{"id":19508,"date":"2007-10-17T13:52:15","date_gmt":"2007-10-17T13:52:15","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=19508"},"modified":"2007-10-17T13:52:15","modified_gmt":"2007-10-17T13:52:15","slug":"imprensa-jornalistas-precisam-de-formacao-continuada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=19508","title":{"rendered":"Imprensa: jornalistas precisam de forma\u00e7\u00e3o continuada"},"content":{"rendered":"<p><span><em>(Quarto e &uacute;ltimo artigo de uma s&eacute;rie de quatro, sob o t&iacute;tulo geral &quot;A imprensa e o dever da liberdade &ndash; A responsabilidade social do jornalismo em nossos dias&quot;)<\/p>\n<p><\/em><\/span><span>Persiste em parte das reda&ccedil;&otilde;es, ainda, a tristonha presun&ccedil;&atilde;o de que o jornalismo se faz e se aprende &quot;na pr&aacute;tica&quot;: se o sujeito leu uns livros bons, tem vocabul&aacute;rio acima do comum, &eacute; curioso e esperto, vai brilhar. Assim &eacute; que esse of&iacute;cio se firmou e se reproduz, com base na ilus&atilde;o de auto-sufici&ecirc;ncia. Talvez ela bastasse at&eacute; meados dos anos 1970, mas hoje &eacute; apenas v&atilde;. O jornalismo, como as demais atividades, imp&otilde;e a seus praticantes que estudem. <\/p>\n<p><\/span><span>&Eacute; verdade que temos jornalistas not&aacute;veis que nunca foram &agrave; universidade, assim como, no passado, tamb&eacute;m tivemos bons dentistas que n&atilde;o tinham diploma. Ainda hoje, ali&aacute;s, h&aacute; parteiras no interior que, sem ter passado pela faculdade, trazem crian&ccedil;as ao mundo. N&atilde;o se pode mais pretender, por&eacute;m, que a imprensa atinja bons n&iacute;veis sem ter pontes com a pesquisa e com a capacita&ccedil;&atilde;o aprofundada. Estudar com m&eacute;todo, se j&aacute; n&atilde;o era no passado, &eacute; no presente parte integrante da responsabilidade social do jornalista.<\/p>\n<p><\/span><span>Mesmo os autodidatas estudam. Estudar &eacute; indispens&aacute;vel e, para estudar, com todo o respeito aos autodidatas, &eacute; bom ir &agrave; escola. Assim agem arquitetos, cirurgi&otilde;es, advogados. At&eacute; mesmo as parteiras acordam para a utilidade de umas boas aulas. Assim come&ccedil;am a agir os jornalistas que mais se destacam. N&atilde;o se espera deles que sejam cientistas, professores de educa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica &ndash; um dos piores cacoetes das reda&ccedil;&otilde;es &eacute; justamente o de estimular o rep&oacute;rter a bancar o s&aacute;bio em lugar dos s&aacute;bios a quem lhe cabe entrevistar &ndash;, mas deles se espera que sejam bons jornalistas. Sem estudar, isso n&atilde;o &eacute; mais poss&iacute;vel.<\/p>\n<p><\/span><span>Al&eacute;m da &aacute;rea que pretende cobrir, o jornalista deve se dedicar ao conhecimento da natureza da comunica&ccedil;&atilde;o, essa ind&uacute;stria que se avolumou exponencialmente de tr&ecirc;s d&eacute;cadas para c&aacute;. &Eacute; preciso que ele investigue como se precipitam os modelos de forma&ccedil;&atilde;o de sentido e de significado, como o sujeito desenvolve convic&ccedil;&otilde;es, o advento do inconsciente na comunica&ccedil;&atilde;o, entre outros temas. <\/p>\n<p><\/span><span>Um profissional da comunica&ccedil;&atilde;o precisa estudar para compreender o seu p&uacute;blico e ser mais &uacute;til a ele. Quem pensa que a pr&aacute;tica &eacute; o crit&eacute;rio da verdade, para lembrar a velha frase feita, est&aacute;, na sua jornada de trabalho, apenas cumprindo ditames de uma teoria cujo autor desconhece e cujas leis n&atilde;o &eacute; capaz de divisar.<\/p>\n<p><\/span><span>Finalmente, para cobrir cidadania e movimentos sociais, &eacute; preciso cobrir pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e, para cobrir pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, h&aacute; que se estudar o que v&ecirc;m a ser essa categoria e suas vincula&ccedil;&otilde;es de m&eacute;todo com os pr&oacute;prios movimentos sociais.