{"id":19681,"date":"2007-11-06T11:24:22","date_gmt":"2007-11-06T11:24:22","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=19681"},"modified":"2007-11-06T11:24:22","modified_gmt":"2007-11-06T11:24:22","slug":"desafios-para-a-universalizacao-da-2g-e-da-3g-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=19681","title":{"rendered":"Desafios para a universaliza\u00e7\u00e3o da 2G e da 3G no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Dezessete anos ap&oacute;s a implanta&ccedil;&atilde;o do primeiro celular no Brasil e uma d&eacute;cada ap&oacute;s a implanta&ccedil;&atilde;o do celular digital de segunda gera&ccedil;&atilde;o, mais de 2 mil munic&iacute;pios ainda n&atilde;o contam com qualquer tipo de servi&ccedil;o m&oacute;vel. As freq&uuml;&ecirc;ncias ali se encontram dispon&iacute;veis para implanta&ccedil;&atilde;o imediata da 2G, mas os avan&ccedil;os da respectiva cobertura s&atilde;o lentos, dada a falta de interesse comercial na explora&ccedil;&atilde;o do respectivo servi&ccedil;o.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>Atrav&eacute;s da Consulta P&uacute;blica (CP802), a Anatel lan&ccedil;ou a proposta da concess&atilde;o de licen&ccedil;as 3G nas grandes cidades, condicionando-as ao provimento de cobertura 2G em todos os munic&iacute;pios com menos de 30 mil habitantes, no per&iacute;odo de dois anos, assim como ao provimento de cobertura 3G em 60% desses mesmos munic&iacute;pios, num per&iacute;odo de at&eacute; cinco anos. Em s&iacute;ntese, a id&eacute;ia lan&ccedil;ada &eacute; a de que o novo neg&oacute;cio da 3G seja t&atilde;o vantajoso para as operadoras a ponto de estas poderem bancar a universaliza&ccedil;&atilde;o da cobertura da 2G e, em grande parte, da 3G, num curt&iacute;ssimo espa&ccedil;o de tempo.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>Em sintonia com o elevado n&uacute;mero de contribui&ccedil;&otilde;es &agrave; CP802, parece-nos v&aacute;lido indagar se a licen&ccedil;a 3G constitui uma real contrapartida &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o da universaliza&ccedil;&atilde;o das coberturas 2G e 3G, lembrando que, em muitos desses munic&iacute;pios, nem a primeira gera&ccedil;&atilde;o do celular ali chegou, tantos anos ap&oacute;s o lan&ccedil;amento do servi&ccedil;o m&oacute;vel no Brasil.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>Absteremo-nos aqui de fazer conjecturas pormenorizadas sobre custos, mesmo porque se trata de um tema afeto &agrave;s operadoras. Tamb&eacute;m n&atilde;o nos ateremos aos aspectos jur&iacute;dicos envolvidos. Preferimos avaliar o tema &agrave; luz do mercado mundial j&aacute; estabelecido, geralmente um juiz razoavelmente imparcial, pairando acima de teorias e opini&otilde;es.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Vis&atilde;o mundial<\/strong> &nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>Aproximando-se de 3 bilh&otilde;es de usu&aacute;rios ao redor do mundo, a 2G inequivocamente representa um dos maiores mercados de massa do planeta. Contando com economias de escala imbat&iacute;veis, ela continua avan&ccedil;ando para as camadas sociais cada vez mais baixas da popula&ccedil;&atilde;o mundial. Nos pa&iacute;ses desenvolvidos, no entanto, a 2G come&ccedil;a a ser substitu&iacute;da pela 3G, de forma cada vez mais r&aacute;pida e intensa.