{"id":19630,"date":"2007-10-30T16:06:40","date_gmt":"2007-10-30T16:06:40","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=19630"},"modified":"2007-10-30T16:06:40","modified_gmt":"2007-10-30T16:06:40","slug":"trezentos-mil-brasileiros-estao-com-telefone-grampeado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=19630","title":{"rendered":"Trezentos mil brasileiros est\u00e3o com telefone grampeado"},"content":{"rendered":"<p>Cerca de 300 mil brasileiros est&atilde;o com o telefone grampeado. A estimativa &eacute; de Neri Kluwe, presidente da Associa&ccedil;&atilde;o de Servidores da Ag&ecirc;ncia Brasileira de Intelig&ecirc;ncia (Asbin). Segundo ele, apenas 15 mil escutas funcionam dentro dos limites da lei. O resto &eacute; clandestino. <\/p>\n<p>Reportagem da revista &Eacute;poca , assinada pelas jornalistas Tina Vieira e Solange Azevedo, mostra que a pr&aacute;tica de vigiar conversas telef&ocirc;nicas no Brasil se tornou t&atilde;o corriqueira que transparece em boa parte das not&iacute;cias sobre investiga&ccedil;&otilde;es policiais. A mais recente foi na semana passada, quando nove policiais foram presos no interior de S&atilde;o Paulo acusados de usar grampos para achacar traficantes. Segundo a Corregedoria da Pol&iacute;cia Civil de Campinas, S&atilde;o Paulo, o delegado Pedro Luiz P&oacute;rrio conseguiu na Justi&ccedil;a autoriza&ccedil;&atilde;o para interceptar o telefone de um suspeito. As grava&ccedil;&otilde;es, que incriminariam o suposto traficante, n&atilde;o foram usadas para prend&ecirc;-lo, mas sim para extorquir R$ 35 mil. <\/p>\n<p>Na ter&ccedil;a-feira 23 de outubro, a C&acirc;mara dos Deputados criou uma comiss&atilde;o para investigar den&uacute;ncias sobre grampos telef&ocirc;nicos ilegais por parte de &oacute;rg&atilde;os policiais. O deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), que dever&aacute;presidir a CPI, diz que a comiss&atilde;o vai mapear o uso de grampos em todo o pa&iacute;s e propor medidas de controle. <\/p>\n<p>Assim como a C&acirc;mara, o governo est&aacute; se mexendo. Em novembro, uma comiss&atilde;o com representantes do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a, Pol&iacute;cia Federal e Minist&eacute;rio P&uacute;blico conclui a reda&ccedil;&atilde;o de um projeto de lei com novas regras para a intercepta&ccedil;&atilde;o telef&ocirc;nica. <\/p>\n<p>Segundo a reportagem da revista &Eacute;poca , no Brasil o grampo alimenta uma rede de chantagem, intimida&ccedil;&atilde;o e constrangimento da qual &eacute; dif&iacute;cil escapar. &#39;As escutas t&ecirc;m servido para v&aacute;rios tipos de espionagem pol&iacute;tica, comercial, industrial e criminal. O abuso &eacute; grande&#39;, afirma o desembargador Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal, em Bras&iacute;lia. No fim de junho, ele julgou o Mandado de Seguran&ccedil;a pedido por uma companhia telef&ocirc;nica que se recusava a executar escutas a pedido da Pol&iacute;cia Federal. Os agentes da PF queriam instalar grampos telef&ocirc;nicos em v&aacute;rias linhas, sem especificar os n&uacute;meros que deveriam ser interceptados.&nbsp;<\/p>\n<p>A decis&atilde;o que impediu o grampo afirma: &#39;Na pr&oacute;pria pol&iacute;cia, o subordinado escuta as conversas dos seus chefes, dos delegados, tomando conhecimentodas pomposas opera&ccedil;&otilde;es, dos jornalistas, dos pol&iacute;ticos, do amigo e do inimigo&#39;. A decis&atilde;o recebeu o apoio da Ordem dos Advogados do Brasil. &#39;Para a pol&iacute;cia, &eacute; mais f&aacute;cil ficar ouvindo conversas alheias do que investigar&#39;, afirma Cezar Britto, presidente nacional da OAB. <\/p>\n<p>A prolifera&ccedil;&atilde;o de escutas levanta uma quest&atilde;o: existe direito &agrave; privacidade no Brasil? Para Rodrigo Colla&ccedil;o, presidente da Associa&ccedil;&atilde;o dos Magistrados Brasileiros, a intimidade n&atilde;o est&aacute; amea&ccedil;ada. &#39;Algumas institui&ccedil;&otilde;es reclamam do uso de grampos porque agora pessoas de express&atilde;o est&atilde;o sendo investigadas&#39;, afirma. Neri Kluwe, presidente da Asbin, diz o contr&aacute;rio. &#39;O descontrole no uso desses m&eacute;todos de Intelig&ecirc;ncia no Brasil faz com que ningu&eacute;m esteja livre do grampo.