<\/p>\n<p><\/span><span><strong>Acompanhar os processos <\/p>\n<p><\/strong><\/span><span>Vigiar o poder implica um olhar atento, em perspectiva, sobre as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas &ndash; compreendidas no &acirc;mbito da administra&ccedil;&atilde;o do Estado como a&ccedil;&atilde;o, coordena&ccedil;&atilde;o, processo e programa com vistas a um resultado. Mais do que cobrir acontecimentos chamativos e vistosos, &eacute; necess&aacute;rio identificar a dire&ccedil;&atilde;o das linhas evolutivas na seq&uuml;&ecirc;ncia de decis&otilde;es tomadas pelo poder p&uacute;blico. Cada vez mais, a sociedade imp&otilde;e ao profissional de imprensa que, em lugar de jogar holofotes para um evento isolado, saiba apresentar o fato num encadeamento espacial e temporal cujos limites se alargam desafiadoramente. <\/p>\n<p><\/span><span>Mais que antes, o contexto define o grau de import&acirc;ncia da not&iacute;cia &ndash; e destacar os contextos do turbilh&atilde;o de eventos requer rapidez, profundidade e acuidade dos profissionais, o que se obt&eacute;m com estudo. N&atilde;o h&aacute; outro jeito. As f&oacute;rmulas prontas j&aacute; n&atilde;o resolvem as equa&ccedil;&otilde;es. Elas se esboroam sem que seus praticantes percebam &ndash; mas o p&uacute;blico desconfia.<\/p>\n<p><\/span><span>A este respeito, tive a chance de participar de uma tentativa modesta que talvez interesse ao leitor deste artigo. Entre 2003 e 2007, trabalhei na Radiobr&aacute;s e, ali, desenvolvi, ao lado de outros profissionais, mecanismos que permitiram &agrave;s reda&ccedil;&otilde;es &ndash; em particular &agrave; reda&ccedil;&atilde;o da Ag&ecirc;ncia Brasil, o site jornal&iacute;stico da empresa &ndash; acompanhar a evolu&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. O que conto aqui n&atilde;o pretende ser uma receita, mas uma contribui&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica entre outras.<\/p>\n<p><\/span><span>No in&iacute;cio da jornada de quatro anos, adotamos par&acirc;metros de cobertura que ajudavam a reda&ccedil;&atilde;o a localizar os processos em curso, indo al&eacute;m da rotina de expor os fatos a granel. Entre esses par&acirc;metros estava a defini&ccedil;&atilde;o do campo de cobertura da Ag&ecirc;ncia Brasil: o tri&acirc;ngulo imagin&aacute;rio, cujos v&eacute;rtices seriam Estado, governo e cidadania. A&iacute; dentro cabiam os atos dos governantes, as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e os movimentos sociais e a sociedade civil organizada. <\/p>\n<p><\/span><span>Para evitar a captura do enfoque tanto pelas al&ccedil;as do governo como pelas press&otilde;es pr&oacute;prias de ONGs, a reda&ccedil;&atilde;o se imp&ocirc;s o dever de cobrir sistematicamente a evolu&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas segundo o efeito direto que elas tivessem na vida material das pessoas. Uma solenidade, mesmo que superlotada de autoridades, n&atilde;o seria not&iacute;cia obrigatoriamente. O acesso de uma comunidade a um novo sistema de educa&ccedil;&atilde;o, implantado e em funcionamento, este sim importava na pauta. Uma reivindica&ccedil;&atilde;o de uma ONG ou de uma central sindical poderia entrar na pauta, mas os seus efeitos sobre a administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica e o que ela acarretaria em mat&eacute;ria de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas seriam ainda mais valorizados no notici&aacute;rio. [Quem quiser conhecer um pouco mais os par&acirc;metros jornal&iacute;sticos adotados pela empresa poder&aacute; obter boas informa&ccedil;&otilde;es em NUCCI, Celso (org.). Manual de Jornalismo da Radiobr&aacute;s &ndash; produzindo informa&ccedil;&atilde;o objetiva numa empresa p&uacute;blica de Comunica&ccedil;&atilde;o. Bras&iacute;lia: Senado Federal, Subsecretaria de Edi&ccedil;&otilde;es T&eacute;cnicas, 2006.] <\/p>\n<p><\/span><span><strong>Revelar os contextos<\/p>\n<p><\/strong><\/span><span>O projeto editorial da Ag&ecirc;ncia Brasil e da Radiobr&aacute;s gerou um ponto de observa&ccedil;&atilde;o independente, comprometido apenas com os direitos do cidad&atilde;o gen&eacute;rico, que n&atilde;o era nem assalariado dos minist&eacute;rios nem militante de ONG ou de movimento de massa. A despeito da tradi&ccedil;&atilde;o governista e subserviente que pesava sobre a estatal, criou-se um ambiente de maior liberdade. Tamb&eacute;m nesse caso, o cultivo dos c&acirc;nones do jornalismo conduziu &agrave; busca da liberdade.