{"id":19137,"date":"2007-09-04T16:59:23","date_gmt":"2007-09-04T16:59:23","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=19137"},"modified":"2007-09-04T16:59:23","modified_gmt":"2007-09-04T16:59:23","slug":"interferencia-da-onu-fortalece-posicao-de-paises-emergentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=19137","title":{"rendered":"Interfer\u00eancia da ONU fortalece posi\u00e7\u00e3o de pa\u00edses emergentes"},"content":{"rendered":"<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\"><span>A batalha diplom&aacute;tica sobre a gest&atilde;o mundial da internet tomou novo rumo com a interven&ccedil;&atilde;o do secret&aacute;rio-geral da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU), Ban Ki-moon. Em um movimento que vem ao encontro da posi&ccedil;&atilde;o expressa pelos pa&iacute;ses emergentes, Ki-moon direcionou o F&oacute;rum de Governan&ccedil;a da Internet &#8211; que ser&aacute; realizado de 12 a 15 de novembro, no Rio de Janeiro -, para a discuss&atilde;o sobre a governan&ccedil;a da rede mundial de computadores. <\/p>\n<p><\/span><span>Essa interven&ccedil;&atilde;o, por&eacute;m, foi antecedida por um aparente compromisso informal dos emergentes, incluindo o Brasil, de n&atilde;o insistir mais para que a gest&atilde;o da web passe ao controle da ONU ou de um &oacute;rg&atilde;o intergovernamental. O Brasil j&aacute; d&aacute; sinais de que pode aceitar que a rede continue sob a ger&ecirc;ncia da Organiza&ccedil;&atilde;o da Internet para Designa&ccedil;&atilde;o de Nomes e N&uacute;meros (Icann, na sigla em ingl&ecirc;s), desde que o organismo seja reformado e se torneindependente do governo americano. <\/p>\n<p><\/span><span>Um dos principais negociadores brasileiros, o coordenador do Comit&ecirc; Gestor da Internet no Brasil, Augusto Gadelha, n&atilde;o fala de compromisso, mas de &#39;maturidade&#39; na negocia&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p><\/span><span>Na pr&aacute;tica, esse entendimento enterrou a id&eacute;ia brasileira de trazer o gerenciamento da internet para a Uni&atilde;o Internacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (UIT). &#39;Criou-se um estresse com a demanda do Brasil, mas hoje a pr&oacute;pria UIT reconhece que n&atilde;o deve assumir esse papel&#39;, diz Gadelha. &#39;N&atilde;o somos contra a Icann; o que queremos &eacute; que ela seja representativa, independente e fora do controle de um s&oacute; governo.&#39; <\/span><\/p>\n<p><span><br \/><\/span><span>Durante reuni&atilde;o preparat&oacute;ria ao f&oacute;rum, realizada ontem em Genebra, o representante especial do secret&aacute;rio-geral da ONU, o indiano Nitin Desai, confirmou a interven&ccedil;&atilde;o de Ki-moon e atribuiu a aceita&ccedil;&atilde;o dos pa&iacute;ses at&eacute; ent&atilde;ocontr&aacute;rios ao fato de &#39;se sentirem mais confort&aacute;veis no processo&#39;. <\/p>\n<p><\/span><span>A Icann gerencia a rede por meio de um contrato com o Departamento de Com&eacute;rcio dos Estados Unidos. O acordo atual &#8211; que foi renovado recentemente, sob novas bases -, termina em 2011. Para Gadelha, a Icann j&aacute; &eacute; menos dependente do governo americano, mas em grau ainda insuficiente. Ao mesmo tempo, ele disse que a presen&ccedil;a dos EUA na entidade foi importante para evitar que interesses de grandes companhias privadas prevalecessem no organismo. <\/p>\n<p><\/span><span>A Icann tem o controle dos &#39;nomes de dom&iacute;nio&#39; &#8211; os endere&ccedil;os que permitem navegar na rede e enviar e-mail. &Eacute; a entidade que decide, ap&oacute;s aprova&ccedil;&atilde;o do Departamento de Com&eacute;rcio, quem opera nomes gen&eacute;ricos com sufixos como &#39;.com&#39;. <\/span>Registrar esses nomes movimenta milh&otilde;es de d&oacute;lares por ano. <\/p>\n<p><span>A Uni&atilde;o Europ&eacute;ia quer que as decis&otilde;es da Icann n&atilde;o sejam mais ratificadas pelo Departamento de Com&eacute;rcio dos EUA, mas por um comit&ecirc; internacional com representantes de governos e do setor privado. A Icann j&aacute; tem o Comit&ecirc; Consultivo Governamental (GAC, na sigla em ingl&ecirc;s), mas muitos dizem que ele n&atilde;o tem poder efetivo. Para os europeus, o comit&ecirc; deveria assumir um papel mais relevante. <\/p>\n<p><\/span><span>A batalha sobre o controle da web aumentou &agrave; medida que os pa&iacute;ses passaram a ver a rede como quest&atilde;o de seguran&ccedil;a nacional. Na falta de um acordo entre os pa&iacute;ses, a ONU criou o F&oacute;rum de Governan&ccedil;a da Internet para propor solu&ccedil;&otilde;es. Na primeira edi&ccedil;&atilde;o, em Atenas (Gr&eacute;cia), a press&atilde;o americana e de outros pa&iacute;ses industrializados deixou o tema de fora. Para o encontro do Rio, os EUA insistiam em diluir a quest&atilde;o central e pol&iacute;tica em discuss&otilde;es t&eacute;cnicas. <\/p>\n<p><\/span><span>A articula&ccedil;&atilde;o do Brasil, Argentina, China, &Iacute;ndia e outros emergentes conseguiu incluir o tema na agenda. O secret&aacute;rio-geral da ONU nomeou tamb&eacute;m como co-presidente do encontro do Rio o brasileiro Hadil da Rocha Vianna, que ter&aacute; papel central na discuss&atilde;o. Os negociadores brasileiros n&atilde;o esperam decis&otilde;es no Rio, nem querem que issoocorra agora. A id&eacute;ia &eacute; primeiro equilibrar a participa&ccedil;&atilde;o no debate. O Brasil espera a presen&ccedil;a maci&ccedil;a dos pa&iacute;ses latino-americanos e banca a participa&ccedil;&atilde;o dos pa&iacute;ses de l&iacute;ngua portuguesa pobres. No encontro de Atenas, apenas 5% dos participantes eram de na&ccedil;&otilde;es em desenvolvimento.<\/p>\n<p><font size=\"3\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"images\/stories\/politica_publicacoes\/c_normal_pq.png\" alt=\"Active Image\" width=\"15\" height=\"15\" \/><\/font><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A batalha diplom&aacute;tica sobre a gest&atilde;o mundial da internet tomou novo rumo com a interven&ccedil;&atilde;o do secret&aacute;rio-geral da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU), Ban Ki-moon. 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