{"id":19162,"date":"2007-09-06T16:22:53","date_gmt":"2007-09-06T16:22:53","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=19162"},"modified":"2007-09-06T16:22:53","modified_gmt":"2007-09-06T16:22:53","slug":"forca-tarefa-da-abril-pressiona-deputados-para-abortar-cpi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=19162","title":{"rendered":"For\u00e7a-tarefa da Abril pressiona deputados para abortar CPI"},"content":{"rendered":"<p>A Editora Abril est&aacute; em plena atividade para abortar a CPI da Abril-Telef&ocirc;nica. Nesta quarta-feira (5) &#8211; dia de maior movimenta&ccedil;&atilde;o de parlamentares na C&acirc;mara Federal -, um grupo percorria as depend&ecirc;ncias da Casa, pedindo aos 182 deputados que assinaram o pedido da CPI que assinem outro documento, com um contra-pedido. O jornalista Gustavo Jos&eacute; Batista do Amaral, assessor de imprensa do Grupo Abril, que participava da a&ccedil;&atilde;o, admitiu a coleta, mas disse que n&atilde;o sabia dizer quantas assinaturas tinham conseguido poque havia v&aacute;rias pessoas abordando os parlamentares. Amaral tamb&eacute;m reconheceu que o Grupo Abril n&atilde;o podia realizar a opera&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p>&Eacute; poss&iacute;vel que nem todos os coletadores sejam funcion&aacute;rios da Abril. O Vermelho identificou um deles, de nome Murilo, como trabalhando em uma &#39;empresa de rela&ccedil;&otilde;es institucionais&#39;, que &eacute; como se designa &agrave;s vezes em Bras&iacute;lia os lobbistas. Masa presen&ccedil;a de Gustavo do Amaral estabelece uma estranha tentativa de interfer&ecirc;ncia nos procedimentos normais de cria&ccedil;&atilde;o de uma Comiss&atilde;o Parlamentar de Inqu&eacute;rito, por parte da empresa que &eacute; um dos alvos principais da investiga&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p><strong>Listas traziam fotos dos deputados<\/strong> <\/p>\n<p>A for&ccedil;a-tarefa trabalhava munida de exemplares da Agenda do Diap (publica&ccedil;&atilde;o do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamanetar, muito consultada pela riqueza de informa&ccedil;&otilde;es sobre os membros do Congresso). Trazia tamb&eacute;m pap&eacute;is impressos com os nomes e fotografias de deputados, v&aacute;rios por p&aacute;gina, aparentemente para facilitar a identifica&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p>No entanto, o grupo abordou inclusive deputados que n&atilde;o assinaram o requerimento de cria&ccedil;&atilde;o da CPI e que, portanto, n&atilde;o podem sust&aacute;-la. Foi o que aconteceu com o deputado Os&oacute;rio Adriano (DEM-DF). Ele disse, ap&oacute;s ser abordado, que que n&atilde;o havia assinado o requerimento, mas se tivesse n&atilde;o voltaria atr&aacute;s. &#39;Eu n&atilde;o retiro assinatura&#39;, explicou. <\/p>\n<p>O mesmo ocorreu com a deputada Elcione Barbalho (PMDB-PA). A assessora de imprensa da parlamentar, Candice, confirmou que Elcione foi procurada &#39;pelo Gustavo do Grupo Abril&#39;, para que assinasse o requerimento que susta a tramita&ccedil;&atilde;o da CPI. Elcione alegou que n&atilde;o poderia assinar porque havia retirado, em tempo h&aacute;bil, a assinatura do pedido de cria&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p>Al&eacute;m de n&atilde;o-signat&aacute;ria, Elcione Barbalho &eacute; ex-mulher e correligion&aacute;ria de Jader Barbalho, tamb&eacute;m do PMDB do Par&aacute;, acusado pela Veja, principal revista do Grupo Abril, de ser o autor do &#39;servi&ccedil;o sujo&#39; da &#39;vendeta&#39;, que &eacute; como a revista descreve a CPI Abril-Telef&ocirc;nica ( clique aqui para ver). &Eacute; poss&iacute;vel, portanto, que o grupo da lista anti-CPI tenha se equivocado. <\/p>\n<p><strong>Miss&atilde;o do grupo: 92 vira-casacas <br \/><\/strong><br \/>Durante a manh&atilde; a abordagem aos deputados se concentrou nas comiss&otilde;es t&eacute;cnicas. Foi grande o entra-e-sai da for&ccedil;a-tarefa nas salas das comiss&otilde;es, que habitualmente t&ecirc;m reuni&otilde;es nesse hor&aacute;rio. Periodicamente, o grupo fazia r&aacute;pidas