{"id":19814,"date":"2007-11-19T17:56:15","date_gmt":"2007-11-19T17:56:15","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=19814"},"modified":"2007-11-19T17:56:15","modified_gmt":"2007-11-19T17:56:15","slug":"na-surdina-empresas-colhem-dados-sobre-a-vida-dos-internautas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=19814","title":{"rendered":"Na surdina, empresas colhem dados sobre a vida dos internautas"},"content":{"rendered":"<p><span>Voc&ecirc; pode at&eacute; n&atilde;o dizer seu nome nem seu endere&ccedil;o, mas a internet guarda in&uacute;meros dados sobre voc&ecirc; &#8211;seja por um cadastro criado em uma rede social, como Orkut ou MySpace, ou pela aceita&ccedil;&atilde;o de termos de seguran&ccedil;a de um site que voc&ecirc; nem mesmo leu. <\/p>\n<p><\/span><span>O comportamento dos usu&aacute;rios e as atitudes de empresas p&otilde;em a privacidade em quest&atilde;o. De um lado, internautas que consideram a intera&ccedil;&atilde;o ben&eacute;fica se registram em redes sociais, colocam fotos no Flickr e v&iacute;deos no YouTube. <\/p>\n<p><\/span><span>De outro, empresas montam bancos de dados baseados nos h&aacute;bitos de navega&ccedil;&atilde;o e nas informa&ccedil;&otilde;es que o usu&aacute;rio disponibiliza na rede, mesmo que ele nem sempre tenha a dimens&atilde;o do quanto est&aacute; se expondo. <\/p>\n<p><\/span><span>No meio do caminho, pesquisadores e soci&oacute;logos questionam as implica&ccedil;&otilde;es da privacidade on-line, e setores da sociedade se mobilizam para preservar os usu&aacute;rios. <\/p>\n<p><\/span><span>&quot;As pessoas dizem que estimam a privacidade, mas isso fica no plano abstrato&quot;, avalia Lee Rainer, diretor do Pew Internet &amp; American Life Project, que desenvolve trabalhos sobre o impacto da internet na sociedade. &quot;Muitos est&atilde;o completamente dispostos a divulgar coisas como seu endere&ccedil;o de e-mail e at&eacute; n&uacute;mero de telefone em troca de algo de valor.&quot; <\/p>\n<p><\/span><span>A necessidade de &quot;existir on-line&quot; &eacute; um reflexo da sociedade do espet&aacute;culo, dos 15 minutos de fama pregados pelo artista pl&aacute;stico Andy Warhol (1928-87), na opini&atilde;o de Walter Lima J&uacute;nior, p&oacute;s-doutor em tecnologia e comunica&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p><\/span><span>&quot;As pessoas querem mostrar que t&ecirc;m amigos, que s&atilde;o legais. Nunca vi ningu&eacute;m ter 400 amigos na vida real&#39;, aponta. Essa tentativa de &#39;ser algu&eacute;m, mesmo que s&oacute; virtual&quot;, revela como a percep&ccedil;&atilde;o sobre a comunica&ccedil;&atilde;o digital ainda &eacute; muito recente e carece de discuss&otilde;es. <\/p>\n<p><\/span><span>&quot;O ser humano leva um tempo para entender novos mecanismos. Mas j&aacute; existe um movimento de pessoas se retraindo, retirando informa&ccedil;&otilde;es como telefone e moradia de sites como o Orkut&quot;, afirma. <\/p>\n<p><\/span><span><strong>Rastreamento <\/p>\n<p><\/strong><\/span><span>Para o soci&oacute;logo S&eacute;rgio Amadeu, defensor do software livre e da inclus&atilde;o digital, o conceito de privacidade est&aacute; sob ataque. &quot;Empresas querem rastrear os internautas visando obter dados sobre seus h&aacute;bitos de consumo. Trata-se de uma invas&atilde;o absurda no direito das pessoas de resguardar seus dados.&quot; <\/p>\n<p><\/span><span>O desafio &eacute; aprender a gerenciar a visibilidade desses dados, afirma Jos&eacute; Murilo Junior, do Global Voices Online. &quot;Deve caber ao usu&aacute;rio definir os diferentes n&iacute;veis de acesso &agrave;s suas informa&ccedil;&otilde;es, e cabe aos servi&ccedil;os evoluir no sentido de prover essa funcionalidade de forma transparente.&quot;<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc&ecirc; pode at&eacute; n&atilde;o dizer seu nome nem seu endere&ccedil;o, mas a internet guarda in&uacute;meros dados sobre voc&ecirc; &#8211;seja por um cadastro criado em uma rede social, como Orkut ou MySpace, ou pela aceita&ccedil;&atilde;o de termos de seguran&ccedil;a de um site que voc&ecirc; nem mesmo leu. 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