{"id":19599,"date":"2007-10-26T16:18:03","date_gmt":"2007-10-26T16:18:03","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=19599"},"modified":"2007-10-26T16:18:03","modified_gmt":"2007-10-26T16:18:03","slug":"forum-aponta-necessidade-de-acesso-ser-atrelado-a-producao-de-conteudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=19599","title":{"rendered":"F\u00f3rum aponta necessidade de acesso ser atrelado \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fado"},"content":{"rendered":"<p>A PPP da Banda Larga &#8211; que prev&ecirc; a realiza&ccedil;&atilde;o de licita&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica para equipamentos e servi&ccedil;os at&eacute; mar&ccedil;o de 2008 &#8211; far&aacute; do Rio de Janeiro o primeiro estado brasileiro inteiramente conectado &agrave; internet at&eacute; 2010. Em que pese o pioneirismo do estado fluminense na conex&atilde;o &agrave; Internet em 100% de seu territ&oacute;rio, especialistas levantam alguns aspectos ainda n&atilde;o transparentes na iniciativa e que devem ser levados em conta na hora de concretiz&aacute;-la. <\/p>\n<p>A necessidade de produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos locais e do correto dimensionamento do que ser&aacute; considerado banda larga foram algumas das ressalvas apontadas no F&oacute;rum &quot;Rio Digital&quot;, realizado no Rio de Janeiro, para discutir o papel da TIC no desenvolvimento econ&ocirc;mico e social do estado.<\/p>\n<p>Com a conex&atilde;o &agrave; internet assegurada nos 92 munic&iacute;pios fluminenses, o Rio tende a ficar atraente para a instala&ccedil;&atilde;o de novas empresas e para investimentos externos, conforme ressaltou o secret&aacute;rio da Casa Civil, Regis Fichtner. Ele observou que o fator de atratividade do estado n&atilde;o ser&aacute; a guerra fiscal, pr&aacute;tica comum nos &uacute;ltimos anos entre estados brasileiros, mas sim, essa rede que est&aacute; se formando a partir da PPP. <\/p>\n<p>E, neste contexto, segundo Fitchner, &eacute; fundamental avan&ccedil;ar na forma&ccedil;&atilde;o de m&atilde;o-de-obra para atender a demanda que novas empresas v&atilde;o gerar. &quot;Estamos convencidos, aqui no Rio de Janeiro, que um dos principais fatores de atra&ccedil;&atilde;o de investimentos ser&aacute; a m&atilde;o-de-obra qualificada&quot;. <\/p>\n<p>O secret&aacute;rio da Casa Civil acrescentou ainda que o Rio de Janeiro &eacute; considerado um dos estados com melhor atratividade neste quesito, mas ainda &eacute; preciso avan&ccedil;ar na prepara&ccedil;&atilde;o e na qualifica&ccedil;&atilde;o de pessoas. &quot;Como se faz isso? Dando acesso &agrave; internet. N&atilde;o s&oacute; criando redes digitais como essa, mas tamb&eacute;m colocando conte&uacute;do nessa rede&quot;.<\/p>\n<p>Para isso, Regis Fichtner afirma que a Secretaria da Casa Civil j&aacute; negocia com a Secretaria de Estado de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia para oferecer conte&uacute;do de qualidade na rede e, neste processo, poder&atilde;o ser usados recursos da Funda&ccedil;&atilde;o de Amparo &agrave; Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj). <\/p>\n<p><strong>Diversidade<\/strong><\/p>\n<p>Benito Paret, presidente do Sindicato das Empresas de Inform&aacute;tica do Rio de Janeiro (Seprorj),organizador do forum Rio Digital, salientou que &eacute; preciso tomar cuidado para que o Rio de Janeiro n&atilde;o se torne apenas um estado de passagem. &quot;Essa estrutura, atrav&eacute;s de uma parceria p&uacute;blico-privada, n&atilde;o deve se transformar num mecanismo apenas de passagem, com os conte&uacute;dos sendo gerados fora daqui. &Eacute; claro que ningu&eacute;m vai proibir que conte&uacute;dos externos sejam veiculados. Por&eacute;m, &eacute; fundamental que as empresas do Rio de Janeiro tenham a oportunidade, na hora de modelar a PPP, de fazer com que elas possam participar de modo mais ativo&quot;, argumentou. <\/p>\n<p>Henrique Faulhaber, representante das empresas de bens de inform&aacute;tica, de telecomunica&ccedil;&otilde;es e de software no Comit&ecirc; Gestor da