{"id":19363,"date":"2007-10-01T12:43:44","date_gmt":"2007-10-01T12:43:44","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=19363"},"modified":"2007-10-01T12:43:44","modified_gmt":"2007-10-01T12:43:44","slug":"conferencia-preparatoria-comunicacoes-em-debate","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=19363","title":{"rendered":"Confer\u00eancia Preparat\u00f3ria: comunica\u00e7\u00f5es em debate"},"content":{"rendered":"<p align=\"justify\">Nos dias 17, 18 e 19 de setembro de 2007, no Congresso Nacional, foi realizada a Confer&ecirc;ncia Nacional Preparat&oacute;ria de Comunica&ccedil;&otilde;es, organizada pelas Comiss&otilde;es de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia da C&acirc;mara e do Senado, pelo Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es e pela Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es. Tais institui&ccedil;&otilde;es se reconheceram como respons&aacute;veis pela promo&ccedil;&atilde;o de um debate para o setor.<\/p>\n<p>A cerim&ocirc;nia de abertura veio acompanhada de faixas clamando pela convoca&ccedil;&atilde;o da Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o, com etapas municipais e estaduais, dotada de car&aacute;ter deliberativo, nos moldes das confer&ecirc;ncias j&aacute; realizadas pelo Estado em outros setores. Esse fato em si j&aacute; marca as diverg&ecirc;ncias que iriam permear as pretensas discuss&otilde;es sobre uma nova pol&iacute;tica para a converg&ecirc;ncia tecnol&oacute;gica e o futuro das comunica&ccedil;&otilde;es no evento.<\/p>\n<p>Ressalte-se ainda a promessa de que as propostas ali feitas seriam devidamente encaminhadas pela C&acirc;mara dos Deputados e pelo Senado Federal a fim de se chegar ao aperfei&ccedil;oamento do quadro regulat&oacute;rio brasileiro, diagnosticado, &agrave; unanimidade, como ultrapassado.<\/p>\n<p>Abaixo, alguns dos pontos mais significativos das palestras (ressaltando-se que houve abertura para perguntas e respostas por parte dos palestrantes, mas n&atilde;o um debate entre os pontos de vista deles).<\/p>\n<p>Integrado na sociedade da informa&ccedil;&atilde;o, o Brasil &eacute; regido por uma Constitui&ccedil;&atilde;o Federal que prima pela pluralidade de m&iacute;dias e pela valoriza&ccedil;&atilde;o da cultura nacional. Assim, sendo a comunica&ccedil;&atilde;o um direito constitucional e a tecnologia um meio para o seu exerc&iacute;cio, n&atilde;o se pode abrir m&atilde;o de uma pol&iacute;tica solid&aacute;ria, participativa e colaborativa entre Governo, operadores do setor e os cidad&atilde;os (reputados, no evento, como meros usu&aacute;rios, e n&atilde;o, como deveriam ser designados, agentes co-formuladores das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas).<\/p>\n<p>Destaque-se a fala do Senador Wellington Salgado (PMDB-MG) no sentido de que a comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; um setor estrat&eacute;gico, que depende das tecnologias de informa&ccedil;&atilde;o, compostas pelas dimens&otilde;es tecnol&oacute;gica, econ&ocirc;mica e social-cultural; ou seja, do posicionamento de Salgado, podemos concluir que, se h&aacute; uma grande inseguran&ccedil;a em rela&ccedil;&atilde;o aos passos a serem dados, o debate entre todos os atores &eacute; indispens&aacute;vel, at&eacute; mesmo porque todas as dimens&otilde;es anteriormente citadas devem ser contempladas e concretizadas quando da tomada de decis&otilde;es.