{"id":19248,"date":"2007-10-10T00:00:00","date_gmt":"2007-10-10T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=19248"},"modified":"2007-10-10T00:00:00","modified_gmt":"2007-10-10T00:00:00","slug":"midia-jovem-e-a-nova-contra-cultura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=19248","title":{"rendered":"M\u00eddia jovem e a nova contra-cultura"},"content":{"rendered":"<p><em>Em entrevista concedida ao Observat&oacute;rio do Direito &agrave; Comunica&ccedil;&atilde;o, Mauro Dahmer, produtor e diretor de TV e respons&aacute;vel pela produ&ccedil;&atilde;o e reda&ccedil;&atilde;o das campanhas sociais e pol&iacute;ticas da&nbsp;MTV Brasil,&nbsp;afirma que &eacute; equivocado pensar que o jovem &eacute; ap&aacute;tico &agrave; pol&iacute;tica somente pela leitura institucional e diz que a juventude hoje est&aacute; mais engajada nos processos de democracia direta, em movimentos de educa&ccedil;&atilde;o, cultura, comunica&ccedil;&atilde;o, meio ambiente, sexualidade e&nbsp;m&uacute;sica.<br \/><\/em><br \/><strong>Observat&oacute;rio do Direito &agrave; Comunica&ccedil;&atilde;o &#8211;&nbsp;O que &eacute; m&iacute;dia jovem?<br \/><\/strong>Mauro Dahmer &#8211;&nbsp;Se buscarmos um conceito estrito e limitado, deixamos escapar muita coisa, porque o pr&oacute;prio conceito de juventude n&atilde;o &eacute; algo s&oacute;lido. A juventude para a m&iacute;dia &eacute; uma inven&ccedil;&atilde;o capitalista: um estilo de vida, um tipo de consumo. &Eacute; um estilo de vida ao qual se d&aacute; o nome de jovem. A partir desta inven&ccedil;&atilde;o, devemos pensar a m&iacute;dia jovem, que surgiu na d&eacute;cada de 60, com a m&uacute;sica, quando as gravadoras lan&ccedil;avam bandas de rock e revistas no p&oacute;s-guerra. Essa l&oacute;gica foi se enquadrando no esquema da m&iacute;dia de massa, de informa&ccedil;&atilde;o fragmentada para vender produtos. Hoje em dia, com a internet e com o atual est&aacute;gio da democracia e as novas formas com que o capitalismo se organiza, a m&iacute;dia jovem mudou. Est&aacute; ligada a um fen&ocirc;meno de consumo, informa&ccedil;&atilde;o e estilo de vida para um p&uacute;blico consumidor, que pode ser jovem ou n&atilde;o. Uma pessoa de 60 anos consome m&iacute;dia jovem, porque &eacute; m&iacute;dia que vende um estilo de vida, que chega atrav&eacute;s da m&uacute;sica, da revista. A m&iacute;dia jovem &eacute; esta esp&eacute;cie de plasma, que re&uacute;ne estilo de vida, informa&ccedil;&atilde;o, consumo e uma febre de comunica&ccedil;&atilde;o incr&iacute;vel. Este plasma se identifica com um consumidor voraz de informa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><strong>A MTV se define como m&iacute;dia jovem?<br \/><\/strong>Cada pessoa de cada &aacute;rea dentro da televis&atilde;o pensa de uma forma. Mas enquanto ve&iacute;culo, ela se v&ecirc; como m&iacute;dia jovem. Certamente.<\/p>\n<p><strong>Al&eacute;m da MTV, o que o jovem tem dispon&iacute;vel de m&iacute;dia hoje?<br \/><\/strong>Os jovens hoje vivem num para&iacute;so, com uma gera&ccedil;&atilde;o inteira de ferramentas de comunicar e publicar. S&oacute;&nbsp;h&aacute; um desafio que &eacute; popularizar estas ferramentas ainda mais, mas hoje, existe praticamente um &#39;playground&#39; de comunica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><strong>Olhando para o conte&uacute;do, o jovem &eacute; representado na m&iacute;dia?