{"id":19798,"date":"2007-11-19T12:33:58","date_gmt":"2007-11-19T12:33:58","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=19798"},"modified":"2007-11-19T12:33:58","modified_gmt":"2007-11-19T12:33:58","slug":"forum-nacional-dos-pontos-de-cultura-tira-comissao-nacional-para-2008","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=19798","title":{"rendered":"F\u00f3rum Nacional dos Pontos de Cultura tira Comiss\u00e3o Nacional para 2008"},"content":{"rendered":"<p>Fechando a TEIA 2007, ocorrida em Belo Horizonte de 7 a 11 de novembro, a plen&aacute;ria final do F&oacute;rum Nacional dos Pontos de Cultura(FNPC) tentou sistematizar, no &uacute;ltimo domingo, as propostas dos quase 400 Pontos participantes do encontro, e fechar uma agenda pol&iacute;tica comum de atua&ccedil;&atilde;o. A plen&aacute;ria contou com representantes de cerca de 300 Pontos (muitos retornaram &agrave;s suas regi&otilde;es nesse &uacute;ltimo dia) e durou cerca de 5 horas.&nbsp;<\/p>\n<p>Como encaminhamento pr&aacute;tico e por vota&ccedil;&atilde;o foi definida uma Comiss&atilde;o Nacional dos Pontos de Cultura, que vai contar com 48 representantes: um representante de cada Estado e do Distrito Federal e um representante de cada eixo do Programa Cultura Viva (Escola Viva, Cultura Digital, A&ccedil;&atilde;o Gri&ocirc;), somados a um representante de cada segmento art&iacute;stico que recebeu proposta de inclus&atilde;o na plen&aacute;ria, como &eacute; o caso das Comunidades Ind&iacute;genas e Comunidades Tradicionais \/ Heran&ccedil;a Intang&iacute;vel. <\/p>\n<p>Os nomes dos representantes dos Estados e segmentos devem ser indicados &agrave; comiss&atilde;o provis&oacute;ria dos Pontos at&eacute; o dia 31\/11, prazo questionado por diversos Pontos. <\/p>\n<p><strong>Outros pontos<\/p>\n<p><\/strong>Apesar do longo per&iacute;odo de reuni&atilde;o, muitos temas caros &agrave; agenda pol&iacute;tica dos Pontos de Cultura ficaram de fora da tensa e barulhenta plen&aacute;ria final, como a continuidade do Programa Cultura Viva com a sucess&atilde;o ministerial, a sustentabilidade dos Pontos e a altera&ccedil;&atilde;o na legisla&ccedil;&atilde;o a eles relacionada. <\/p>\n<p>N&atilde;o houve tamb&eacute;m um documento oficial aprovado &ndash; a n&atilde;o ser a carta de an&aacute;lise conjuntural, lida na abertura do FNPC e objeto de dissenso durante o encontro. Al&eacute;m disso, as propostas dos grupos, que se reuniram por regi&atilde;o, foram lidas, mas n&atilde;o tiveram espa&ccedil;o para serem debatidas, deixando, para muitos, uma lacuna no resultado do encontro.<\/p>\n<p>&ldquo;A forma das delibera&ccedil;&otilde;es foi imediatista. N&atilde;o esgotamos as discuss&otilde;es antes de chegarmos &agrave; decis&atilde;o por uma comiss&atilde;o.&rdquo;, relatou Ana Paula Jones (Ponto de Cultura Ra&iacute;zes da Tradi&ccedil;&atilde;o &ndash; PE), que prop&ocirc;s o segmento Comunidades Ind&iacute;genas e Comunidades Tradicionais \/ Heran&ccedil;a Intang&iacute;vel para ter assento na Comiss&atilde;o Nacional, com aceite da plen&aacute;ria. K&aacute;tia Mendes completou: &ldquo;Sa&iacute;mos de l&aacute; sem conseguir encaminhar a plataforma pol&iacute;tica desse F&oacute;rum. Os pr&oacute;prios Pontos n&atilde;o perceberam a sua import&acirc;ncia pol&iacute;tica&rdquo;. <\/p>\n<p>Para os organizadores, os trabalhos na plen&aacute;ria foram realizados no limite das possibilidades e a pr&oacute;pria decis&atilde;o por uma comiss&atilde;o nacional j&aacute; indica uma evolu&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica dos Pontos de Cultura. &ldquo;O encaminhamento dessa comiss&atilde;o, com a composi&ccedil;&atilde;o escolhida, &eacute; essencial nesse momento pol&iacute;tico, para n&atilde;o ficarmos &agrave; merc&ecirc; das circunst&acirc;ncias&rdquo;, afirmou Alexandre Santini (Ponto de Cultura T&aacute; na Rua &#8211; RJ), da Comiss&atilde;o