insiste em estabelecer cotas tamb&eacute;m para as programadoras, o que implicaria cotas de conte&uacute;do dentro de cada canal individual.<\/p>\n<p><strong>Produ&ccedil;&atilde;o nacional<\/p>\n<p><\/strong>Bittar entende que h&aacute; espa&ccedil;o para fixar cotas mais espec&iacute;ficas que estimulem a cria&ccedil;&atilde;o de uma ind&uacute;stria de produ&ccedil;&atilde;o audiovisual no Brasil. &quot;&Eacute; importante encontrar um ponto de equil&iacute;brio nessa quest&atilde;o. Tamb&eacute;m &eacute; preciso definir melhor o que &eacute; produ&ccedil;&atilde;o nacional, dentro dos par&acirc;metros que j&aacute; existem na Ancine&quot;, afirma.<\/p>\n<p>&quot;Entendo que &eacute; importante ter uma cota na programa&ccedil;&atilde;o. Acho que mesmo os canais internacionais, de filmes, por exemplo, s&atilde;o capazes de ter um m&iacute;nino de conte&uacute;do nacional&quot;, complementa. Em seu relat&oacute;rio preliminar, apresentado no dia 27 de setembro, Bittar sugeriu que 10% da programa&ccedil;&atilde;o sejam reservados para produ&ccedil;&otilde;es nacionais.<\/p>\n<p>Caso o relator mantenha essa linha, o percentual ser&aacute; escalonado para os diferentes tipos de programa&ccedil;&atilde;o veiculada pelas TVs por assinatura. A proposta inicial &eacute; 17% para teledramaturgia; 6% para conte&uacute;do regional; 17% para produ&ccedil;&atilde;o independente; e 7% para conte&uacute;do educativo.<\/p>\n<p><strong>Mais produtoras<\/p>\n<p><\/strong>O relator tamb&eacute;m questiona a restri&ccedil;&atilde;o criada pela Comiss&atilde;o de Desenvolvimento Econ&ocirc;mico &agrave;s operadoras telef&ocirc;nicas de entrarem no mercado de produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do. &quot;Vamos ter que discutir essa coisa rigorosamente. &Eacute; importante evitar que o mercado seja dominado por uma ou duas empresas, mas tamb&eacute;m n&atilde;o podemos criar normas que impe&ccedil;am o financiamento da produ&ccedil;&atilde;o. At&eacute; porque, ampliar esse financiamento &eacute; importante para conseguir cumprir as cotas que vamos definir&quot;, pondera o deputado.<\/p>\n<p>Pelo texto aprovado nesta quinta-feira, 22, as operadoras do SMP e as concession&aacute;rias de telecomunica&ccedil;&otilde;es n&atilde;o podem realizar a aquisi&ccedil;&atilde;o de direitos de explora&ccedil;&atilde;o de imagens de eventos nacionais e contrata&ccedil;&atilde;o artistas brasileiros, nem participarem com mais de 30% de empresas produtoras ou programadoras. Na opini&atilde;o de Bittar, essa regra &eacute; uma limitadora &agrave; entrada de novos concorrentes no mercado.<\/p>\n<p><strong>Senado apenas em 2008<\/p>\n<p><\/strong>No que depender do relator do PL 29 na Comiss&atilde;o de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, a an&aacute;lise do projeto n&atilde;o dever&aacute; se alongar em sua pr&oacute;xima parada. O deputado Jorge Bittar (PT\/RJ) acredita que a miss&atilde;o de discutir o texto da proposta que define novas regras de produ&ccedil;&atilde;o, programa&ccedil;&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos audiovisuais e os servi&ccedil;os de TV por assinatura j&aacute; foi cumprida em audi&ecirc;ncias conjuntas realizadas nos &uacute;ltimos meses com a Comiss&atilde;o de Desenvolvimento Econ&ocirc;mico. &quot;N&oacute;s j&aacute; fizemos diversas audi&ecirc;ncias conjuntas e n&atilde;o acho que seja necess&aacute;rio reabrir o debate. Agora, &eacute; tocar a mat&eacute;ria e apresentar o substitutivo&quot;, afirmou Bittar a este notici&aacute;rio.