{"id":19123,"date":"2007-09-03T16:44:35","date_gmt":"2007-09-03T16:44:35","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=19123"},"modified":"2007-09-03T16:44:35","modified_gmt":"2007-09-03T16:44:35","slug":"a-hora-e-a-vez-das-novas-redes-sociais-ditarem-as-regras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=19123","title":{"rendered":"A hora e a vez das novas redes sociais ditarem as regras"},"content":{"rendered":"<p>Os processos de constru&ccedil;&atilde;o colaborativa de conhecimento tornaram-se moda nos &uacute;ltimos anos, com a expans&atilde;o da internet, mas &eacute; preciso tornar mais clara a novidade: trata-se da evolu&ccedil;&atilde;o do modelo &#39;um para muitos&#39; (MIT) para um modelo &#39;muitos para muitos&#39; (Wikiuniversity) no &acirc;mbito da pr&oacute;pria internet. Essa &eacute; a novidade central do que se convencionou chamar de web 2.0. <\/p>\n<p>A import&acirc;ncia do conhecimento apenas relativamente estruturado, como o que se produz continuamente em cursos de complementa&ccedil;&atilde;o, MBAs e outras formas de estudo do tipo &#39;p&oacute;s- gradua&ccedil;&atilde;o&#39; nas empresas precisa ser urgentemente reconhecida, medida e premiada. <\/p>\n<p>No entanto, enquanto a maioria da institui&ccedil;&otilde;es ditas &#39;acad&ecirc;micas&#39; n&atilde;o reconhece e n&atilde;o incentiva este tipo de abordagem, surgem ambientes virtuais onde os trabalhadores de uma institui&ccedil;&atilde;o compartilham conhecimentos para desenvolver solu&ccedil;&otilde;es capazes de resolver problemas espec&iacute;ficos de outras organiza&ccedil;&otilde;es. <\/p>\n<p>O grau de &#39;disclosure&#39;, ou seja, de compartilhamento, obviamente varia de empresa para empresa, de organiza&ccedil;&atilde;o para organiza&ccedil;&atilde;o, de pessoa para pessoa. Essa disposi&ccedil;&atilde;o e as compet&ecirc;ncias para a inova&ccedil;&atilde;o aberta tornaram-se um aspecto essencial, talvez o mais cr&iacute;tico, no desenho das estrat&eacute;gias tecnol&oacute;gicas nos modelos de neg&oacute;cios contempor&acirc;neos. <\/p>\n<p>Cada vez mais, o grau de abertura para as redes sociais pode ser decisivo para a riqueza dos sistemas empresariais e produtivos. Essa &eacute; a li&ccedil;&atilde;o estampada tanto em projetos projetos mais &#39;s&eacute;rios&#39; ou profissionalizantes de conex&atilde;o aberta entre indiv&iacute;duos e organiza&ccedil;&otilde;es (como a Cidade do Conhecimento da USP e redes profissionais globais como &#39;Linked In&#39;) quanto em espa&ccedil;os desenhados com foco no entretenimento ou auto-ajuda (como Orkut eoutras redes juvenis, de orienta&ccedil;&atilde;o sexual ou solidariedade e demais servi&ccedil;os sociais). <\/p>\n<p>A &#39;educa&ccedil;&atilde;o &agrave; dist&acirc;ncia&#39; j&aacute; foi apontada como uma das grandes promessas da internet. Hoje, manchetes de jornais mostram estudantes revoltados com o uso por mantenedoras de sistemas de informa&ccedil;&atilde;o para reduzir custos, rebaixar o n&iacute;vel do ensino e ampliar a receita com mensalidades e outras taxas. A verdade &eacute; que pouco mudou, ainda, no ensino e na aprendizagem, apesar da r&aacute;pida difus&atilde;o da internet 1.0. <\/p>\n<p>Professores e alunos encontram-se nas salas de aula, onde as din&acirc;micas de ensino e aprendizagem permanecem iguais &agrave;s de antigamente. Novas possibilidades de educa&ccedil;&atilde;o a dist&acirc;ncia t&ecirc;m sido experimentadas, &eacute; verdade; por&eacute;m, grande parte das iniciativas elaboradas s&atilde;o pontuais, ou seja, desenvolvidas em contextos espec&iacute;ficos e sem possibilidade de serem replicadas em outros