{"id":19549,"date":"2007-10-23T11:32:53","date_gmt":"2007-10-23T11:32:53","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=19549"},"modified":"2007-10-23T11:32:53","modified_gmt":"2007-10-23T11:32:53","slug":"emendas-redefinem-local-da-sede-e-cotas-de-conteudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=19549","title":{"rendered":"Emendas redefinem local da sede e cotas de conte\u00fado"},"content":{"rendered":"<p class=\"texto\">As emendas &agrave; Medida Provis&oacute;ria n.&ordm; 398\/2007, que cria a TV Brasil, v&atilde;o muito al&eacute;m de reparos no sistema administrativo da nova empresa proposta pelo Executivo. Parte da recente discuss&atilde;o sobre a produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do nacional e regional aparece nas sugest&otilde;es encaminhadas pelos parlamentares. Regras como a defini&ccedil;&atilde;o de cotas para a veicula&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o regional est&atilde;o presentes nas emendas, refletindo o longo debate sobre o tema que tanto C&acirc;mara quanto Senado t&ecirc;m estimulado nos &uacute;ltimos meses.<\/p>\n<p>Emenda apresentada pelo deputado Fl&aacute;vio Dino (PCdoB\/MA), por exemplo, &eacute; bastante espec&iacute;fica com rela&ccedil;&atilde;o ao conte&uacute;do regional. O parlamentar sugere a inclus&atilde;o de um par&aacute;grafo definindo que &quot;na aprova&ccedil;&atilde;o da programa&ccedil;&atilde;o, o Conselho Curador deve observar cotas regionais, no percentual m&iacute;nimo de 10% para a produ&ccedil;&atilde;o oriunda de cada regi&atilde;o&quot;. A id&eacute;ia de cotas tem sido defendida em outro debate na C&acirc;mara dos Deputados: a tramita&ccedil;&atilde;o dos projetos que tratam da produ&ccedil;&atilde;o, programa&ccedil;&atilde;o e provimento de conte&uacute;dos audiovisuais nas TVs por assinatura.<\/p>\n<p><strong>TV por assinatura<\/strong><\/p>\n<p>Mas n&atilde;o &eacute; apenas na defini&ccedil;&atilde;o de cotas que a MP da TV Brasil se cruza com as discuss&otilde;es sobre o mercado de televis&atilde;o por assinatura. A obriga&ccedil;&atilde;o de tornar dispon&iacute;vel dois canais na grade de programa&ccedil;&atilde;o paga para a veicula&ccedil;&atilde;o da nova TV p&uacute;blica tem preocupado as empresas deste mercado. A regra foi motivo de cr&iacute;tica de diversos parlamentares, que apresentaram emendas pedindo, inclusive, a supress&atilde;o do artigo, alegando incapacidade t&eacute;cnica de parte das operadoras de cumprir a exig&ecirc;ncia. <\/p>\n<p>Outros parlamentares sugeriram que a imposi&ccedil;&atilde;o vigore apenas ap&oacute;s a renova&ccedil;&atilde;o dos contratos com as TVs por assinatura. Esse m&eacute;todo serviria como forma de resguardar o pr&oacute;prio governo de processos judiciais &quot;j&aacute; que o Estado n&atilde;o pode exigir do particular a presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os p&uacute;blicos sem a correspondente contra-presta&ccedil;&atilde;o&quot;, como ponderou o deputado M&aacute;rcio Fran&ccedil;a (PSB\/SP) em emenda de sua autoria.<\/p>\n<p><strong>Concursos<\/p>\n<p><\/strong>Outro ponto controverso da MP que gerou emendas bastante detalhistas &eacute; o sistema de contrata&ccedil;&atilde;o dos funcion&aacute;rios proposto pela Executivo e o m&eacute;todo de compra de equipamentos e servi&ccedil;os da nova estatal. Deputados e senadores apresentaram emendas protestando contra a prerrogativa dada &agrave; TV Brasil de fazer compras sem licita&ccedil;&atilde;o, como prev&ecirc; originalmente a medida. <\/p>\n<p>O senador Pedro Simon (PMDB\/RS) foi um dos parlamentares que sugeriu mudan&ccedil;as na reda&ccedil;&atilde;o da MP. Sua sugest&atilde;o &eacute; que a TV Brasil possa usar o sistema simplificado de contrata&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os e bens, o preg&atilde;o eletr&ocirc;nico, ao inv&eacute;s de simplesmente ser declarada a inexigibilidade das licita&ccedil;&otilde;es. &quot;N&atilde;o deve essa empresa p&uacute;blica ser tratada como um entidade excepcional em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s regras da administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica&quot;, argumenta Simon.<\/p>\n<p>Pelo menos cinco parlamentares criticaram as regras de contrata&ccedil;&atilde;o tempor&aacute;ria estabelecidas na MP para aproveitar o pessoal hoje ativo na Radiobr&aacute;s e na Acerp e solicitaram a total retirada dos trechos que abrem essa possibilidade. Em comum, os parlamentares acreditam que n&atilde;o h&aacute; justificativa para a pr&oacute;pria MP, faltando a urg&ecirc;ncia necess&aacute;ria para criar uma lei com esse instrumento. Assim, como n&atilde;o haveria a urg&ecirc;ncia, tamb&eacute;m n&atilde;o existiria argumento para a contrata&ccedil;&atilde;o tempor&aacute;ria de funcion&aacute;rios por um per&iacute;odo de tr&ecirc;s anos, como prev&ecirc; a medida encaminhada pelo Executivo.<\/p>\n<p><strong>Fundo de pens&atilde;o<\/p>\n<p><\/strong>O senador Flexa Ribeiro (PSDB\/PA) apresentou emenda para impedir a TV Brasil de constituir um fundo de pens&atilde;o para os funcion&aacute;rios. Na opini&atilde;o do senador, n&atilde;o h&aacute; justificativa legal para a nova estatal &quot;patrocinar entidade de previd&ecirc;ncia privada&quot;. Ele defende a revoga&ccedil;&atilde;o do artigo sobre esse tema e que a TV Brasil se submeta &agrave; regra geral dos servidores p&uacute;blicos federais. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As emendas &agrave; Medida Provis&oacute;ria n.&ordm; 398\/2007, que cria a TV Brasil, v&atilde;o muito al&eacute;m de reparos no sistema administrativo da nova empresa proposta pelo Executivo. Parte da recente discuss&atilde;o sobre a produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do nacional e regional aparece nas sugest&otilde;es encaminhadas pelos parlamentares. 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