{"id":19329,"date":"2007-09-26T11:11:03","date_gmt":"2007-09-26T11:11:03","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=19329"},"modified":"2007-09-26T11:11:03","modified_gmt":"2007-09-26T11:11:03","slug":"a-urgencia-do-controle-social-sobre-a-imagem-das-mulheres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=19329","title":{"rendered":"A urg\u00eancia do controle social sobre a imagem das mulheres"},"content":{"rendered":"<p>A afirma&ccedil;&atilde;o das diferen&ccedil;as e subjetividades, das identidades de g&ecirc;nero, &eacute;tnicas e raciais, &eacute; uma das tend&ecirc;ncias da contemporaneidade. Neste contexto, os meios de comunica&ccedil;&atilde;o, em resposta ao seu papel de forma&ccedil;&atilde;o da opini&atilde;o p&uacute;blica e de difus&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es e valores, poderiam inovar e incentivar essa pluralidade. No sentido contr&aacute;rio, segue a preval&ecirc;ncia na m&iacute;dia da homogeneiza&ccedil;&atilde;o das representa&ccedil;&otilde;es nacionais e da imposi&ccedil;&atilde;o de padr&otilde;es sociais. <\/p>\n<p>A an&aacute;lise acima &eacute; da psic&oacute;loga e pesquisadora Rachel Moreno, do Observat&oacute;rio da Mulher. Ela foi uma das participantes da mesa Cultura, Comunica&ccedil;&atilde;o e uma M&iacute;dia N&atilde;o-Discriminat&oacute;ria, realizada no Rio de Janeiro no domingo (23\/9), durante o Semin&aacute;rio A Mulher e a M&iacute;dia 4, promovido pela Secretaria de Pol&iacute;ticas para as Mulheres, Instituto Patr&iacute;cia Galv&atilde;o e Unifem. &ldquo;Os modelos que nos s&atilde;o colocados pelos meios de comunica&ccedil;&atilde;o influenciam na forma&ccedil;&atilde;o da nossa subjetividade. O que passa na TV est&aacute; aceito, e este modelo &eacute; euroc&ecirc;ntrico: branco, alto, magro. Eu, como mulher brasileira, n&atilde;o me reconhe&ccedil;o nesta diversidade&rdquo;, afirma. <\/p>\n<p>Al&eacute;m desta imposi&ccedil;&atilde;o de padr&otilde;es de beleza, a m&iacute;dia pode hoje ser considerada pela produ&ccedil;&atilde;o da realidade: o que sai no jornal &eacute; real; o que n&atilde;o sai, n&atilde;o existe. Portanto, se as mulheres representadas nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o social seguem um padr&atilde;o praticamente &uacute;nico, tudo o que est&aacute; fora deste padr&atilde;o &eacute; invis&iacute;vel. <\/p>\n<p>&ldquo;H&aacute; pesquisas internacionais que mostram que as mulheres s&atilde;o sub-representadas nos espa&ccedil;os s&eacute;rios. Nos telejornais, elas est&atilde;o em apenas 18% das not&iacute;cias. Quando se trata de ouvir autoridades ou especialistas, eles s&atilde;o predominantemente masculinos&rdquo;, conta Rachel. &ldquo;As negras s&atilde;o ainda mais invis&iacute;veis do que n&oacute;s, at&eacute; mesmo no espa&ccedil;o das propagandas. E, se este espa&ccedil;o aumentou, &eacute; porque o mercado resolveu focar suas vendas numa classe mais baixa, formada em sua maioria por negros. Como dinheiro n&atilde;o tem preconceito, os negros passaram a aparecer na publicidade&rdquo;, completa. <\/p>\n<p>Em paralelo a este cen&aacute;rio, o Brasil vivencia um quadro de aus&ecirc;ncia de uma cultura de controle social dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o. Enquanto pa&iacute;ses como a Inglaterra e a Fran&ccedil;a possuem mecanismos institucionais, como &oacute;rg&atilde;os reguladores independentes, para garantir o pluralismo e as diferentes correntes de opini&atilde;o, por aqui o controle social ainda &eacute; confundido com censura.