{"id":19502,"date":"2007-10-17T11:20:59","date_gmt":"2007-10-17T11:20:59","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=19502"},"modified":"2007-10-17T11:20:59","modified_gmt":"2007-10-17T11:20:59","slug":"anatel-aguarda-ccs-para-publicar-direitos-dos-assinantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=19502","title":{"rendered":"Anatel aguarda CCS para publicar direitos dos assinantes"},"content":{"rendered":"<p>Seguindo uma nova linha de aproxima&ccedil;&atilde;o dos interesses do consumidor, a Anatel aprovou na &uacute;ltima quinta-feira, 11, o Regulamento dos Direitos dos Assinantes de TV por Assinatura. Quando come&ccedil;ou a ser pensado, em 2003, a meta do documento era ser uma ferramenta preventiva nas disputas entre usu&aacute;rios e empresas. No entanto, o longo processo de discuss&atilde;o sobre o texto e o avan&ccedil;o dos servi&ccedil;os de TV por assinatura mudaram o cen&aacute;rio de divulga&ccedil;&atilde;o da medida. Agora, o regulamento n&atilde;o s&oacute; ir&aacute; evitar abusos das empresas, como solucionar algumas pend&ecirc;ncias j&aacute; existentes no universo dos servi&ccedil;os de televis&atilde;o paga.<\/p>\n<p>As novas regras, no entanto, demorar&atilde;o um pouco mais para tornarem-se totalmente p&uacute;blicas. Como as mudan&ccedil;as afetam as empresas regidas pela Lei do Cabo, a Anatel &eacute; obrigada a encaminhar o regulamento para an&aacute;lise do Conselho de Comunica&ccedil;&atilde;o Social do Senado Federal CCS). Por&eacute;m, o conselho n&atilde;o foi nomeado em 2007 e, neste ano, permaneceu desativado. Por isso, a tend&ecirc;ncia &eacute; que a ag&ecirc;ncia tenha que esperar 30 dias at&eacute; que prescreva o prazo de resposta para publicar o regulamento sem o aval do Senado.<\/p>\n<p>As linhas gerais do novo regulamento foram divulgadas pela assessoria de imprensa do &oacute;rg&atilde;o regulador, mas o texto final completo s&oacute; poder&aacute; ser apresentado ap&oacute;s passado o tr&acirc;mite no Senado. As empresas ter&atilde;o tamb&eacute;m um per&iacute;odo de 180 dias para se adequar as novas regras, contados a partir da data de publica&ccedil;&atilde;o no Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o.<\/p>\n<p><strong>Solu&ccedil;&otilde;es<\/p>\n<p><\/strong>Um exemplo do tipo de problema que a Anatel pretende conter com o novo regulamento &eacute; a cria&ccedil;&atilde;o de uma regra espec&iacute;fica para a coloca&ccedil;&atilde;o de pontos extra nas resid&ecirc;ncias. Sem balizamento algum da ag&ecirc;ncia, disputas sobre esse tema foram parar na Justi&ccedil;a, quando consumidores insatisfeitos e o Minist&eacute;rio P&uacute;blico questionaram a cobran&ccedil;a dupla pela programa&ccedil;&atilde;o quando solicitavam mais um acesso em suas casas. Com o regulamento, a briga deve ter fim. As empresas n&atilde;o poder&atilde;o cobrar pela programa&ccedil;&atilde;o, que j&aacute; &eacute; fornecida no ponto principal. Seus direitos ficar&atilde;o restritos &agrave; cobran&ccedil;a da instala&ccedil;&atilde;o, uso do equipamento e manuten&ccedil;&atilde;o da rede interna.<\/p>\n<p>Problemas dessa natureza eram raros no call center da Anatel. No entanto, o crescimento da base de assinantes &ndash; que passou de 3,5 milh&otilde;es em 2003 para 5 milh&otilde;es neste ano &ndash; e a digitaliza&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o elevaram fortemente o n&uacute;mero de reclama&ccedil;&otilde;es na ag&ecirc;ncia, alertando as equipes de que o regulamento n&atilde;o podia mais esperar. Ao longo da constru&ccedil;&atilde;o do documento, a ag&ecirc;ncia consultou todos os setores envolvidos. A participa&ccedil;&atilde;o foi tal que o &oacute;rg&atilde;o regulador chegou a fazer duas consultas p&uacute;blicas sobre o tema: a 582, em dezembro de 2004; e a 712, em 2006, onde foi apresentado um texto bem diferente da primeira provoca&ccedil;&atilde;o da autarquia devido &agrave; inclus&atilde;o das sugest&otilde;es da sociedade feitas na primeira aprecia&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica.<\/p>\n<p><strong>Cautela<\/p>\n<p><\/strong>Parte da cautela em ouvir todos os segmentos ao longo dos &uacute;ltimos quatro anos se justifica pelas restri&ccedil;&otilde;es da LGT &agrave; interven&ccedil;&atilde;o da Anatel nos servi&ccedil;os privados. Pela lei, a ag&ecirc;ncia tem fortes poderes sobre o servi&ccedil;o em regime p&uacute;blico, mas quando o tema &eacute; a presta&ccedil;&atilde;o em &acirc;mbito privado, a legisla&ccedil;&atilde;o recomenda &ldquo;m&iacute;nima interfer&ecirc;ncia&rdquo; no mercado. &ldquo;S&oacute; que m&iacute;nima interfer&ecirc;ncia n&atilde;o significa nenhuma interfer&ecirc;ncia&rdquo;, pondera Marconi Thomaz de Sousa Maya , gerente-geral de Regulamenta&ccedil;&atilde;o, Outorga e Licenciamento de Servi&ccedil;os por Assinatura.<\/p>\n<p>Maya destaca que o eixo das defini&ccedil;&otilde;es feitas pela Anatel no novo regulamento &eacute; um velho conhecido dos consumidores insatisfeitos. &ldquo;A gente achou justo trazer o C&oacute;digo de Defesa do Consumidor para dentro dessa rela&ccedil;&atilde;o com as TVs por assinatura.&rdquo; Um outro aspecto considerado no texto aprovado na semana passada foi criar uma ferramenta que valha independentemente de qual a tecnologia usada para o provimento do servi&ccedil;o. &ldquo;&Eacute; o que chamamos de regulamenta&ccedil;&atilde;o convergente&rdquo;, resume Maya.<\/p>\n<p>A converg&ecirc;ncia das regras n&atilde;o &eacute; ben&eacute;fica apenas para perpetuar o rec&eacute;m-aprovado regulamento em uma eventual mudan&ccedil;a legal do setor. Na opini&atilde;o da gerente de Regulamenta&ccedil;&atilde;o e Planejamento de TV por Assinatura, Maria L&uacute;cia Bardi, o maior benefici&aacute;rio de regras coesas &eacute; o consumidor. &ldquo;Como esse setor tem uma regulamenta&ccedil;&atilde;o muito fragmentada, virava uma confus&atilde;o quando se ia atender as demandas do consumidor&rdquo;, afirma a gerente. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Seguindo uma nova linha de aproxima&ccedil;&atilde;o dos interesses do consumidor, a Anatel aprovou na &uacute;ltima quinta-feira, 11, o Regulamento dos Direitos dos Assinantes de TV por Assinatura. Quando come&ccedil;ou a ser pensado, em 2003, a meta do documento era ser uma ferramenta preventiva nas disputas entre usu&aacute;rios e empresas. 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