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>Temos, portanto, dois grandes movimentos no mercado m&oacute;vel mundial e n&atilde;o apenas um: 2G em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; baixa renda e 3G em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; alta renda. Ilus&atilde;o acreditar que estaremos atendendo os pr&oacute;ximos dois bilh&otilde;es de usu&aacute;rios da base da pir&acirc;mide social mundial, com renda entre US$1,- e&nbsp; US$4,- di&aacute;rios, unicamente atrav&eacute;s da tecnologia 3G, cujos custos de produtos e de presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os se encontram num patamar mais elevado que o da 2G. Desconhecemos, ali&aacute;s, casos mundiais significativos de implanta&ccedil;&atilde;o da 3G com objetivo de atender popula&ccedil;&otilde;es de baixa renda, ao menos em bases economicamente sustent&aacute;veis. &nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>Quanto ao Brasil, a pr&aacute;tica indica que o pa&iacute;s se encontra aderente a esse panorama internacional. Ao tempo em que se verifica grande unanimidade dentro da sociedade quanto &agrave; necessidade de promover a cobertura 2G para todos os brasileiros, os grandes atores do mercado sinalizam que o tiro de largada para a implanta&ccedil;&atilde;o da 3G nos grandes centros urbanos j&aacute; foi dado. A press&atilde;o pela implanta&ccedil;&atilde;o do UMTS em 850MHz, por exemplo, &eacute; um sinal evidente dessa situa&ccedil;&atilde;o.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>Nessas condi&ccedil;&otilde;es podemos afirmar, ao menos dentro da &oacute;tica mundial, que tanto a implanta&ccedil;&atilde;o da 3G nos grandes centros urbanos quanto a universaliza&ccedil;&atilde;o da 2G nos pequenos munic&iacute;pios se alinham com os movimentos globalmente observados. A universaliza&ccedil;&atilde;o da cobertura da 3G nestes mesmos munic&iacute;pios, no entanto, indica ser uma pol&iacute;tica exclusivamente local, fora da rota dos grandes movimentos internacionais.&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>Assim sendo, acreditamos que a exigente meta de cobertura 3G estabelecida na CP802 mere&ccedil;a uma reflex&atilde;o, mesmo porque, muito provavelmente, ela nos colocaria na posi&ccedil;&atilde;o de um dos poucos pa&iacute;ses do mundo emergente a contar com t&atilde;o elevado n&iacute;vel de cobertura, em t&atilde;o pouco tempo.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A macro equa&ccedil;&atilde;o financeira 2G + 3G<\/strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>A transi&ccedil;&atilde;o da 2G para a 3G reflete um caso t&iacute;pico de mudan&ccedil;a de gera&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica e que se soma ao fen&ocirc;meno da converg&ecirc;ncia. Estruturalmente falando, trata-se de um cen&aacute;rio de amplia&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os prestados pelas operadoras e de aumento de suas margens de comercializa&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m dos servi&ccedil;os 2G de voz e de SMS j&aacute; amplamente comoditizados, ser&atilde;o oferecidos aos usu&aacute;rios os novos servi&ccedil;os multim&iacute;dia da 3G, com melhores margens de comercializa&ccedil;&atilde;o, a&iacute; inclu&iacute;do o acesso a internet e intranets corporativas, m&uacute;sica, programas de TV e muito mais.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>Por essa raz&atilde;o, pode-se afirmar que os novos neg&oacute;cios da 3G, se bem estruturados financeiramente, acabar&atilde;o por apoiar o avan&ccedil;o da penetra&ccedil;&atilde;o da 2G. H&aacute; quem queira acreditar que a 3G possa drenar recursos do avan&ccedil;o da 2G, prejudicando sua dissemina&ccedil;&atilde;o. Isso valia, no Brasil, alguns anos atr&aacute;s, quando a equa&ccedil;&atilde;o financeira da 3G ainda n&atilde;o fechava. Com a queda dos pre&ccedil;os, ela passa a ser uma fonte de recursos adicional para ajudar na universaliza&ccedil;&atilde;o da 2G e n&atilde;o o contr&aacute;rio. Lembre-se aqui do repique de contrata&ccedil;&otilde;es 2G em pa&iacute;ses europeus ap&oacute;s a implanta&ccedil;&atilde;o da 3G. A conseq&uuml;&ecirc;ncia foi a de que, em alguns pa&iacute;ses daquele continente, a penetra&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o celular acabou saltando para muito al&eacute;m dos 100%.