<br \/><\/strong>Tem um tipo de jovem no Brasil que foi constru&iacute;do como mercado consumidor, em fun&ccedil;&atilde;o da conjuntura pol&iacute;tica e econ&ocirc;mica. Aquele jovem idealizado, empreendedor, desejo de consumo das grandes empresas, conectado, globalizado. A publicidade e 90% dos ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o erraram muito feio ao mirar o jovem comum, porque n&atilde;o entenderam o jovem, nem o que acontecia com o jovem. Estes ve&iacute;culos produziram um manique&iacute;smo que, de t&atilde;o produzido, acabou vencendo. O resultado &eacute; que o jovem da m&iacute;dia hoje &eacute; uma esp&eacute;cie de subproduto cultural. &Eacute; est&uacute;pido quem n&atilde;o enxerga que o jovem, com as novas tecnologias, passa a produzir uma cultura genu&iacute;na. Basta olhar para o Youtube, o My Space, o Orkut e outras ferramentas de converg&ecirc;ncia, das quais o jovem se apropria e com as quais promove um movimento similar ao que a contra-cultura produziu, vendendo disco, mas digerindo o mal estar com uma consci&ecirc;ncia cr&iacute;tica da pr&oacute;pria ind&uacute;stria. O ve&iacute;culo comercial tem uma id&eacute;ia manique&iacute;sta do jovem. Sempre tem uma balada, uma banda, uma linguagem nova, experi&ecirc;ncias novas que acabam prevalecendo. Claro que a ind&uacute;stria depois vai atr&aacute;s e se apropria daquele dado genu&iacute;no e transforma em produto a ser consumido, mas &eacute; fato que, em alguns casos, o processo tem acontecido de forma invertida. E n&atilde;o &eacute; a cultura de massa que dita a regra, mas ela copia as a&ccedil;&otilde;es genu&iacute;nas que s&atilde;o criadas pelos jovens. O mercado chega depois. A rua fala antes.<\/p>\n<p><strong>O jovem fazendo m&iacute;dia &eacute; capaz de mudar o cen&aacute;rio da comunica&ccedil;&atilde;o ou do espa&ccedil;o p&uacute;blico?<br \/><\/strong>Quem faz m&iacute;dia &eacute; o jovem. E a transforma&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica se beneficia da familiaridade do jovem com a tecnologia. A revolu&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica est&aacute; muito ligada ao ambiente capitalista e reproduz a l&oacute;gica americana de informa&ccedil;&atilde;o, tecnologia e seguran&ccedil;a. &Eacute; uma situa&ccedil;&atilde;o complexa, porque, ao mesmo tempo em que carrega uma cultura democr&aacute;tico-capitalista norte-americana, tem um gene anarquista na internet, que garante uma experi&ecirc;ncia completamente nova do ponto de vista do que entend&iacute;amos como m&iacute;dia. O que era m&iacute;dia no Brasil at&eacute; 1999? Pod&iacute;amos definir uma empresa, seu alcance, etc. Hoje, isso n&atilde;o &eacute; mais poss&iacute;vel. Hoje, a informa&ccedil;&atilde;o e o uso e a manipula&ccedil;&atilde;o da tecnologia n&atilde;o est&atilde;o mais na m&atilde;o do jornalista, da empresa, da grande corpora&ccedil;&atilde;o. As corpora&ccedil;&otilde;es determinavam o fluxo de informa&ccedil;&atilde;o da sociedade. Hoje, uma id&eacute;ia nova pode ocupar um papel chave pela dimens&atilde;o da conectividade global. Falta criatividade na m&iacute;dia jovem para ocupar estas possibilidades que as tecnologias oferecem. Tem mais tecnologia dispon&iacute;vel do que criatividade para dar conta. A&iacute;, entra a import&acirc;ncia da universaliza&ccedil;&atilde;o. Porque mesmo a televis&atilde;o vai sofrer modifica&ccedil;&otilde;es no seu formato e na sua forma de recep&ccedil;&atilde;o &ndash; por celular, por computador &#8211; , que v&atilde;o transformar necessariamente as formas de fazer imagem em movimento. Estas inova&ccedil;&otilde;es podem, no limite, universalizar as oportunidades de veicula&ccedil;&atilde;o. Um dia, pode ser poss&iacute;vel que todo mundo que produz comunica&ccedil;&atilde;o possa veicular sua produ&ccedil;&atilde;o. Estas possibilidade ficam claras, por exemplo, com fen&ocirc;menos como o Orkut, que virou algo mais relevante do que qualquer caderno de juventude em jornais ou revistas do pa&iacute;s.<\/p>\n<p><strong>O jovem &eacute; cr&iacute;tico em rela&ccedil;&atilde;o ao que l&ecirc;, ouve e v&ecirc;?