<\/p>\n<p>Franklin Martins, Ministro da Secretaria de Comunica&ccedil;&atilde;o Social, corroborou tais afirma&ccedil;&otilde;es. Segundo ele, &eacute; necess&aacute;rio formular um marco regulat&oacute;rio que d&ecirc; conta das revolu&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas, possibilitando a democratiza&ccedil;&atilde;o das comunica&ccedil;&otilde;es, a inclus&atilde;o digital e um maior acesso aos bens da informa&ccedil;&atilde;o. Segundo Martins, o Congresso Nacional seria o lugar ideal para o debate democr&aacute;tico entre todos os setores interessados por estar melhor aparelhado para tanto.<\/p>\n<p>O Ministro das Comunica&ccedil;&otilde;es, H&eacute;lio Costa, ressaltou que o Congresso Nacional &eacute; o f&oacute;rum competente para que uma nova pol&iacute;tica de comunica&ccedil;&otilde;es seja estudada e implementada. Firmando a promessa de uma Confer&ecirc;ncia de Comunica&ccedil;&atilde;o daqui a um ano, reunindo as sugest&otilde;es votadas nas etapas regionais, Costa destacou: a licita&ccedil;&atilde;o da telefonia m&oacute;vel de terceira gera&ccedil;&atilde;o (com a qual 1.800 Munic&iacute;pios ser&atilde;o beneficiados, contribuindo para a concretiza&ccedil;&atilde;o da inclus&atilde;o digital); a TV Digital, como instrumento de democratiza&ccedil;&atilde;o das comunica&ccedil;&otilde;es em raz&atilde;o da multiprograma&ccedil;&atilde;o, interatividade e portabilidade; a necessidade de expans&atilde;o do acesso &agrave; Internet (menos de 20% dos brasileiros t&ecirc;m acesso hoje), admitindo-se a assimetria regulat&oacute;ria tempor&aacute;ria para essa finalidade; a tecnologia Wi-Max (Internet sem fio); a prem&ecirc;ncia de revis&atilde;o da Lei Geral de Telecomunica&ccedil;&otilde;es, j&aacute; com 10 anos; a necessidade de se atribuir um c&oacute;digo de identifica&ccedil;&atilde;o aos usu&aacute;rios de telecomunica&ccedil;&otilde;es; e, finalmente, a primeira utiliza&ccedil;&atilde;o do FUST (com um total de R$ 5 bilh&otilde;es) para o atendimento de deficientes auditivos (verba de R$ 7 milh&otilde;es).<\/p>\n<p>Os deputados federais Walter Pinheiro (PT-BA) e Jorge Bittar (PT-RJ) foram incisivos quanto &agrave; necessidade da convoca&ccedil;&atilde;o imediata da Confer&ecirc;ncia Nacional com car&aacute;ter deliberativo a fim de que sejam formulados marcos regulat&oacute;rios democr&aacute;ticos que levem em conta o perfil da radiodifus&atilde;o (hoje, servi&ccedil;o ponto-multiponto) e das telecomunica&ccedil;&otilde;es (hoje, servi&ccedil;o ponto a ponto) em um mundo de converg&ecirc;ncia tecnol&oacute;gica (voz, dados e v&iacute;deo podem ser transportados livremente pelas redes). Para isso, seria necess&aacute;rio rever as barreiras regulat&oacute;rias dado que as barreiras tecnol&oacute;gicas j&aacute; n&atilde;o existem mais (conceito de neutralidade tecnol&oacute;gica).<\/p>\n<p>Ademais, ser&aacute; preciso que o conte&uacute;do d&ecirc; conta desse novo cen&aacute;rio, buscando-se responder a algumas indaga&ccedil;&otilde;es: como ficar&aacute; a produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do? Qual seria a melhor maneira de se disciplinar a distribui&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do? Um ambiente de converg&ecirc;ncia tecnol&oacute;gica n&atilde;o regulado poderia provocar o fen&ocirc;meno da verticaliza&ccedil;&atilde;o, em que qualquer um que conte com a tecnologia possui capacidade para prestar o servi&ccedil;o. Dessa maneira, n&atilde;o se pode mais ter uma regula&ccedil;&atilde;o baseada na tecnologia\/plataforma de presta&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o. O par&acirc;metro passa a ser o pr&oacute;prio servi&ccedil;o prestado.