{"id":19370,"date":"2007-10-01T14:36:46","date_gmt":"2007-10-01T14:36:46","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=19370"},"modified":"2007-10-01T14:36:46","modified_gmt":"2007-10-01T14:36:46","slug":"musica-no-telefone-celular-cria-nova-cadeia-de-fornecimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=19370","title":{"rendered":"M\u00fasica no telefone celular cria nova cadeia de fornecimento"},"content":{"rendered":"<p>Estimular o consumidor a ouvir m&uacute;sica pelo celular est&aacute; se tornando um neg&oacute;cio importante n&atilde;o s&oacute; para as empresas ligadas diretamente &agrave; telefonia, como as operadoras m&oacute;veis e os fabricantes de aparelhos. Pelo menos duas outras categorias de empresas est&atilde;o trabalhando ativamente para organizar a recente cadeia de fornecimento da m&uacute;sica on-line. S&atilde;o as companhias de m&iacute;dia e entretenimento, como gravadoras e canais de TV, e uma vers&atilde;o atualizada daquilo que se tornou conhecido como &#39;syndicate&#39; &#8211; as ag&ecirc;ncias que vendiam not&iacute;cias para v&aacute;rios jornais ao mesmo tempo. S&oacute; que no lugar das reportagens, entram as m&uacute;sicas. <\/p>\n<p>&#39;Se faltasse uma dessas partes, eu teria d&uacute;vidas sobre o sucesso do neg&oacute;cio&#39;, diz Felippe Llerena, diretor-executivo da iMusica. A empresa, criada no ano 2000, &eacute; um dos melhores exemplos do formato renovado adotado pelo &#39;syndicate&#39; na era da internet. Parceira da Claro em sua investida na m&uacute;sica on-line, a iMusica negocia as faixas com as gravadoras e as licencia para uso por outras empresas, al&eacute;m de vender as m&uacute;sicas diretamente ao consumidor, via internet. &#39;Temos contrato com 350 gravadoras independentes brasileiras, al&eacute;m das quatro grandes multinacionais do setor: EMI e Warner, para celular e internet, e Universal e Sony BMG, para a web&#39;, diz Llerena. <\/p>\n<p>Com sete anos de atividade, a iMusica n&atilde;o &eacute; uma novata na &aacute;rea, mas teve de esperar bastante tempo at&eacute; convencer as grandes gravadoras &#8211; as chamadas &#39;majors&#39; &#8211; a licenciar seu conte&uacute;do. &#39;S&oacute; conseguimos concretizar (os acordos) no ano passado&#39;, afirma Llerena. <\/p>\n<p>As multinacionais do disco demoraram a aderir ao download &#8211; a transfer&ecirc;ncia do arquivo para o computador ou celular &#8211; por temerem que a novidade devorasse seu neg&oacute;cio central, j&aacute; em dificuldades: a venda de CDs. &#39;A base de telefones celulares no Brasil &eacute; de 105 milh&otilde;es de unidades e a exist&ecirc;ncia de uma loja de m&uacute;sica aberta 24 horas por dia, sete dias por semana, &eacute; uma oportunidade de ouro &#8211; para n&oacute;s e para as gravadoras&#39;, diz Llerena. <\/p>\n<p>Na iMusica, o acordo com a Claro abre as portas da internacionaliza&ccedil;&atilde;o, j&aacute; que o contrato &eacute; v&aacute;lido para 15 pa&iacute;ses nos quais a Am&eacute;rica M&oacute;vil, que controla a operadora, tem neg&oacute;cios. &#39;Sem d&uacute;vida, teremos de fazer um trabalho de expans&atilde;o para o exterior, com a abertura de filiais em alguns pa&iacute;ses&#39;, diz Rodin Spielmann, diretor financeiro daIdeiasNet, que controla a iMusica. <\/p>\n<p>Concentrada no investimento em empresas de tecnologia, a IdeiasNet elevou h&aacute; dois meses sua presen&ccedil;a no capital da iMusica: a participa&ccedil;&atilde;o saltou de 75% para 93%. Agora, al&eacute;m do impacto direto na empresa de distribui&ccedil;&atilde;o digital, o acordo fechado com a Claro pode proporcionar vantagens a outras empresas do grupo, diz Spielmann. <\/p>\n<p>&Eacute; o caso da Padtec. A companhia, na qual a IdeiasNet det&eacute;m 34,2% de participa&ccedil;&atilde;o, produz equipamentos comprados pelas operadoras para aumentar o tr&aacute;fego de dados. &#39;&Eacute; uma atividade que cresce exatamente porque companhias como a iMusica est&atilde;o oferecendo servi&ccedil;os capazes de aproveitar a capacidade