{"id":19360,"date":"2007-09-29T12:21:54","date_gmt":"2007-09-29T12:21:54","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=19360"},"modified":"2007-09-29T12:21:54","modified_gmt":"2007-09-29T12:21:54","slug":"o-debate-necessario-das-politicas-de-comunicacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=19360","title":{"rendered":"O debate necess\u00e1rio das pol\u00edticas de comunica\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><span><em>Para debater pol&iacute;ticas e rumos das telecomunica&ccedil;&otilde;es no Brasil, o Correio da Cidadania conversa com o jornalista Samuel Possebon, especialista na &aacute;rea h&aacute; 14 anos, atual diretor editorial da Converge Comunica&ccedil;&otilde;es e pesquisador convidado do Laborat&oacute;rio de Pol&iacute;ticas de Comunica&ccedil;&atilde;o da Universidade de Bras&iacute;lia (Lapcom\/UnB).<\/em><\/span><span><em>&nbsp;<\/em><\/span><span><em>Possebon, al&eacute;m de debater a quest&atilde;o das concess&otilde;es de radiodifusoras e a democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o no Brasil, faz sua an&aacute;lise do impacto do crescimento de habitantes com acesso &agrave; Internet no pa&iacute;s, demonstrado na rec&eacute;m-divulgada Pesquisa Nacional por Amostra de Dom&iacute;c&iacute;lios (PNAD) 2006.<\/em> <\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>*** <\/p>\n<p><\/span><span><strong>Houve algum avan&ccedil;o em tempos recentes em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s discuss&otilde;es sobre m&iacute;dia no Brasil? <br \/><\/strong><\/span><span>Samuel Possebon &ndash; O que sinto que vem acontecendo &eacute; que, cada vez mais, a comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; discutida pela sociedade de alguma maneira. Embora a imprensa n&atilde;o discuta necessariamente todos os temas relacionados &agrave; telecomunica&ccedil;&atilde;o &ndash; especialmente a grande imprensa, que n&atilde;o gosta muito dessa discuss&atilde;o &ndash;, alguns temas s&atilde;o inevit&aacute;veis. Desde que houve a privatiza&ccedil;&atilde;o da Telebr&aacute;s, h&aacute; id&eacute;ias sendo expostas, contrapontos sendo colocados. <\/p>\n<p><\/span><span>Com a Lei Geral de Telecomunica&ccedil;&otilde;es houve um in&iacute;cio desta discuss&atilde;o; depois, tivemos as discuss&otilde;es sobre leis de comunica&ccedil;&atilde;o de massas, sobre a TV digital, sobre a Ancinav. Esses temas relacionados &agrave; &aacute;rea de comunica&ccedil;&atilde;o freq&uuml;entam n&atilde;o s&oacute; a m&iacute;dia alternativa &ndash; que cobre o assunto com bastante &ecirc;nfase &ndash; e a imprensa especializada, mas tamb&eacute;m aparecem na grande imprensa. Claro que existem vieses, jornais e televis&otilde;es t&ecirc;m um ponto de vista sobre isso que n&atilde;o conseguem disfar&ccedil;ar, pois obviamente existem interesses econ&ocirc;micos envolvidos. <\/p>\n<p><\/span><span>Acredito tamb&eacute;m que a tend&ecirc;ncia &eacute; que isso se amplie. &Agrave; medida que a comunica&ccedil;&atilde;o passa a fazer cada vez mais parte da vida das pessoas, no ambiente da sociedade de informa&ccedil;&atilde;o, em um ambiente digital onde as pessoas convivem mais com isso, esses temas v&atilde;o ser cada vez mais comuns. <\/p>\n<p><\/span><span><strong>Tais discuss&otilde;es trouxeram avan&ccedil;os para a democratiza&ccedil;&atilde;o das telecomunica&ccedil;&otilde;es no pa&iacute;s? <br \/><\/strong><\/span><span>S.P. &ndash; Depende de como se quer caracterizar a democratiza&ccedil;&atilde;o. Se for caracteriz&aacute;-la como a consci&ecirc;ncia em rela&ccedil;&atilde;o a problemas da comunica&ccedil;&atilde;o, sim, houve um avan&ccedil;o. <\/p>\n<p><\/span><span>Agora, se considerarmos a democratiza&ccedil;&atilde;o como mudan&ccedil;as estruturais significativas no sistema de comunica&ccedil;&atilde;o &ndash; que significam a introdu&ccedil;&atilde;o de novos agentes, a possibilidade de novas vozes e mais pluralidade &ndash;, a&iacute; ainda existe muito a se fazer. <\/p>\n<p><\/span><span>Nesses &uacute;ltimos dez anos, surgiu um elemento