<\/p>\n<p>A trajet&oacute;ria do movimento de mulheres<br \/>Nos &uacute;ltimos quinze anos, o movimento feminista atuou de maneira intensa no campo da comunica&ccedil;&atilde;o informativa, como forma de pautar suas bandeiras de luta e tamb&eacute;m denunciar esta imagem estereotipada da mulher veiculada na grande m&iacute;dia. Na avalia&ccedil;&atilde;o de Jacira Melo, diretora do Instituto Patr&iacute;cia Galv&atilde;o, as organiza&ccedil;&otilde;es e movimentos investiram bastante na produ&ccedil;&atilde;o de dados sobre a situa&ccedil;&atilde;o da mulher, com destaque para a produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do radiof&ocirc;nico e, mais recentemente, na internet. Esses dados foram trabalhados por organismos governamentais e &oacute;rg&atilde;os de coopera&ccedil;&atilde;o internacional, e impactaram a formula&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, com repercuss&atilde;o na pr&oacute;pria m&iacute;dia. <\/p>\n<p>J&aacute; na &aacute;rea do chamado &ldquo;entretenimento&rdquo;, o que se constata &eacute; a elabora&ccedil;&atilde;o de uma produ&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica consider&aacute;vel sobre a imagem da mulher na m&iacute;dia. &ldquo;Esses estudos, no entanto, pouco ultrapassaram as fronteiras da academia e do movimento&rdquo;, acredita Jacira. &ldquo;Ent&atilde;o, neste campo cultural simb&oacute;lico, h&aacute; uma diferen&ccedil;a entre pol&iacute;tica e a&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica. Sem d&uacute;vida o feminismo tem um olhar cr&iacute;tico para a &aacute;rea de entretenimento, mas apesar dos esfor&ccedil;os esta &aacute;rea n&atilde;o tem sido alvo de a&ccedil;&otilde;es coletivas e estrat&eacute;gicas entre n&oacute;s&rdquo;, avalia.<\/p>\n<p>H&aacute; a&ccedil;&otilde;es exemplares, de justiciabilidade, sobretudo em rela&ccedil;&atilde;o a propagandas abusivas. Uma delas, promovida pelo Cladem (Comit&ecirc; Latino-Americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher), tirou de circula&ccedil;&atilde;o em 2003 um comercial de uma cervejaria, cujo slogan era: &ldquo;mulher e Kaiser, especialidade da casa&rdquo;. Foi instaurado um inqu&eacute;rito civil pelo Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal e firmado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), com a publica&ccedil;&atilde;o de um an&uacute;ncio em um jornal e uma revista e a realiza&ccedil;&atilde;o de semin&aacute;rios regionais sobre o tema, financiados pela empresa.<\/p>\n<p>O caso do programa Direitos de Resposta, veiculado em 2005 no lugar de Tarde Quente, do apresentador Jo&atilde;o Kleber, como resultado de uma A&ccedil;&atilde;o Civil P&uacute;blica dos movimentos que se sentiam humilhados pelas famigeradas &ldquo;pegadinhas&rdquo;, tamb&eacute;m foi lembrado. &ldquo;Apesar de exemplares, essas a&ccedil;&otilde;es, no entanto, ainda s&atilde;o pontuais&rdquo;, ponderou Jacira, defendendo uma intensifica&ccedil;&atilde;o da atua&ccedil;&atilde;o das mulheres neste campo.<\/p>\n<p>Por fim, o movimento feminista, bem recentemente, passou a prestar aten&ccedil;&atilde;o em uma nova &aacute;rea: a das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de comunica&ccedil;&atilde;o. De uma incid&ecirc;ncia hist&oacute;rica em campos como a sa&uacute;de e a educa&ccedil;&atilde;o, as mulheres at&eacute; bem pouco tempo dedicavam pouca aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s pol&iacute;ticas de comunica&ccedil;&atilde;o, apesar de sempre terem defendido a democratiza&ccedil;&atilde;o dos meios como bandeira. <\/p>\n<p>Foi na II Confer&ecirc;ncia Nacional de Pol&iacute;ticas para as Mulheres que a demanda surgiu com for&ccedil;a. Um n&uacute;mero significativo de documentos vindos de diferentes estados expressou a import&acirc;ncia da comunica&ccedil;&atilde;o e da cultura n&atilde;o aparecerem de forma apenas difusa nas pol&iacute;ticas para as mulheres. O resultado foi a aprova&ccedil;&atilde;o de um eixo espec&iacute;fico sobre o tema no Plano Nacional de Pol&iacute;ticas para as Mulheres. <\/p>\n<p>&ldquo;Foram novas quest&otilde;es que surgiram para serem enfrentadas de maneira mais estruturada pelo movimento feminista e para que o governo as incorporasse de maneira profunda. Isso &eacute; resultado de uma constru&ccedil;&atilde;o de muito tempo&rdquo;, afirmou durante o debate S&ocirc;nia Malheiros, da Secretaria Especial de Pol&iacute;ticas para as Mulheres.