<\/p>\n<p><\/span><span>Para levar adiante a cobertura pretendida, as editorias antigas da Ag&ecirc;ncia foram reformuladas. At&eacute; ent&atilde;o decalcadas de uma reda&ccedil;&atilde;o convencional &ndash; eram editorias que se distribu&iacute;am em retrancas como &quot;internacional&quot;, &quot;pol&iacute;tica&quot;, &quot;economia&quot;, &quot;cultura&quot;, &quot;esportes&quot; ou &quot;ci&ecirc;ncia&quot; &ndash;, elas se reorganizaram segundo as &aacute;reas a cobrir. Editorias como &quot;esportes&quot;, &quot;cultura&quot; ou &quot;ci&ecirc;ncia&quot; deixaram de existir, mas reportagens sobre esportes, cultura ou ci&ecirc;ncia n&atilde;o deixaram de ser feitas &ndash; apenas mudaram de enfoque: em lugar de ser noticiadas como espet&aacute;culos, entravam na pauta quando dissessem respeito diretamente ao atendimento de direitos, com foco no cidad&atilde;o. Um show, por exemplo, n&atilde;o seria mais not&iacute;cia. A abertura de uma escola p&uacute;blica de m&uacute;sica, esta sim.<\/p>\n<p><\/span><span>Gra&ccedil;as &agrave;s novas lentes, formou-se na reda&ccedil;&atilde;o da Ag&ecirc;ncia Brasil, e, tamb&eacute;m, em outras reda&ccedil;&otilde;es da Radiobr&aacute;s, o costume de manter um acompanhamento de m&eacute;dio e longo prazo dos fatos relacionados aos direitos da cidadania. Da&iacute; nasciam os elementos da pauta di&aacute;ria. A reda&ccedil;&atilde;o da Ag&ecirc;ncia conseguiu, ent&atilde;o, iniciar &ndash; apenas iniciar, pois este aprendizado leva tempo &ndash; o monitoramento sistem&aacute;tico das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, originadas do governo ou dos movimentos, pois uma pol&iacute;tica p&uacute;blica pode germinar de dentro do Estado ou de uma demanda que se estrutura a partir da sociedade.<\/p>\n<p><\/span><span>A produ&ccedil;&atilde;o da Ag&ecirc;ncia Brasil &ndash; pelo menos de fins de 2003 a meados de 2007 &ndash; &eacute; uma demonstra&ccedil;&atilde;o viva das m&uacute;ltiplas dimens&otilde;es da cobertura das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. A Ag&ecirc;ncia n&atilde;o abriu m&atilde;o do dever de publicar not&iacute;cias em primeira m&atilde;o; o fato de acalentar o ideal de revelar os processos sociais e pol&iacute;ticos em curso n&atilde;o a eximiu do dever de dar as not&iacute;cias antes das demais ag&ecirc;ncias, com agilidade e qualidade. N&atilde;o se tolerou, ali, que os fatos fossem desprezados pelo jornalista sob a desculpa de que seu neg&oacute;cio, agora, era noticiar processos e n&atilde;o meramente fatos. Ao contr&aacute;rio, o desafio era dar as not&iacute;cias antes, enriquecidas por descri&ccedil;&otilde;es mais aprofundadas dos respectivos contextos. Com o tempo, o olhar atento &agrave;s pol&iacute;ticas p&uacute;blicas aparelhou a reda&ccedil;&atilde;o para enxergar algumas not&iacute;cias antes dos demais, em v&aacute;rias oportunidades. [As coberturas especiais realizadas pela Ag&ecirc;ncia Brasil entre 2003 e o primeiro semestre de 2007 podem ser consultadas em <a href=\"http:\/\/www.agenciabrasil.gov.br\/\">www.agenciabrasil.gov.br<\/a>]<\/p>\n<p><\/span><span><strong>O interesse p&uacute;blico<\/p>\n<p><\/strong><\/span><span>Durante a campanha eleitoral de 2006, por exemplo, a Radiobr&aacute;s realizou, n&atilde;o apenas na Ag&ecirc;ncia Brasil, mas tamb&eacute;m em seus ve&iacute;culos de r&aacute;dio e televis&atilde;o, uma cobertura que se distanciou do imediatismo e alcan&ccedil;ou grande repercuss&atilde;o em diversos ve&iacute;culos p&uacute;blicos e comerciais, dada a sua utilidade para o eleitor. Em primeira m&atilde;o, a empresa noticiou a lista de candidatos &agrave;s elei&ccedil;&otilde;es que tinham contas n&atilde;o aprovadas ou processos em aberto no TCU (Tribunal de Contas da Uni&atilde;o), detalhando quais eram as raz&otilde;es desses processos. S&oacute; uma equipe que compreendesse a natureza das informa&ccedil;&otilde;es armazenadas no TCU e a relev&acirc;ncia delas para a forma&ccedil;&atilde;o da opini&atilde;o do cidad&atilde;o poderia levar aquela pauta adiante. Foi uma investiga&ccedil;&atilde;o exaustiva. A seq&uuml;&ecirc;ncia de reportagens rendeu not&iacute;cias quentes a partir do que aparentemente era mera rotina no TCU.