que &eacute; absolutamente significativo &ndash; e talvez o mais significativo da hist&oacute;ria da democratiza&ccedil;&atilde;o das comunica&ccedil;&otilde;es e da comunica&ccedil;&atilde;o em si &ndash;, a internet. Isso revolucionou a m&iacute;dia, criou um ambiente totalmente novo para a troca de informa&ccedil;&otilde;es. &Eacute; um processo ainda em andamento, ainda em fase de ajustes, mas que, de qualquer maneira, foi introduzido. Ent&atilde;o, n&atilde;o podemos dizer que a m&iacute;dia continua concentrada e que a sociedade continua carente de meios de informa&ccedil;&atilde;o como h&aacute; dez anos; seria injusto at&eacute; com a hist&oacute;ria da humanidade falar isso, pois a internet proporcionou uma revolu&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p><\/span><span>Em rela&ccedil;&atilde;o aos meios de comunica&ccedil;&atilde;o tradicionais, a uma mudan&ccedil;a estrutural na forma de se fazer o neg&oacute;cio de comunica&ccedil;&atilde;o no Brasil e de se encarar a comunica&ccedil;&atilde;o diante de aspectos como cidadania e direitos humanos, as coisas melhoraram, mas ainda existe tamb&eacute;m muito a se fazer. <\/p>\n<p><\/span><span><strong><br \/>Voc&ecirc; concorda que h&aacute; uma oposi&ccedil;&atilde;o das m&iacute;dias tradicionais e de seus defensores no Legislativo em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s novas possibilidades que a Internet traz? <br \/><\/strong><\/span><span>S.P. &ndash; A minha tese &eacute; que a toda a&ccedil;&atilde;o h&aacute; uma rea&ccedil;&atilde;o; isso vale para a f&iacute;sica e tamb&eacute;m para o mundo das comunica&ccedil;&otilde;es. Naturalmente, grupos que est&atilde;o estabelecidos h&aacute; muito tempo, que t&ecirc;m o seu modelo engessado e que t&ecirc;m interesses econ&ocirc;micos a defender, reagem de uma maneira mais ou menos agressiva a qualquer vari&aacute;vel nova que seja colocada nesse cen&aacute;rio, e a internet foi uma vari&aacute;vel nova n&atilde;o s&oacute; no Brasil como no resto do mundo. <\/p>\n<p><\/span><span>Houve uma ado&ccedil;&atilde;o da internet por alguns dos grandes grupos de m&iacute;dia. Outros est&atilde;o aprendendo a lidar com isso e outros n&atilde;o conseguiram aprender a lidar com essa nova realidade; naturalmente, esses v&atilde;o ser superados, uma vez que nada &eacute; eterno, nem os grupos de m&iacute;dia. <\/p>\n<p><\/span><span><strong><br \/>De acordo com a rec&eacute;m-divulgada PNAD 2006, o percentual da popula&ccedil;&atilde;o com acesso &agrave; internet aumentou consideravelmente. Em sua opini&atilde;o, quais as raz&otilde;es para isso? <br \/><\/strong><\/span><span>S.P. &ndash; Embora o n&uacute;mero de habitantes que possui acesso &agrave; internet tenha aumentado, ainda falta muito para universalizar o acesso &agrave; internet. A exclus&atilde;o digital ainda &eacute; brutal, tanto no Brasil como na maior parte dos pa&iacute;ses &ndash; fora aqueles considerados desenvolvidos, onde isso j&aacute; est&aacute; mais ou menos equacionado. <\/p>\n<p><\/span><span>A evolu&ccedil;&atilde;o da internet se deve ao fato de ser um meio de comunica&ccedil;&atilde;o muito interessante para as pessoas, n&atilde;o s&oacute; como fonte de informa&ccedil;&atilde;o mas tamb&eacute;m como maneira de comunica&ccedil;&atilde;o interpessoal. Programas de mensagens instant&acirc;neas e redes de relacionamento s&atilde;o algo que jornais e televis&otilde;es n&atilde;o disponibilizavam para seus usu&aacute;rios; tudo isso s&atilde;o elementos novos no mundo da comunica&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p><\/span><span>Justamente por ser t&atilde;o interessante, a tend&ecirc;ncia &eacute; que a internet cres&ccedil;a ainda mais. As novas gera&ccedil;&otilde;es que est&atilde;o crescendo acostumadas &agrave;s novas tecnologias v&atilde;o adot&aacute;-las cada vez mais, indiferente de n&iacute;vel s&oacute;cio-cultural. Existem experi&ecirc;ncias claras que dizem isso; mesmo que o usu&aacute;rio da Internet venha de camadas sociais mais baixas, com menos acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o