reuni&otilde;es de trabalho; o Vermelho estima que eram n&atilde;o menos de cinco. <\/p>\n<p>Segundo o secret&aacute;rio-geral da Mesa, Mozart Viana, somente uma nova lista, com a assinatura da maioria &#8211; metade mais um &#8211; dos signat&aacute;rios do requerimento de cria&ccedil;&atilde;o, ser&aacute; capaz de sustar a tramita&ccedil;&atilde;o do requerimento e fazer abortar a CPI. <\/p>\n<p>Anteriormente, fonte da Presid&ecirc;ncia da C&acirc;mara tinha apontado o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) como respons&aacute;vel pela elabora&ccedil;&atilde;o da lista anti-CPI. Mas o parlamentar desmentiu, ao Vermelho, que estivesse se movimentando nesse sentido. &#39;Esse pedido tem que ser feito por quem assinou tamb&eacute;m&#39;, diz um assessor do PMDB. O deputado Gabeira n&atilde;o assinou o requerimento de cria&ccedil;&atilde;o da CPI. <\/p>\n<p>Mas o assessor da Abril e seus colegas de for&ccedil;a-tarefa parecem pensar diferente. O ass&eacute;dio em busca de assinaturas parte de quem n&atilde;o assinou o pedido de CPI e nem &eacute; deputado, mas parte incriminada pela den&uacute;ncia que a comiss&atilde;o se prop&ocirc;s a apurar. <\/p>\n<p><strong>Miss&atilde;o dif&iacute;cil<\/strong> <\/p>\n<p>O requerimento de pedido de cria&ccedil;&atilde;o da CPI, entregue pelo deputado Wladimir Costa (PMDB-PA) no &uacute;ltimo dia 23 de agosto, recebeu 182 assinaturas, 11 a mais do que o m&iacute;nimo exigido de 171. Para sustar a CPI&eacute; preciso uma nova lista com 92 assinaturas. <\/p>\n<p>O recurso ao grupo de ca&ccedil;adores de assinaturas revela uma Editora Abril bem menos segura de si do que aquela estampada nas p&aacute;ginas da Veja. J&aacute; no dia seguinte ao requerimento da CPI, o Vermelho apurou que v&aacute;rios deputados receberam telefonemas de diretores da empresa, com press&otilde;es para que retirassem suas assinaturas. Aparentemente os telefonemas n&atilde;o tiveram o resultado desejado. <\/p>\n<p>N&atilde;o que o imp&eacute;rio editorial da fam&iacute;lia Civita n&atilde;o seja poderoso, capaz de fazer e desfazer imagens. &#39;Est&aacute; todo mundo com medo&#39;, confessa uma das deputadas signat&aacute;rias, referindo-se &agrave; rea&ccedil;&atilde;o de seus colegas de pedido de CPI face &agrave; truculenta rea&ccedil;&atilde;o do grupo, que n&atilde;o admite sequer a investiga&ccedil;&atilde;o da den&uacute;ncia. <\/p>\n<p>Mas ao que parece h&aacute; uma certa dist&acirc;ncia entre ter medo da Abril e desassinar o que se assinou duas semanas atr&aacute;s. Nos pr&oacute;ximos dias o Brasil saber&aacute; se a for&ccedil;a-tarefa encontrou, entre os 182 apoiadores, 92 deputados que se prestem a esse papel. A expectativa na Casa &eacute; de que &eacute; dif&iacute;cil. <\/p>\n<p>A CPI objetiva investigar as circunst&acirc;ncias e as conseq&uuml;&ecirc;ncias decorrentes do processo de compra da TVA &#8211; empresas controladas pelo Grupo Abril &#8211; pela Telesp, controlada pela empresa espanhola Telef&ocirc;nica, &#39;no que diz respeito aos princ&iacute;pios da defesa da livre concorr&ecirc;ncia, dos direitos do consumidor e da soberania nacional&#39;, alega o requerimento. H&aacute; suspeita de que uma cl&aacute;usula do acordo de venda, estabelecendo certa &#39;reuni&atilde;o pr&eacute;via&#39; &agrave;s assembl&eacute;ias de acionistas, na pr&aacute;tica repassa para capitais estrangeiros o controle da operadora de televis&atilde;o, o que viola o artigo 7&ordm; da Lei do Cabo de 1995. <\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"images\/stories\/politica_publicacoes\/c_invertido_pq.png\" alt=\"Active Image\" width=\"15\" height=\"15\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Editora Abril est&aacute; em plena atividade para abortar a CPI da Abril-Telef&ocirc;nica. Nesta quarta-feira (5) &#8211; dia de maior movimenta&ccedil;&atilde;o de parlamentares na C&acirc;mara Federal -, um grupo percorria as depend&ecirc;ncias da Casa, pedindo aos 182 deputados que assinaram o pedido da CPI que assinem outro documento, com um contra-pedido. 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