{"id":19180,"date":"2007-09-10T16:16:14","date_gmt":"2007-09-10T16:16:14","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=19180"},"modified":"2007-09-10T16:16:14","modified_gmt":"2007-09-10T16:16:14","slug":"coordenador-de-politicas-digitais-defende-estrutura-publica-de-banda-larga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=19180","title":{"rendered":"Coordenador de Pol\u00edticas Digitais defende estrutura p\u00fablica de banda larga"},"content":{"rendered":"<p>Bras&iacute;lia &#8211; O coordenador de Pol&iacute;ticas Digitais do Minist&eacute;rio da Cultura, Cl&aacute;udio Prado, vem organizando e desorganizando a cultura brasileira h&aacute; algumas d&eacute;cadas. &Eacute; um agitador que em 2003 come&ccedil;ou a &#39;hackear&#39; o governo federal, desenvolvendo um trabalho de aproxima&ccedil;&atilde;o entre o mundo digitale &nbsp;a cultura, rompendo pontes anal&oacute;gicas e ampliando os diques de vis&atilde;o. <\/p>\n<p>Nesta conversa\/ podcast com a Ag&ecirc;ncia Brasil, Prado fala sobre o lan&ccedil;amento da segunda etapa do programa de cultura digital do Minist&eacute;rio da Cultura, a partir de Pira&iacute; , cidade fluminense que se bandalargou para o mundo e onde ser&aacute; realizado encontro sobre o assunto na segunda-feira (10). No cora&ccedil;&atilde;o dessa pol&iacute;tica, est&aacute; a defesa de uma estrutura p&uacute;blica de conex&atilde;o r&aacute;pida &agrave; internet , por meio da banda larga. Leia&nbsp;o que ele diz. <\/p>\n<p><strong>Por que banda larga?<\/p>\n<p><\/strong>&ldquo;A banda larga viabiliza a diversidade, as minorias, as quest&otilde;es culturais que est&atilde;o em extin&ccedil;&atilde;o, as esp&eacute;cies culturais que est&atilde;o em extin&ccedil;&atilde;o. Essa revitaliza&ccedil;&atilde;o, esse renascimento dessas possibilidades se d&aacute; atrav&eacute;s da banda larga. O centro do mundo deixa de ser geogr&aacute;fico. Voc&ecirc; passa a estar no centro do mundo se estiver plugado e usar de forma plena a interatividade que isso te possibilita. O cyberespa&ccedil;o &eacute; um territ&oacute;rio realmente democr&aacute;tico e novo onde a informa&ccedil;&atilde;o, a oxigena&ccedil;&atilde;o, a percep&ccedil;&atilde;o, as novas quest&otilde;es, podem lhe ser oferecidas ali onde voc&ecirc; est&aacute;. Essa &eacute; a compreens&atilde;o que n&oacute;s temos da possibilidade cultural da banda larga.&rdquo;<\/p>\n<p><strong>A banda larga e a cultura<\/p>\n<p><\/strong>&ldquo;Banda larga &eacute; essencial, na realidade, para a cultura, mais do que para qualquer outra coisa, porque outras coisas podem trafegar em banda menores. &Eacute; s&oacute; a cultura que tem caminh&otilde;es pesados do ponto de vista de bits e bytes, porque a cultura trafega audiovisual que precisa de banda, trafega imagem, m&uacute;sica, estas s&atilde;o as grandes demandas de largueza da banda.&rdquo;<\/p>\n<p><strong>A banda larga e a diversidade cultural<\/p>\n<p><\/strong>&ldquo;O que impede a diversidade de existir &eacute; a divulga&ccedil;&atilde;o, a difus&atilde;o, a circula&ccedil;&atilde;o, a distribui&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o cultural. Os processos anal&oacute;gicos viabilizaram processos de distribui&ccedil;&atilde;o que s&atilde;o gargalos da diversidade. <\/p>\n<p>Vou dar um exemplo: uma m&uacute;sica se transforma num CD, antigamente era um LP e depois virou um CD, mas um objeto que vai de caminh&atilde;o para uma loja, que vai de caminh&atilde;o para onde voc&ecirc; chega. Isso inviabilizou que algu&eacute;m em Xapuri, que tivesse interessado em uma m&uacute;sica extremamente sofisticada, ele n&atilde;o tinha como, porque n&atilde;o tinha como o LP ou o CD dessa m&uacute;sica mais elaborada, essa m&uacute;sica minorit&aacute;ria, chegasse l&aacute; porque esse objeto ia ficar encalhado na loja de CD l&aacute; do peda&ccedil;o. N&atilde;o tinha como, na verdade, distribuir minorias. <\/p>\n<p>&Eacute; semelhante com qualquer outra minoria e conseq&uuml;entemente a soma das minorias &eacute; o que cria a fant&aacute;stica possibilidade de existir diversidade. Ent&atilde;o existe uma coisa pr&aacute;tica na quest&atilde;o da diversidade que estava condenando as minorias a n&atilde;o