e &agrave; cultura &quot;erudita&quot;, ele tamb&eacute;m domina os novos meios. <\/p>\n<p><\/span><span>O crescimento do n&uacute;mero de usu&aacute;rios de internet no Brasil tamb&eacute;m ocorreu devido a um barateamento n&atilde;o s&oacute; do custo do computador em si, por conta de pol&iacute;ticas de desonera&ccedil;&atilde;o fiscal, mas tamb&eacute;m do custo da conex&atilde;o. H&aacute; tamb&eacute;m um terceiro fator, que &eacute; a recupera&ccedil;&atilde;o da renda da popula&ccedil;&atilde;o nos &uacute;ltimos quatro ou cinco anos. Isso se reflete na populariza&ccedil;&atilde;o de um meio que agrega muito &agrave;s vidas das pessoas. <\/p>\n<p><\/span><span><strong><br \/>As empresas provedoras de conex&atilde;o banda larga &ndash; normalmente pertencentes ao setor de telefonia &ndash; ir&atilde;o ocupar o espa&ccedil;o de empresas como provedoras de TV a cabo, por oferecerem solu&ccedil;&otilde;es similares? <br \/><\/strong><\/span><span>S.P. &ndash; Acredito que n&atilde;o, pois s&atilde;o coisas que se complementam. Existem quest&otilde;es de custo e de investimentos que precisam ser levadas em conta quando se fala na substitui&ccedil;&atilde;o de TV a cabo por TV via internet, por exemplo. <\/p>\n<p><\/span><span>O que dever&aacute; acontecer no futuro &ndash; e como futuro digo daqui a dez anos &ndash; &eacute; que teremos um &quot;mundo IP&quot;, que &eacute; o protocolo de dados por tr&aacute;s da internet. Independente da maneira de conex&atilde;o que voc&ecirc; tenha, o conte&uacute;do chegar&aacute; por esse mesmo protocolo; haver&aacute; um processo de integra&ccedil;&atilde;o das m&iacute;dias e dos servi&ccedil;os. Ter TV a cabo deixar&aacute; de ser exclusividade daquele que tem cabo, passando a ser dispon&iacute;vel tamb&eacute;m para quem tem redes de telefonia fixa ou linha de celular, por exemplo. <\/p>\n<p><\/span><span><strong><br \/>Qual a sua opini&atilde;o sobre a ado&ccedil;&atilde;o do modelo japon&ecirc;s de TV digital no Brasil? <br \/><\/strong><\/span><span>S.P. &ndash; De um ponto de vista tecnol&oacute;gico, n&atilde;o h&aacute; o que se questionar. As inova&ccedil;&otilde;es que est&atilde;o se desenvolvendo em cima da tecnologia japonesa v&atilde;o garantir que tenhamos no Brasil uma TV digital com a melhor qualidade poss&iacute;vel. <\/p>\n<p><\/span><span>O que n&atilde;o houve, e que &eacute; uma pena que n&atilde;o tenha acontecido, foi a discuss&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o ao modelo da televis&atilde;o brasileira. Hoje, o processo de digitaliza&ccedil;&atilde;o tende a perpetuar o modelo atual da televis&atilde;o aberta; se o modelo &eacute; bom ou ruim, se &eacute; excludente ou n&atilde;o, se &eacute; plural ou n&atilde;o, &eacute; o que faltou ser discutido. <\/p>\n<p><\/span><span>Essa discuss&atilde;o, que deveria ter ocorrido no in&iacute;cio do debate sobre a TV digital no pa&iacute;s, em 1999, 2000, n&atilde;o foi feita agora por conta da pressa em se tomar uma decis&atilde;o em um momento no qual a transmiss&atilde;o de TV digital &eacute; necess&aacute;ria devido a uma quest&atilde;o de inova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica. <\/p>\n<p><\/span><span><strong><br \/>Um dos principais pontos levantados pelo governo FHC na &eacute;poca da privatiza&ccedil;&atilde;o da Telebr&aacute;s foi que, com a passagem das redes de telefonia &agrave; iniciativa privada, haveria uma quebra de monop&oacute;lio que beneficiaria a concorr&ecirc;ncia e, conseq&uuml;entemente, o consumidor final. A possibilidade de fus&atilde;o entre a Telemar e a Telecom Brasil, duas grandes empresas do ramo, n&atilde;o traria de volta um monop&oacute;lio no setor? <br \/><\/strong><\/span><span>S.P. &ndash; Eu tenho minhas d&uacute;vidas se a privatiza&ccedil;&atilde;o foi feita para quebrar monop&oacute;lios; acredito que foi feita, na verdade, para cobrir uma necessidade de caixa do governo, que estava com a corda no pesco&ccedil;o na &eacute;poca e precisava vender o que tivesse pela frente como maneira de conseguir dinheiro