<\/p>\n<p>Caso o relator conven&ccedil;a seus colegas de comiss&atilde;o a abrir m&atilde;o de fazer novas audi&ecirc;ncias, o projeto deve ter uma tramita&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida na Ci&ecirc;ncia e Tecnologia. Mesmo assim, Bittar n&atilde;o &eacute; otimista quanto &agrave; aprova&ccedil;&atilde;o plena da proposta em todas as comiss&otilde;es da C&acirc;mara em tempo h&aacute;bil de encaminhar o PL 29 para o Senado ainda neste ano. &quot;O calend&aacute;rio est&aacute; apertado e votar at&eacute; o dia 21 de dezembro (quando acaba o ano legislativo) est&aacute; complicado&quot;, afirmou Bittar. Segundo o parlamentar, o ideal era passar pela Ci&ecirc;ncia e Tecnologia e pela CCJ (Constitui&ccedil;&atilde;o e Justi&ccedil;a) e deixar apenas o Senado para 2008. &quot;Mas os prazos regimentares acabam tornando isso muito dif&iacute;cil de acontecer&quot;, afirmou. Esses prazos s&atilde;o os per&iacute;odos para as emendas parlamentares: um primeiro, aberto logo ap&oacute;s a chegada do projeto; e um segundo, caso o relator apresente um substitutivo &agrave; proposta. Ambos os prazos s&atilde;o de cinco sess&otilde;es da comiss&atilde;o.<\/p>\n<p><strong>Pressa<\/p>\n<p><\/strong>Temendo deixar o projeto parado por uma semana inteira, o presidente da Comiss&atilde;o de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, deputado J&uacute;lio Semeghini (PSDB\/SP), j&aacute; assinou despachos ratificando a escolha de Jorge Bittar para a relatoria e abrindo o processo de emendas &agrave; proposta. Semeghini estar&aacute; fora do Pa&iacute;s na pr&oacute;xima semana e acertou com Bittar a prepara&ccedil;&atilde;o dos despachos, que devem ser apresentados na ter&ccedil;a-feira, 27, (relatoria) e na quinta-feira, 29 (emendas).<\/p>\n<p>Uma reuni&atilde;o fechada entre os integrantes da Comiss&atilde;o de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia j&aacute; est&aacute; pr&eacute;-agendada para a pr&oacute;xima quinta-feira, 29, onde o relator dever&aacute; discutir suas id&eacute;ias sobre o projeto com os demais deputados. Apesar de defender que o projeto n&atilde;o precisa mais ser debatido publicamente, Bittar organizou uma audi&ecirc;ncia sobre o tema no Rio de Janeiro e distribuiu convites para os interessados. O encontro batizado de &quot;Uma nova legisla&ccedil;&atilde;o para a TV por assinatura&quot; ser&aacute; na pr&oacute;xima segunda-feira, 26, &agrave;s 18h no Pal&aacute;cio Gustavo Capanema.<\/p>\n<p><strong>Acordo<br \/><\/strong><br \/>A tramita&ccedil;&atilde;o acelerada faz parte de um acordo com a presid&ecirc;ncia da C&acirc;mara dos Deputados, que nas &uacute;ltimas semanas passou a se envolver diretamente na quest&atilde;o. At&eacute; a complementa&ccedil;&atilde;o do texto aprovado nesta quinta-feira, 22, foi acertado com o presidente, deputado Arlindo Chinaglia (PT\/SP). Para evitar que o deputado Jo&atilde;o Maia (PR\/RN) apresentasse um voto separado &#8211; o que comprometeria a vota&ccedil;&atilde;o realizada hoje -, o pr&oacute;prio Chinaglia ligou para o parlamentar e articulou com o relator Wellington Fagundes (PR\/MT) a inclus&atilde;o das cotas.<\/p>\n<p>Bittar tamb&eacute;m est&aacute; comprometido em ajudar na tramita&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida da proposta, apesar de achar que o calend&aacute;rio est&aacute; muito estreito para que a Ci&ecirc;ncia e Tecnologia aprove o conte&uacute;do a tempo de ser analisado ainda neste ano pela Comiss&atilde;o de Constitui&ccedil;&atilde;o e Justi&ccedil;a (CCJ). Caso os deputados consigam fazer essa an&aacute;lise rel&acirc;mpago at&eacute; o dia 21 de dezembro, o projeto sairia da CCJ diretamente para o Senado Federal, pois sua tramita&ccedil;&atilde;o &eacute; terminativa, liberando a proposta de passar pelo crivo do Plen&aacute;rio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A inclus&atilde;o de cotas expl&iacute;citas no PL 29\/2007 &#8211; que unifica as regras de produ&ccedil;&atilde;o, programa&ccedil;&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos audiovisuais e os servi&ccedil;os de TV por assinatura &#8211; pela Comiss&atilde;o de Desenvolvimento Econ&ocirc;mico praticamente n&atilde;o alterou os planos do pr&oacute;ximo relator da medida, deputado Jorge Bittar (PT\/RJ). 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