<\/p>\n<p>O desafio, agora, na avalia&ccedil;&atilde;o do Instituto Patr&iacute;cia Galv&atilde;o, &eacute; combinar essas estrat&eacute;gias, de forma complementar: seguir dando aten&ccedil;&atilde;o ao papel das mulheres como produtoras de conte&uacute;do, fazendo um mapeamento do que j&aacute; existe em termos desta produ&ccedil;&atilde;o; oferecer forma&ccedil;&atilde;o para a atua&ccedil;&atilde;o no campo audiovisual; investir em pesquisas sobre a representa&ccedil;&atilde;o da imagem da mulher na m&iacute;dia, conhecendo melhor as formas de recep&ccedil;&atilde;o dessas imagens; e se envolver diretamente na constru&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de comunica&ccedil;&atilde;o &ndash; um debate que vai desde a reivindica&ccedil;&atilde;o por um sistema p&uacute;blico de radiodifus&atilde;o at&eacute; a mudan&ccedil;a do marco regulat&oacute;rio das comunica&ccedil;&otilde;es, num processo de organiza&ccedil;&atilde;o e realiza&ccedil;&atilde;o da I Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o<\/p>\n<p>&ldquo;&Eacute; preciso romper com a no&ccedil;&atilde;o de que m&iacute;dia e comunica&ccedil;&atilde;o s&atilde;o assuntos para serem debatidos entre ou por especialistas. N&oacute;s todas debatemos sa&uacute;de, e eu n&atilde;o sou m&eacute;dica. N&atilde;o sei nada de seguran&ccedil;a p&uacute;blica, mas falo de viol&ecirc;ncia contra a mulher. Por que n&atilde;o romper esta id&eacute;ia? Cada um tem, sim, capacidade de pensar e analisar criticamente a m&iacute;dia e de, numa perspectiva do seu lugar de cidad&atilde;, de conselheira, de gestora, intervir neste debate&rdquo;, conclui Jacira. <\/p>\n<p>Articula&ccedil;&atilde;o Mulher e M&iacute;dia<br \/>Durante a prepara&ccedil;&atilde;o das mobiliza&ccedil;&otilde;es do 8 de Mar&ccedil;o deste ano, diversas entidades feministas apostaram numa a&ccedil;&atilde;o estrat&eacute;gica pela visibilidade da mulher na m&iacute;dia. Depois da coleta de mais de 500 assinaturas, apresentaram ao Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal um pedido de uma semana de direito de resposta nos canais de TV, em fun&ccedil;&atilde;o da discrimina&ccedil;&atilde;o sofrida cotidianamente pelas mulheres por parte das emissoras abertas. O processo resultou na realiza&ccedil;&atilde;o de uma audi&ecirc;ncia p&uacute;blica com representantes das empresas e numa comiss&atilde;o que, durante um m&ecirc;s, visitou todos os canais abertos. A id&eacute;ia era fazer um acordo para a veicula&ccedil;&atilde;o de campanhas e programas espec&iacute;ficos, voltados &agrave; valoriza&ccedil;&atilde;o da diversidade na imagem da mulher veiculada pela m&iacute;dia. <\/p>\n<p>Ap&oacute;s as visitas, numa reuni&atilde;o de trabalho no MPF, as emissoras, representadas por suas associa&ccedil;&otilde;es de classe (Abert e Abra), se recusaram a assinar qualquer compromisso. Alegaram que sempre estiveram abertas a sugest&otilde;es, mas que n&atilde;o aceitavam qualquer &ldquo;interfer&ecirc;ncia em sua programa&ccedil;&atilde;o&rdquo;. As negocia&ccedil;&otilde;es ainda est&atilde;o em andamento, mas desta iniciativa nasceu a Articula&ccedil;&atilde;o Mulher e M&iacute;dia, que re&uacute;ne entidades do movimento de mulheres de todo o estado de S&atilde;o Paulo. A articula&ccedil;&atilde;o atuou fortemente na II Confer&ecirc;ncia Nacional na defesa do eixo espec&iacute;fico de comunica&ccedil;&atilde;o no Plano Nacional de Pol&iacute;ticas para as Mulheres e agora pretende se tornar um espa&ccedil;o nacional de debates e a&ccedil;&otilde;es em torno do tema. <\/p>\n<p>&ldquo;Queremos nos ver, em nossa diversidade, na TV p&uacute;blica e na comercial; queremos que as concess&otilde;es de TV contemplem mais sua responsabilidade social; queremos a democratiza&ccedil;&atilde;o ao acesso e nosso direito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o; e queremos estabelecer um mecanismo de controle social sobre o conte&uacute;do e a imagem da mulher na TV, uma esp&eacute;cie de observat&oacute;rio da mulher na m&iacute;dia&rdquo;, explica Rachel Moreno, uma das pessoas &agrave; frente da articula&ccedil;&atilde;o. Elas esperam realizar parcerias com os