{"id":19214,"date":"2007-09-13T15:41:13","date_gmt":"2007-09-13T15:41:13","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=19214"},"modified":"2007-09-13T15:41:13","modified_gmt":"2007-09-13T15:41:13","slug":"cresce-venda-do-cd-pela-primeira-vez-em-cinco-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=19214","title":{"rendered":"Cresce venda do CD pela primeira vez em cinco anos"},"content":{"rendered":"<p>A sua morte j&aacute; havia sido at&eacute; anunciada, mas ap&oacute;s cinco anos amargando sucessivas quedas nas vendas, o CD mostra que ainda tem f&ocirc;lego para brigar com a pirataria nas ruas e com os programas de compartilhamento de arquivos na internet em seu anivers&aacute;rio de 25 anos. Segundo dados da Nielsen, o volume de CDs vendidos em julho deste ano cresceu 14,8% em rela&ccedil;&atilde;o ao mesmo per&iacute;odo de 2006, somando 1 milh&atilde;o de unidades. Em faturamento, o aumento foi de 10,7%, atingindo R$ 13,8 milh&otilde;es. E a tend&ecirc;ncia de crescimento continuou em agosto.<\/p>\n<p>&#39;O crescimento real do faturamento do setor no acumulado de julho e agosto &eacute; de 9%, comparado a igual per&iacute;odo do ano passado&#39;, diz Gustavo Horta Ramos, diretor geral da Som Livre. &#39;Tudo indica que cantaram a morte do CD cedo demais&#39;, avalia, bem humorado.<\/p>\n<p>Os executivos de algumas das principais gravadoras do pa&iacute;s, como EMI Music, Universal Music Brasil e Som Livre, j&aacute; esperavam um f&ocirc;lego novo no mercado brasileiro. As vendas somaram R$ 484 milh&otilde;es em 2006, com queda de 25% em rela&ccedil;&atilde;o ao ano anterior, segundo a IFPI, &oacute;rg&atilde;o que representa o setor fonogr&aacute;fico no mundo. &#39;&Eacute; uma rea&ccedil;&atilde;o que j&aacute; esper&aacute;vamos h&aacute; alguns anos como resultado de reajustes e adapta&ccedil;&otilde;es dos pre&ccedil;os&#39;, explica Marcelo Castello Branco, presidente da EMI Music do Brasil.<\/p>\n<p>Segundo ele, o pre&ccedil;o do CD caiu pela metade nos &uacute;ltimos cinco anos. Hoje, o pre&ccedil;o m&eacute;dio da unidade gira em torno de R$ 15. &#39;Cerca de 70% dos nossos lan&ccedil;amentos est&atilde;o abaixo dos R$ 20&#39;, diz.<\/p>\n<p>Na Som Livre, a estrat&eacute;gia adotada desde meados de junho foi anunciar o pre&ccedil;o do CD em campanhas de marketing em TV e revistas &#8211; de R$ 14,90 e R$ 19,90. &#39;Nunca hav&iacute;amos colocado o pre&ccedil;o no comercial antes&#39;, diz Horta. Segundo ele, dos 50 CDs mais vendidos pela lista da Nielsen, 42 est&atilde;o abaixo de R$ 20. E 14 t&iacute;tulos custam menos de R$ 10. <\/p>\n<p>Paulo Rosa, presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira dos Produtores de Disco (ABPD), diz que o fato do produto estar sendo vendido de forma mais r&aacute;pida no varejo ir&aacute; impulsionar as encomendaspara o final do ano &#8211; &eacute;poca que concentra cerca de 40% a 45% das vendas totais. &#39;O p&uacute;blico percebeu que o CD n&atilde;o &eacute; t&atilde;o caro quanto se costumava pensar&#39;, diz. <\/p>\n<p>Para que houvesse uma queda t&atilde;o significativa no pre&ccedil;o do CD, as gravadoras tiveram que fazer uma reestrutura&ccedil;&atilde;o financeira profunda. Cortaram custos, diminu&iacute;ram lan&ccedil;amentos, refizeram contratos e reduziram verbas de divulga&ccedil;&atilde;o e de promo&ccedil;&atilde;o. &#39;Foi feito uma readapta&ccedil;&atilde;o para enfrentar essa realidade perversa&#39;, diz Rosa. <\/p>\n<p>Os sinais positivos de julho e agosto, s&atilde;o, por enquanto, um o&aacute;sis no deserto. No acumulado do primeiro semestre do ano, segundo a ACNielsen, houve queda de cerca de 7% tanto no volume de vendas quanto de faturamento do setor fonogr&aacute;fico. Branco, da EMI, afirma, por&eacute;m, que o movimento dos &uacute;ltimos dois meses &#39;n&atilde;o &eacute; uma tend&ecirc;ncia espor&aacute;dica&#39;. &#39;N&atilde;o houve nenhum grande lan&ccedil;amento nesse per&iacute;odo para impulsionar as vendas. Essa tend&ecirc;ncia deve se manter&#39;, afirma. <\/p>\n<p>A Universal Music Brasil adota a mesma estrat&eacute;gia. &#39;H&aacute; um esfor&ccedil;o da ind&uacute;stria como um todo para baixar o pre&ccedil;o&#39;, diz Jos&eacute; &Eacute;boli, presidente da gravadora, com sede nos Estados Unidos. A Universal trouxe, este ano, um novo modelo de neg&oacute;cio ao Brasil, lan&ccedil;ado h&aacute; dois anos na Europa. Em julho passado o selo relan&ccedil;ou, de uma s&oacute; vez, 38 t&iacute;tulos e colocou no mercado 150 mil c&oacute;pias em um formato mais econ&ocirc;mico: R$ 10,90 para os t&iacute;tulos nacionais e R$ 14,90 para os internacionais. Como resultado, outras 500 mil unidades, de 45 t&iacute;tulos (sendo alguns novos), devem chegar ao varejo em outubro. &#39;O interessante &eacute; que as duas embalagens convivem na loja. Tanto a de R$ 25 quanto a de R$ 10,90&#39;, diz. <\/p>\n<p>Ao consumidor que compra a c&oacute;pia mais em conta, &eacute; oferecida a op&ccedil;&atilde;o de obter, no site, as informa&ccedil;&otilde;es e o material gr&aacute;fico que h&aacute; no CD tradicional. &#39;Perdemos margem, mas ganhamos em escala&#39;, diz. &#39;E afastamos o consumidor da c&oacute;pia pirata.&#39; Por causa desses lan&ccedil;amentos, &Eacute;boli estima um crescimento de 10% no faturamento da empresa para este ano.&#39;Vamos reverter o movimento de queda de quase 20% no in&iacute;cio do semestre e ainda crescer mais 10%&#39;, diz. <\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"images\/stories\/politica_publicacoes\/c_normal_pq.png\" alt=\"Active Image\" width=\"15\" height=\"15\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A sua morte j&aacute; havia sido at&eacute; anunciada, mas ap&oacute;s cinco anos amargando sucessivas quedas nas vendas, o CD mostra que ainda tem f&ocirc;lego para brigar com a pirataria nas ruas e com os programas de compartilhamento de arquivos na internet em seu anivers&aacute;rio de 25 anos. 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