{"id":19134,"date":"2007-09-04T15:45:51","date_gmt":"2007-09-04T15:45:51","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=19134"},"modified":"2007-09-04T15:45:51","modified_gmt":"2007-09-04T15:45:51","slug":"mercado-linux-vive-aquecimento-e-gera-oportunidades-de-carreira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=19134","title":{"rendered":"Mercado Linux vive aquecimento e gera oportunidades de carreira"},"content":{"rendered":"<p>A demanda de profissionais Linux pelas empresas e de interessados em cursos pelos centros de treinamentos &eacute; promissora. Dados do IDC de 2006 revelam que a base instalada Linux no Brasil, cresce 30% ao ano e j&aacute; est&aacute; em 64% das empresas brasileiras, um crescimento superior a 50% em rela&ccedil;&atilde;o a 2004.<\/p>\n<p>Este instituto de pesquisas prev&ecirc; ainda que o segmento continue em expans&atilde;o a uma taxa m&eacute;dia de 30% da base instalada ao ano, superior &agrave; &aacute;rea de TI como um todo, que deve crescer de 13% a 14%. Servi&ccedil;os ligados a Linux representam 49% do total de mercado. At&eacute; 2009 ser&atilde;o abertas 630 mil novas vagas em TI na Am&eacute;rica Latina, 466 mil em softwares, sendo 210 mil no Brasil. Atualmente s&atilde;o 892 mil empregos no pa&iacute;s, sendo 657 mil em programas de computador.<\/p>\n<p>De acordo com C&eacute;lio Antunes, presidente do Grupo Impacta Tecnologia, maior centro de treinamento e certifica&ccedil;&atilde;o em TI da Am&eacute;rica Latina, o mercado mundial de Linux movimentar&aacute; US$ 35 bilh&otilde;es em 2008. &ldquo;Nossa linha de treinamentos em software livre tem crescido mais de 20% ao ano. Treinamos uma m&eacute;dia de 400 alunos por m&ecirc;s nestas plataformas&rdquo;, revela.<\/p>\n<p>O F&oacute;rum Internacional de Software Livre (FISL), realizado em abril deste ano, em Porto Alegre, e alguns outros movimentos no mercado, alertaram para a quantidade de oportunidades que o mercado de Linux e software livre trazem para profissionais e empresas. Esta tend&ecirc;ncia tem se mostrado forte no mercado de trabalho: h&aacute; vagas abertas, o sal&aacute;rio &eacute; alto, os cargos t&ecirc;m prest&iacute;gio e sempre h&aacute; a chance de aprimorar a carreira no exterior.<\/p>\n<p>No FISL, o assunto foi um dos principais discutidos em meio &agrave;s palestras t&eacute;cnicas. Sady Jacques, um dos coordenadores deste F&oacute;rum, disse que o Brasil deve ser refer&ecirc;ncia em software livre e a qualidade dos t&eacute;cnicos e desenvolvedores locais deve ser a chave para o crescimento. &ldquo;Acredito que hoje o Brasil j&aacute; seja um p&oacute;lo exportador de especialistas e desenvolvedores em c&oacute;digo aberto. Cada vez mais temos visto pessoas indo para a Europa e outros lugares do mundo a convite de empresas para trabalhar em projetos open source&rdquo;, disse.<\/p>\n<p>Outras empresas envolvidas nesse mercado sustentam que nunca o profissional Linux esteve t&atilde;o valorizado. A demanda alta trouxe o primeiro curso de certifica&ccedil;&atilde;o da Novell; e a Mandriva Conectiva, por exemplo, teve de buscar profissionais com conhecimentos avan&ccedil;ados em Linux e experi&ecirc;ncia em treinamentos para ministrar seus cursos oficiais em entidades parceiras das cidades de Cuiab&aacute; e Porto Alegre.<\/p>\n<p>A fabricante de computadores Dell, que recentemente anunciou que vai produzir notebooks com Linux, tamb&eacute;m teve de sair &agrave; ca&ccedil;a de profissionais. Em mar&ccedil;o &uacute;ltimo, a companhia precisava refor&ccedil;ar o time de desenvolvedores de software com 70 contrata&ccedil;&otilde;es &#8211; entre as vagas em aberto existiam muitas para os sistemas operacionais Linux.