<br \/><\/strong>O jovem v&ecirc; a m&iacute;dia como um campo democr&aacute;tico e se sente &agrave; vontade com ela. A m&iacute;dia &ldquo;velha&rdquo; tradicional &eacute; muito institucionalizada e isso &eacute; um problema de toda sociedade e suas institui&ccedil;&otilde;es, que se encerram em si mesmas e comprometem um espa&ccedil;o que deveria ser p&uacute;blico, confinadas nelas pr&oacute;prias. A m&iacute;dia brasileira ficou careta. Teve momentos de abertura, mas hoje em dia ficou restrita a uma esp&eacute;cie de elite e gest&atilde;o de poder, o jogo pol&iacute;tico. Esta m&iacute;dia tradicional &eacute; dif&iacute;cil de se mexer, tem esquemas pol&iacute;ticos comprometidos. Com m&iacute;dia jovem &eacute; diferente. Todo mundo se sente dono do produto, ocupa. E, de alguma maneira, a m&iacute;dia jovem n&atilde;o preocupa ningu&eacute;m, porque &eacute; vista pela m&iacute;dia tradicional como uma esp&eacute;cie de &ldquo;loucurinha&rdquo;. Quando o jovem ocupa a m&iacute;dia, ele &eacute; aberto, participa, inova, fala o que quer. A m&iacute;dia tradicional coloca todo mundo de gravata e com a mesma cara, a mesma postura, a mesma respeitabilidade, independentemente da condi&ccedil;&atilde;o &eacute;tica, por exemplo. Mesmo o maior pilantra, se estiver de gravata na TV, &eacute; respeitado. Esta hipocrisia beneficia a pr&oacute;pria institui&ccedil;&atilde;o. Quando a MTV pediu para seus telespectadores prepararem os ovos e tomates para a elei&ccedil;&atilde;o [no ano passado, numa campanha institucional], a m&iacute;dia tradicional reagiu pesadamente. Falta um ambiente democr&aacute;tico saud&aacute;vel para entender que as coisas s&atilde;o mais complexas. Se defend&ecirc;ssemos o voto nulo, seria leg&iacute;timo. Afinal de contas, vivemos num pa&iacute;s com liberdade de express&atilde;o. E a mensagem era somente &oacute;bvia. O problema &eacute; que os atingidos ficaram preocupados. Fazer uma a&ccedil;&atilde;o como esta &eacute; provocar a reflex&atilde;o que &eacute; positiva para a m&iacute;dia, a democracia, a sociedade e a reflex&atilde;o do papel da m&iacute;dia.<\/p>\n<p><strong>A TV p&uacute;blica que est&aacute; sendo pensada no Brasil deve atender a estas preocupa&ccedil;&otilde;es?<br \/><\/strong>A TV deve ser voltada para a juventude, mas n&atilde;o deve achar que vai fazer programa&ccedil;&atilde;o para jovem, porque vai cair no truque da publicidade. Hoje, o jovem n&atilde;o gosta de ser considerado um nicho, de ser considerado jovem. O jovem de hoje vive um estilo de vida que tem pelo menos 50 anos. A garotada n&atilde;o olha pro Robert Plant achando um saco ser velho, olha se identificando com ele. E al&eacute;m disso, n&atilde;o existem mais os conflitos de comportamento que existiam antes entre jovens e adultos. Os conflitos s&atilde;o outros e s&atilde;o novos. Ent&atilde;o, a TV p&uacute;blica n&atilde;o pode cair na armadilha deste manique&iacute;smo oportunista de querer ser jovem. Tem que ser feita por jovens e eles devem fazer a TV ser relevante para eles. Querer tutelar o jovem aponta para o fracasso. Os jovens t&ecirc;m que ser donos da TV p&uacute;blica, porque s&atilde;o donos do Brasil, e isso n&atilde;o &eacute; uma decis&atilde;o de mercado, mas de interesse p&uacute;blico. O canal p&uacute;blico deve ser relevante, inteligente e de qualidade e deve ter coragem de levantar quest&otilde;es de interesse p&uacute;blico. E relev&acirc;ncia n&atilde;o se mede com audi&ecirc;ncia, apesar de achar importante que este canal seja competitivo em rela&ccedil;&atilde;o aos comerciais. E n&atilde;o pode ser careta. N&atilde;o pode se acomodar e n&atilde;o enfrentar pautas complicadas e temas espinhosos.<\/p>\n<p><strong>Outra quest&atilde;o pol&iacute;tica recente &eacute; a classifica&ccedil;&atilde;o indicativa. A MTV foi uma das primeiras emissoras a se posicionar e foi a favor da medida. Como foi a discuss&atilde;o na emissora e qual a avalia&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o ao resultado do processo?