{"id":19789,"date":"2007-11-14T17:17:28","date_gmt":"2007-11-14T17:17:28","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=19789"},"modified":"2007-11-14T17:17:28","modified_gmt":"2007-11-14T17:17:28","slug":"empresas-estrangeiras-burlam-a-legislacao-para-entrar-no-setor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=19789","title":{"rendered":"Empresas estrangeiras burlam a legisla\u00e7\u00e3o para entrar no setor"},"content":{"rendered":"<p>O Conselho Diretor da Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel) aprovou, na sua reuni&atilde;o de n&deg; 443, realizada no dia 18 de julho de 2007, por tr&ecirc;s votos contra dois, a compra da TVA (do Grupo Abril) pela Telefonica de Espa&ntilde;a. Votaram contra os conselheiros Pedro Jaime e Pl&iacute;nio Aguiar. Este &uacute;ltimo fez quest&atilde;o de registrar por escrito a sua discord&acirc;ncia, na an&aacute;lise 001\/2007-GCPA, dispon&iacute;vel no site da Anatel (<a href=\"http:\/\/www.anatel.gov.br\/\">www.anatel.gov.br<\/a>).<\/p>\n<p><strong>TVA MMDS<\/p>\n<p><\/strong>Segundo os documentos apresentados pelas duas empresas, a Telesp (de propriedade da Telefonica), atrav&eacute;s de sua subsidi&aacute;ria Navytree, passar&aacute; a deter 100% das a&ccedil;&otilde;es ordin&aacute;rias (com direito a voto) e 100% das a&ccedil;&otilde;es preferenciais das opera&ccedil;&otilde;es em microondas (MMDS) da TVA (S&atilde;o Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Curitiba). E o Grupo Abril se retirar&aacute; totalmente destas opera&ccedil;&otilde;es. Neste caso, n&atilde;o haveria o que rejeitar, j&aacute; que n&atilde;o existe proibi&ccedil;&atilde;o legal para que uma operadora de telecomunica&ccedil;&otilde;es seja dona de uma empresa de TV paga em microondas.&nbsp;<\/p>\n<div style=\"text-align: center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"images\/stories\/noticias\/tva_1.gif\" alt=\"Active Image\" width=\"120\" height=\"293\" \/><\/div>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: right\" class=\"MsoNormal\" align=\"justify\">* &#8211; Todas as figuras utilizadas nesta reportagem em rela&ccedil;&atilde;o a compra da TVA pela Telefonica de Espa&ntilde;a foram retiradas da an&aacute;lise 001\/2007 GCPA, feita a pedido do conselheiro da Anatel Pl&iacute;nio Aguiar. <\/p>\n<p><strong><br \/>TVA SUL &#8211; cabo<\/p>\n<p><\/strong>Mas, a mesma Telesp, novamente atrav&eacute;s da subsidi&aacute;ria Navytree, ter&aacute; tamb&eacute;m 49% das a&ccedil;&otilde;es ordin&aacute;rias (com direito a voto) e 100% das a&ccedil;&otilde;es preferenciais da TVA Sul, que opera TV a cabo nas cidades de Curitiba, Foz do Igua&ccedil;u, Florian&oacute;polis e Cambori&uacute;. O limite de 49% das a&ccedil;&otilde;es ordin&aacute;rias se deve a proibi&ccedil;&atilde;o, presente na Lei da TV a Cabo (8977\/95), de que o capital estrangeiro assuma o controle acion&aacute;rio de uma operadora de TV a cabo.<\/p>\n<p>Na sua an&aacute;lise, o conselheiro Pl&iacute;nio Aguiar, contudo, aponta um fato importante. Os demais 51% das a&ccedil;&otilde;es ordin&aacute;rias da TVA Sul s&atilde;o de propriedade da empresa Datalistas. A fam&iacute;lia Civita, dona do Grupo Abril, possui 100% das a&ccedil;&otilde;es ordin&aacute;rias (com direito a voto) da Datalistas. E a Navytree (da Telesp) possui 100% das a&ccedil;&otilde;es preferencias da Datalistas. Ainda que esteja formalmente de acordo com os limites impostos ao capital estrangeiro pela Lei da TV a Cabo, na pr&aacute;tica a Telefonica de Espa&ntilde;a assume o controle da TVA Sul e, conseq&uuml;entemente, das opera&ccedil;&otilde;es de TV a cabo em quatro cidades brasileiras. No capital total da TVA Sul, os Civita ficaram com apenas 8,5%, enquanto a Telesp possuir&aacute; os restantes 91,5%.