{"id":19288,"date":"2007-09-20T11:06:35","date_gmt":"2007-09-20T11:06:35","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=19288"},"modified":"2007-09-20T11:06:35","modified_gmt":"2007-09-20T11:06:35","slug":"cresce-o-numero-de-cidades-com-veiculos-e-internet","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=19288","title":{"rendered":"Cresce o n\u00famero de cidades com ve\u00edculos e internet"},"content":{"rendered":"<p><span><em>Pesquisa do IBGE revela que h&aacute; mais cidades com r&aacute;dios comunit&aacute;rias do que AM e FM e aponta para uma tend&ecirc;ncia de crescimento de jornais e revistas locais. Provedores de internet aumentaram 178%.<\/p>\n<p><\/em><\/span><span>O Suplemento de Cultura da Pesquisa de Informa&ccedil;&otilde;es B&aacute;sicas Municipais &#8211; Munic 2006, divulgado no &uacute;ltimo dia 17 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE), traz novos descritores da comunica&ccedil;&atilde;o e do acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s e revela um dado in&eacute;dito: em 48,6% dos munic&iacute;pios brasileiros existem r&aacute;dios comunit&aacute;rias, n&uacute;mero pela primeira vez maior que o de emissoras comerciais FM (34,3%) e o de r&aacute;dios AM (21,2%).<\/p>\n<p><\/span><span>A princ&iacute;pio surpreendente, o n&uacute;mero perde em impacto, quando relativizado. &Eacute; importante ressaltar que ele diz respeito &agrave; quantidade de emissoras de cada localidade. Na realidade, &eacute; preciso considerar as desigualdades populacionais e o alcance que as transmiss&otilde;es t&ecirc;m, para chegar ao n&uacute;mero de munic&iacute;pios atingidos (ou beneficiados) por determinada emissora AM, FM ou comunit&aacute;ria. As comunit&aacute;rias, em geral, sofrem uma s&eacute;rie de limita&ccedil;&otilde;es em termos de pot&ecirc;ncia e alcance na transmiss&atilde;o. Atingem um n&uacute;mero muito menor de ouvintes, por exemplo, do que emissoras FM ou AM.<\/p>\n<p><\/span><span>Quando o assunto &eacute; televis&atilde;o, o cen&aacute;rio mostra um desequil&iacute;brio mais real: a TV aberta est&aacute; presente em 95,2% dos munic&iacute;pios brasileiros, enquanto as TVs comunit&aacute;rias est&atilde;o apenas em 2,3% deles. A TV a cabo, que, em 1999 estava presente em 6,7% dos munic&iacute;pios, deixou de ser medida pelo levantamento em 2001.<\/p>\n<p><\/span><span>Realizado com as prefeituras do 5.564 munic&iacute;pios brasileiros, o estudo, pela primeira vez, mediu a presen&ccedil;a de jornais di&aacute;rios nos munic&iacute;pios. Eles est&atilde;o hoje em 36,8% deles. J&aacute; as revistas impressas locais est&atilde;o em 7,7% das cidades. <\/p>\n<p><\/span><span>Os provedores de internet deram um salto enorme: em 1999, chegavam a 16,4% dos munic&iacute;pios brasileiros. Em 2006, se encontram em 45,6% deles. O crescimento da abrang&ecirc;ncia de provedores foi o maior verificado pela pesquisa: 178%.<\/p>\n<p><\/span><span>Os n&uacute;meros apontam para um cen&aacute;rio de transforma&ccedil;&atilde;o no campo do acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o e &agrave; cultura, com mais pessoas acessando computadores e a internet, m&iacute;dias digitais e audiovisuais. Ao todo, o estudo mostra que, em 1999, os treze equipamentos e meios de comunica&ccedil;&atilde;o investigados estavam presentes em 4,0% dos munic&iacute;pios . Em 2001 estavam em 4,5% e, em 2006, em 5,1%.<\/p>\n<p><\/span><span><strong>Acesso &agrave; cultura<\/p>\n<p><\/strong><\/span><span>A &uacute;ltima edi&ccedil;&atilde;o da Munic revelou tamb&eacute;m que em 57,9% dos munic&iacute;pios h&aacute; uma pol&iacute;tica para o setor cultural e que a Regi&atilde;o Nordeste &eacute; a que mais investe neste campo. No Brasil, cresceu o n&uacute;mero de cidades com museus (41,3%), teatros ou salas de espet&aacute;culos (54,7%) e bibliotecas p&uacute;blicas (16,8%) &ndash; sem falar no de cidades onde h&aacute; lojas de discos e DVDs (59,8%) e de videolocadoras (82% das cidades). Houve, no entanto, uma redu&ccedil;&atilde;o de 15,5% no n&uacute;mero de cidades com livrarias no mesmo per&iacute;odo.<\/p>\n<p><\/span><span>A pesquisa traz tamb&eacute;m informa&ccedil;&otilde;es de cada munic&iacute;pio sobre o &oacute;rg&atilde;o local gestor de cultura e infra-estrutura, recursos humanos, instrumentos de gest&atilde;o, legisla&ccedil;&atilde;o, conselhos e fundo municipal, recursos financeiros, a&ccedil;&otilde;es, projetos e atividades culturais e art&iacute;sticas desenvolvidas.<\/p>\n<p><\/span><strong><span>PNAD: acesso a PCs cresceu, mas internet ainda &eacute; para poucos<\/p>\n<p><\/span><\/strong><span>A Pesquisa Nacional por Amostra de Domic&iacute;lios (PNAD) 2006, divulgada na &uacute;ltima sexta-feira, dia 14\/09, pelo mesmo IBGE, revelou que houve um crescimento significativo em rela&ccedil;&atilde;o ao acesso a computadores, principalmente nas regi&otilde;es mais desfavorecidas economicamente. <\/p>\n<p><\/span><span>O levantamento verificou que o percentual de PCs nos domic&iacute;lios brasileiros subiu de 12,3%, em 2001, para 22,4% em 2006 e o crescimento aconteceu fora do eixo Sul\/Sudeste: no Norte urbano (de 6,7% para 12,4%), no Nordeste (de 5,2% para 9,7%), no Sul (de 13,9% para 27,9%) e no Centro-Oeste (de 10,6% para 20,4%), os percentuais praticamente dobraram.<\/p>\n<p><\/span><span>Em compensa&ccedil;&atilde;o, a desigualdade regional se manteve no acesso &agrave; Internet. Em 2006, o percentual geral &eacute; de 16,9% de domic&iacute;lios cobertos, sendo que no Sudeste o &iacute;ndice &eacute; de 29,2%. No Norte e Nordeste, de 9,8% e 9,7% respectivamente.<br \/><\/span><\/p>\n<p><span><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"images\/stories\/politica_publicacoes\/c_invertido_pq.png\" alt=\"Active Image\" width=\"15\" height=\"15\" \/><br \/><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa do IBGE revela que h&aacute; mais cidades com r&aacute;dios comunit&aacute;rias do que AM e FM e aponta para uma tend&ecirc;ncia de crescimento de jornais e revistas locais. Provedores de internet aumentaram 178%. 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