<\/p>\n<p>Em Goi&aacute;s, a prova do Tribunal de Justi&ccedil;a do Estado, teve em seu conte&uacute;do 10% de perguntas sobre o Linux. Nos concursos p&uacute;blicos deste estado o &iacute;ndice de procura por profissionais em Linux est&aacute; aumentando. <\/p>\n<p>David Barzilay, gerente de marketing da Red Hat, l&iacute;der mundial em solu&ccedil;&otilde;es open source, afirma que o profissional Linux &eacute; bem pago e muito requisitado no mercado porque as empresas est&atilde;o buscando esses talentos para reduzir custos e pirataria, bem como tentar aproveitar melhor o parque de hardware j&aacute; existente.<\/p>\n<p>Um exemplo dessa estrat&eacute;gia &eacute; o Dataprev, servi&ccedil;o de dados da Previd&ecirc;ncia Social, que decidiu migrar sua base tecnol&oacute;gica de Windows para Linux. O software livre &eacute; usado h&aacute; mais de nove anos e s&oacute; na substitui&ccedil;&atilde;o de licen&ccedil;as Office para BROffice, nas 25 mil m&aacute;quinas em quest&atilde;o, as economias foram da ordem de R$ 35 milh&otilde;es.<\/p>\n<p>A atual demanda contribui para que o Linux ganhe for&ccedil;a. A comunidade &eacute; reconhecida pela troca de conhecimento entre seus membros. Por isso, quanto mais pessoas entram nela e a fazem crescer, mais inova&ccedil;&otilde;es e solu&ccedil;&otilde;es a comunidade &eacute; capaz de gerar. <\/p>\n<p>N&atilde;o se tem n&uacute;meros exatos sobre as oportunidades abertas, mas os especialistas e executivos do mercado concordam que elas s&atilde;o promissoras. O Dataprev j&aacute; tem 1650 servidores rodando solu&ccedil;&otilde;es abertas Red Hat e Debian e ainda pretende substituir as plataformas de correio eletr&ocirc;nico Exchange e Outlook, da Microsoft, e suas solu&ccedil;&otilde;es de banco de dados para o c&oacute;digo aberto. Essa substitui&ccedil;&atilde;o gera a necessidade de suporte t&eacute;cnico especializado e m&atilde;o-de-obra qualificada.<\/p>\n<p>As certifica&ccedil;&otilde;es nesse segmento s&atilde;o fundamentais. A profiss&atilde;o n&atilde;o &eacute; regulamentada, n&atilde;o tem conselho e desta forma seu exerc&iacute;cio &eacute; livre. Ela independe de diploma ou comprova&ccedil;&atilde;o de educa&ccedil;&atilde;o formal, resultando em auto-regula&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea. A certifica&ccedil;&atilde;o garante, para os gestores e empres&aacute;rios, que aquele profissional contratado &eacute; qualificado. Quando um treinamento &eacute; &ldquo;top de linha&rdquo;, a garantia de qualifica&ccedil;&atilde;o do profissional &eacute; maior ainda. No Brasil, j&aacute; foram aplicadas cerca de quatro mil provas para certifica&ccedil;&atilde;o Linux Professional Institute (LPI) desde 2002.<\/p>\n<p>Empresas como Globo, Ecovias, Correios, Banco do Brasil, Accenture, Siemens, Unimed, Merk Sharp &amp; Dohme, Bradesco, Telef&ocirc;nica, Sabesp, Ita&uacute;, USP, Epson, Ericsson, NEC e Serasa s&atilde;o algumas das que capacitaram seus colaboradores nos mais de 20 cursos Linux, Java, J2EE e PHP da Impacta.<\/p>\n<p>Outra vantagem do sistema Linux &eacute; que ele &eacute; baseado em padr&otilde;es abertos e prov&eacute;m uma constante troca de informa&ccedil;&otilde;es de uma comunidade imensa de t&eacute;cnicos. Com isso, uma pessoa com conhecimentos em uma distribui&ccedil;&atilde;o (Red Hat, SuSe, Conectiva, etc.) tem plenas condi&ccedil;&otilde;es de trabalhar com outra. Isso potencializa ainda mais as oportunidades de carreira. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A demanda de profissionais Linux pelas empresas e de interessados em cursos pelos centros de treinamentos &eacute; promissora. Dados do IDC de 2006 revelam que a base instalada Linux no Brasil, cresce 30% ao ano e j&aacute; est&aacute; em 64% das empresas brasileiras, um crescimento superior a 50% em rela&ccedil;&atilde;o a 2004. 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