Internet no Brasil (CGI.Br), concordou. &quot;Esse projeto de cidades digitais &eacute; muito importante no sentido de incentivar que as cidades sejam fonte de upload, e n&atilde;o s&oacute; de download. &Eacute; realmente poss&iacute;vel gerar conte&uacute;dos, sejam m&iacute;dias, sejam jornais, seja na ponta, seja nos centros de cultura etc., para que esses munic&iacute;pios n&atilde;o sejam meramente consumidores de conte&uacute;do&quot;, defendeu. <\/p>\n<p>Faulhaber destacou ainda que a defini&ccedil;&atilde;o de &quot;banda larga&quot; no &acirc;mbito do projeto tamb&eacute;m deve ser um ponto de aten&ccedil;&atilde;o. &quot;Que banda larga &eacute; essa?&quot;, indagou ao defender que um dimensionamento da banda que ser&aacute; necess&aacute;ria em cada cidade, levando em considera&ccedil;&atilde;o fatores como o n&uacute;mero de habitantes. <\/p>\n<p><strong>Complexidade: Provedores x Operadoras<\/strong><\/p>\n<p>&quot;Para cada cidade dessa, precisamos considerar qual a banda que se espera, quais os patamares de acesso que se pretende atingir nesses locais&quot;, diz. Ele aponta que uma banda de 128 kbps certamente &eacute; melhor do que conex&atilde;o discada, mas que j&aacute; n&atilde;o suporta a maioria de aplica&ccedil;&otilde;es de banda larga existentes atualmente. &quot;A televis&atilde;o por IP, que est&aacute; por vir, funcionar&aacute; bem de 1Mbps para cima&quot;, completou Faulhaber.<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m membro do CGI.Br, Carlos Afonso, diretor de estrat&eacute;gias da ONG de inclus&atilde;o digital Rits, ressaltou que ainda n&atilde;o est&aacute; transparente como os usu&aacute;rios de baixa renda, provedores locais e a diversidade de munic&iacute;pios v&atilde;o estar contemplados na PPP. <\/p>\n<p>&quot;H&aacute; uma grande disparidade de escala entre os munic&iacute;pios. N&atilde;o se pode comparar Rio das Flores com Maca&eacute; ou Campos. E a &aacute;rea metropolitana da cidade do Rio precisa de um projeto especial. Como contemplar essa diversidade?&quot;, questionou, esperando ver a resposta para alguns desses pontos no texto que estar&aacute; dispon&iacute;vel para consulta p&uacute;blica a partir de dezembro. <\/p>\n<p>Afonso destacou a necessidade de evitar que um monop&oacute;lio (uma grande operadora de telecomunica&ccedil;&otilde;es) venha a ganhar a PPP da Banda Larga. Caso uma concession&aacute;ria ven&ccedil;a &quot;pode-se correr o risco de perpetuar a aus&ecirc;ncia de competi&ccedil;&atilde;o na oferta de banda larga no estado&quot;. alertou aos participantes do F&oacute;rum.<\/p>\n<p>O diretor da Rits salientou que &eacute; fundamental negociar com essas operadoras uma boa rela&ccedil;&atilde;o pre&ccedil;o-benef&iacute;cio na oferta de conex&atilde;o dos munic&iacute;pios digitais &agrave;s espinhas dorsais, al&eacute;m de garantir participa&ccedil;&atilde;o dos pequenos provedores locais. Posi&ccedil;&atilde;o compartilhada por Jos&eacute; Carlos Louren&ccedil;o R&ecirc;go, diretor da Federa&ccedil;&atilde;o Nacional das Empresas de Inform&aacute;tica. <\/p>\n<p>Ele conta que &quot;o hist&oacute;rico n&atilde;o &eacute; bom da rela&ccedil;&atilde;o dos pequenos provedores com as teles&quot; e argumenta que &eacute; preciso criar um modelo que n&atilde;o reproduza os v&iacute;cios e a concentra&ccedil;&atilde;o vistos atualmente no setor de telefonia. &quot;Normalmente, as pessoas n&atilde;o est&atilde;o satisfeitas com a telefonia no pa&iacute;s. Se a gente criar um modelo igual para a internet e deixar na m&atilde;o de quatro ou cinco grupos, n&oacute;s vamos ter com a internet o que temos hoje com a telefonia&quot;, concluiu.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A PPP da Banda Larga &#8211; que prev&ecirc; a realiza&ccedil;&atilde;o de licita&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica para equipamentos e servi&ccedil;os at&eacute; mar&ccedil;o de 2008 &#8211; far&aacute; do Rio de Janeiro o primeiro estado brasileiro inteiramente conectado &agrave; internet at&eacute; 2010. 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