{"id":19832,"date":"2007-11-22T10:11:38","date_gmt":"2007-11-22T10:11:38","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=19832"},"modified":"2007-11-22T10:11:38","modified_gmt":"2007-11-22T10:11:38","slug":"disputa-no-congresso-evidencia-interesses-de-teles-e-radiodifusores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=19832","title":{"rendered":"Disputa no Congresso evidencia interesses de teles e radiodifusores"},"content":{"rendered":"<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\"><span>Foi&nbsp;recentemente aprovado&nbsp;na Comiss&atilde;o de Desenvolvimento Econ&ocirc;mico, Ind&uacute;stria e Com&eacute;rcio da C&acirc;mara dos Deputados o substitutivo do deputado Wellington Fagundes(PR-MT) ao PL 29\/07, que trata da regula&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de telecomunica&ccedil;&otilde;es e televis&atilde;o por assinatura. A proposta &eacute; a ponta do iceberg de uma grande batalha pelo futuro do sistema de comunica&ccedil;&otilde;es no pa&iacute;s. Por tr&aacute;s das diversas emendas apresentadas ao substitutivo e dos projetos apensados a ele, est&atilde;o os interesses dos diferentes setores econ&ocirc;micos que atuam nos setores da radiodifus&atilde;o, das telecomunica&ccedil;&otilde;es e da infra-estrutura das comunica&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p><\/span><span>Mas o que &eacute; de fato a chamada converg&ecirc;ncia tecnol&oacute;gica? Suas ra&iacute;zes est&atilde;o na digitaliza&ccedil;&atilde;o dos conte&uacute;dos (que transforma as mais diversas formas de informa&ccedil;&atilde;o em d&iacute;gitos bin&aacute;rios), condi&ccedil;&atilde;o para que as diversas plataformas pudessem trocar e reconhecer dados. Entretanto, o fen&ocirc;meno n&atilde;o pode ser observado apenas a partir da evolu&ccedil;&atilde;o das tecnologias, mas tamb&eacute;m sob a perspectiva de um movimento de concentra&ccedil;&atilde;o dos grupos de m&iacute;dia, cujas fus&otilde;es reduziram o setor a menos de dez conglomerados multinacionais.<\/p>\n<p><\/span><span>Tais processos v&ecirc;m desfazendo as fronteiras entre servi&ccedil;os e plataformas de comunica&ccedil;&atilde;o: um celular, por exemplo, pode fazer liga&ccedil;&otilde;es, acessar a internet e, em breve, receber conte&uacute;dos de televis&atilde;o. J&aacute; a Internet, principal refer&ecirc;ncia da converg&ecirc;ncia, transmite servi&ccedil;os de voz (como o VoIP do Skype), dados (e-mails) e v&iacute;deo (Youtube). <\/p>\n<p><\/span><span><strong>O tabuleiro e os jogadores<\/p>\n<p><\/strong><\/span><span>No entanto, se vozes mais otimistas proclamam a emancipa&ccedil;&atilde;o informacional a partir de um suposto acesso crescente aos meios de comunica&ccedil;&atilde;o, a forma como as pessoas ir&atilde;o se relacionar com estas possibilidades ser&aacute; determinada pelo resultado da guerra entre os grandes atores do mercado, cuja face mais vis&iacute;vel est&aacute; na disputa entre empresas de telecomunica&ccedil;&otilde;es e emissoras de televis&atilde;o. <\/p>\n<p><\/span><span>Desde as discuss&otilde;es sobre a implanta&ccedil;&atilde;o da TV digital no pa&iacute;s, cujo &aacute;pice se deu entre 2005 e 2006, os radiodifusores &ldquo;alertam&rdquo; sobre a amea&ccedil;a da entrada das teles no neg&oacute;cio da produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do. O argumento das Organiza&ccedil;&otilde;es Globo, principal grupo entre estes atores, baseia-se no risco das companhias de telefonia fixa e m&oacute;vel utilizarem seu peso econ&ocirc;mico para controlar o conte&uacute;do audiovisual, um dos pilares da identidade nacional. N&atilde;o &agrave; toa, em debate recente, um graduado representante dos radiodifusores chegou a afirmar que o &ldquo;Brasil s&oacute; &eacute; Brasil por causa da tela da Globo&rdquo;, em refer&ecirc;ncia ao poder da rede criada por Roberto Marinho em estreita coopera&ccedil;&atilde;o com as sucessivas gest&otilde;es do governo brasileiro. <\/p>\n<p><\/span>Al&eacute;m disso, a caracter&iacute;stica &ldquo;livre e gratuita&rdquo; da radiodifus&atilde;o tamb&eacute;m poderia ser alterada com a entrada das operadoras de telecomunica&ccedil;&atilde;o na oferta de conte&uacute;do, uma vez que seu modelo de financiamento &eacute; a assinatura. A conseq&uuml;&ecirc;ncia deste diagn&oacute;stico, em tese, &eacute; a necessidade da legisla&ccedil;&atilde;o brasileira proteger o conte&uacute;do, e a radiodifus&atilde;o, dos grupos internacionais. O interesse p&uacute;blico nesta vis&atilde;o &eacute; manter os conte&uacute;dos hoje veiculados, um patrim&ocirc;nio nacional, nas m&atilde;os dos brasileiros.<\/p>\n<p>Do outro lado, as teles, como s&atilde;o chamadas as empresas de telecomunica&ccedil;&otilde;es, defendem a inexorabilidade da converg&ecirc;ncia, j&aacute; que os avan&ccedil;os tecnol&oacute;gicos possibilitam &agrave;s pessoas receberem informa&ccedil;&atilde;o independente da plataforma ou da infra-estrutura utilizada. Nesse sentido, a converg&ecirc;ncia conformaria uma tend&ecirc;ncia pela qual cada vez mais as pessoas poder&atilde;o usufruir a maiores funcionalidades e mais velocidade no acesso a dados, voz e v&iacute;deo. Frente a isso, tamb&eacute;m em tese, n&atilde;o haveria porque o Brasil limitar estas possibilidades. <\/p>\n<p>Segundo os atores deste mercado, a mudan&ccedil;a das regras &eacute; fundamental para que as empresas tenham seguran&ccedil;a para investir na expans&atilde;o na infra-estrutura para oferta do servi&ccedil;o. A principal fronteira &eacute; a conex&atilde;o &agrave; Internet, especialmente em banda larga. Isso porque a telefonia celular j&aacute; atingiu seu &aacute;pice com os mais de 112 milh&otilde;es de aparelhos em funcionamento no pa&iacute;s. Do ponto de vista das teles, o interesse p&uacute;blico seria a liberdade de ter acesso aos mais variados tipos de servi&ccedil;os e tecnologias.&nbsp; <\/p>\n<p><strong><br \/>Os primeiros movimentos<\/p>\n<p><\/strong>Embora tenha se valido de um tom alarmista em rela&ccedil;&atilde;o ao avan&ccedil;o das empresas de telefonia fixa e m&oacute;vel, os lances que deflagraram o embate atual partiram das pr&oacute;prias Organiza&ccedil;&otilde;es Globo. Em situa&ccedil;&atilde;o financeira delicada desde a sua quase fal&ecirc;ncia no in&iacute;cio de 2003, o maior grupo de m&iacute;dia brasileiro n&atilde;o teve preconceitos ao fechar um acordo com a Telmex, maior empresa de telecom da Am&eacute;rica Latina, para que esta, ap&oacute;s adquirir a Embratel, assumisse parte majorit&aacute;ria da NET Servi&ccedil;os (maior distribuidora de sinal de TV a cabo). <\/p>\n<p>Com esta transa&ccedil;&atilde;o, a Globo deu passo fundamental ao arranjo que avaliou ser poss&iacute;vel no cen&aacute;rio de converg&ecirc;ncia: ela passaria a comandar toda a esfera da produ&ccedil;&atilde;o e programa&ccedil;&atilde;o audiovisual, uma vez que j&aacute; n&atilde;o possu&iacute;a capital para disputar o mercado da infra-estrutura de distribui&ccedil;&atilde;o. A partir da alian&ccedil;a, a NET Servi&ccedil;os passou a oferecer, junto a seu sinal de TV por assinatura, internet banda larga e telefonia por IP, o chamado <em>Triple play.