{"id":19496,"date":"2007-10-16T10:30:10","date_gmt":"2007-10-16T10:30:10","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=19496"},"modified":"2007-10-16T10:30:10","modified_gmt":"2007-10-16T10:30:10","slug":"em-conferencia-mundial-brasil-sera-favoravel-a-uso-movel-em-35-ghz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=19496","title":{"rendered":"Em Confer\u00eancia Mundial, Brasil ser\u00e1 favor\u00e1vel a uso m\u00f3vel em 3,5 GHz"},"content":{"rendered":"<p>A Anatel fechou posi&ccedil;&atilde;o em favor da atribui&ccedil;&atilde;o da faixa de 3,5 GHz para uso em servi&ccedil;os m&oacute;veis. A decis&atilde;o foi tomada em reuni&atilde;o do conselho diretor da ag&ecirc;ncia realizada na manh&atilde; desta quinta-feira, 11. Com isso, o Brasil ir&aacute; &agrave; Confer&ecirc;ncia Mundial de Radiocomunica&ccedil;&otilde;es 2007 (CMR-07) &ndash; marcada para o dia 22 de outubro, em Genebra &ndash; com mais um voto favor&aacute;vel &agrave; designa&ccedil;&atilde;o da faixa para uso m&oacute;vel, refor&ccedil;ando o grupo majorit&aacute;rio de pa&iacute;ses pr&oacute;-atribui&ccedil;&atilde;o. Mesmo assim, a quest&atilde;o central no debate promovido pelo Setor de Radiocomunica&ccedil;&atilde;o da Uni&atilde;o Internacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (UIT-R) n&atilde;o deve chegar a um desfecho tranquilamente.<\/p>\n<p>Os Estados Unidos s&atilde;o contr&aacute;rios &agrave; designa&ccedil;&atilde;o porque usam as faixas de 3,5 GHz para seus radares militares. A representatividade dos norte-americanos n&atilde;o pode ser ignorada dentro da UIT, mas a esperan&ccedil;a dos brasileiros &eacute; que a confer&ecirc;ncia decida em prol da maioria. &ldquo;A confer&ecirc;ncia busca sempre o consenso. N&atilde;o havendo, vai para voto. O cen&aacute;rio est&aacute; mais para esta faixa ser identificada para servi&ccedil;os m&oacute;veis do que para n&atilde;o ser&rdquo;, explica Maximiliano Salvadori Martinh&atilde;o, gerente-geral de Certifica&ccedil;&atilde;o e Engenharia de Espectro da Anatel.<\/p>\n<p><strong>Aval internacional<\/p>\n<p><\/strong>Uma decis&atilde;o da UIT pode apaziguar as brigas no Brasil sobre a posi&ccedil;&atilde;o da Anatel de apenas certificar os equipamentos existentes no mercado para uso em 3,5 GHz que tenham desabilitado suas fun&ccedil;&otilde;es de mobilidade. Pelo entendimento da ag&ecirc;ncia, como a faixa est&aacute; atribu&iacute;da hoje apenas para servi&ccedil;os fixos, n&atilde;o seria correto permitir a mobilidade dos receptores. Em tese, a pr&oacute;pria Anatel poderia mudar a atribui&ccedil;&atilde;o caso assim desejasse, mas a imin&ecirc;ncia do encontro da UIT tem adiado a decis&atilde;o. Com um consenso no f&oacute;rum internacional, a Anatel ficar&aacute; em uma posi&ccedil;&atilde;o mais c&ocirc;moda para fazer a altera&ccedil;&atilde;o nas regras brasileiras.<\/p>\n<p>O tema tem merecido aten&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es. O ministro H&eacute;lio Costa reclamou publicamente da falta de mobilidade restrita para os equipamentos que operam em 3,5 GHz durante a abertura da Futurecom 2007. Tudo porque, pelos planos do governo, essa faixa &eacute; fundamental para a inclus&atilde;o digital dos munic&iacute;pios brasileiros.