existirem e a diversidade a ser uma esp&eacute;cie em extin&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p>Com a banda larga isso se inverte. Nenhuma coisa desaparece mais. Por exemplo: o livro print on demand [impresso sob demanda], a nova tend&ecirc;ncia do livro, a m&aacute;quina que faz livros, acabou com o livro esgotado. O livro esgotado &eacute; o fim da diversidade. Livros em que s&oacute; poucas pessoas est&atilde;o interessadas, id&eacute;ias muito elaboradas, sofisticadas, podem continuar existindo. Acabou o livro esgotado. Isso &eacute; um belo exemplo de como o digital pode construir uma nova realidade em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; diversidade.&rdquo;<\/p>\n<p><strong>A banda larga e a cidadania<\/p>\n<p><\/strong>&ldquo;O impacto sobre a economia da cultura &eacute; brutal. Mas ele &eacute; muito maior se a gente prestar aten&ccedil;&atilde;o na quest&atilde;o da auto-estima do cidad&atilde;o brasileiro, se a gente prestar aten&ccedil;&atilde;o na inclus&atilde;o de forma muito ampla e gen&eacute;rica &ndash; n&atilde;o &eacute; inclus&atilde;o digital, n&atilde;o, &eacute; inclus&atilde;o do ser humano na possibilidade de ser cidad&atilde;o que a banda larga traz. Esse fen&ocirc;meno cultural nos interessa para al&eacute;m da quest&atilde;o das coisas espec&iacute;ficas de produtos culturais que possam estar impactando a economia da cultura. A economia da cidadania &eacute; que vai ser catapultada a graus extremamente elaborados e sofisticados para uma pol&iacute;tica p&uacute;blica de banda larga.&rdquo;<\/p>\n<p><strong>A banda larga e o governo federal<\/p>\n<p><\/strong>&quot;H&aacute; quatro anos, quando a gente come&ccedil;ou a trabalhar nessa dire&ccedil;&atilde;o, dentro do Minist&eacute;rio da Cultura e do governo em geral, ningu&eacute;m falava dessa quest&atilde;o. Ningu&eacute;m tocava nesse assunto. Software livre, por exemplo, a quantidade de gente que n&atilde;o tinha a menor no&ccedil;&atilde;o do software livre, como o software livre poderia impactar na dire&ccedil;&atilde;o da autonomia, da identidade, das quest&otilde;es tamb&eacute;m ligadas &agrave; diversidade. Banda larga era quase uma met&aacute;fora muito distante. <\/p>\n<p>Hoje essa discuss&atilde;o chegou ao Pal&aacute;cio do Planalto, &agrave; centralidade do governo. Estamos andando na velocidade digital. Em quatro anos, a diferen&ccedil;a &eacute; brutal. Eu acho que estrategicamente, para qualquer pa&iacute;s, mas sobretudo para o Brasil, que tem dist&acirc;ncias inacredit&aacute;veis, a montagem de uma infra-estrutura p&uacute;blica de banda larga no pa&iacute;s todo &eacute; a &uacute;nica coisa que pode dar liga a uma compreens&atilde;o pol&iacute;tica, social e cultural muito mais ampla de processos de mudan&ccedil;a e de processos de avan&ccedil;o pol&iacute;ticos, sociais e culturais.&quot; <\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"images\/stories\/politica_publicacoes\/cc_pq.png\" alt=\"Active Image\" width=\"15\" height=\"15\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bras&iacute;lia &#8211; O coordenador de Pol&iacute;ticas Digitais do Minist&eacute;rio da Cultura, Cl&aacute;udio Prado, vem organizando e desorganizando a cultura brasileira h&aacute; algumas d&eacute;cadas. &Eacute; um agitador que em 2003 come&ccedil;ou a &#39;hackear&#39; o governo federal, desenvolvendo um trabalho de aproxima&ccedil;&atilde;o entre o mundo digitale &nbsp;a cultura, rompendo pontes anal&oacute;gicas e ampliando os diques de vis&atilde;o. &hellip; <a href=\"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=19180\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">Coordenador de Pol\u00edticas Digitais defende estrutura p\u00fablica de banda larga<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[60],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/19180"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=19180"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/19180\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=19180"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=19180"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=19180"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}