<\/p>\n<p><\/span><span>Esse per&iacute;odo na Radiobr&aacute;s refor&ccedil;ou em mim, de modo definitivo, convic&ccedil;&otilde;es de fundo que, em parte, foram expostas ao longo deste artigo. Do ponto de vista da lida com a not&iacute;cia, muitos dos que participamos dessa temporada na Radiobr&aacute;s aprofundamos a certeza de que o jornalismo n&atilde;o tem mais a prerrogativa de se contentar em reagir a est&iacute;mulos externos: a um press release, &agrave; provoca&ccedil;&atilde;o verbal de uma autoridade, aos eventos espetaculares, &agrave; curiosidade caprichosa e vol&uacute;vel da plat&eacute;ia. Ele precisa encontrar a not&iacute;cia de interesse p&uacute;blico onde n&atilde;o h&aacute; a apar&ecirc;ncia ou promessa de espet&aacute;culo &ndash; o TCU, por exemplo, que n&atilde;o tem poder de cassar mandatos nem de mandar prender ningu&eacute;m, mas que re&uacute;ne uma imensid&atilde;o de relat&oacute;rios t&eacute;cnicos que, se bem lidos, lan&ccedil;am luz sobre o car&aacute;ter da trajet&oacute;ria de um pol&iacute;tico.<\/p>\n<p><\/span><span><strong>Uma conclus&atilde;o apressada<\/p>\n<p><\/strong><\/span><span>A democracia ainda depende do jornalismo &ndash; e este, agora, depende de identificar e cultivar o que lhe &eacute; essencial. Experimentamos uma abund&acirc;ncia sem precedentes de refer&ecirc;ncias e de discursos fervilhando nos espa&ccedil;os p&uacute;blicos. Cifras, declara&ccedil;&otilde;es, afirma&ccedil;&otilde;es, gr&aacute;ficos, rezas, fotos, desenhos, v&iacute;deos, document&aacute;rios, tabelas, infogr&aacute;ficos, mapas &ndash; uma infinidade de textos, sons e imagens, em profus&atilde;o vulc&acirc;nica, vinda de todas as partes, abarrota os olhos, os ouvidos e, eventualmente, a paci&ecirc;ncia de todo mundo. ONGs, autarquias, bancos, empresas, governos, f&aacute;bricas de autom&oacute;veis, escolas, ag&ecirc;ncias espaciais, igrejas, seitas e furg&otilde;es que vendem pamonha produzem seus pr&oacute;prios sites, seus auto-falantes, seus filmes e suas emissoras de r&aacute;dio e de televis&atilde;o. Ruidosamente, forjam nexos diretos e &iacute;ntimos com qualquer tipo de p&uacute;blico, com qualquer parte f&iacute;sica ou imaterial do sujeito.<\/p>\n<p><\/span><span>No meio da tempestade de conte&uacute;dos cujas inten&ccedil;&otilde;es se embaralham e se dissimulam, uma pergunta inquieta o cidad&atilde;o: &quot;Em quem eu posso confiar?&quot;. Cada vez mais, quando se trata de informa&ccedil;&atilde;o e de di&aacute;logo sobre temas de interesse p&uacute;blico, o olhar desengajado e o relato objetivo adquirem valor. O jornalismo adquire valor. Credibilidade, independ&ecirc;ncia, foco no cidad&atilde;o e compromisso com expandir progressivamente o universo daqueles que t&ecirc;m acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o: nisso se resume a sua responsabilidade social. &Eacute; desse modo que ele contribui para a democracia inclusiva e para o desenvolvimento humano.<\/span><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Quarto e &uacute;ltimo artigo de uma s&eacute;rie de quatro, sob o t&iacute;tulo geral &quot;A imprensa e o dever da liberdade &ndash; A responsabilidade social do jornalismo em nossos dias&quot;) Persiste em parte das reda&ccedil;&otilde;es, ainda, a tristonha presun&ccedil;&atilde;o de que o jornalismo se faz e se aprende &quot;na pr&aacute;tica&quot;: se o sujeito leu uns livros &hellip; <a href=\"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=19508\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">Imprensa: jornalistas precisam de forma\u00e7\u00e3o continuada<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[480],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/19508"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=19508"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/19508\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=19508"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=19508"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=19508"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}