{"id":19131,"date":"2007-09-04T12:42:46","date_gmt":"2007-09-04T12:42:46","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=19131"},"modified":"2007-09-04T12:42:46","modified_gmt":"2007-09-04T12:42:46","slug":"banda-larga-no-brasil-e-395-vezes-mais-cara-do-que-no-japao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=19131","title":{"rendered":"Banda larga no Brasil \u00e9 395 vezes mais cara do que no Jap\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>O custo de 1 Mbps (megabit por segundo) oferecido em Manaus &eacute; 395 vezes mais caro que a mesma velocidade disponibilizada no Jap&atilde;o. A constata&ccedil;&atilde;o de um levantamento de pre&ccedil;os da banda larga feito pela TelComp (Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Prestadoras de Servi&ccedil;os de Telecomunica&ccedil;&otilde;es Competitivas), no qual compara o pre&ccedil;o do megabit cobrado pelas operadoras brasileiras e as empresas que atuam em pa&iacute;ses da Europa, no Jap&atilde;o e nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>De acordo com o estudo, o Mbps comercializado pela Tiscali italiana, por exemplo, custa o equivalente a R$ 4,32 ao m&ecirc;s, enquanto na Fran&ccedil;a a Orange cobra R$ 5,02 pela mesma velocidade. Na Time Warner, nos Estados Unidos, o pre&ccedil;o &eacute; equivalente a R$ 12,75, ao passo que os internautas japoneses podem adquirir internet em banda larga de 1 Mbps do Yahoo! por R$ 1,81. Os valores do levantamento foram pesquisados pela TelComp, nos pr&oacute;prios sites das operadoras em 10 de julho.<\/p>\n<p>No Brasil, a TelComp levantou os pre&ccedil;os da Telef&ocirc;nica, NET, Brasil Telecom e Oi, em diferentes capitais. Em S&atilde;o Paulo, a NET cobra R$ 39,95 por 1 Mbps, enquanto a Telef&ocirc;nica oferece a mesma velocidade a R$ 159,80. Em Bras&iacute;lia, a Brasil Telecom oferece 1 Mbps por R$ 239,90. Manaus registrou o valor mais alto pelo Mbps: R$ 716,50.<\/p>\n<p>O alto custo, segundo a entidade, &eacute; conseq&uuml;&ecirc;ncia da falta de concorr&ecirc;ncia na oferta de banda larga. Outro fator apontado pela pesquisa como determinante para os brasileiros pagarem uma das maiores taxas para a banda larga em todo mundo &eacute; a pouca competitividade no mercado.<\/p>\n<p>Como resultado dos valores praticados pelas operadoras nacionais, apenas uma pequena parcela da popula&ccedil;&atilde;o, 0,7%, possui acesso &agrave; internet de mais de 1 Mbps. A Uni&atilde;o Internacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (UIT) estabelece como banda larga a transmiss&atilde;o igual ou acima de 2 Mbps.<\/p>\n<p>Para o presidente executivo da TelComp, Luis Cuza, o principal problema &eacute; a inoper&acirc;ncia do setor p&uacute;blico em n&atilde;o cumprir o que est&aacute; previsto na Lei Geral de Telecomunica&ccedil;&otilde;es. &quot;O governo federal, por meio das ag&ecirc;ncias reguladoras, deve implementar as ferramentas de competi&ccedil;&atilde;o j&aacute; previstas em lei e decreto e atuar de forma mais firme nas quest&otilde;es de fus&otilde;es e aquisi&ccedil;&otilde;es dos players do mercado. A concorr&ecirc;ncia propicia melhores pre&ccedil;os e servi&ccedil;os. &Eacute; necess&aacute;rio criar mecanismos que promovam esse movimento e, dessa forma, o Brasil contar&aacute; com servi&ccedil;os de qualidade e com custos mais acess&iacute;veis&quot;, aponta.<\/p>\n<p>Segundo Cuza, a concorr&ecirc;ncia s&oacute; ser&aacute; poss&iacute;vel se houver uma significativa otimiza&ccedil;&atilde;o da rede p&uacute;blica e diversifica&ccedil;&atilde;o do controle das plataformas para, assim, aumentar a quantidade de solu&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veis aos consumidores, o que teria efeito direto nos custos do Mbps.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"images\/stories\/politica_publicacoes\/c_normal_pq.png\" alt=\"Active Image\" width=\"15\" height=\"15\" \/>&nbsp;TI Inside<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O custo de 1 Mbps (megabit por segundo) oferecido em Manaus &eacute; 395 vezes mais caro que a mesma velocidade disponibilizada no Jap&atilde;o. 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