{"id":19175,"date":"2007-09-10T15:51:06","date_gmt":"2007-09-10T15:51:06","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=19175"},"modified":"2007-09-10T15:51:06","modified_gmt":"2007-09-10T15:51:06","slug":"assistir-a-tv-diminui-capacidade-de-concentracao-diz-pesquisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=19175","title":{"rendered":"Assistir \u00e0 TV diminui capacidade de concentra\u00e7\u00e3o, diz pesquisa"},"content":{"rendered":"<p>Um estudo do pesquisador Erik Landhuis, da Universidade de Otago, em Dunedin (Nova Zel&acirc;ndia), publicado na revista americana Pediatrics avaliou mil jovens de 15 anos e comparou o tempo que ficavam na frente da tev&ecirc; com a capacidade de se concentrarem.<\/p>\n<p>Espantosamente, descobriu que quando esses adolescentes tinham entre 5 e 11 anos gastavam em m&eacute;dia duas horas por dia assistindo &agrave; tev&ecirc;. Entre os 13 e os 15 anos essa m&eacute;dia subiu para tr&ecirc;s horas di&aacute;rias, e foi o suficiente para aumentar em 40% os problemas de aten&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>O autor sugere que a tev&ecirc; hiperestimula o c&eacute;rebro e faz com que se perca o costume de prestar aten&ccedil;&atilde;o em atividades que exigem uma concentra&ccedil;&atilde;o maior, tais como ler, jogar xadrez ou assistir &agrave;s aulas. Assistir &agrave; tev&ecirc;, prossegue, faz com que a crian&ccedil;a se sinta atra&iacute;da pelo aparelho a ponto de criar um grau de depend&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>As conclus&otilde;es de Landhuis independem de fatores socioecon&ocirc;micos, dificuldades de aten&ccedil;&atilde;o no in&iacute;cio da vida ou n&iacute;vel de intelig&ecirc;ncia dos adolescentes. O que acontece, segundo o autor, &eacute; que o c&eacute;rebro aparentemente fica entediado com atividades mais simples e procura cada vez mais atividades que o estimulem nos mesmos n&iacute;veis que a televis&atilde;o. E tais efeitos s&atilde;o irrevers&iacute;veis.<\/p>\n<p>Mesmo que for&ccedil;osamente o jovem tenha seu tempo de tev&ecirc; controlado, as defici&ecirc;ncias de aten&ccedil;&atilde;o continuam a acontecer, provavelmente porque o c&eacute;rebro sofre mudan&ccedil;as anat&ocirc;micas e permanentes que o preparam para uma quantidade maior de est&iacute;mulos, neurologicamente considerados uma premia&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p>&Eacute; preciso entender o c&eacute;rebro como um organismo altamente adapt&aacute;vel e pl&aacute;stico, que responde rapidamente a est&iacute;mulos externos e que aprende a capt&aacute;-los cada vez mais facilmente, o que exige mudan&ccedil;as nas liga&ccedil;&otilde;es celulares entre neur&ocirc;nios e, provavelmente, envolve o sistema de prazer e recompensa. O mesmo ligado ao v&iacute;cio em drogas, e que pode estar ligado tamb&eacute;m &agrave; adi&ccedil;&atilde;o por atividades como assistir &agrave; televis&atilde;o, navegar na internet e nos jogos no computador.&nbsp; <\/p>\n<p>A quest&atilde;o deve ser encarada como um problema de sa&uacute;de p&uacute;blica. Em abril do ano passado, pediatras americanos chamaram a aten&ccedil;&atilde;o para achados assustadores que corroboram isso em um artigo na revista Archives of Pediatric and Adolescent Medicine. Crian&ccedil;as americanas com mais de 8 anos ficavam mais tempo assistindo &agrave; tev&ecirc; ou jogando no computador do que em qualquer outra atividade, exceto dormir.<\/p>\n<p>H&aacute; mais estudos que mostram como o excesso de horas na frente da tev&ecirc; &eacute; mal&eacute;fico. Por 20 anos, 700 fam&iacute;lias do estado de Nova York foram acompanhadas por Jeffrey Johnson, do Instituto Psiqui&aacute;trico do Estado de Nova York. Os adolescentes dessas fam&iacute;lias foram avaliados em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; capacidade de se concentrarem. Os que assistiam mais tev&ecirc; tinham duas vezes mais risco de apresentar dificuldades de aprendizado e altera&ccedil;&otilde;es de comportamento. O risco era de 15%, para quem assistia menos de uma hora por dia, e ia para 30% em quem ficava mais de tr&ecirc;s horas na frente da telinha.<\/p>\n<p>Quase um ter&ccedil;o dos &ldquo;viciados&rdquo; em tev&ecirc; ficou com notas baixas, enquanto apenas 10% dos que assistiam menos de uma hora por dia tiveram o problema.<\/p>\n<p>O pesquisador acompanhou esses jovens at&eacute; os 33 anos e mostrou que os problemas de aten&ccedil;&atilde;o continuavam a existir apesar da passagem do tempo. Para os adultos n&atilde;o parece haver solu&ccedil;&atilde;o para o v&iacute;cio, mas com nossos filhos pode ser diferente. Recomenda-se que, somado, o tempo na tev&ecirc; e nos jogos eletr&ocirc;nicos n&atilde;o se ultrapasse uma hora por dia. E mais: o tempo &ldquo;livre&rdquo; deve ser dividido entre atividades esportivas, leitura e di&aacute;logo familiar.<\/p>\n<p>Quanto a n&oacute;s, os adultos viciados, um artigo do Journal Evolutionary Psychology, de pesquisadores da Victoria&rsquo;s Deakin University, traz uma dica. Para conquistar o cora&ccedil;&atilde;o de algu&eacute;m, escolha assistir juntos a um filme na tev&ecirc; que tenha in&iacute;cio tr&aacute;gico e final feliz. Segundo Mark Stokes, isso faz com que o casal se alinhe emocionalmente e que, ao fim do filme, exista uma percep&ccedil;&atilde;o melhor do interesse do parceiro em sexo e compromisso. Os homens, por&eacute;m, devem ter cuidado, pois o estudo tamb&eacute;m mostra que eles tendem a hiperestimar o interesse das mulheres por sexo, ignorando o compromisso.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"images\/stories\/politica_publicacoes\/c_normal_pq.png\" alt=\"Active Image\" width=\"15\" height=\"15\" \/>&nbsp;Carta Capital<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo do pesquisador Erik Landhuis, da Universidade de Otago, em Dunedin (Nova Zel&acirc;ndia), publicado na revista americana Pediatrics avaliou mil jovens de 15 anos e comparou o tempo que ficavam na frente da tev&ecirc; com a capacidade de se concentrarem. 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