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"images\/stories\/noticias\/tva_2.gif\" alt=\"Active Image\" width=\"437\" height=\"365\" \/><\/p>\n<p>O fato de uma empresa estrangeira assumir o controle de uma operadora de TV a cabo &eacute; proibido pela Lei 9877\/95 e, portanto, o Conselho Diretor da Anatel deveria ter rejeitado a opera&ccedil;&atilde;o envolvendo a TVA Sul, conforme recomendou o voto do conselheiro Pl&iacute;nio Aguiar.<\/p>\n<p><strong>NET Servi&ccedil;os<\/p>\n<p><\/strong>Mas, aqui surge a contradi&ccedil;&atilde;o do voto de Aguiar. Na reuni&atilde;o de n&deg; 385 do Conselho Diretor da Anatel, realizada no dia 15 de mar&ccedil;o de 2006, e presidida pelo pr&oacute;prio Pl&iacute;nio Aguiar, a ag&ecirc;ncia aprovou a compra da operadora de TV a cabo NET Servi&ccedil;os por parte da Telmex-Embratel (de propriedade do grupo mexicano Telmex). A NET Servi&ccedil;os n&atilde;o opera em quatro cidades, como a TVA Sul, mas em 44, entre elas S&atilde;o Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Belo Horizonte e Bras&iacute;lia.<\/p>\n<p>Segundo o pr&oacute;prio site da NET Servi&ccedil;os (<a href=\"http:\/\/nettv.globo.com\/NETServ\/br\/empr\/sobr_estrutura.jsp\">http:\/\/nettv.globo.com\/NETServ\/br\/empr\/sobr_estrutura.jsp<\/a>), a Embratel passou a deter 1,86% e a Embratel Participa&ccedil;&otilde;es 36,15% das a&ccedil;&otilde;es ordin&aacute;rias (com direito a voto) da NET Servi&ccedil;os (em um total de 38,01%). Al&eacute;m de, respectivamente, 8,62% e 6,59% das a&ccedil;&otilde;es preferenciais.<\/p>\n<p>J&aacute; a Globo reteve 1,68% das a&ccedil;&otilde;es ordin&aacute;rias (com direito a voto), enquanto sua subsidi&aacute;ria integral, Distel, ficou com 8,66% das mesmas a&ccedil;&otilde;es ordin&aacute;rias (em um total de 10,34%).<\/p>\n<p>Menos de 1% das a&ccedil;&otilde;es ordin&aacute;rias (exatos 0,64%) est&atilde;o com os antigos donos da Vivax, comprada recentemente pela NET Servi&ccedil;os.<\/p>\n<p>Os restantes 51% das a&ccedil;&otilde;es ordin&aacute;rias s&atilde;o de propriedade de uma empresa chamada GB Empreendimentos e Participa&ccedil;&otilde;es. A exist&ecirc;ncia da GB tem o mesmo objetivo de sua cong&ecirc;nere Datalistas, na engrenagem societ&aacute;ria da TVA Sul. Trata-se de burlar o limite de 49% de capital estrangeiro em operadoras de TV a cabo, constante da lei 8977\/95.<\/p>\n<p>A Telmex (dona da Embratel) possui 49% das a&ccedil;&otilde;es ordin&aacute;rias e 100% das a&ccedil;&otilde;es preferenciais da GB, enquanto a Globo det&eacute;m 51% das a&ccedil;&otilde;es ordin&aacute;rias e nenhuma a&ccedil;&atilde;o preferencial da GB.<\/p>\n<p>Assim, 51% das a&ccedil;&otilde;es ordin&aacute;rias da NET Servi&ccedil;os pertencem a GB Empreendimentos e Participa&ccedil;&otilde;es. E 51% das a&ccedil;&otilde;es ordin&aacute;rias da GB pertencem a Globo. Formalmente, portanto, o controle da NET Servi&ccedil;os est&aacute; nas m&atilde;os da Globo, que &eacute; um grupo empresarial brasileiro (n&atilde;o havendo contradi&ccedil;&atilde;o com o limite ao capital estrangeiro que consta na Lei da TV a Cabo). Na pr&aacute;tica, contudo, a maior parte do capital da NET Servi&ccedil;os est&aacute; em m&atilde;os do bilion&aacute;rio mexicano Carlos Slim Helu, dono da Telmex e da Embratel.