<\/strong><br \/>Para a MTV, est&aacute; claro o quanto a classifica&ccedil;&atilde;o indicativa foi fruto de um di&aacute;logo com a sociedade civil durante dois anos, promovido pelo Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a para consolidar algo que j&aacute; estava previsto na legisla&ccedil;&atilde;o e no Estatuto da Crian&ccedil;a e do Adolescente. Quando a m&iacute;dia tradicional come&ccedil;ou a reagir, logo nos chamou aten&ccedil;&atilde;o, porque eles &ndash; em especial a Globo &#8211; estavam no processo desde o come&ccedil;o e o desconheceram depois de conclu&iacute;do. Questionaram e fizeram um movimento para dizer que era censura. Criaram uma cortina de fuma&ccedil;a que mais complicou do que esclareceu o que estava em jogo. Respondemos com o nosso ponto de vista e t&iacute;nhamos claramente uma posi&ccedil;&atilde;o a favor da classifica&ccedil;&atilde;o e da responsabiliza&ccedil;&atilde;o das emissoras pelo conte&uacute;do que elas veiculam. Inclusive, fomos advertidos por veicular uma vinheta considerada impr&oacute;pria para o hor&aacute;rio em que foi ao ar&#8230;<\/p>\n<p><strong>O jovem que faz comunica&ccedil;&atilde;o participa da vida pol&iacute;tica do pa&iacute;s?<br \/><\/strong>A Am&eacute;rica Latina &eacute; cheia de gente jovem que endere&ccedil;a bem os problemas da juventude e n&atilde;o &eacute; cega, nem ap&aacute;tica ao que est&aacute; rolando. Acabo de voltar de uma viagem a M&eacute;xico e Jamaica, onde filmei parte de um document&aacute;rio sobre sexualidade e pol&iacute;tica e percebi que, na realidade, a juventude se sente impotente frente &agrave;s pol&iacute;ticas de Estado e econ&ocirc;mica. Vejamos a corrup&ccedil;&atilde;o e a viol&ecirc;ncia policial, retrato da prepot&ecirc;ncia p&uacute;blica em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; juventude. Quantos jovens s&atilde;o v&iacute;timas da prepot&ecirc;ncia policial? Recentemente no Rio de Janeiro, no complexo do Alem&atilde;o, o pa&iacute;s inteiro viu policiais com escopetas, rev&oacute;lveres, fuzis, armas apontadas para os jovens cercados pela For&ccedil;a Nacional de Seguran&ccedil;a e por favela de todos os lados. &Eacute; uma situa&ccedil;&atilde;o da qual o jovem &eacute; consciente. Sabe que h&aacute; corrup&ccedil;&atilde;o, que n&atilde;o tem saneamento b&aacute;sico, que n&atilde;o tem educa&ccedil;&atilde;o de qualidade, n&atilde;o tem emprego e tenta construir seu lugar no mundo consciente do buraco em que ele est&aacute; metido. O jovem &eacute; ap&aacute;tico para a participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica institucional, porque ele n&atilde;o se sente estimulado a estar no esquema do jeito que &eacute; hoje. O jovem de hoje est&aacute; mais ligado em processos de democracia direta. Por toda Am&eacute;rica Latina, encontramos jovens engajados em movimentos de educa&ccedil;&atilde;o, cultura, comunica&ccedil;&atilde;o, meio ambiente, sexualidade, m&uacute;sica e, de alguma forma, engajados em processos de produ&ccedil;&atilde;o radicalmente mais democr&aacute;ticos e mais construtivos. N&atilde;o d&aacute; pra dizer que o jovem &eacute; ap&aacute;tico, porque n&atilde;o quer se filiar a um partido pol&iacute;tico e fazer carreira na pol&iacute;tica institucional. O Brasil n&atilde;o reconhece esta vertente da democracia [a direta], porque &eacute; um pa&iacute;s de lobistas e hip&oacute;critas.<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para redator da MTV, novas tecnologias tornam jovens produtores culturais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[43],"tags":[362,363],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/19248"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=19248"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/19248\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=19248"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=19248"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=19248"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}