{"id":19548,"date":"2007-10-23T11:24:41","date_gmt":"2007-10-23T11:24:41","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=19548"},"modified":"2007-10-23T11:24:41","modified_gmt":"2007-10-23T11:24:41","slug":"emendas-da-oposicao-miram-financiamento-da-tv-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=19548","title":{"rendered":"Emendas da oposi\u00e7\u00e3o miram financiamento da TV Brasil"},"content":{"rendered":"<p>O conjunto de emendas feito &agrave; proposta de cria&ccedil;&atilde;o da TV Brasil deixa claro a meta dos partidos de oposi&ccedil;&atilde;o de protestar quanto a cria&ccedil;&atilde;o da nova estatal via Medida Provis&oacute;ria (MP). Logo na primeira emenda, assinada pelo senador &Aacute;lvaro Dias (PSDB\/PR), os parlamentares d&atilde;o o tom do desagrado com a implanta&ccedil;&atilde;o da TV p&uacute;blica em regime de urg&ecirc;ncia. O senador pede, simplesmente, que sejam revogador todos os artigos da MP n.&ordm; 398\/2007, argumentando que a edi&ccedil;&atilde;o da medida n&atilde;o segue os preceitos de relev&acirc;ncia e urg&ecirc;ncia. A lideran&ccedil;a da oposi&ccedil;&atilde;o no Senado tamb&eacute;m tem amea&ccedil;ado abrir uma A&ccedil;&atilde;o Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF) questionando a validade da medida provis&oacute;ria.<\/p>\n<p><strong>An&aacute;lise alternativa<\/p>\n<p><\/strong>Para al&eacute;m das cr&iacute;ticas &agrave; iniciativa do governo de criar a TV Brasil por MP, a oposi&ccedil;&atilde;o trabalhou bastante nos &uacute;ltimos dias para garantir uma segunda alternativa de obstru&ccedil;&atilde;o da an&aacute;lise da proposta. Das 132 emendas apresentadas, 88 partiram de deputados e senadores da oposi&ccedil;&atilde;o. Eles tamb&eacute;m foram maioria num&eacute;rica na lista de corre&ccedil;&otilde;es ao texto encaminhado pelo Executivo: entre os 32 parlamentares listados, 21 s&atilde;o de partidos da oposi&ccedil;&atilde;o, especialmente do PSDB.<\/p>\n<p>Caso n&atilde;o consiga derrubar a MP no STF, os parlamentares prepararam terreno para um duro golpe na opera&ccedil;&atilde;o da futura TV Brasil. Boa parte das emendas atinge um dos m&eacute;todos de financiamento da empresa, bloqueando a possibilidade da televis&atilde;o p&uacute;blica de arrecadar verbas por meio da venda de espa&ccedil;os para publicidade comercial. At&eacute; mesmo parlamentares da base de apoio do governo criticaram a iniciativa, como &eacute; o caso do deputado federal Arnaldo Faria de S&aacute; (PTB\/SP).<\/p>\n<p>&quot;&Agrave; TV p&uacute;blica n&atilde;o cabe a explora&ccedil;&atilde;o da venda de tempo destinado &agrave; publicidade, pr&aacute;tica essa exclusiva da radiodifus&atilde;o comercial. Para seu custeio j&aacute; conta com a previs&atilde;o de dota&ccedil;&atilde;o or&ccedil;ament&aacute;ria da Uni&atilde;o bem como a participa&ccedil;&atilde;o dos Estados, Munic&iacute;pios e &oacute;rg&atilde;os de suas administra&ccedil;&otilde;es, al&eacute;m da possibilidade de obten&ccedil;&atilde;o de recursos que suportem sua produ&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s de mecanismos de fomento &agrave; cultura e ao audiovisual&quot;, justifica Faria de S&aacute;.<\/p>\n<p><strong>Sem publicidade oficial<\/p>\n<p><\/strong>Alguns parlamentares, como os deputados Mendes Ribeiro Filho (PMDB\/RS) e Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB\/ES) estenderam as cr&iacute;ticas aos trechos da MP que d&atilde;o &agrave; TV Brasil a prerrogativa de decidir sobre a veicula&ccedil;&atilde;o da publicidade oficial do governo, equiparando a nova estatal a uma ag&ecirc;ncia de publicidade. &quot;Semelhante atributo abre ampla margem para os desvios de finalidade, como tamb&eacute;m, o que &eacute; ainda mais preocupante, para a ocorr&ecirc;ncia de fatos semelhantes aos sucessivos esc&acirc;ndalos que, em anos recentes, t&ecirc;m marcado a rela&ccedil;&atilde;o do poder p&uacute;blico com atores do mercado&quot;, argumentam os parlamentares em suas emendas.