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"images\/stories\/noticias\/tva_telefonica_3.jpg\" alt=\"Active Image\" width=\"500\" height=\"104\" \/><\/p>\n<p>E para que ningu&eacute;m tenha d&uacute;vidas, os resultados da NET Servi&ccedil;os no ano de 2006, divulgados para o mercado, informam que a &uacute;nica empresa de telecomunica&ccedil;&otilde;es a contratar a rede da NET Servi&ccedil;os foi a Embratel. Embora tenha dito que sua rede estava aberta para qualquer operadora (em benef&iacute;cio do pr&oacute;prio caixa da NET Servi&ccedil;os), a empresa jamais estabeleceu negocia&ccedil;&otilde;es com outra operadora que n&atilde;o fosse a Embratel.<\/p>\n<p>O conselheiro Pl&iacute;nio Aguiar, que votou contra a compra da TVA Sul pela Telefonica de Espa&ntilde;a, deveria ter sido coerente e votado igualmente contra a compra da NET Servi&ccedil;os pela Telmex. J&aacute; o conselheiro Jos&eacute; Leite, por&eacute;m, foi coerente e desconsiderou &agrave;s evid&ecirc;ncias de controle estrangeiro em ambos os casos.<\/p>\n<p>Pedro Ziller, que votou contra a compra da TVA pela Telef&ocirc;nica, esteve ausente da reuni&atilde;o que decidiu pela compra da NET Servi&ccedil;os. Votaram a favor da Telmex o ent&atilde;o conselheiro Luiz Alberto da Silva e o substituto de conselheiro Ara Apkar Minassian. Votaram a favor da Telefonica&nbsp; os conselheiros Ant&ocirc;nio Bedran e Ronaldo Sardenberg. Estes dois n&atilde;o faziam parte do conselho diretor da Anatel quando da vota&ccedil;&atilde;o da compra da NET Servi&ccedil;os pela Embratel.<\/p>\n<p><strong>TVA S&atilde;o Paulo &#8211; cabo<\/p>\n<p><\/strong>Mas, o enredo dessa hist&oacute;ria fica ainda mais interessante quando lembramos que a Telefonica de Espa&ntilde;a tamb&eacute;m comprou a Comercial Cabo, empresa da fam&iacute;lia Civita que distribui a TVA em S&atilde;o Paulo. Nesse caso, al&eacute;m do limite ao capital estrangeiro, imposto pela Lei da TV a Cabo, os novos contratos de concess&atilde;o das operadoras de telefonia fixa, em sua cl&aacute;usula 14.1, vedam que uma operadora tenha, na mesma cidade, outorgas para telefonia fixa e TV a cabo. Como todos sabem, a Telefonica, dona da Telesp, opera em S&atilde;o Paulo e, sendo assim, n&atilde;o poderia participar do controle da Comercial Cabo.<\/p>\n<p>As operadoras de telecomunica&ccedil;&otilde;es alegam que a cl&aacute;usula 14.1 foi anexada aos contratos na v&eacute;spera de sua assinatura, por press&atilde;o da Globo. Pela not&oacute;ria influ&ecirc;ncia da Globo junto ao Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es, a hip&oacute;tese n&atilde;o pode ser descartada, mas &eacute; fato que as operadoras, mesmo assim, assinaram os contratos de concess&atilde;o.<\/p>\n<p>Dessa forma, a Telesp-Telefonica n&atilde;o poderia ter mais de 19,9% das a&ccedil;&otilde;es da Comercial Cabo, porque isso significaria sua entrada no bloco de controle da empresa. A Telefonica usou, ent&atilde;o, o mesmo expediente empregado por ela na TVA Sul e pela Telmex na NET Servi&ccedil;os.