{"id":19749,"date":"2007-11-12T17:08:30","date_gmt":"2007-11-12T17:08:30","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=19749"},"modified":"2007-11-12T17:08:30","modified_gmt":"2007-11-12T17:08:30","slug":"setor-reclama-por-um-plano-nacional-de-banda-larga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=19749","title":{"rendered":"Setor reclama por um Plano Nacional de Banda Larga"},"content":{"rendered":"<p>Um dos pontos mais cr&iacute;ticos para a realiza&ccedil;&atilde;o de novos ciclos de investimentos no Brasil est&aacute; no fato de o pa&iacute;s n&atilde;o ter definido, na pr&aacute;tica, um Plano Nacional de fomento &agrave; Banda Larga, acima de disputas pol&iacute;ticas nas esferas Federal, Estadual e Municipal. <\/p>\n<p>Agentes da &aacute;rea &#8211; operadoras, fabricantes e prestadores de servi&ccedil;o &#8211; tamb&eacute;m cobram maior transpar&ecirc;ncia e agilidade da Anatel em adaptar-se &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o da tecnologia. Projeto firmado entre Minicom e operadoras suscita d&uacute;vidas.<\/p>\n<p>Ao longo desta semana, na capital paulista, dois eventos &#8211; WiMAX Brazil Conference &amp; Expo e IP Communications Brasil 2007 &#8211; reuniu uma boa parcela dos principais agentes de fomento do setor de telecomunica&ccedil;&otilde;es do pa&iacute;s. <\/p>\n<p>Nas duas iniciativas, as posi&ccedil;&otilde;es foram muito semelhantes: Faltam a&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas &#8211; e acima de disputas pol&iacute;ticas &#8211; para que, de fato, se estruture um Plano Nacional de Banda Larga, semelhante ao implementado na Cor&eacute;ia.<\/p>\n<p>Ao participar do WiMAX Brazil Conference &amp; Expo 2007, Ching-Tarng Hsieh, diretor do Instituto de Tecnologia de Taiwan e tamb&eacute;m integrante da dire&ccedil;&atilde;o do WiMAX Forum, afirmou que o seu pa&iacute;s est&aacute; criando uma segunda infra-estrutura nacional, baseada no WiMAX, para atender &agrave; popula&ccedil;&atilde;o do Pa&iacute;s. Os investimentos s&atilde;o estimados em torno de US$ 1 bi, sendo que parte vir&aacute; de um fundo governamental e o restante da iniciativa privada.<\/p>\n<p>Hiseh, ao ser entrevistado pelo Converg&ecirc;ncia Digital, mostrou-se bastante surpreso com o ritmo das a&ccedil;&otilde;es governamentais no Brasil. Ele lamentou o fato de que a licita&ccedil;&atilde;o das freq&uuml;&ecirc;ncias destinadas ao WiMAX esteja travada por disputas judiciais envolvendo o &oacute;rg&atilde;o regulador brasileiro &#8211; que n&atilde;o admite mudar o edital proposto &#8211; e as concession&aacute;rias de telefonia, que reinvidicam o direito de usar as freq&Uuml;&ecirc;ncias nas suas &aacute;reas de concess&atilde;o.<\/p>\n<p>Sem querer entrar na discuss&atilde;o brasileira, o especialista de Taiwan mandou um recado: &quot;Quem mais sofre com essa briga &eacute; a popula&ccedil;&atilde;o. &Eacute; o cidad&atilde;o brasileiro que fica sem op&ccedil;&otilde;es e sem acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o&quot;, observou. <\/p>\n<p>Por sua vez, os operadores que buscam um espa&ccedil;o no cen&aacute;rio nacional &#8211; em especial visando o atendimento das pequenas e m&eacute;dias empresas &#8211; reclamam da necessidade de um Novo Marco Regulat&oacute;rio. Para eles, o atual &#8211; apesar de ter apenas 10 anos, j&aacute; est&aacute; superado.