{"id":19410,"date":"2007-10-04T18:51:58","date_gmt":"2007-10-04T18:51:58","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=19410"},"modified":"2007-10-04T18:51:58","modified_gmt":"2007-10-04T18:51:58","slug":"tv-digital-cade-a-prometida-fabrica-japonesa-de-semicondutores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=19410","title":{"rendered":"TV digital: cad\u00ea a prometida f\u00e1brica japonesa de semicondutores?"},"content":{"rendered":"<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\"><span>A escolha do padr&atilde;o japon&ecirc;s para a TV digital brasileira &#8211; que faz sua estr&eacute;ia dia 2 de dezembro, em S&atilde;o Paulo &#8211; foi assunto dos mais discutidos por t&eacute;cnicos das mais variadas tend&ecirc;ncias, sobretudo porque esse padr&atilde;o somente &eacute; usado no Jap&atilde;o e mais dois pa&iacute;ses asi&aacute;ticos. Americanos e europeus bem que tentaram argumentar em favor de seus sistemas, em v&atilde;o. Os japoneses acabaram escolhidos apenas por uma raz&atilde;o: a contrapartida. Eles se comprometiam, com o devido registro no memorando de entendimento assinado pelos dois governos, a construir, no Brasil, uma f&aacute;brica de semicondutores, o que significaria um enorme salto tecnol&oacute;gico para o Pa&iacute;s. O tempo passou e o Brasil j&aacute; est&aacute; apto a transmiss&otilde;es digitais, o que significa que fez sua parte. Mas, segundo uma bem informada fonte, ao que parece, a tal f&aacute;brica n&atilde;o ser&aacute; constru&iacute;da. &#39;Nunca mais se falou nela&#39;, ironiza.<\/p>\n<p><\/span><span>Algu&eacute;m do governo brasileiro cobrou o governo japon&ecirc;s? Em recente visita ao Brasil, justamente para divulgar o modelo nip&ocirc;nico, o ministro para assuntos internos de Comunica&ccedil;&otilde;es do Jap&atilde;o, Yoshihide Suga, segundo a mesma fonte, foi cobrado. Mas tergiversou, limitando-se a dizer que o sucesso da parceria criou um clima prop&iacute;cio &agrave; entrada de novos investimentos do seu pa&iacute;s no Brasil, que estavam estancados desde a d&eacute;cada de 1970.<\/p>\n<p><\/span><span>Ali&aacute;s, n&atilde;o &eacute; apenas a f&aacute;brica prometida pelos japoneses que n&atilde;o figura em um futuro vis&iacute;vel. Ao justificar a escolha do padr&atilde;o japon&ecirc;s de TV digital, o ministro H&eacute;lio Costa disse, entre outras, que ele proporcionaria maior interatividade, maior mobilidade, com recep&ccedil;&atilde;o direta de TV em celulares, por exemplo. Hoje, o pr&oacute;prio ministro j&aacute; admite que essa interatividade e a recep&ccedil;&atilde;o m&oacute;vel vir&aacute; sim, mas n&atilde;o agora.<\/p>\n<p><\/span><span>Num balan&ccedil;o informal, feito por funcion&aacute;rios do governo brasileiro, constatou-se que a &uacute;nica coisa acertada no tal memorando que foi cumprida at&eacute; agora foi a incorpora&ccedil;&atilde;o, ao avan&ccedil;ado modelo japon&ecirc;s, de algumas ferramentas desenvolvidas por universidades brasileiras, o que, atestam os t&eacute;cnicos, melhorou o sistema, adaptando-o &agrave;s necessidades brasileiras.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A escolha do padr&atilde;o japon&ecirc;s para a TV digital brasileira &#8211; que faz sua estr&eacute;ia dia 2 de dezembro, em S&atilde;o Paulo &#8211; foi assunto dos mais discutidos por t&eacute;cnicos das mais variadas tend&ecirc;ncias, sobretudo porque esse padr&atilde;o somente &eacute; usado no Jap&atilde;o e mais dois pa&iacute;ses asi&aacute;ticos. 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