<\/p>\n<p>A Navytree tornou-se dona de 19,9% das a&ccedil;&otilde;es ordin&aacute;rias (com direito a voto)&nbsp; e 100% das a&ccedil;&otilde;es ordin&aacute;rias da Comercial Cabo. O restante das a&ccedil;&otilde;es pertence a uma empresa de nome Lemontree. A fam&iacute;lia Civita, dona do Grupo Abril, possui 100% das a&ccedil;&otilde;es ordin&aacute;rias (com direito a voto) da Lemontree. Enquanto a Navytree (da Telesp) ficou com 100% das a&ccedil;&otilde;es preferencias da Lemontree. Na pr&aacute;tica, isso significa que a Telesp possui 86,7% do capital total da Comercial Cabo, contrariando de uma s&oacute; vez a Lei da TV a Cabo e os contratos de concess&atilde;o da telefonia fixa.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"images\/stories\/noticias\/tva_4.gif\" alt=\"Active Image\" width=\"500\" height=\"304\" \/><\/p>\n<p><strong>O Acordo de Acionistas<\/p>\n<p><\/strong>A grande diferen&ccedil;a entre a opera&ccedil;&atilde;o de compra da NET Servi&ccedil;os pela Telmex e da TVA pela Telefonica &eacute; o fato de que os espanh&oacute;is resolveram ter a garantia contratual de que assumir&atilde;o realmente o controle da TVA.<\/p>\n<p>Segundo o acordo de acionistas, firmado entre os Civita e a Telefonica, a operadora espanhola cuidar&aacute; da ger&ecirc;ncia e opera&ccedil;&atilde;o da infra-estrutura de comunica&ccedil;&atilde;o da TVA Sul e da Comercial Cabo. E, no futuro, caso a legisla&ccedil;&atilde;o venha a permitir que a Telefonica compre a totalidade da TVA, os Civita declaram uma op&ccedil;&atilde;o &ldquo;irrevog&aacute;vel e irretrat&aacute;vel&rdquo; de venda de suas a&ccedil;&otilde;es para a empresa espanhola.<\/p>\n<p>Mas, de acordo com a Regulamento para Apura&ccedil;&atilde;o de Controle e de Transfer&ecirc;ncia de Controle em Empresas Prestadoras de Servi&ccedil;os de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (a chamada Resolu&ccedil;&atilde;o 101, da Anatel), aprovado em 04 de fevereiro de 1999, tanto o &ldquo;uso comum de recursos materiais, tecnol&oacute;gicos ou humanos&rdquo; quanto a &ldquo;exist&ecirc;ncia de instrumento jur&iacute;dico tendo por objeto a transfer&ecirc;ncia de a&ccedil;&otilde;es entre as prestadoras&rdquo; caracterizam uma forma de &ldquo;controle vedado por disposi&ccedil;&atilde;o legal&rdquo;. Portanto, segundo resolu&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;pria Anatel, o contrato de acionistas firmado entre os Civita e a Telefonica fere tanto a Lei da TV a Cabo quanto os contratos de renova&ccedil;&atilde;o das concess&otilde;es de telefonia fixa, porque transferem de fato o poder da Comercial Cabo e da TVA Sul para a Telefonica.<\/p>\n<p><strong>Reuni&atilde;o pr&eacute;via<\/p>\n<p><\/strong>O acordo de acionistas vai al&eacute;m e determina a exist&ecirc;ncia de &ldquo;reuni&otilde;es pr&eacute;vias&rdquo;. Nestas reuni&otilde;es, os acionistas definir&atilde;o os votos que dar&atilde;o, de &ldquo;modo uniforme&rdquo;, no Conselho de Administra&ccedil;&atilde;o e na Assembl&eacute;ia Geral. Todas as vezes em que for necess&aacute;rio discutir, nas reuni&otilde;es pr&eacute;vias, &ldquo;quest&otilde;es patrimoniais e de investimento&rdquo; (incluindo o plano de neg&oacute;cios e o or&ccedil;amento anual), a decis&atilde;o a ser tomada dever&aacute; contar com o voto favor&aacute;vel de todos os acionistas. As decis&otilde;es relativas &agrave;s