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>Finalmente, vale informar que alguns atores do mercado j&aacute; reconhecem a necessidade de ter que se assegurar a sa&uacute;de financeira dos neg&oacute;cios 2G no longo prazo, principalmente &agrave; medida que ela avan&ccedil;a para a base da pir&acirc;mide social, que na maior parte se encontra em regi&otilde;es afastadas dos grandes centros urbanos. Para isso, torna-se imprescind&iacute;vel reformular os tradicionais modelos de neg&oacute;cios no sentido de adequ&aacute;-los ao respectivo entorno, garantindo que sejam economicamente sustent&aacute;veis a despeito da baixa e baix&iacute;ssima renda dos consumidores. Um exemplo concreto de atendimento a esse tipo de objetivo encontra-se reportado no adendo mais abaixo.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p><strong>3G para a inclus&atilde;o digital&nbsp;<\/strong>&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>Certamente a 3G pode ser considerada uma excelente solu&ccedil;&atilde;o de apoio &agrave; inclus&atilde;o digital, principalmente pela qualidade e estabilidade superior da conex&atilde;o de dados, cobertura, login instant&acirc;neo, seguran&ccedil;a, etc., assim como pela capacidade de reunir num &uacute;nico aparelho celular multim&iacute;dia, mais econ&ocirc;mico que um computador, boa parte da funcionalidade deste &uacute;ltimo. O problema &eacute; que nos pequenos munic&iacute;pios onde a 2G ainda n&atilde;o existe, a implanta&ccedil;&atilde;o da 3G ainda n&atilde;o se justifica pelo lado econ&ocirc;mico. Na verdade, as dificuldades acabam sendo praticamente as mesmas com as quais o Governo atualmente se defronta na busca do equacionamento da inclus&atilde;o digital: os projetos n&atilde;o s&atilde;o auto-sustent&aacute;veis e por isso exigem a interven&ccedil;&atilde;o e o aporte de recursos pelo Estado.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p><strong>S&iacute;ntese <\/strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>Como contribui&ccedil;&atilde;o aos debates associados &agrave; implanta&ccedil;&atilde;o da 3G no Brasil, acreditamos ter deixado aqui nossa opini&atilde;o quanto aos potenciais problemas decorrentes da associa&ccedil;&atilde;o do licenciamento 3G nos grandes centros urbanos, com a obriga&ccedil;&atilde;o da quase-universaliza&ccedil;&atilde;o da cobertura 3G no pa&iacute;s. Caso, no entanto, isso seja uma diretriz pol&iacute;tica do Governo, parece-nos haver dois caminhos principais para assegurar o avan&ccedil;o da 3G nas pequenas localidades:&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>a)estimul&aacute;-la no Edital 3G atrav&eacute;s de contrapartidas perenes (redu&ccedil;&atilde;o de impostos, taxas, etc) e\/ou,&nbsp;&nbsp;<br \/>b)realiz&aacute;-la atrav&eacute;s de projetos espec&iacute;ficos de inclus&atilde;o digital, com verbas para isso destinadas.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Novos modelos de neg&oacute;cios <\/strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>Tradicionalmente os modelos de neg&oacute;cios de telecomunica&ccedil;&otilde;es vieram sendo desenvolvidos nos pa&iacute;ses industrializados, com foco no n&iacute;vel de renda de suas popula&ccedil;&otilde;es. &Agrave; medida que esses modelos evolu&iacute;am no tempo, os respectivos produtos e servi&ccedil;os se massificavam, tornando-se acess&iacute;veis aos mercados emergentes. Muito lentamente, eles migravam em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; base da pir&acirc;mide social mundial, sem ali nunca se enraizar. Seu vigor tamb&eacute;m nunca permitiu que se chegasse com servi&ccedil;os ub&iacute;quos aos pequenos povoados isolados e de baixa renda dos pa&iacute;ses pobres e emergentes.