<\/em> <\/p>\n<p>As empresas de telefonia, que viam na oferta de telefonia fixa e banda larga por meio da tecnologia ADSL um mercado em expans&atilde;o, sa&iacute;ram da espreita para contra-atacar. A r&aacute;pida migra&ccedil;&atilde;o de pessoas deste servi&ccedil;o (como a internet turbo da Brasil Telecom, o Virtua da Telef&ocirc;nica), para o <em>triple play<\/em> da NET fez acender a luz amarela no setor. A resposta veio r&aacute;pida: as teles avan&ccedil;aram sobre operadoras de TV por assinatura, com a compra pela Telef&ocirc;nica da TVA (por MMDS e cabo) e a aquisi&ccedil;&atilde;o pela Oi da Way TV. <\/p>\n<p>A pr&oacute;-atividade das Organiza&ccedil;&otilde;es Globo tamb&eacute;m se refletiu no parlamento. J&aacute; no final de 2006, a V&ecirc;nus Platinada tentou emplacar uma proposta de Emenda Constitucional (PEC) de autoria do senador Maguito Vilella (PMDB-GO) que estendia &agrave;s empresas de telecomunica&ccedil;&atilde;o a restri&ccedil;&atilde;o de 30% para a presen&ccedil;a de capital estrangeiro, como j&aacute; prev&ecirc; a Constitui&ccedil;&atilde;o Federal para as concession&aacute;rias de radiodifus&atilde;o. O texto foi logo recha&ccedil;ado, dando espa&ccedil;o ao surgimento, no in&iacute;cio de 2007, do PL 29, de autoria do deputado Paulo Bornhausen (DEM-SC). Como resposta &agrave; PEC dos radiodifusores,&nbsp; Bornhausen prop&ocirc;s liberalizar a legisla&ccedil;&atilde;o para que empresas de telecomunica&ccedil;&atilde;o pudessem entrar no neg&oacute;cio da produ&ccedil;&atilde;o e programa&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do. <\/p>\n<p>O contra-ataque dos radiodifusores n&atilde;o tardou e, menos de um m&ecirc;s depois, o deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP) apresentou o PL 70, que recupera o esp&iacute;rito da PEC de Maguito Vilela e prev&ecirc; a extens&atilde;o do limite de capital estrangeiro para empresas que entrem no mercado da produ&ccedil;&atilde;o e programa&ccedil;&atilde;o. No mesmo per&iacute;odo, apresentando-se como uma &ldquo;terceira via&rdquo;, os parlamentares petistas Paulo Teixeira (SP) e Walter Pinheiro (BA) apresentaram o PL 332, que cria a figura do servi&ccedil;o de acesso condicionado, abarcando a televis&atilde;o por assinatura, telefonia e internet, e prev&ecirc; est&iacute;mulos ao conte&uacute;do nacional.<\/p>\n<p><strong>Luzes e sombras no embate<\/p>\n<p><\/strong>Desde ent&atilde;o, todos os projetos passaram ent&atilde;o a tramitar apensados ao PL 29. De um lado, alinham-se os radiodifusores, com pouco peso econ&ocirc;mico e muito peso pol&iacute;tico no Congresso. De outro, as teles, com pouca (mas crescente) influ&ecirc;ncia no parlamento, gordas receitas e pesada capacidade de investimento.<\/p>\n<p>Por tr&aacute;s do discurso dos radiodifusores est&aacute; um movimento de resist&ecirc;ncia e reserva de mercado na radiodifus&atilde;o. Por tr&aacute;s da venda das maravilhas da &ldquo;sociedade da informa&ccedil;&atilde;o&rdquo; das teles est&aacute; a &acirc;nsia de expandir a oferta de banda larga e de conte&uacute;do, hoje dificultada pelo fato de seu competidor, a NET, j&aacute; oferecer o triple play. Para n&atilde;o perder mercado para a NET e crescer naquela que &eacute; a principal fronteira das telecomunica&ccedil;&otilde;es no mundo, as teles precisam mudar a legisla&ccedil;&atilde;o para que possam tamb&eacute;m poder agregar o conte&uacute;do televisivo aos seus pacotes de servi&ccedil;os.<\/p>\n<p>Outra luz a ser lan&ccedil;ada neste processo &eacute; a dicotomia entre teles e radiodifusores. Se observado de outro &acirc;ngulo, h&aacute; um conflito entre Telmex (M&eacute;xico) e Telef&ocirc;nica (Espanha) pelo comando de parte volumosa das comunica&ccedil;&otilde;es brasileiras. A diferen&ccedil;a entre uma &eacute; outra &eacute; que a mexicana optou por se aliar &agrave;s Organiza&ccedil;&otilde;es Globo ao inv&eacute;s de confrontar seu poder pol&iacute;tico. J&aacute; a Telefonica ficou de fora do acordo e agora tem de entrar no mercado de TV por assinatura por outros meios.