ambientes. Mais importante, at&eacute; hoje n&atilde;o existem m&eacute;tricas capazes de comparar as iniciativas entre diferentes institui&ccedil;&otilde;es de ensino ou empresas que funcionam como organiza&ccedil;&otilde;es que aprendem. <\/p>\n<p>A difus&atilde;o de redes sociais digitais prenuncia em pleno capitalismo doconhecimento o surgimento de uma economia da colabora&ccedil;&atilde;o, a consolida&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es do terceiro setor e de responsabilidade social empresarial e a revaloriza&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es e institui&ccedil;&otilde;es de interesse p&uacute;blico. <\/p>\n<p>&Eacute; a emerg&ecirc;ncia do Capitalismo 3.0 a partir da Web 2.0. O termo, criado por Peter Barnes (eleito em 1995 o empres&aacute;rio socialmente respons&aacute;vel do ano nos EUA), coloca em primeiro plano a necessidade de mudan&ccedil;as sociais e econ&ocirc;micas para que o potencial das novas tecnologias seja melhor aproveitado. <\/p>\n<p>Nem tudo ao Estado, nem domin&acirc;ncia absoluta do mercado, ganham import&acirc;ncia nos novos direitos associados a redes intang&iacute;veis que refletem uma intelig&ecirc;ncia c&iacute;vica t&atilde;o importante para cidad&atilde;os quanto para empresas e organiza&ccedil;&otilde;es sociais. O &#39;creative commons&#39; &eacute; o exemplo hoje mais conhecido de reforma capitalista associada ao controle socialdas redes digitais. Na Web 2.0 n&atilde;o faz sentido separar o real do digital. A competi&ccedil;&atilde;o e o mercado jamais ser&atilde;o os mesmos agora que o ecossistema capitalista combina territ&oacute;rios propriet&aacute;rios e n&atilde;o-propriet&aacute;rios. <\/p>\n<p>O exemplo mais recente da migra&ccedil;&atilde;o para novas formas de vidadigital &eacute; o Second Life, onde a Cidade do Conhecimento 2.0 lidera a cria&ccedil;&atilde;o de territ&oacute;rios de interesse p&uacute;blico, sem fins lucrativos, aut&ecirc;nticas incubadoras de projetos sociais, educacionais, ambientais, culturais e de empreendedorismo tecnol&oacute;gico associados &agrave; emergente sem&acirc;ntica web. <\/p>\n<p>A economia global come&ccedil;a a mudar seu sistema operacional. A viv&ecirc;ncia digital imersiva, marcada pela percep&ccedil;&atilde;o n&atilde;o-linear, audiovisual e em profundidades e campos novos intriga pesquisadores, mercados e governos. Diante da inova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica acelerada, a &uacute;nica resposta poss&iacute;vel&eacute; intensificar nossa capacidade de criar sistemas produtivos onde ocorram &#39;pari passu&#39; processos de crescimento e distribui&ccedil;&atilde;o de riqueza, renda e poder. <\/p>\n<p>As redes digitais, operadas como processos de constru&ccedil;&atilde;o colaborativa de conhecimento e informa&ccedil;&atilde;o, podem guardar a chave para participarmos como sociedade aberta e criativa, em condi&ccedil;&otilde;es de igualdade, nos novos mercados competitivos globais.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"images\/stories\/politica_publicacoes\/c_normal_pq.png\" alt=\"Active Image\" width=\"15\" height=\"15\" \/>&nbsp;Valor Econ&ocirc;mico.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os processos de constru&ccedil;&atilde;o colaborativa de conhecimento tornaram-se moda nos &uacute;ltimos anos, com a expans&atilde;o da internet, mas &eacute; preciso tornar mais clara a novidade: trata-se da evolu&ccedil;&atilde;o do modelo &#39;um para muitos&#39; (MIT) para um modelo &#39;muitos para muitos&#39; (Wikiuniversity) no &acirc;mbito da pr&oacute;pria internet. 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