{"id":19741,"date":"2007-11-09T18:50:39","date_gmt":"2007-11-09T18:50:39","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=19741"},"modified":"2007-11-09T18:50:39","modified_gmt":"2007-11-09T18:50:39","slug":"conectados-na-rede-indios-utilizam-o-poder-do-arco-digital","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=19741","title":{"rendered":"Conectados na rede, \u00edndios utilizam o poder do &#8216;arco digital&#8217;"},"content":{"rendered":"<p>Um grupo formado por mais de dez povos nativos decidiu se unir para colocar em pr&aacute;tica uma id&eacute;ia em comum. Formar uma rede digital para falar n&atilde;o apenas de suas culturas, mas do mundo al&eacute;m de suas terras. O resultado pode ser conferido no conte&uacute;do produzido coletivamente pelas aldeias, dispon&iacute;vel no portal eletr&ocirc;nico da rede virtual &Iacute;ndios On Line (www.indiosonline.org.br). Parte desse processo est&aacute; registrada agora nas p&aacute;ginas do livro &quot;Arco Digital&quot;, lan&ccedil;ado nesta quinta-feira (8), na TEIA, em Belo Horizonte. Entre debates e cantos tradicionais, &iacute;ndios e p&uacute;blico trocaram id&eacute;ias e informa&ccedil;&otilde;es sobre o trabalho desenvolvido na rede digital.&nbsp;<\/p>\n<p>Sediado na Bahia, o projeto j&aacute; existe desde 2002 e foi conveniado como Ponto de Cultura em 2004. De acordo com o pankararu pernambucano Alexandre dos Santos, coordenador da rede &Iacute;ndios On Line, o in&iacute;cio n&atilde;o foi nada simples. Os obst&aacute;culos, segundo ele, come&ccedil;aram na pr&oacute;pria aldeia. &quot;No come&ccedil;o, as comunidades ficaram assustadas&quot;. Mas a possibilidade de autonomia acabou convencendo a tribo. &quot;No portal e nos livros, somos n&oacute;s os pesquisadores, os rep&oacute;rteres, os fot&oacute;grafos, os historiadores&quot;.&nbsp;<\/p>\n<p>Em entrevista realizada atrav&eacute;s do chat dispon&iacute;vel no portal, Ivana Cardoso, diretora-executiva da ONG Thydewas, institui&ccedil;&atilde;o que idealizou o projeto, explica o t&iacute;tulo do livro e comenta os impactos das novas tecnologias no mundo ind&iacute;gena. Para ela, o arco hoje precisa ser digital. &quot;Antigamente os &iacute;ndios usavam o arco e flecha para ca&ccedil;ar, hoje nossa ca&ccedil;ada &eacute; virtual&quot;, diz. A internet abriu as portas do mundo para os ind&iacute;genas, prossegue a diretora, possibilitando uma infinidade de trocas interculturais.&nbsp;Um di&aacute;logo que pode prestar outros servi&ccedil;os relevantes, como minimizar o preconceito que ainda existe em rela&ccedil;&atilde;o aos ind&iacute;genas, afirma a diretora. &quot;O &iacute;ndio continua muito discriminado e nos mostrar ao mundo &eacute; uma forma de combatermos essa realidade&quot;. Ivana observa que a internet est&aacute; colaborando para o desenvolvimento das comunidades. &quot;Estamos conseguindo v&aacute;rios benef&iacute;cios para as aldeias por meio de projetos divulgados na rede&quot;, conta.&nbsp;<\/p>\n<p>Na ocasi&atilde;o foram lan&ccedil;adas outras publica&ccedil;&otilde;es ind&iacute;genas, &quot;&Iacute;ndio na vis&atilde;o dos &iacute;ndios&quot; e &quot;Patax&oacute; do Prado e Patax&oacute; H&atilde; H&atilde; H&atilde;e&quot;. No Ponto de Cultura &Iacute;ndios On Line (BA), tamb&eacute;m s&atilde;o desenvolvidos produ&ccedil;&otilde;es audiovisuais e programas de aprendizado &agrave; dist&acirc;ncia (e-learning).&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Pr&ecirc;mio Culturas Ind&iacute;genas<\/p>\n<p><\/strong>Neste s&aacute;bado (10), as 10 horas da manh&atilde;, na Casa do Conde, espa&ccedil;o onde os ind&iacute;genas participantes da TEIA est&atilde;o concentrados, vai acontecer uma oficina de capacita&ccedil;&atilde;o para inscri&ccedil;&atilde;o no Pr&ecirc;mio Culturas Ind&iacute;genas [http:\/\/www.premioculturasindigenas.org], com os integrantes de Pontos de Cultura ind&iacute;genas.&nbsp;<\/p>\n<p>O Pr&ecirc;mio Culturas Ind&iacute;genas foi criado pelo Minist&eacute;rio da Cultura em parceria com a Associa&ccedil;&atilde;o Guarani Tenonde Por&atilde;, a partir de indica&ccedil;&atilde;o do Grupo de Trabalho para as Culturas Ind&iacute;genas. &Eacute; um concurso que premiar&aacute; 100 iniciativas de comunidades ind&iacute;genas que realizem a&ccedil;&otilde;es e trabalhos de fortalecimento cultural.&nbsp;As iniciativas devem ter como objetivo principal o fortalecimento das express&otilde;es culturais dos povos ind&iacute;genas, contribuindo para a continuidade de suas tradi&ccedil;&otilde;es e para a manuten&ccedil;&atilde;o de suas identidades culturais. <\/p>\n<p>As iniciativas inscritas que forem premiadas receber&atilde;o o valor de R$ 24 mil. As inscri&ccedil;&otilde;es para o Pr&ecirc;mio j&aacute; est&atilde;o abertas e v&atilde;o at&eacute; o dia 07 de janeiro de 2008.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p><em>* Colaborou Moreno Saraiva Martins (Facilitador\/regi&atilde;o sul do Pr&ecirc;mio Culturas Ind&iacute;genas)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um grupo formado por mais de dez povos nativos decidiu se unir para colocar em pr&aacute;tica uma id&eacute;ia em comum. Formar uma rede digital para falar n&atilde;o apenas de suas culturas, mas do mundo al&eacute;m de suas terras. 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