&#39; <\/p>\n<p>Driblar as escutas faz parte do dia-a-dia de criminosos, terroristas e at&eacute; empres&aacute;rios desconfiados da concorr&ecirc;ncia. A paran&oacute;ia alimenta a ind&uacute;stria da contra-espionagem, que lucra vendendo vacinas contra o grampo. Uma delas &eacute; a criptografia das conversas telef&ocirc;nicas. A SecurStar, uma das empresas que oferecem esse tipo de blindagem no Brasil, afirma que seu p&uacute;blico-alvo n&atilde;o s&atilde;o criminosos. Mesmo assim, Wilfried Hafner, presidente da empresa, diz que a tecnologia pode servir tanto a honestos quanto a bandidos. &#39;Infelizmente, n&atilde;o podemos impedir o uso indevido.&#39; Entre seus clientes, h&aacute; pol&iacute;ticos, bancos, escrit&oacute;rios de advocacia e at&eacute; &oacute;rg&atilde;os de investiga&ccedil;&atilde;o do governo. No meio dasescutas e dos despistes, como fica a intimidade do cidad&atilde;o comum? L&aacute; fora <\/p>\n<p>A invas&atilde;o da privacidade tem sido discutida em v&aacute;rios pa&iacute;ses. Os Estados Unidos adotaram medidas radicais para monitorar suspeitos de terrorismo. Depois dos ataques de 11 de setembro de 2001, a Ag&ecirc;ncia de Seguran&ccedil;a Nacional (NSA, em ingl&ecirc;s) desenvolveu um sistema de espionagem para ter acesso a todo tipo de dados transmitidos pelas empresas de telecomunica&ccedil;&atilde;o, inclusive por internet. As escutas funcionaram sem autoriza&ccedil;&atilde;o judicial entre 2002 e 2006. Uma a&ccedil;&atilde;o coletiva, da qual um dos autores foio jornalista Christopher Hitchens, colunista de &Eacute;poca , conseguiu derrubar na Justi&ccedil;a o &#39;big brother&#39; de George W. Bush. Uma ju&iacute;za federal ordenou a suspens&atilde;o do programa. A Casa Branca recorreu da decis&atilde;o e o programa de vigil&acirc;ncia foi mantido por outra decis&atilde;o, de julho deste ano. <\/p>\n<p>Na Alemanha, a lei Grosser Lauschangriff (ou &#39;grande ataque de espi&atilde;o&#39;) permite que &oacute;rg&atilde;os de investiga&ccedil;&atilde;o monitorem locais e grampeiem telefones e ainda pro&iacute;be a criptografia de voz que serviria de prote&ccedil;&atilde;o antigrampo, por entender que ela pode obstruir a Justi&ccedil;a. Na Inglaterra, a preocupa&ccedil;&atilde;o com a privacidade vai al&eacute;m das escutas. Hoje, em Londres, um pedestre pode ser observado por 300 c&acirc;meras de circuito fechado num &uacute;nico dia. O sistema foi adotado para coibir a viol&ecirc;ncia, sobretudo no centro da cidade. Pelos n&uacute;meros da pol&iacute;cia, a vigil&acirc;ncia n&atilde;o surtiu efeito &ndash; o crime vem aumentando na cidade. <\/p>\n<p>No Brasil, a Lei no 9.296, de 1996, afirma que a pol&iacute;cia e o Minist&eacute;rio P&uacute;blico s&oacute; podem recorrer a intercepta&ccedil;&otilde;es telef&ocirc;nicas quando houver &#39;ind&iacute;cios razo&aacute;veis&#39; de envolvimento em crime pun&iacute;vel com pris&atilde;o e se a prova n&atilde;o puder ser obtida de outra forma. Na pr&aacute;tica, esses pr&eacute;-requisitos n&atilde;o s&atilde;o respeitados. No fim de junho, promotores do Grupo de Atua&ccedil;&atilde;o Especial de Controle Externo da Atividade Policial (Gecep) entregaram ao procurador-geral de Justi&ccedil;a de S&atilde;o Paulo, Rodrigo Pinho, um relat&oacute;rio sobre irregularidades na realiza&ccedil;&atilde;o de escutas telef&ocirc;nicas. &#39;A maioria dos pedidos feitos pela pol&iacute;cia e autorizados pela Justi&ccedil;a &eacute; apresentada sem os dados do titular