{"id":19698,"date":"2007-11-06T22:09:28","date_gmt":"2007-11-06T22:09:28","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=19698"},"modified":"2007-11-06T22:09:28","modified_gmt":"2007-11-06T22:09:28","slug":"congresso-discute-cotas-para-desenhos-animados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=19698","title":{"rendered":"Congresso discute cotas para desenhos animados"},"content":{"rendered":"<p>A cria&ccedil;&atilde;o de cotas para a distribui&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do nacional foi assunto nesta ter&ccedil;a-feira, 6, na Comiss&atilde;o de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia. O tema tem sido objeto de estudo do deputado Jorge Bittar (PT\/RJ) por conta do conjunto de projetos que tratam da produ&ccedil;&atilde;o, empacotamento e distribui&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos audiovisuais e dos servi&ccedil;os de TV paga. No entanto, n&atilde;o foi este o gancho para o debate realizado hoje. O assunto veio &agrave; tona por conta de outro projeto em tramita&ccedil;&atilde;o na C&acirc;mara dos Deputados, o PL 1.821\/2003, de autoria do deputado Vicentinho (PT\/SP). A proposta define cotas para a veicula&ccedil;&atilde;o de desenhos animados produzidos nacionalmente.<\/p>\n<p>O debate em torno do projeto de Vicentinho reuniu produtores e representantes das associa&ccedil;&otilde;es de radiodifus&atilde;o e da TV por assinatura. E, a falta de consenso entre os diferentes setores deu o tom do que ser&aacute; o embate que Bittar vir&aacute; a passar se insistir na estipula&ccedil;&atilde;o de cotas obrigat&oacute;rias. Um aspecto importante do encontro foi o fato de que, mesmo os defensores de algum tipo de reserva que estimule o mercado produtor, mostraram-se contr&aacute;rios ao tamanho das cotas sugeridas por Vicentinho.<\/p>\n<p>O parlamentar prop&otilde;e que, no primeiro ano de vig&ecirc;ncia da nova lei, 10% dos desenhos animados transmitidos pelas TVs de sinal aberto e fechado sejam produzidos nacionalmente. A cada ano, as cotas subiriam mais 10 pontos percentuais, at&eacute; chegar a 50% de conte&uacute;do nacional nos desenhos no quinto ano de exist&ecirc;ncia da lei. &quot;Uma cota &eacute; uma maneira de mudar essa mentalidade onde as produ&ccedil;&otilde;es nacionais de desenhos animados s&atilde;o desprestigiadas pelos projetos de incentivo que existem. Mas os n&uacute;meros devem ser repensados para torn&aacute;-los mais reais e pr&oacute;ximos do exeq&uuml;&iacute;vel&quot;, afirma o presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira do Cinema de Anima&ccedil;&atilde;o (ABCA), Ale McHaddo.<\/p>\n<p>O diretor do Centro T&eacute;cnico Audiovisual (CTAV) do Minist&eacute;rio da Cultura, cineasta Jos&eacute; Araripe, tamb&eacute;m foi comedido ao apoiar a tabela de obriga&ccedil;&otilde;es de veicula&ccedil;&atilde;o sugerida pelo deputado. &quot;Mesmo que a gente n&atilde;o possa colocar essa cota, se o Congresso for sens&iacute;vel e conseguir dar um primeiro passo nessa quest&atilde;o, n&oacute;s podemos incentivar muito os nossos produtores&quot;, declarou. O eixo para fomentar de fato a produ&ccedil;&atilde;o nacional, na opini&atilde;o dos participantes, seria criar sistemas de financiamento que privilegiasse este material.<\/p>\n<p><strong>Programas de fomento<br \/><\/strong><br \/>Produtores e empresas de comunica&ccedil;&atilde;o concordam de que n&atilde;o tem se fomentado o suficiente esse mercado, que, segundo os palestrantes, &eacute; o maior empregador da cadeia do audiovisual quando se considera o conjunto de profissionais necess&aacute;rios para se fazer um &uacute;nico epis&oacute;dio para a TV. Da forma que os programas de incentivo est&atilde;o montados, as empresas acabam investindo em produtos com maior retorno do que a anima&ccedil;&atilde;o. Uma sa&iacute;da defendida pela Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Produtores Independentes de Televis&atilde;o (ABPI-TV) &eacute; o est&iacute;mulo &agrave; co-produ&ccedil;&atilde;o. &quot;Na co-produ&ccedil;&atilde;o voc&ecirc; n&atilde;o troca dinheiro, voc&ecirc; divide o trabalho&quot;, afirmou o conselheiro Francisco Mistrorigo, lembrando que o Pa&iacute;s disp&otilde;e de um &uacute;nico acordo com o Canad&aacute; sobre produ&ccedil;&atilde;o para TV, sendo que os demais atingem apenas os materiais cinematogr&aacute;ficos.<\/p>\n<p>As radiodifusoras e TVs por assinatura, contr&aacute;rias a qualquer cota, ap&oacute;iam o conceito do projeto apresentado pelo parlamentar, que &eacute; estimular a veicula&ccedil;&atilde;o da cultura brasileira para as crian&ccedil;as. Mas a consultora da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de TV por Assinatura (ABTA), Alessandra Pontes, tamb&eacute;m diretora dos canais Viacom no Brasil, alertou que cotas podem mexer no modelo de neg&oacute;cios de alguns canais pagos. &quot;N&atilde;o caberia um canal internacional se tornar um canal nacional por conta dessa obriga&ccedil;&atilde;o de cotas&quot;, afirmou. &quot;O que se precisa &eacute; que mecanismos que incentivem essa produ&ccedil;&atilde;o para que ela se torne competitiva.&quot;<\/p>\n<p>Esta tamb&eacute;m &eacute; a opini&atilde;o do consultor da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Emissoras de R&aacute;dio e Televis&atilde;o (Abert), Carlos Eduardo Rodrigues, que tamb&eacute;m &eacute; diretor da Globo Filmes. &quot;Falta uma pol&iacute;tica espec&iacute;fica para esse ramo. A cabe&ccedil;a dos formuladores dos programas de incentivo n&atilde;o est&aacute; focada no conte&uacute;do infantil. Um dos desafios &eacute; criar linhas de financiamento para equipar as produtoras, por exemplo&quot;, avalia Rodrigues. Mas ele defende que o est&iacute;mulo n&atilde;o deve vir de obriga&ccedil;&otilde;es de veicula&ccedil;&atilde;o. &quot;Na hora em que voc&ecirc; impor uma cota, estar&aacute; quebrando a liberdade de programa&ccedil;&atilde;o que &eacute; t&atilde;o importante para uma televis&atilde;o.&quot; <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cria&ccedil;&atilde;o de cotas para a distribui&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do nacional foi assunto nesta ter&ccedil;a-feira, 6, na Comiss&atilde;o de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia. 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