{"id":19269,"date":"2007-09-19T12:48:17","date_gmt":"2007-09-19T12:48:17","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=19269"},"modified":"2007-09-19T12:48:17","modified_gmt":"2007-09-19T12:48:17","slug":"tv-publica-independencia-regionalizacao-horizontalidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=19269","title":{"rendered":"TV P\u00fablica: independ\u00eancia, regionaliza\u00e7\u00e3o, horizontalidade"},"content":{"rendered":"<p><span>No Workshop de Programa&ccedil;&atilde;o para TV P&uacute;blica, realizado em agosto, em Salvador, foram reafirmados os conceitos b&aacute;sicos para o desenho da nova TV p&uacute;blica, que iniciar&aacute; sua instala&ccedil;&atilde;o em dezembro com o lan&ccedil;amento da TV Brasil. Foram ratificados e aperfei&ccedil;oados os conceitos discutidos e aprovados no I F&oacute;rum Nacional de TVs P&uacute;blicas, realizado em dezembro de 2006, em Bras&iacute;lia. Ratificou-se a composi&ccedil;&atilde;o de uma programa&ccedil;&atilde;o generalista, que absorva produ&ccedil;&atilde;o e conte&uacute;dos regionais no limite m&aacute;ximo de possibilidades e que tem na produ&ccedil;&atilde;o independente seu principal pilar de sustenta&ccedil;&atilde;o, com exce&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o telejornal&iacute;stica di&aacute;ria. Foi ratificado o entendimento de que a TV Brasil ser&aacute; o carro chefe de um sistema de comunica&ccedil;&atilde;o operando com igual &ecirc;nfase na web e em r&aacute;dio AM e FM. <\/p>\n<p><\/span><span>Quanto &agrave; forma&ccedil;&atilde;o de Rede, ficou claro o interesse de colabora&ccedil;&atilde;o por parte do conjunto de emissoras estaduais da ABEPEC, a Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira das Emissoras P&uacute;blicas, Educativas e Culturais. A horizontalidade na pr&aacute;tica de Rede foi definida como meta a ser constru&iacute;da a m&eacute;dio prazo, considerando-se como etapa inicial uma rela&ccedil;&atilde;o mais vertical, a partir da lideran&ccedil;a da TV Brasil na programa&ccedil;&atilde;o telejornal&iacute;stica di&aacute;ria e no desenvolvimento de conte&uacute;dos. Previu-se a articula&ccedil;&atilde;o da rede a partir de tr&ecirc;s a&ccedil;&otilde;es: disponibiliza&ccedil;&atilde;o de programa&ccedil;&atilde;o, investimento em produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos, investimento em infra-estrutura t&eacute;cnica para produ&ccedil;&atilde;o e transmiss&atilde;o.<\/p>\n<p><\/span><span>Os profissionais de televis&atilde;o, os representantes dos distintos segmentos da televis&atilde;o p&uacute;blica, os t&eacute;cnicos, os economistas, os acad&ecirc;micos e as autoridades federais e estaduais que est&atilde;o trabalhando desde junho de 2006, ininterruptamente, na elabora&ccedil;&atilde;o desse desenho, pautaram-se pela certeza de que a refunda&ccedil;&atilde;o da TV P&uacute;blica &eacute; tema chave n&atilde;o apenas para o desenvolvimento do audiovisual no Pa&iacute;s, mas sim para o desenvolvimento <\/span><span>econ&ocirc;mico e espiritual da nossa sociedade. O encontro da Bahia ratificou a necessidade essencial, alicer&ccedil;ante, para que a TV Brasil seja inovadora e popular, da diversidade cultural e da multiplicidade de pontos-de-vista e opini&otilde;es. O desafio da diversidade ao qual ela se prop&otilde;e vai al&eacute;m de garantir espa&ccedil;o e voz para todos: n&atilde;o quer mostrar um carnaval de temas, um desfile de identidades, mas sim expor conflitos, intera&ccedil;&otilde;es e imagina&ccedil;&otilde;es com a perspectiva de forma&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica do cidad&atilde;o. Esse desafio se ramifica<\/span><span>nos esfor&ccedil;os que est&atilde;o sendo aplicados &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de novos modelos de sustenta&ccedil;&atilde;o, de novas conforma&ccedil;&otilde;es negociais, de novos formatos e de constru&ccedil;&atilde;o da audi&ecirc;ncia.