{"id":19629,"date":"2007-10-30T16:03:50","date_gmt":"2007-10-30T16:03:50","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=19629"},"modified":"2007-10-30T16:03:50","modified_gmt":"2007-10-30T16:03:50","slug":"abert-quer-novos-testes-com-iboc-e-tenta-defender-padrao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=19629","title":{"rendered":"Abert quer novos testes com IBOC e tenta defender padr\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>A Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira das Emissoras de R&aacute;dio e Televis&atilde;o (Abert) est&aacute; convidando a Universidade Mackenzie para realizar testes independentes do padr&atilde;o de r&aacute;dio digital In Band on Channel (Iboc) durante os pr&oacute;ximos dois meses, para dar maior credibilidade e comprovar a efic&aacute;cia dessa tecnologia. A informa&ccedil;&atilde;o foi dada com exclusividade a esta coluna pelo presidente da entidade, Daniel Pimentel Slaviero. At&eacute; aqui os testes t&ecirc;m sido feitos apenas por uma d&uacute;zia de emissoras de AM, FM e ondas curtas, sem crit&eacute;rios homog&ecirc;neos.<\/p>\n<p>A Abert defende convictamente o padr&atilde;o Iboc. Falando ao Estado, Daniel Slaviero responde a cada um dos problemas evidenciados nos testes ou apontados pelos cr&iacute;ticos do padr&atilde;o norte-americano, criado pela empresa Ibiquity. Eis, a seguir, uma s&iacute;ntese de sua defesa:<\/p>\n<p>&bull; O atraso de 8 segundos do sinal digital em rela&ccedil;&atilde;o ao anal&oacute;gico ser&aacute; progressivamente reduzido com o avan&ccedil;o tecnol&oacute;gico. Mas nunca ser&aacute; eliminado.<\/p>\n<p>&bull; A interfer&ecirc;ncia do sinal digital em AM nas demais emissoras, especialmente &agrave; noite, j&aacute; est&aacute; sendo resolvida, com alguns recursos tecnol&oacute;gicos e com a redu&ccedil;&atilde;o da pot&ecirc;ncia nos hor&aacute;rios noturnos, como ocorre com as transmiss&otilde;es anal&oacute;gicas.<\/p>\n<p>&bull; Em sua opini&atilde;o, a evolu&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica permitir&aacute; o desenvolvimento de receptores port&aacute;teis, hoje invi&aacute;veis por conta do excessivo consumo das baterias.<\/p>\n<p>&bull; A dificuldade de produ&ccedil;&atilde;o de receptores digitais a pre&ccedil;os acess&iacute;veis pela ind&uacute;stria brasileira ser&aacute; resolvida pelo aumento da escala de produ&ccedil;&atilde;o, por incentivos e pol&iacute;ticas especiais e pela pr&oacute;pria evolu&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica.<\/p>\n<p>&bull; Com a ado&ccedil;&atilde;o do padr&atilde;o Iboc, a maioria das emissoras brasileiras ir&aacute;, progressivamente, superando as dificuldades financeiras decorrentes do investimento em novos transmissores e est&uacute;dios, hoje vari&aacute;veis de R$ 35 mil a R$ 140 mil, conforme a pot&ecirc;ncia das r&aacute;dios. &Eacute; claro que as maiores emissoras come&ccedil;ar&atilde;o o processo em primeiro lugar, estimulando as demais a seguir o rumo do salto tecnol&oacute;gico.<\/p>\n<p>Em s&iacute;ntese, Slaviero acredita que &ldquo;todos os problemas surgidos nos testes de r&aacute;dio digital ou apontados pelos t&eacute;cnicos j&aacute; foram ou ser&atilde;o eliminados a curto ou m&eacute;dio prazo com a evolu&ccedil;&atilde;o da tecnologia&rdquo;. A &uacute;nica limita&ccedil;&atilde;o que, em sua avalia&ccedil;&atilde;o, ainda dever&aacute; persistir, embora em menor grau, ser&aacute; o atraso de quase 8 segundos, entre o processamento do sinal digital e o anal&oacute;gico.