da linha. H&aacute; apenas o prenome ou o apelido dos investigados&#39;, diz o promotor F&aacute;bio Jos&eacute; Bueno, ex-integrante do Gecep. <\/p>\n<p>Exemplos H&aacute; tr&ecirc;s anos, o engenheiro Hugo Sterman Filho passou 11 dias na cadeia. Empres&aacute;rio do ramo imobili&aacute;rio, ele foi preso por engano durante a Opera&ccedil;&atilde;o Anaconda, em que a Pol&iacute;cia Federal apurava um esquema de vendas de senten&ccedil;as judiciais. O empres&aacute;rio foi libertado depois de o advogado dele, o criminalista Alberto Zacharias Toron, ter demonstrado &agrave; Justi&ccedil;a que, em determinado momento, sem explica&ccedil;&atilde;o aparente, relat&oacute;rios do servi&ccedil;o de intelig&ecirc;ncia da PF passaram a atribuir atos de Hugo Carlette, um dos suspeitos, a Hugo Sterman. <\/p>\n<p>Toron recorreu a uma per&iacute;cia de voz para mostrar que, nosgrampos feitos pela PF, n&atilde;o era seu cliente quem conversava com o ex-agente federal C&eacute;sar Herman, um dos principais envolvidos no esquema criminoso. A confus&atilde;o teria ocorrido porque um celular adquirido pela empresa de Sterman foi desviado e usado, sem o conhecimento dele, por algu&eacute;m que tinha contato com Herman. Nas grava&ccedil;&otilde;es, Herman e o seu interlocutor, que a pol&iacute;cia tomou por Sterman, conversavam sobre as estrat&eacute;gias para obter liberdade provis&oacute;ria para um comparsa. Em abril deste ano, Sterman ganhou uma a&ccedil;&atilde;o de indeniza&ccedil;&atilde;o por danos morais movida contra a Uni&atilde;o. A Justi&ccedil;a Federal de S&atilde;o Paulo determinou o pagamento de R$ 500 mil ao empres&aacute;rio. Ainda cabe recurso. <\/p>\n<p>Quando se &eacute; grampeado, a vida deixa de ter segredos. Tudo o que &eacute; dito cai nos ouvidos dos agentes: problemas familiares, intimidades de um casal, trai&ccedil;&otilde;es, tudo. Pela Lei de Intercepta&ccedil;&atilde;o Telef&ocirc;nica, todo esse material deveria ser descartado. Nem sempre isso acontece. Nas escutas feitas durante a Opera&ccedil;&atilde;o Anaconda, a Pol&iacute;cia Federal descobriu que o ex-agente da PF C&eacute;sar Herman ligou para o advogado e ex-deputado federal Jos&eacute; Roberto Batochio. Os contatos foram feitos durantea campanha eleitoral de 2002, quando Batochio coordenava a campanha de Ciro Gomes &agrave; Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica. <\/p>\n<p>Nas escutas, Herman diz querer contribuir com a campanha de Ciro e oferece a Batochio um dossi&ecirc; sobre irregularidades no Funcef, o fundo de pens&atilde;o da Caixa Econ&ocirc;mica Federal. O material poderia ser usado contra o PSDB e enfraquecer a candidatura do tucano Jos&eacute; Serra. &#39;Herman disse que tinha um dossi&ecirc; e queria entreg&aacute;-lo para o Ciro. E eu dei o endere&ccedil;o do comit&ecirc;. Como deputado, se eu recebesse alguma den&uacute;ncia, a levaria direto para a C&acirc;mara.&#39; As conversas vazaram para a m&iacute;dia. &#39;Trechos descontextualizados foram divulgados pela imprensa e houve insinua&ccedil;&otilde;es de que eu tinha rela&ccedil;&otilde;es com os envolvidos na Opera&ccedil;&atilde;o Anaconda. Chegaram at&eacute; a bisbilhotar minhas declara&ccedil;&otilde;es de Imposto de Renda&#39;, afirma Batochio. <\/p>\n<p>Segundo ele, seus advers&aacute;riosno PDT aproveitaram o epis&oacute;dio para lhe tomar a presid&ecirc;ncia do partido em S&atilde;o Paulo. Em um relat&oacute;rio da Pol&iacute;cia Federal, Batochio, que j&aacute; foi presidente nacional da OAB, chegou a ser inclu&iacute;do na categoria dos auxiliares da quadrilha que comandava o esquema de venda de senten&ccedil;as judiciais. Mas, em uma nota divulgada &agrave; imprensa em novembro de 2003, o ent&atilde;o diretor-geral da Pol&iacute;cia Federal, Paulo Lacerda, admitiu que a inclus&atilde;o do nome de Batochio como suspeito de envolvimento na