<\/p>\n<p>Ainda no campo da publicidade, os parlamentares querem que a lei seja mais clara na repress&atilde;o ao uso da TV p&uacute;blica como ferramenta pol&iacute;tica do governo. Para isso, o deputado Paulo Renato (PSDB\/SP) sugeriu a inclus&atilde;o de um par&aacute;grafo ao artigo 5&ordm; estabelecendo que &quot;&eacute; vedada a publicidade que, direta ou indiretamente, caracterize promo&ccedil;&atilde;o pessoal de autoridade ou de servidor p&uacute;blico&quot;.<\/p>\n<p><strong>Controle externo<\/p>\n<p><\/strong>Na esteira do alinhamento pol&iacute;tico, uma s&eacute;rie de altera&ccedil;&otilde;es no sistema de administra&ccedil;&atilde;o da nova estatal foi sugerida pelos parlamentares. Entre elas est&aacute; a exig&ecirc;ncia de um controle externo mais forte, incluindo o Tribunal de Contas da Uni&atilde;o (TCU) e o Congresso Nacional como fiscais das a&ccedil;&otilde;es da TV Brasil. Seguindo a mesma linha, h&aacute; sugest&otilde;es para permitir a retirada de diretores dos conselhos da empresa p&uacute;blica.<\/p>\n<p>Neste caso, as propostas est&atilde;o alinhadas com o que vinha sendo debatido publicamente com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s ag&ecirc;ncias reguladoras, autarquias especiais que tamb&eacute;m fazem parte da administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica indireta. A id&eacute;ia geral &eacute; abrir a possibilidade da perda de mandato por decis&atilde;o do presidente da Rep&uacute;blica, chancelada por maioria absoluta de votos na C&acirc;mara ou no Senado.<\/p>\n<p>Assim como h&aacute; emendas para garantir a retirada dos dirigentes, existem propostas para ampliar a participa&ccedil;&atilde;o do Congresso Nacional na escolha dos diretores. As propostas seguem novamente os conceitos aplicados &agrave;s ag&ecirc;ncias, como exigir a sabatina dos indicados e a defini&ccedil;&atilde;o de mandatos fixos &#8211; indo de dois a quatro anos, dependendo do parlamentar.<\/p>\n<p><strong>Indica&ccedil;&otilde;es<\/p>\n<p><\/strong>Quando o assunto s&atilde;o os conselhos que ir&atilde;o gerenciar as atividades da nova empresa, n&atilde;o faltam opini&otilde;es sobre quem deve ter representatividade na TV Brasil. Diversos parlamentares sugeriram a pr&eacute;-inclus&atilde;o de representantes no Conselho Curador da nova empresa. As opini&otilde;es variam sobre o tema, criando uma lista enorme de sugest&otilde;es para ser discutida nos plen&aacute;rios da C&acirc;mara e do Senado. A maior das listas foi apresentada pelo deputado Humberto Souto (PPS\/MG). O deputado define a nomea&ccedil;&atilde;o em 15 vagas do conselho, criando vagas para representantes da Academia Brasileira de Letras (ABL), Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira das Organiza&ccedil;&otilde;es N&atilde;o Governamentais (Abong), Comit&ecirc; Ol&iacute;mpico Brasileiro (COB), confedera&ccedil;&otilde;es nacionais da agricultura (CNA), ind&uacute;stria (CNI) e com&eacute;rcio (CNC), For&ccedil;a Sindical, CUT, entre outros. Sabe-se, contudo, que o governo quer evitar, justamente, atribuir a entidades de classe a prerrogativa de indicar conselheiros.<\/p>\n<p>As sugest&otilde;es tamb&eacute;m entram na seara pol&iacute;tica. Alguns parlamentares defendem que os partidos com representa&ccedil;&atilde;o no Congresso ou, no m&iacute;nimo, um representante indicado pelo l&iacute;der da minoria, devem ter assento no conselho. Tamb&eacute;m existem emendas apoiando a inclus&atilde;o de um representante por cada regi&atilde;o do Pa&iacute;s. Outros defendem a inclus&atilde;o de ao menos um representante do Conselho de Comunica&ccedil;&atilde;o Social do Senado Federal. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O conjunto de emendas feito &agrave; proposta de cria&ccedil;&atilde;o da TV Brasil deixa claro a meta dos partidos de oposi&ccedil;&atilde;o de protestar quanto a cria&ccedil;&atilde;o da nova estatal via Medida Provis&oacute;ria (MP). 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