<\/p>\n<p><strong>3G<\/p>\n<p><\/strong>As empresas tamb&eacute;m se preocupam com a atribui&ccedil;&atilde;o que a faixa ter&aacute;. Com a proximidade do leil&atilde;o de blocos de radiofreq&uuml;&ecirc;ncia que podem ser usadas para a terceira gera&ccedil;&atilde;o, as celulares t&ecirc;m se mostrado reticentes &agrave; designa&ccedil;&atilde;o do 3,5 GHz para servi&ccedil;os m&oacute;veis. A cr&iacute;tica feita &agrave; Anatel, e acolhida pela ag&ecirc;ncia em algumas inst&acirc;ncias, &eacute; de que a atribui&ccedil;&atilde;o pode gerar uma concorr&ecirc;ncia desigual no setor, uma vez que as operadoras vitoriosas no leil&atilde;o do 3G ter&atilde;o obriga&ccedil;&otilde;es de cobertura que uma licenciada para a faixa de 3,5 GHz n&atilde;o ter&aacute;. &ldquo;Que se estenda a obriga&ccedil;&atilde;o para todas&rdquo;, argumenta uma fonte das empresas.<\/p>\n<p>Em meio ao impasse sobre a atribui&ccedil;&atilde;o do 3,5 GHz, a Anatel tem sido cautelosa ao dar os primeiros passos em dire&ccedil;&atilde;o ao 3G. Na reuni&atilde;o do conselho diretor realizada nesta quinta-feira, o presidente da ag&ecirc;ncia, embaixador Ronaldo Sardenberg, pediu vista da proposta de edital da terceira gera&ccedil;&atilde;o. Assim, n&atilde;o h&aacute; perspectivas de quando o conselho aprovar&aacute; as regras para o leil&atilde;o que, pouco a pouco, &eacute; empurrado para o fim do ano. Como o edital precisa ser divulgado com anteced&ecirc;ncia m&iacute;nima de um m&ecirc;s da disputa, a venda dos blocos s&oacute; ocorrer&aacute; em novembro, na melhor das hip&oacute;teses. At&eacute; l&aacute;, &eacute; prov&aacute;vel que haja um posicionamento da UIT, j&aacute; que o encontro em Genebra vai de 22 de outubro a 16 de novembro.<\/p>\n<p><strong>WiMAX n&atilde;o &eacute; padr&atilde;o<\/p>\n<p><\/strong>Um outro aspecto do plano de inclus&atilde;o digital defendido pelo Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es pode gerar ainda mais pol&ecirc;mica do que a atribui&ccedil;&atilde;o do 3,5 GHz para servi&ccedil;os m&oacute;veis durante a confer&ecirc;ncia da UIT. A tecnologia mais defendida no Brasil como ve&iacute;culo da inclus&atilde;o, o WiMAX, ainda n&atilde;o &eacute; considerada uma interface do padr&atilde;o International Mobile Telecommunications-2000 (IMT-2000). A controv&eacute;rsia se arrasta desde maio deste ano, quando a tecnologia foi colocada para an&aacute;lise da UIT no encontro em Kyoto.<\/p>\n<p>Sem uma recomenda&ccedil;&atilde;o expl&iacute;cita da UIT, o mercado de equipamentos usando o WiMAX continua &agrave; deriva. A disputa n&atilde;o &eacute; simples, pois envolve grandes fabricantes, como a Qualcomm e a Ericsson, declaradamente contra a inclus&atilde;o da tecnologia no padr&atilde;o IMT-2000. <\/p>\n<p>N&atilde;o bastasse a posi&ccedil;&atilde;o contr&aacute;ria de algumas produtoras de equipamentos, a China, que tem aumentado sua influ&ecirc;ncia nos f&oacute;runs internacionais, tamb&eacute;m vota contrariamente &agrave; recomenda&ccedil;&atilde;o por estar desenvolvendo um padr&atilde;o pr&oacute;prio para uso nas faixas da terceira gera&ccedil;&atilde;o. Os demais pa&iacute;ses t&ecirc;m se mostrado favor&aacute;veis ou neutros &agrave; quest&atilde;o, deixando a pol&ecirc;mica em torno das ind&uacute;strias, que n&atilde;o querem mais concorr&ecirc;ncia com seus padr&otilde;es. A expectativa &eacute; que a controv&eacute;rsia se resolva no encontro em Genebra. <\/p>\n<p><strong>Brasil quer ampliar faixas m&oacute;veis<\/p>\n<p><\/strong>Mais mudan&ccedil;as podem ser resultantes do encontro de pa&iacute;ses na UIT. Dentro da pauta de atribui&ccedil;&atilde;o de faixas para servi&ccedil;os m&oacute;veis &ndash; item 1.4 da lista de sete temas que ser&atilde;o debatidos na confer&ecirc;ncia &ndash;, o Brasil s&oacute; adotar&aacute; a posi&ccedil;&atilde;o de neutralidade em um bloco de radiofreq&uuml;&ecirc;ncias. Nos demais, a recomenda&ccedil;&atilde;o da UIT resultante do encontro poder&aacute; exigir grandes altera&ccedil;&otilde;es do plano de espectro brasileiro, caso o Pa&iacute;s queira se alinhar com as designa&ccedil;&otilde;es internacionais. Conhe&ccedil;a abaixo a lista de blocos que ser&aacute; analisada para atribui&ccedil;&atilde;o em favor dos servi&ccedil;os m&oacute;veis, qual a posi&ccedil;&atilde;o brasileira e dos demais pa&iacute;ses membros da UIT. <\/p>\n<p>* 450 MHz \/ 470 MHz (Sistemas ponto a ponto, radiotaxi, etc) &ndash; H&aacute; consenso em favor da mobilidade, inclusive do Brasil<\/p>\n<p>* 3.400 MHz \/ 3.600 MHz (STFC) &#8211; EUA s&atilde;o contra por usarem radares militares nessa faixa. Brasil &eacute; a favor<\/p>\n<p>* 410 MHz \/ 430 MHz (Uso militar e cient&iacute;fico) &ndash; Europa e EUA s&atilde;o contr&aacute;rios. O Brasil &eacute; neutro<\/p>\n<p>* 470 MHz \/ 806 MHz (Radiodifus&atilde;o) &ndash; EUA e Jap&atilde;o s&atilde;o favor&aacute;veis. Pa&iacute;ses ainda em transi&ccedil;&atilde;o para TV digital s&atilde;o contr&aacute;rios, incluindo o Brasil<\/p>\n<p>* 2.300 MHz \/ 2.400 MHz (Sistemas ponto a ponto e de rastreabilidade) &ndash; Apenas China e &Aacute;frica s&atilde;o favor&aacute;veis. Brasil &eacute; contra<\/p>\n<p>* 2.700 MHz \/ 2.900 MHz (Controle do espa&ccedil;o a&eacute;reo) &ndash; S&oacute; pa&iacute;ses n&oacute;rdicos s&atilde;o favor&aacute;veis. Brasil &eacute; contra<\/p>\n<p>* 3.600 MHz \/ 4.200 MHz (Downstream dos sat&eacute;lites em banda C) &ndash; Parte da Europa e Jap&atilde;o s&atilde;o favor&aacute;veis &agrave; atribui&ccedil;&atilde;o de mobilidade. Brasil &eacute; contra<\/p>\n<p>* 4.400 MHz \/ 4.990 MHz (Posi&ccedil;&otilde;es orbitais) &ndash; Apenas Jap&atilde;o e Cor&eacute;ia s&atilde;o favor&aacute;veis. Brasil &eacute; contra.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Anatel fechou posi&ccedil;&atilde;o em favor da atribui&ccedil;&atilde;o da faixa de 3,5 GHz para uso em servi&ccedil;os m&oacute;veis. A decis&atilde;o foi tomada em reuni&atilde;o do conselho diretor da ag&ecirc;ncia realizada na manh&atilde; desta quinta-feira, 11. 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