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>Se esses modelos de desenvolvimento n&atilde;o s&atilde;o &oacute;timos, eles sempre existiram e assim foram aceitos, mesmo porque nunca houve quem conseguisse viabilizar tecnologia de ponta a custo reduzido, de outra maneira. Por outro lado, esse tipo de modelo de desenvolvimento acabou deixando metade da popula&ccedil;&atilde;o mundial sem acesso aos servi&ccedil;os de telecomunica&ccedil;&otilde;es. Mas, se agora, em pleno s&eacute;culo XXI, autoridades e atores do mercado desejarem promover a universaliza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de telecomunica&ccedil;&otilde;es, haver&aacute; que se desenvolver novos modelos de neg&oacute;cios exclusivamente focados nos mercados de baixa e baix&iacute;ssima renda.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>Dentro desse esp&iacute;rito, a Nokia Siemens Networks vem implantando experi&ecirc;ncias no continente asi&aacute;tico, com apoio de autoridades, para levar o servi&ccedil;o m&oacute;vel &agrave;s pequenas localidades afastadas e &agrave;s pessoas com capacidade de desembolsar US$3,- mensais para os servi&ccedil;os de telecomunica&ccedil;&otilde;es. Tal modelo baseia-se na exist&ecirc;ncia da figura do microempres&aacute;rio de telecomunica&ccedil;&otilde;es que, atuando em parceria com uma operadora, passa a operar, manter e administrar a base de usu&aacute;rios de um pequeno vilarejo. &nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>Todo o modelo proposto &eacute; suportado por solu&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas inovadoras do padr&atilde;o mundial GSM, extremamente simples, de baixo custo de aquisi&ccedil;&atilde;o e de opera&ccedil;&atilde;o, com equipamentos de telecomunica&ccedil;&otilde;es alojados na pr&oacute;pria resid&ecirc;ncia do microempres&aacute;rio. Todos ganham com a solu&ccedil;&atilde;o: a operadora que passa a explorar comercialmente um mercado que de outra forma lhe seria deficit&aacute;rio, o microempres&aacute;rio que passa a ambicionar um neg&oacute;cio cada vez maior e os usu&aacute;rios que passam a alcan&ccedil;ar servi&ccedil;os p&uacute;blicos &agrave; dist&acirc;ncia, aos quais antes n&atilde;o tinham acesso, sen&atilde;o pessoalmente. Obviamente que esse modelo inovador e de baixo custo exige aten&ccedil;&atilde;o dos reguladores e dos formuladores de pol&iacute;ticas, na medida em que n&atilde;o se pode atender aos assinantes dessas pequenas localidades exatamente dentro dos mesmos padr&otilde;es estabelecidos para os grandes centros urbanos.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>At&eacute; o momento, as experi&ecirc;ncias realizadas em solo asi&aacute;tico t&ecirc;m sido bem-sucedidas, podendo ser replicadas em pa&iacute;ses como o Brasil.<\/p>\n<p><em>* Mario Baumgarten &eacute; engenheiro e Head of Corporate Affairs da Nokia Siemens Networks Latin America<font face=\"Times New Roman\"><\/font><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dezessete anos ap&oacute;s a implanta&ccedil;&atilde;o do primeiro celular no Brasil e uma d&eacute;cada ap&oacute;s a implanta&ccedil;&atilde;o do celular digital de segunda gera&ccedil;&atilde;o, mais de 2 mil munic&iacute;pios ainda n&atilde;o contam com qualquer tipo de servi&ccedil;o m&oacute;vel. 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