<\/p>\n<p><\/span><span>A TV Brasil nasce em um momento de mudan&ccedil;as tecnol&oacute;gicas. A digitaliza&ccedil;&atilde;o altera n&atilde;o apenas a qualidade da imagem, mas a forma como se assiste e como se faz televis&atilde;o. Este processo se aprofunda com o funcionamento integrado com a internet, que al&ccedil;a o espectador &agrave; condi&ccedil;&atilde;o de programador e de produtor. Em um pa&iacute;s como o Brasil, os desafios da interatividade tamb&eacute;m apontam para a necessidade de alcan&ccedil;ar objetivos educacionais e inclusivos. A chegada de servi&ccedil;os p&uacute;blicos &agrave; popula&ccedil;&atilde;o de baixa renda &eacute; uma preocupa&ccedil;&atilde;o permanente e a interatividade &eacute; parte da resposta a ela. As escolhas de uso das tecnologias podem fazer com que se moldem com mais clareza os espa&ccedil;os dos canais comerciais e dos p&uacute;blicos. Muito al&eacute;m da alta defini&ccedil;&atilde;o alardeada pelas emissoras comerciais e da venda de produtos pelos canais de retorno, a TV P&uacute;blica pode se diferenciar por uma interatividade educativa e cidad&atilde;. <\/p>\n<p><\/span><span>Frente aos campos que se abrem, as TVs P&uacute;blicas seguem com a necessidade de <\/span><span>superar o atraso tecnol&oacute;gico em que se encontram, quest&atilde;o que s&oacute; ser&aacute; resolvida se aliada ao debate de financiamento dos canais, que dever&atilde;o ser oriundos, como diz a Carta de Bras&iacute;lia, de fontes m&uacute;ltiplas, com a participa&ccedil;&atilde;o significativa de or&ccedil;amentos p&uacute;blicos e de fundos n&atilde;o-contingenci&aacute;veis. A forma&ccedil;&atilde;o expansiva da rede p&uacute;blica passar&aacute; pela revitaliza&ccedil;&atilde;o das estruturas estaduais, pela amplia&ccedil;&atilde;o de sua capacidade de produ&ccedil;&atilde;o, garantindo material qualificado para a rede e o fortalecimento de cada emissora nos cen&aacute;rios regionais.<\/span><span>&nbsp;<\/span><span>Para tanto, para ser realmente p&uacute;blica, esta TV obrigatoriamente ter&aacute; autonomia em rela&ccedil;&atilde;o ao poder pol&iacute;tico e ao poder econ&ocirc;mico, com gest&atilde;o operada por &oacute;rg&atilde;o colegiado representativo da sociedade, sem maioria do governo ou do Estado. O papel do Estado na comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica n&atilde;o &eacute; o de determinar conte&uacute;dos, mas o de ser um agente que fomenta a participa&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica, sistematiza os ac&uacute;mulos, garante regula&ccedil;&atilde;o da atividade e o financiamento deste instrumento de universaliza&ccedil;&atilde;o dos direitos &agrave;<\/span><span>comunica&ccedil;&atilde;o, &agrave; educa&ccedil;&atilde;o e &agrave; cultura.<\/span><span>&nbsp;<\/span> <\/p>\n<p><em>* Orlando Senna &eacute; Secretario Nacional do Audiovisual\/MinC<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Workshop de Programa&ccedil;&atilde;o para TV P&uacute;blica, realizado em agosto, em Salvador, foram reafirmados os conceitos b&aacute;sicos para o desenho da nova TV p&uacute;blica, que iniciar&aacute; sua instala&ccedil;&atilde;o em dezembro com o lan&ccedil;amento da TV Brasil. 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