Opera&ccedil;&atilde;o Anaconda foi um equ&iacute;voco. <\/p>\n<p>Problema da lei A falta de ind&iacute;cios razo&aacute;veis nos pedidos de escuta telef&ocirc;nica fere a lei, mas &eacute; entendida pela Secretaria da Seguran&ccedil;a P&uacute;blica de S&atilde;o Paulo como parte da din&acirc;mica das investiga&ccedil;&otilde;es. &#39;&Eacute; comum termos conhecimento sobre determinados n&uacute;meros de telefones usados por criminosos, mas n&atilde;o sabermos quem s&atilde;o os donos das linhas&#39;, diz Romeu Tuma J&uacute;nior, ex-delegado do Departamento de Intelig&ecirc;ncia da Pol&iacute;cia Civil e atual secret&aacute;rio nacional de Justi&ccedil;a. &#39;Os criminosos costumam usar celulares clonados ou em nome de terceiros.&#39; Em um caso de seq&uuml;estro, se os investigadores descobrirem o n&uacute;mero dos bandidos, pedir&atilde;o a quebra do sigilo mesmo sem ter id&eacute;ia de quem est&aacute; do outro lado da linha. <\/p>\n<p>Para grampear telefones suspeitos, o sistema mais usado no pa&iacute;s &eacute; o Guardi&atilde;o, desenvolvido em parceria por t&eacute;cnicos da Pol&iacute;cia Federal e pela empresa de telecomunica&ccedil;&otilde;es D&iacute;gitro. O diretor da &aacute;rea de seguran&ccedil;a p&uacute;blica da empresa, Roberto Prud&ecirc;ncio, diz que o Guardi&atilde;o &eacute; um programa de computador capaz de gravar conversas telef&ocirc;nicas e identificar vozes. Ele permite cruzar liga&ccedil;&otilde;es entre as mesmas pessoas, facilitando a an&aacute;lise das informa&ccedil;&otilde;es. <\/p>\n<p>&#39;Quando um telefone est&aacute; sendo monitorado, s&atilde;o gravados os dados e conversas de liga&ccedil;&otilde;es feitas dele e para ele&#39;, diz Prud&ecirc;ncio. Com o sucesso do Guardi&atilde;o, o faturamento da D&iacute;gitro cresce em m&eacute;dia 30% ao ano. At&eacute; a Procuradoria-Geral da Rep&uacute;blica, que por lei n&atilde;o tem o direito de grampear ningu&eacute;m, comprou o sistema, em 2004, por R$ 732 mil. O motivo da compra, na gest&atilde;o do ex-procurador-geral Claudio Fontelles, seria ajudar nas investiga&ccedil;&otilde;es sobre o uso indevido das contas banc&aacute;rias CC5, que permitem remessa de dinheiro para o exterior. O atual procurador-geral da s Rep&uacute;blica, Ant&ocirc;nio Fernando de Souza, diz quepretende do&aacute;-lo &agrave; Pol&iacute;cia Federal. <\/p>\n<p>No passado, os agentes p&uacute;blicos que faziam escutas eram conhecidos como arapongas. O termo saiu de moda, a pr&aacute;tica n&atilde;o. Tanto que a Ag&ecirc;ncia Brasileira de Intelig&ecirc;ncia (Abin) quer readquirir o direito legal de grampear. A id&eacute;ia &eacute; defendida pelo novo diretor-geral do &oacute;rg&atilde;o, Paulo Lacerda, que chefiou a Pol&iacute;cia Federal nos &uacute;ltimos quatro anos. Para que a ag&ecirc;ncia recupere o direito ao grampo &eacute; preciso mexer na Constitui&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m disso, a proposta precisa receber a aprova&ccedil;&atilde;o do presidente Lula. <\/p>\n<p>Por enquanto, o governoest&aacute; disposto apenas a endurecer a atual lei de intercepta&ccedil;&atilde;o telef&ocirc;nica. &#39;A escuta &eacute; um instrumento muito &uacute;til, mas tamb&eacute;m invasivo&#39;, diz Pedro Abramovay, secret&aacute;rio de Assuntos Legislativos do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a. O grupo de trabalho criado pelo Minist&eacute;rio deve apresentar uma lista decrimes para os quais a intercepta&ccedil;&atilde;o poder&aacute; ser utilizada. A puni&ccedil;&atilde;o para os vazamentos tamb&eacute;m dever&aacute; aumentar. Hoje, as penas v&atilde;o de dois a quatro anos de pris&atilde;o. Mas raramente os culpados s&atilde;o punidos. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cerca de 300 mil brasileiros est&atilde;o com o telefone grampeado. 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