diversos minist&eacute;rios e &oacute;rg&atilde;os do Estado relacionados &agrave; tem&aacute;tica para concretizar esses objetivos. Um deles, mais imediato, &eacute; garantir a participa&ccedil;&atilde;o das mulheres no conselho que est&aacute; sendo formado para a nova TV p&uacute;blica brasileira. <\/p>\n<p>Marco dos direitos humanos e concess&otilde;es p&uacute;blicas<br \/>Al&eacute;m do espa&ccedil;o da Articula&ccedil;&atilde;o Mulher e M&iacute;dia, que pode se tornar um locus permanente de discuss&atilde;o e a&ccedil;&atilde;o no campo, o movimento feminista tamb&eacute;m deve apontar como estrat&eacute;gia o uso de tratados e conven&ccedil;&otilde;es internacionais como forma de garantia dos direitos das mulheres nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p>&ldquo;O quadro que temos hoje na m&iacute;dia &eacute; ainda de viola&ccedil;&atilde;o ao princ&iacute;pio da dignidade humana, consagrado na Constitui&ccedil;&atilde;o Federal e base do Estado Democr&aacute;tico de Direito. O Brasil &eacute; signat&aacute;rio de diversos tratados internacionais de direitos humanos e temos que invoc&aacute;-los ao trabalhar por uma m&iacute;dia n&atilde;o-discriminat&oacute;ria&rdquo;, afirma Val&eacute;ria Pandjiarjian, do Cladem. <\/p>\n<p>Ela citou a Conven&ccedil;&atilde;o sobre todas as formas de discrimina&ccedil;&atilde;o contra a mulher, a Conven&ccedil;&atilde;o de Bel&eacute;m, de 1994, e a Plataforma de A&ccedil;&atilde;o de Pequim como instrumentos internacionais que afirmam o papel do Estado em transformar padr&otilde;es socioculturais discriminat&oacute;rios e sua obriga&ccedil;&atilde;o de atuar diante desta discrimina&ccedil;&atilde;o, mesmo que cometida por agentes n&atilde;o-estatais &ndash; incluindo a m&iacute;dia. <\/p>\n<p>&ldquo;Se n&atilde;o temos um marco regulat&oacute;rio, que permita uma interven&ccedil;&atilde;o mais pr&oacute;-ativa, por que n&atilde;o trabalharmos com o marco dos direitos humanos, que obriga o Estado e as organiza&ccedil;&otilde;es a respeitarem a dignidade humana?&rdquo;, questiona Val&eacute;ria. &ldquo;As TVs s&atilde;o concess&otilde;es p&uacute;blicas e precisam zelar pelo que veiculam. Por que estariam acima do bem e do mal? Estamos falando de empresas que lucram muito com a explora&ccedil;&atilde;o da imagem da mulher&rdquo;, aponta. <\/p>\n<p>Os coment&aacute;rios da mesa apontaram, em sua conclus&atilde;o, para a necessidade de incluir o controle de conte&uacute;do como crit&eacute;rio para as concess&otilde;es e renova&ccedil;&otilde;es de outorgas de r&aacute;dio e TV, desconstruindo a id&eacute;ia de censura, que vem &agrave; tona quando se fala de monitoramento da programa&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p>&ldquo;Viver em sociedade significa pensar no coletivo e isso tem que valer para os meios de comunica&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m. H&aacute; uma disputa de pensamento e hegemonia que &eacute; permanente. Ent&atilde;o temos que nos organizar para enfrent&aacute;-la em v&aacute;rias frentes. A liberdade de express&atilde;o &eacute; uma bandeira que n&atilde;o pode ser apropriada desta forma&rdquo;, concluiu S&ocirc;nia Malheiros.<\/p>\n<p><em>* Reportagem publicada originalmente na p&aacute;gina do Instituto Patr&iacute;cia Galv&atilde;o &ndash; www.patriciagalvao.org.br <\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em semin\u00e1rio nacional, movimento feminista aposta em novas a\u00e7\u00f5es e articula\u00e7\u00f5es para transformar a representa\u00e7\u00e3o das mulheres veiculada nos meios de comunica\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[56],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/19329"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=19329"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/19329\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=19329"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=19329"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=19329"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}