Organizadora. <\/p>\n<p><strong>Pol&iacute;tica<\/p>\n<p><\/strong>De acordo com Santini, o resultado da plen&aacute;ria final deixou clara a for&ccedil;a dos Pontos no atual momento pol&iacute;tico. &ldquo;Os Pontos de Cultura s&atilde;o um fator de press&atilde;o o tempo todo. O Minist&eacute;rio da Cultura sabe disso e reconhece a necessidade de fortalecer-nos&rdquo;, diz ele, que alerta: &ldquo;Mas &eacute; preciso que o F&oacute;rum Nacional exista concretamente para a interlocu&ccedil;&atilde;o com o Minist&eacute;rio, e que tenha legitimidade&rdquo;. <\/p>\n<p>Para Ana Paula Jones, essa legitimidade &eacute; central, mas j&aacute; saiu prejudicada da pr&oacute;pria plen&aacute;ria do FNPC. &ldquo;N&atilde;o houve sentimento de pertencimento pelos Pontos, principalmente na plen&aacute;ria, onde se percebeu uma condu&ccedil;&atilde;o autorit&aacute;ria dos trabalhos&rdquo;, disse. Para ela, o alcance dessa legitimidade depende de um consenso na tomada das decis&otilde;es. A cr&iacute;tica &eacute; dirigida &agrave; comiss&atilde;o organizadora do F&oacute;rum, que dirigiu os trabalhos da plen&aacute;ria e que se manteve como comiss&atilde;o provis&oacute;ria at&eacute; a escolha dos nomes definitivos. Muito se reclamou da condu&ccedil;&atilde;o do debate, desde a falta de espa&ccedil;o para a fala dos Pontos at&eacute; a supress&atilde;o de propostas e confus&atilde;o nos encaminhamentos. <\/p>\n<p>&ldquo;O que essa comiss&atilde;o fez foi subestimar os Pontos de Cultura e acharque a gente n&atilde;o tem capacidade de percep&ccedil;&atilde;o&rdquo;, bradou M&atilde;e L&uacute;cia, representante de v&aacute;rios Pontos de Cultura relacionados &agrave; A&ccedil;&atilde;o Gri&ocirc; na Bahia. <\/p>\n<p><strong>Daqui para frente<\/p>\n<p><\/strong>Do F&oacute;rum emergem algumas quest&otilde;es a serem resolvidas, tanto no aspecto pol&iacute;tico quanto organizacional dos Pontos. Uma delas &eacute; a eventual separa&ccedil;&atilde;o entre TEIA (encontro nacional dos Pontos, envolvendo a apresenta&ccedil;&atilde;o de seus trabalhos art&iacute;stico-culturais) e do pr&oacute;prio F&oacute;rum, que teria um vi&eacute;s mais pragm&aacute;tico e pol&iacute;tico. Segundo Santini, &ldquo;h&aacute; uma proposta de realiza&ccedil;&atilde;o anual do FNPC, sendo a primeira em Bras&iacute;lia, e bienal da TEIA, a fim de focarmos esfor&ccedil;os&rdquo;. <\/p>\n<p>A id&eacute;ia diz respeito ao fato de as programa&ccedil;&otilde;es de ambos serem muito densas para a concilia&ccedil;&atilde;o. &ldquo;S&oacute; o esp&iacute;rito superior pode estar em v&aacute;rios lugares ao mesmo tempo&rdquo;, reclama M&atilde;e L&uacute;cia. <\/p>\n<p>Outra hip&oacute;tese levantada pelos Pontos durante o F&oacute;rum foi o de descentralizar a TEIA 2008, produzindo encontros menores nas diversas regi&otilde;es do pa&iacute;s. Al&eacute;m disso, a partir de agora deve ser discutido o financiamento do encontro, j&aacute; que houve cr&iacute;ticas por parte de alguns Pontos aos patrocinadores. <\/p>\n<p><span>No mais, outras duas quest&otilde;es constam no rol da tarefas da Comiss&atilde;o Nacional a ser escolhida. A primeira seria a elei&ccedil;&atilde;o do Ponto de Cultura proponente do projeto da TEIA 2008 na Lei Rouanet. A outra seria o fortalecimento da pr&oacute;pria rede dos Pontos para um primeiro objetivo imediato: a articula&ccedil;&atilde;o de bancadas parlamentares que proponham altera&ccedil;&otilde;es nas leis que regulam o Programa Cultura Viva, que financia os Pontos.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fechando a TEIA 2007, ocorrida em Belo Horizonte de 7 a 11 de novembro, a plen&aacute;ria final do F&oacute;rum Nacional dos Pontos de Cultura(FNPC) tentou sistematizar, no &uacute;ltimo domingo, as propostas dos quase 400 Pontos participantes do encontro, e fechar uma agenda pol&iacute;tica comum de atua&ccedil;&atilde;o. 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