<\/p>\n<p><span>Este cen&aacute;rio transformou este mercado na principal disputa relativa &agrave; converg&ecirc;ncia. <\/span>Os substitutivos do deputado Wellington Fagundes (PR-MT) e o que ser&aacute; apresentado pelo deputado Jorge Bittar (PT-RJ), relator da proposta na Comiss&atilde;o de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia, Comunica&ccedil;&atilde;o e Inform&aacute;tica, expressam esta disputa e retiram do debate qualquer aspira&ccedil;&atilde;o mais ampla sobre a regula&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de acesso condicionado (servi&ccedil;os pagos ou por assinatura).<\/p>\n<p><span>Ainda n&atilde;o h&aacute; sinal de acordo poss&iacute;vel, mas os agentes tem mostrado onde est&atilde;o seus limites. Os radiodifusores n&atilde;o admitem mexer na radiodifus&atilde;o (o que at&eacute; agora n&atilde;o tem sido pleiteado pelas teles), mas j&aacute; come&ccedil;am a aceitar a entrada das operadoras de telefonia na distribui&ccedil;&atilde;o do sinal de TV por assinatura, contanto que as &ldquo;mat&eacute;rias-primas fundamentais&rdquo; da programa&ccedil;&atilde;o, como contratos de direitos de transmiss&atilde;o de esportes, continuem em suas m&atilde;os.<\/p>\n<p><\/span><span>A experi&ecirc;ncia da Telef&ocirc;nica na compra da Endemol (empresa que det&eacute;m os direitos sobre o formato do programa Big Brother) e sua posterior venda a um valor mais baixo mostram que somente o poder econ&ocirc;mico n&atilde;o garante sucesso no mercado de conte&uacute;do. Al&eacute;m disso, o custo alto da produ&ccedil;&atilde;o e compra de direitos s&oacute; se viabiliza quando h&aacute; um mecanismo de distribui&ccedil;&atilde;o em grande escala, como &eacute; a televis&atilde;o aberta no Brasil. No entanto, se as teles n&atilde;o querem ir ao n&uacute;cleo do neg&oacute;cio das emissoras de r&aacute;dio e TV, tamb&eacute;m n&atilde;o querem ficar dependentes apenas das cinco grandes programadoras, especialmente da Globo. Da&iacute; o interesse nos mecanismos de fomento &agrave; produ&ccedil;&atilde;o independente que devem aparecer no substitutivo de Jorge Bittar na CCTCI. <\/p>\n<p><\/span><span>Este parece ser o limite de ambos os setores. As organiza&ccedil;&otilde;es Globo sabem que em um futuro pr&oacute;ximo o avan&ccedil;o da banda larga e da televis&atilde;o por assinatura fatalmente pressionar&aacute; a concentra&ccedil;&atilde;o de receitas de publicidade em sua emissora de televis&atilde;o aberta (cerca de 70% dos recursos em an&uacute;ncios v&atilde;o para a Rede Globo). No entanto, apesar de todo seu poder pol&iacute;tico, a trincheira da televis&atilde;o por assinatura parece ter sido conquistada. Resta saber por quanto tempo ela conseguir&aacute; deter que haja no Brasil uma reorganiza&ccedil;&atilde;o mais estrutural como acontece neste momento na Europa com a cria&ccedil;&atilde;o da figura de um servi&ccedil;o audiovisual que pode ser operado em qualquer plataforma. <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Discuss\u00e3o no Congresso sobre o substitutivo do deputado Wellington Fagundes (PR-MT) ao PL 29\/07 exp\u00f5e interesses dos setores privados na regula\u00e7\u00e3o das telecomunica\u00e7\u00f5es e da televis\u00e3o por assinatura.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[215],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/19832"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=19832"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/19832\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=19832"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=19832"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=19832"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}