<\/p>\n<p>O conselheiro da Anatel, Pedro Ziller, destacou, nessa esteira, a dificuldade de se fazer regula&ccedil;&atilde;o e resolu&ccedil;&atilde;o administrativa diante dos novos desafios quando vivemos uma &eacute;poca de judicializa&ccedil;&atilde;o de muitas quest&otilde;es em raz&atilde;o dos variados conflitos de interesse. Exemplo disso foi a pol&ecirc;mica instaurada com a licita&ccedil;&atilde;o da telefonia m&oacute;vel de terceira gera&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Segundo a Lei Geral de Telecomunica&ccedil;&otilde;es, somente o Servi&ccedil;o Telef&ocirc;nico Fixo Comutado, por ser servi&ccedil;o p&uacute;blico prestado em regime de direito p&uacute;blico, est&aacute; sujeito &agrave;s obriga&ccedil;&otilde;es de continuidade e universaliza&ccedil;&atilde;o. O Servi&ccedil;o M&oacute;vel Pessoal, servi&ccedil;o p&uacute;blico prestado em regime de direito privado, n&atilde;o teria tais caracter&iacute;sticas. A Anatel, contudo, almejando a universaliza&ccedil;&atilde;o da telefonia m&oacute;vel e a inclus&atilde;o digital, de forma perspicaz, elaborou um Edital, que respeita os par&acirc;metros legais e constitucionais, e alcan&ccedil;a tal desiderato: cobra-se parte do pre&ccedil;o em dinheiro e a outra parte deve ser paga na forma de universaliza&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o.<\/p>\n<p>Consegue-se, assim, atingir a finalidade e o interesse p&uacute;blicos sem que seja necess&aacute;rio fazer altera&ccedil;&atilde;o legislativa, o que atrasaria imensamente tal objetivo. Viu-se um uso absolutamente inteligente do marco legal atual. Podemos at&eacute; dizer que a Anatel demonstrou dispor de um &ldquo;jeitinho brasileiro&rdquo; para resolver problemas; contudo, f&ecirc;-lo de forma absolutamente conforme aos princ&iacute;pios da legalidade, moralidade e efici&ecirc;ncia (art. 37, caput, da CF\/88).<\/p>\n<p>Dentre pontos altos em rela&ccedil;&atilde;o ao cen&aacute;rio internacional, podemos pin&ccedil;ar a men&ccedil;&atilde;o a uma poss&iacute;vel Autoridade Europ&eacute;ia de Regula&ccedil;&atilde;o. O representante da Uni&atilde;o Europ&eacute;ia (UE) no Brasil, Paulo Lopes, ressaltou que a converg&ecirc;ncia ocorreu na UE em 2.002 e que a regula&ccedil;&atilde;o deve servir apenas para suprir falhas de mercado (evitando-se a super Regula&ccedil;&atilde;o). H&aacute; crit&eacute;rios para se identificar mercados com falhas, tendo a Comiss&atilde;o da UE poder de veto sobre as autoridades locais. Ademais, at&eacute; 2.012, estar&aacute; completa a transi&ccedil;&atilde;o da TV Anal&oacute;gica para a TV Digital na UE.<\/p>\n<p>Revisa-se o quadro regulat&oacute;rio europeu desde 2.005 (com mais de 200 contribui&ccedil;&otilde;es). Na regula&ccedil;&atilde;o do setor audiovisual, a Diretiva &ldquo;TV sem fronteiras&rdquo; est&aacute; sendo revista, tendo sido elaborada a Diretiva &ldquo;M&iacute;dias Audiovisuais&rdquo;, prevendo um percentual para conte&uacute;do eminentemente europeu.<\/p>\n<p>De 50 canais de TV em 1.989, a UE passou a ter mais de 1.500. Os usu&aacute;rios passam a poder consumir conte&uacute;dos conforme seus interesses pessoais &#8211; servi&ccedil;os on-demand, havendo uma divis&atilde;o entre servi&ccedil;os lineares (comando do usu&aacute;rio) e n&atilde;o-lineares (comando da empresa). Faz-se necess&aacute;rio, segundo Paulo Lopes, equilibrar objetivos de interesse econ&ocirc;mico com o interesse p&uacute;blico, sendo imprescind&iacute;veis quadros est&aacute;veis e pr&oacute;-competitivos.<\/p>\n<p>Interessante tamb&eacute;m foi o coment&aacute;rio de que a Internet constitui a materializa&ccedil;&atilde;o do art. 19 da Carta de Direitos da ONU, que consagra o direito ao recebimento e transmiss&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es sem fronteiras geogr&aacute;ficas. Se a converg&ecirc;ncia &eacute; a solu&ccedil;&atilde;o para isso, deve ser transformada em oportunidade.