<\/p>\n<p>&quot;O marco regulat&oacute;rio atual inibe investimentos. Ele n&atilde;o fomenta qualquer tipo de iniciativa porque favorece aos tit&atilde;s que est&atilde;o no mercado&quot;, declarou o presidente da Voitel, Pedro Suchodolski, ao participar de um painel sobre o futuro do IP no Brasil, no evento IP Communications Brasil 2007. <\/p>\n<p>Neste evento, o consultor legislativo, Vilson Vedana, reclamou da falta de agilidade da Anatel em apoiar aos pequenos provedores. Segundo ele, h&aacute; uma &quot;indisposi&ccedil;&atilde;o&quot; do &oacute;rg&atilde;o regulador em atuar em quest&otilde;es mais pol&ecirc;micas, como por exemplo, a quest&atilde;o do plano de numera&ccedil;&atilde;o prometido &agrave;s operadoras que t&ecirc;m a licen&ccedil;a de SCM &#8211; Servi&ccedil;o de Comunica&ccedil;&atilde;o Multim&iacute;dia &#8211; mas, que at&eacute; o momento, n&atilde;o foi concedido porque h&aacute; interpreta&ccedil;&otilde;es diferenciadas sobre como agir em rela&ccedil;&atilde;o ao SCM.<\/p>\n<p><strong>D&uacute;vidas e mais d&uacute;vidas<\/p>\n<p><\/strong>O modelo &eacute; t&atilde;o complexo que reportagem da jornalista Carolina Chemin, do Canal VoIP do Converg&ecirc;ncia Digital, mostra que os pr&oacute;prios advogados n&atilde;o conseguem uma posi&ccedil;&atilde;o conciliadora. O advogado Guilherme Ieno Costa, da Felsberg e Associados, por exemplo, cita a mat&eacute;ria, pregou que as operadoras VoIP devem preferir a licen&ccedil;a SCM (Servi&ccedil;o de Comunica&ccedil;&atilde;o Multim&iacute;dia) ao STFC (Servi&ccedil;o Telef&ocirc;nico Fixo Comutado).<\/p>\n<p>&quot;&Eacute; uma loucura ficar debaixo do STFC. O melhor &eacute; estruturar para SCM&quot;, comentou. Entre as grandes vantagens citadas pelo especialista est&aacute; o fato da SCM possuir uma regulamenta&ccedil;&atilde;o mais livre, metas de qualidade menores e baixo investimento. &quot;Na STFC a regulamenta&ccedil;&atilde;o &eacute; estruturada e com maior n&iacute;vel de obriga&ccedil;&otilde;es, al&eacute;m de possuir pesadas metas de qualidade impostas pela Anatel&quot;, explicou Costa.<\/p>\n<p>Mas para S&iacute;lvia Melchior, da Telcomp, entidade que representa os pequenos provedores, chamou a aten&ccedil;&atilde;o para o principal ponto negativo da licen&ccedil;a: a falta de um plano de numera&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fico. &quot;Devido a esse problema muitas operadoras acabam montando um Frankenstein, misturando as duas licen&ccedil;as&quot;, criticou. A demanda da Telcomp por um plano de n&uacute;meros para as licen&ccedil;as SCM junto &agrave; Anatel recentemente completou cinco anos, informou a advogada.<\/p>\n<p><strong>Pol&iacute;tica p&uacute;blica<\/p>\n<p><\/strong>A &uacute;ltima edi&ccedil;&atilde;o do Bar&ocirc;metro Cisco\/IDC sobre a banda larga no Brasil, divulgado em setembro, constata que o pa&iacute;s atingiu 6,54 milh&otilde;es de acessos em junho, com expans&atilde;o de 8% sobre o primeiro trimestre. No dia 06\/11, a Anatel colocou em consulta p&uacute;blica, que seguir&aacute; at&eacute; o dia 19, o acordo firmado entre o Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es e as operadoras de telefonia fixa, que em troca da instala&ccedil;&atilde;o de Postos de Servi&ccedil;os Telef&ocirc;nicos (PSTs) &#8211; 