{"id":19665,"date":"2007-11-02T13:58:32","date_gmt":"2007-11-02T13:58:32","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=19665"},"modified":"2007-11-02T13:58:32","modified_gmt":"2007-11-02T13:58:32","slug":"tv-publica-deve-promover-a-invencao-do-mundo-diz-pesquisadora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=19665","title":{"rendered":"TV p\u00fablica deve promover a &#8216;inven\u00e7\u00e3o do mundo&#8217;, diz pesquisadora"},"content":{"rendered":"<p><span>Que TV queremos ter? Para a professora Regina Mota, da Universidade Federal de Minas Gerais, esse deve ser o principal questionamento de uma sociedade que come&ccedil;a a se preparar para ter sua primeira TV P&uacute;blica. Regina, que participou por tr&ecirc;s anos do grupo de pesquisa para o Sistema Brasileiro de Televis&atilde;o Digital, foi a convidada do segundo semin&aacute;rio da s&eacute;rie TV P&uacute;blica na Era Digital, organizado pela Rede Minas na &uacute;ltima quarta-feira, dia 31 de outubro, <\/span><span>em Belo Horizonte.<\/p>\n<p><\/span><span>Tamb&eacute;m autora do livro TV P&uacute;blica &#8211; A democracia no ar, Regina n&atilde;o trouxe respostas prontas. Pelo contr&aacute;rio: instigou os presentes &ndash; em sua maioria jornalistas e profissionais de televis&atilde;o &ndash; a refletir sobre o que, de fato, significa uma TV a servi&ccedil;o do povo. Para ela, o pa&iacute;s precisa batalhar pela constitui&ccedil;&atilde;o de uma TV efetivamente p&uacute;blica, que garanta um lugar para a express&atilde;o da diferen&ccedil;a e permita a inven&ccedil;&atilde;o do mundo.<\/p>\n<p><\/span><span>A quest&atilde;o-chave por tr&aacute;s desses desafios, para Regina, &eacute; nossa rela&ccedil;&atilde;o com o outro. A presen&ccedil;a deste &ldquo;outro&rdquo; na televis&atilde;o privada brasileira &eacute; vista por ela como desigual e autorit&aacute;ria. &ldquo;Assim como no processo de civiliza&ccedil;&atilde;o branca, o jornalismo tenta civilizar para converter&rdquo;, destacou. Numa exposi&ccedil;&atilde;o bastante provocativa, defendeu ainda a atualidade do Manifesto Antropof&aacute;gico, de Oswald de Andrade (1928), que pregava o interesse pelo conflito, pela diferen&ccedil;a e pela mudan&ccedil;a. &ldquo;Ainda n&atilde;o sabemos lidar com o outro&rdquo;, reconheceu, ap&oacute;s mostrar trechos da participa&ccedil;&atilde;o de Mano Brown no programa Roda Viva, da TV Cultura.<\/p>\n<p><\/span><span>Para ela, a atual decis&atilde;o de dar in&iacute;cio &agrave;s transmiss&otilde;es da TV P&uacute;blica <\/span><span>em S&atilde;o Paulo<\/span><span> e nos grandes centros urbanos &eacute; equivocada, porque aumenta a desigualdade entre as cidades ricas e as mais carentes. Sua proposta &eacute; inverter essa l&oacute;gica, com a cria&ccedil;&atilde;o de uma rede a partir do interior do pa&iacute;s, que coopere inclusive com o desenvolvimento da tecnologia e da linguagem a ser adotada pela nova TV. <\/p>\n<p><\/span><span>A Internet pode ser vista como uma refer&ecirc;ncia das mudan&ccedil;as que est&atilde;o por vir, como a produ&ccedil;&atilde;o colaborativa e n&atilde;o autoral. &ldquo;Quest&otilde;es como a necessidade ou n&atilde;o de forma&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m estar&atilde;o em jogo&rdquo;, disse, apostando ainda que os novos sentidos para a tecnologia ir&atilde;o demandar um outro tipo de profissional, com habilidades de engenheiro, tecn&oacute;logo, jornalista e, especialmente, artista.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Que TV queremos ter? 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