<\/p>\n<p>Luiz Carlos Delorme Prado, representando o CADE, chamou a aten&ccedil;&atilde;o do p&uacute;blico para o surgimento de novos mercados relevantes (produtos que concorrem no mesmo segmento) e dos riscos de concentra&ccedil;&atilde;o. Se competir estimula a inova&ccedil;&atilde;o, &eacute; preciso preservar a concorr&ecirc;ncia entre os players e, nesse cen&aacute;rio convergente, quando o modelo anterior ainda sobrevive, a an&aacute;lise das autoridades da concorr&ecirc;ncia deve ser feita considerando o poder de mercado no segmento individualizado e tamb&eacute;m de forma integrada\/convergente. As garantias de pre&ccedil;o e de bem-estar devem coexistir.<\/p>\n<p>Ponto alto do evento, a apresenta&ccedil;&atilde;o do professor Murilo Ramos (FAC-UnB) versou sobre a hist&oacute;ria da constru&ccedil;&atilde;o e a contemporaneidade das tens&otilde;es pol&iacute;ticas presentes no cap&iacute;tulo da Comunica&ccedil;&atilde;o Social na Constitui&ccedil;&atilde;o Federal de 1.988. Relatando o embate das for&ccedil;as desse setor envolvidas na Constituinte, concluiu que as diverg&ecirc;ncias foram mais expressivas nessa &aacute;rea do que em outras Comiss&otilde;es. A quest&atilde;o fundamental seria a regula&ccedil;&atilde;o brasileira nos moldes de democracias consolidadas, que compreendem a radiodifus&atilde;o como setor pass&iacute;vel de regula&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>O representante da ABRAPPIT (Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira dos Pequenos Provedores de Internet e Telecomunica&ccedil;&otilde;es) ressaltou que telecomunica&ccedil;&otilde;es (g&ecirc;nero) s&atilde;o insumo para qualquer atividade econ&ocirc;mica. A tecnologia n&atilde;o seria boa, m&aacute; ou neutra. O que importa &eacute; sua aplica&ccedil;&atilde;o. A tecnologia Wi-Max, por exemplo, pode ter uma aplica&ccedil;&atilde;o que resulte em resultados bons ou maus para o setor dos pequenos empres&aacute;rios. No Peru, resolveu-se a quest&atilde;o da transmiss&atilde;o do sinal mesmo em relevo acidentado por meio de um estudo realizado pela Anatel para a freq&uuml;&ecirc;ncia 450 MHz; sendo que, no Brasil mesmo, ainda n&atilde;o houve tal implementa&ccedil;&atilde;o. O agroneg&oacute;cio, por causa disso, vem perdendo a oportunidade de melhor se desenvolver em raz&atilde;o do sinal que n&atilde;o &eacute; acess&iacute;vel na zona rural.<\/p>\n<p>Outros palestrantes trouxeram &agrave; tona as discuss&otilde;es sobre a TV P&uacute;blica Brasileira (fruto das discuss&otilde;es do F&oacute;rum Nacional de TVs P&uacute;blicas) e sobre a TV Digital (decis&atilde;o pol&iacute;tica que envolve aspectos tecnol&oacute;gicos, segundo Marcelo Bechara). Por esta &uacute;ltima, pretende-se fazer a Governan&ccedil;a Eletr&ocirc;nica na Internet pois a TV tem maior penetra&ccedil;&atilde;o nos lares do que os computadores. Ressalte-se que R&aacute;dio e TV s&atilde;o os &uacute;ltimos meios de comunica&ccedil;&atilde;o a se digitalizarem. A transi&ccedil;&atilde;o da TV Digital, com multiprograma&ccedil;&atilde;o, portabilidade e interatividade, est&aacute; programada para ser conclu&iacute;da em 10 anos.<\/p>\n<p>Segundo Marcelo Bechara, Consultor Jur&iacute;dico do Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es, al&eacute;m da converg&ecirc;ncia tecnol&oacute;gica, funcional, econ&ocirc;mica, geogr&aacute;fica e pol&iacute;tica, &eacute; preciso que a converg&ecirc;ncia tamb&eacute;m ocorra do ponto de vista social, sendo essa a import&acirc;ncia da Confer&ecirc;ncia Preparat&oacute;ria de Comunica&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>Celso Schr&ouml;reder, representante do FNDC, ressaltou que &eacute; necess&aacute;rio &ldquo;abrir a caixa preta da TV brasileira&rdquo;. H&aacute; uma