de banda das telef&ocirc;nicas&#39;, diz o executivo. <\/p>\n<p>O acordo com a Claro prev&ecirc; uma oferta de m&uacute;sica adaptada ao gosto do consumidor de cada pa&iacute;s dentro da geografia da Am&eacute;rica M&oacute;vil.O cuidado &eacute; para evitar erros na abordagem ao p&uacute;blico local: uma artista como Madonna, por exemplo, tem seus discos consumidos em qualquer lugar, mas um grupo de rock argentino pode ser ignorado no Chile ou vice-versa. &#39;O cat&aacute;logo n&atilde;o &eacute; o mesmo&#39;, diz Marco Quatorze, diretor de servi&ccedil;os de valor agregado e roaming da Claro. &#39;Cada pa&iacute;s escolhe (sua oferta) no iMusica.&#39; Enquanto no Brasil h&aacute; uma categoria espec&iacute;fica para MPB, que n&atilde;o existe nos demais mercados, no M&eacute;xico h&aacute; outra s&oacute; para os f&atilde;s de salsa, exemplifica o executivo. <\/p>\n<p>Acertar na prefer&ecirc;ncia do p&uacute;blico remete a conceitos como audi&ecirc;ncia, uma preocupa&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria das companhias de entretenimento de v&aacute;rias &aacute;reas, al&eacute;m da m&uacute;sica propriamente dita. <\/p>\n<p>A Fox Latin America Channels, que representa na regi&atilde;o canais de TV paga como Fox, FX e National Geographic, est&aacute; relan&ccedil;ando no Brasil sua divis&atilde;o My Fox. O objetivo da unidade? Levar para o celular produtos relacionados a seus programas de televis&atilde;o, especialmente s&eacute;ries de grande audi&ecirc;ncia, como &#39;24 Horas&#39; e &#39;Prison Break&#39;. <\/p>\n<p>&#39;Renovamos nosso contrato com a Oi e estamos negociando com todas as demais operadoras m&oacute;veis&#39;, diz Patr&iacute;cia Brito, gerente da divis&atilde;o My Fox. Na nova fase, a estrat&eacute;gia &eacute; ultrapassar a fronteira das s&eacute;ries de TV e fornecer produtos relacionados a seus pr&oacute;prios canais, como o FX, direcionado ao p&uacute;blico masculino e adulto. A lista inclui pap&eacute;is de parede, toques de celular e v&iacute;deos curtos, de 30 segundos. Cada download varia de R$ 2,30 a R$ 5,99, chegando a R$ 10 no caso dos v&iacute;deos. <\/p>\n<p>A principal aposta da Fox, com estr&eacute;ia prevista para novembro, &eacute; numa rela&ccedil;&atilde;o de produtos atrelados &agrave; s&eacute;rie de anima&ccedil;&atilde;o &#39;Os Simpsons&#39;, que recentemente ganhou seu primeiro filme no cinema. &#39;Projetamos um crescimento de 60% nos downloads por causa dos Simpsons&#39;, diz Patr&iacute;cia. <\/p>\n<p>No futuro, o download de v&iacute;deos completos para celular pode se tornar um neg&oacute;cio importante, como come&ccedil;a a acontecer com a m&uacute;sica, mas isso depende de uma s&eacute;rie de defini&ccedil;&otilde;es de padr&otilde;es tecnol&oacute;gicos por parte das operadoras, afirma a executiva. <\/p>\n<p>A julgar por algumas experi&ecirc;ncias atuais, no entanto, &eacute; prov&aacute;vel que personagens mundialmente famosos, como &#39;Os Simpsons&#39;, tenham de disputar espa&ccedil;o com produtos de origem quase an&ocirc;nima. <\/p>\n<p>A TIM criou o TIM Studio, em que os usu&aacute;rios oferecem itens para download, como fotos, v&iacute;deos ou sons. Ao todo, 30% das transfer&ecirc;ncias nessa &aacute;rea j&aacute; s&atilde;o de m&uacute;sicas ou sons criados pelo pr&oacute;prio p&uacute;blico. Os autores recebem R$ 0,15 por download. O resultado &eacute; que j&aacute; surgiram as primeiras estrelas da nova onda: alguns clientes acumulam mais de R$ 2 mil em cr&eacute;dito com a operadora. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estimular o consumidor a ouvir m&uacute;sica pelo celular est&aacute; se tornando um neg&oacute;cio importante n&atilde;o s&oacute; para as empresas ligadas diretamente &agrave; telefonia, como as operadoras m&oacute;veis e os fabricantes de aparelhos. Pelo menos duas outras categorias de empresas est&atilde;o trabalhando ativamente para organizar a recente cadeia de fornecimento da m&uacute;sica on-line. 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