para fechar as suas contas. <\/p>\n<p><\/span><span>Se nesse cen&aacute;rio houve um modelo de privatiza&ccedil;&atilde;o que pregava a pulveriza&ccedil;&atilde;o do mercado, com pelo menos quatro grandes concession&aacute;rias operando os servi&ccedil;os de telefonia, hoje isso &eacute; aparentemente insustent&aacute;vel. N&atilde;o h&aacute; viabilidade financeira para que essas empresas sobrevivam de maneira independente, a concorr&ecirc;ncia global &eacute; muito violenta. A concentra&ccedil;&atilde;o em si n&atilde;o &eacute; necessariamente ruim, pois Telemar e Telecom Brasil n&atilde;o competem entre si, uma n&atilde;o entra na &aacute;rea da outra. A competi&ccedil;&atilde;o vir&aacute; da internet, de outros meios de se comunicar. <\/p>\n<p><\/span><span>Do meu ponto de vista, o que se deve discutir na fus&atilde;o &eacute; saber quem &eacute; que vai ser o respons&aacute;vel pela empresa &ndash; se vai ser entregue a empresas brasileiras, a empresas estrangeiras, se o Estado vai ter parte ou n&atilde;o. &Eacute; hora de se repensar o modelo e de entender o que &eacute; que o Brasil precisa encontrar em rela&ccedil;&atilde;o ao novo tempo das comunica&ccedil;&otilde;es e qual papel quer desempenhar neste processo. <\/p>\n<p><\/span><span><strong><br \/>No final deste ano, vencem dezenas de concess&otilde;es de r&aacute;dios e TVs no Brasil. Voc&ecirc; acredita que o processo de renova&ccedil;&atilde;o destas concess&otilde;es, tradicionalmente pouco transparente, precisa ser acompanhado mais de perto? <br \/><\/strong><\/span><span>S.P. &ndash; Sempre dizemos que falta transpar&ecirc;ncia e independ&ecirc;ncia na an&aacute;lise desse processo, mas os respons&aacute;veis por isso s&atilde;o os deputados. Ao criticar isso, critica-se o pr&oacute;prio modelo democr&aacute;tico brasileiro, pois representantes eleitos pela popula&ccedil;&atilde;o s&atilde;o os que decidir&atilde;o por isso no Congresso. <\/p>\n<p><\/span><span>Nesse momento de renova&ccedil;&atilde;o das concess&otilde;es, para simplesmente n&atilde;o baterem o carimbo e passar pelo processo sem nenhuma discuss&atilde;o, vale a pergunta: a radiodifus&atilde;o &eacute; um servi&ccedil;o p&uacute;blico ou n&atilde;o? Se for um servi&ccedil;o p&uacute;blico, a que obriga&ccedil;&otilde;es est&aacute; submetida? Ao analisarmos outros servi&ccedil;os p&uacute;blicos, como a energia e o saneamento b&aacute;sico, vemos que em todos eles as prestadoras de servi&ccedil;o t&ecirc;m obriga&ccedil;&otilde;es. Na radiodifus&atilde;o, quais as obriga&ccedil;&otilde;es que os prestadores t&ecirc;m? Esse &eacute; o questionamento que n&atilde;o foi feito. <\/p>\n<p><\/span><span>No Brasil, n&atilde;o existe ambiente para que simplesmente n&atilde;o se renove uma concess&atilde;o por achar que as comunica&ccedil;&otilde;es n&atilde;o s&atilde;o democr&aacute;ticas no pa&iacute;s. Isso &eacute; uma discuss&atilde;o que n&atilde;o levaria a nada a n&atilde;o ser a um clima de conflito; no entanto, podemos aproveitar o momento para fazer algumas perguntas e obter algumas respostas, principalmente em rela&ccedil;&atilde;o ao papel da radiodifus&atilde;o no Brasil, se est&aacute; prestando esse papel com adequa&ccedil;&atilde;o ou n&atilde;o, se est&aacute; cumprindo os objetivos como uma prestadora de servi&ccedil;os p&uacute;blicos ou se &eacute; um neg&oacute;cio privado, que deve ser tocado pela iniciativa privada da maneira que quiserem.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;O processo de digitaliza\u00e7\u00e3o tende a perpetuar o modelo da televis\u00e3o aberta&#8221;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[43],"tags":[441,442],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/19360"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=19360"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/19360\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=19360"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=19360"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=19360"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}