8.461 PSTs deixar&atilde;o de ser implantados j&aacute; a partir de janeiro de 2008 &#8211; por uma rede nacional de banda larga. <\/p>\n<p>No in&iacute;cio de dezembro, o governo dever&aacute; tomar anunciar sua posi&ccedil;&atilde;o final, ap&oacute;s a Ag&ecirc;ncia criar um esbo&ccedil;o de decreto a ser assinado pelo presidente Lula. A ag&ecirc;ncia calcula que cerca de 3.570 munic&iacute;pios n&atilde;o t&ecirc;m acesso &agrave; Internet. A instala&ccedil;&atilde;o do backhaul come&ccedil;ar&aacute; a ser&aacute; feita a partir de janeiro de 2008 nessas localidades. A rede nacional de banda larga precisa ser conclu&iacute;da at&eacute; 2010. <\/p>\n<p><strong>Quem vai pagar a conta?<\/strong><\/p>\n<p>O projeto levanta d&uacute;vidas e pol&ecirc;micas. H&aacute; quem diga que as operadoras mant&ecirc;m o posicionamento e n&atilde;o h&aacute; quem garanta que elas v&atilde;o praticar pre&ccedil;os adequados de mercado para que os ISPs e operadoras SCMs, que receberam no projeto a incumb&ecirc;ncia de levar a &uacute;ltima milha do &quot;backhaul&quot; at&eacute; &agrave;s escolas.<\/p>\n<p>O consultor legislativo do Congresso Federal, Vilson Vedana, exemplifica o seu temor. Conta que um projeto de inclus&atilde;o digital na cidade de Duas Barras, no interior do Rio de Janeiro, foi inviabilizado pela Telemar. A prefeitura buscou ampliar o link de conex&atilde;o &#8211; com o intuito de ampliar a oferta do acesso na cidade &#8211; mas a concession&aacute;ria, depois de meses sem uma resposta, cobrou, segundo ele, R$ 17 mil por um link de 4Mbits. <\/p>\n<p>Al&eacute;m disso, como h&aacute; tamb&eacute;m o impasse entre a Anatel e as prefeituras com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; oferta de servi&ccedil;os &#8211; as prefeituras est&atilde;o autorizadas t&atilde;o somente a interligar seus &oacute;rg&atilde;os &#8211; o &oacute;rg&atilde;o regulador tamb&eacute;m decidiu lacrar as antenas sem fio utilizadas na cidade. <\/p>\n<p>Pouco depois, o &oacute;rg&atilde;o regulador voltou atr&aacute;s, mas n&atilde;o houve negocia&ccedil;&atilde;o com a Telemar, e a prefeitura mant&eacute;m o link de 2Mbits &#8211; que sai em torno de R$ 5.000,00. &quot;O projeto n&atilde;o tem como crescer&quot;, lamentou o consultor legislativo. <\/p>\n<p>Provedores e operadores SCM tamb&eacute;m mostraram retic&ecirc;ncia &agrave; iniciativa. Segundo eles, se as operadoras exorbitarem nos custos dos links &#8211; e n&atilde;o houver alternativa na tecnologia sem fio, no caso, o WiMAX &#8211; n&atilde;o haver&aacute; como atuar no modelo desenhado. <\/p>\n<p>&quot;Quem vai pagar a minha conta?&quot;, declarou um pequeno provedor. &quot;Posso at&eacute; levar acesso gratuito para escolas, mas preciso fazer dinheiro para pagar &agrave;s teles e sobreviver. Nisso ningu&eacute;m pensou&quot;, declarou, pedindo para n&atilde;o ser identificado por temer repres&aacute;lias. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um dos pontos mais cr&iacute;ticos para a realiza&ccedil;&atilde;o de novos ciclos de investimentos no Brasil est&aacute; no fato de o pa&iacute;s n&atilde;o ter definido, na pr&aacute;tica, um Plano Nacional de fomento &agrave; Banda Larga, acima de disputas pol&iacute;ticas nas esferas Federal, Estadual e Municipal. 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