subsidi&aacute;rias e controladas tamb&eacute;m dever&atilde;o passar antes pelas tais &ldquo;reuni&otilde;es pr&eacute;vias&rdquo;. E a posi&ccedil;&atilde;o aprovada nestas reuni&otilde;es vincular&aacute; obrigatoriamente o voto dos acionistas no Conselho de Administra&ccedil;&atilde;o e na Assembl&eacute;ia Geral. Se n&atilde;o for poss&iacute;vel chegar a um consenso nas reuni&otilde;es pr&eacute;vias, o item em quest&atilde;o dever&aacute; ser retirado da pauta do Conselho de Administra&ccedil;&atilde;o ou da Assembl&eacute;ia Geral.<\/p>\n<p>Portanto, mesmo que tenha a maioria formal das a&ccedil;&otilde;es da TVA Sul e da Comercial Cabo, a fam&iacute;lia Civita n&atilde;o pode tomar nenhuma decis&atilde;o nestas duas empresas sem contar com o voto favor&aacute;vel da Telefonica de Espa&ntilde;a, que passa a ter poder de veto.<\/p>\n<p>Foi assim que, de jeitinho em jeitinho, Telmex e Telefonica assumiram o controle da maior e da terceira maior empresas de TV paga do brasil.&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; * * *&nbsp;<\/p>\n<p><span><strong><br \/>Mudan&ccedil;as pouco transparentes<br \/><\/strong><br \/>Na sua reuni&atilde;o 443, em que aprovou a compra da TVA pela Telefonica, o Conselho Diretor da Anatel decidiu, tamb&eacute;m, impor supostos limites para essa aquisi&ccedil;&atilde;o. Segundo o voto do relator, Ant&ocirc;nio Bedran, &eacute; necess&aacute;rio a &quot;comprova&ccedil;&atilde;o, no prazo de trinta dias, da elimina&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es de controle vedadas pelo Regulamento aprovado pela Resolu&ccedil;&atilde;o n.&deg; 101, de 04\/02\/1999, da Anatel, e mencionadas no item 3.3.1.2 da An&aacute;lise n.&deg; 001\/2007-GCPA, de 16\/07\/2007, do Conselheiro Pl&iacute;nio de Aguiar J&uacute;nior, mediante apresenta&ccedil;&atilde;o de novo acordo de acionistas&quot;. O servi&ccedil;o Pay-TV News informou que por &quot;rela&ccedil;&otilde;es de controle vedadas pelo Regulamento&quot; a Anatel entendeu apenas a realiza&ccedil;&atilde;o das reuni&otilde;es pr&eacute;vias, que, portanto, deveriam ser retiradas do acordo de acionistas.<\/p>\n<p><\/span><span>O novo acordo de acionistas, com as mudan&ccedil;as propostas pela Anatel, foi aprovado pelo Conselho Diretor da ag&ecirc;ncia no dia 31 de outubro. At&eacute; a publica&ccedil;&atilde;o desta reportagem, ainda n&atilde;o estava dispon&iacute;vel no site da Anatel a ata desta reuni&atilde;o. Portanto, n&atilde;o foi poss&iacute;vel descobrir quais mudan&ccedil;as foram feitas de fato no acordo de acionistas firmado entre os Civita e a Telefonica em torno da TVA. <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aprova\u00e7\u00e3o pela Anatel da compra da TVA pela Telefonica ignora o fato de empresas estrangeiras n\u00e3o poderem assumir o controle de operadoras de TV a cabo. Em 2006, o mesmo aconteceu na compra da NET pela Telmex.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[177],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/19789"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=19789"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/19789\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=19789"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=19789"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=19789"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}