demanda social por conte&uacute;do, que n&atilde;o se esgota na vis&atilde;o de neg&oacute;cio. &Eacute; preciso, segundo ele, subordinar a economia e a tecnologia &agrave; cultura, fazendo-se consultas em bases democr&aacute;ticas quando da tomada de decis&otilde;es. N&atilde;o se pode abrir m&atilde;o da esfera p&uacute;blica (incluindo a oitiva dos Conselhos Municipais de Comunica&ccedil;&atilde;o e do Conselho de Comunica&ccedil;&atilde;o Social). A m&iacute;dia, por vezes, constitui-se como um desservi&ccedil;o prestado &agrave; Na&ccedil;&atilde;o, que disp&otilde;e de meios de comunica&ccedil;&atilde;o partidarizados.<\/p>\n<p>A ABPITV (Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Produtoras Independentes de Televis&atilde;o) fez uma ressalva importante no sentido de que, hoje, os pr&oacute;prios canais produzem o seu conte&uacute;do; ou seja, a TV Aberta &eacute; &ldquo;fechada&rdquo;.<\/p>\n<p>Foram relatados os modelos de Cidades Digitais (redes comunit&aacute;rias geridas de acordo com os interesses locais, universalizando-se o acesso em banda larga por meio de investimento p&uacute;blico, privado ou misto). Tiradentes-MG, por exemplo, teve grande impacto no desenvolvimento econ&ocirc;mico a partir dessa experi&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>Uma Associa&ccedil;&atilde;o ligada &agrave; telefonia m&oacute;vel destacou que esse setor vai concentrar a converg&ecirc;ncia tecnol&oacute;gica, sendo que a velocidade do processamento e a largura da banda ir&atilde;o aumentar at&eacute; que se chegue &agrave; tecnologia em &ldquo;real time&rdquo;. Segundo esse painel, universalizar as comunica&ccedil;&otilde;es somente por meio do STFC ficou ultrapassado pois, se o cidad&atilde;o pode usar um celular, n&atilde;o iria se dispor a usar um TUP (Telefone de Uso P&uacute;blico, vulgo &ldquo;orelh&atilde;o&rdquo;).<\/p>\n<p>Depois de viajar por tantas constata&ccedil;&otilde;es, modelos e id&eacute;ias, podemos concluir que, em um ambiente de inexor&aacute;vel\/inevit&aacute;vel converg&ecirc;ncia digital, a delimita&ccedil;&atilde;o das compet&ecirc;ncias institucionais (fun&ccedil;&otilde;es do Poder Legislativo, Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es e Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es) tamb&eacute;m restar&aacute; fluida. Sendo assim, o que importa, em termos de formula&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, marcos regulat&oacute;rios e de tomada de decis&otilde;es, &eacute; reunir a esfera p&uacute;blica, com sua pluralidade e diversidade de id&eacute;ias e projetos, a fim de que todos sejam c&uacute;mplices (e igualmente respons&aacute;veis por) de um futuro &#8211; nebuloso, incerto, imprevis&iacute;vel &#8211; que temos de &ldquo;enquadrar&rdquo;\/&ldquo;moldar&rdquo; conforme as op&ccedil;&otilde;es expl&iacute;citas da CF\/88, materializada e reformulada diariamente no debate plural e democr&aacute;tico dos cidad&atilde;os, e que se espera seja feito brevemente na Confer&ecirc;ncia Democr&aacute;tica de Comunica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><em>* Marana Costa Beber Stefanelo&nbsp;&eacute; procuradora federal e mestranda em Direito na UnB<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos dias 17, 18 e 19 de setembro de 2007, no Congresso Nacional, foi realizada a Confer&ecirc;ncia Nacional Preparat&oacute;ria de Comunica&ccedil;&otilde;es, organizada pelas Comiss&otilde;es de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia da C&acirc;mara e do Senado, pelo Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es e pela Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es. 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