<\/p>\n<p>Por que n&atilde;o esperar que esses problemas sejam totalmente eliminados? &ldquo;Porque temos urg&ecirc;ncia na ado&ccedil;&atilde;o do padr&atilde;o digital e n&atilde;o podemos esperar pela solu&ccedil;&atilde;o de pequenos e eventuais problemas que ainda existem&rdquo; &ndash; explica Slaviero. Para a Abert, a quest&atilde;o &eacute; de sobreviv&ecirc;ncia do modelo de neg&oacute;cios do r&aacute;dio brasileiro. &ldquo;A digitaliza&ccedil;&atilde;o &ndash; diz seu presidente &ndash; &eacute; a &uacute;nica solu&ccedil;&atilde;o inovadora capaz de elevar a qualidade e o alcance das transmiss&otilde;es de r&aacute;dio e oferecer novas op&ccedil;&otilde;es ao modelo de neg&oacute;cio das emissoras, diante dos desafios da converg&ecirc;ncia tecnol&oacute;gica e da entrada no mercado de competidores t&atilde;o fortes quanto as empresas de telefonia&rdquo;.<\/p>\n<p>Slaviero acha que a situa&ccedil;&atilde;o do padr&atilde;o Iboc nos Estados Unidos n&atilde;o &eacute; negativa. Pelo contr&aacute;rio, considera animador o fato de 12% das 15 mil emissoras norte-americanas j&aacute; terem aderido &agrave; tecnologia digital, desde sua introdu&ccedil;&atilde;o em 2002. Embora a decis&atilde;o do &oacute;rg&atilde;o regulador das comunica&ccedil;&otilde;es dos Estados Unidos, a Comiss&atilde;o Federal de Comunica&ccedil;&otilde;es (FCC, na sigla em ingl&ecirc;s), em favor do Iboc tenha sido adotada de 2002, &ldquo;a introdu&ccedil;&atilde;o do padr&atilde;o digital &ndash; diz Slaviero &ndash; s&oacute; come&ccedil;ou, a rigor, h&aacute; dois anos.&rdquo;<\/p>\n<p>Por todas essas raz&otilde;es, a realiza&ccedil;&atilde;o de testes pela Universidade Mackenzie, sob a responsabilidade do professor Gunnar Bedicks Jr. &ldquo;dever&aacute; eliminar todas as d&uacute;vidas sobre a qualidade do padr&atilde;o Iboc&rdquo; &ndash; aposta Daniel Slaviero. A pr&oacute;pria Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel) poder&aacute; acompanhar e homologar esses testes.<\/p>\n<p>A Abert acha tamb&eacute;m que as eventuais diverg&ecirc;ncias ou diferen&ccedil;as de opini&atilde;o entre a Casa Civil e o Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es sobre o padr&atilde;o Iboc de r&aacute;dio digital s&atilde;o menores do que sugerem as not&iacute;cias divulgadas nas duas &uacute;ltimas semanas. Por isso defende a decis&atilde;o governamental em favor do padr&atilde;o digital logo ap&oacute;s os testes a serem realizados pela Universidade Mackenzie, sem ter que aguardar as conclus&otilde;es de uma poss&iacute;vel delega&ccedil;&atilde;o brasileira aos Estados Unidos, como sugeriu Andr&eacute; Barbosa Filho, assessor da ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil.<\/p>\n<p>Vale lembrar que, depois de ter participado de audi&ecirc;ncia p&uacute;blica no Senado, dia 16 de outubro, Barbosa Filho, revelou sua preocupa&ccedil;&atilde;o com as poss&iacute;veis conseq&uuml;&ecirc;ncias da ado&ccedil;&atilde;o de um padr&atilde;o de r&aacute;dio digital no est&aacute;gio que demonstram os testes feitos pelas emissoras.<\/p>\n<p>Segundo o assessor, o ministro das Comunica&ccedil;&otilde;es H&eacute;lio Costa est&aacute; ciente das preocupa&ccedil;&otilde;es da Casa Civil e poder&aacute; aceitar a sugest&atilde;o de uma delega&ccedil;&atilde;o brasileira que visite os Estados Unidos, com o objetivo de ouvir representantes da FCC, das emissoras de r&aacute;dio e das universidades. &ldquo;A Casa Civil est&aacute; preocupada em n&atilde;o tomar uma decis&atilde;o de afogadilho&quot;, frisou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira das Emissoras de R&aacute;dio e Televis&atilde;o (Abert) est&aacute; convidando a Universidade Mackenzie para realizar testes independentes do padr&atilde;o de r&aacute;dio digital In Band on Channel (Iboc) durante os pr&oacute;ximos dois meses, para dar maior credibilidade e comprovar a efic&aacute;cia dessa tecnologia. 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