{"id":19079,"date":"2007-08-28T15:07:11","date_gmt":"2007-08-28T15:07:11","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=19079"},"modified":"2007-08-28T15:07:11","modified_gmt":"2007-08-28T15:07:11","slug":"cms-ira-as-ruas-por-concessoes-publicas-com-controle-social","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=19079","title":{"rendered":"CMS ir\u00e1 \u00e0s ruas por concess\u00f5es p\u00fablicas com controle social"},"content":{"rendered":"<p>O Semin&aacute;rio da CMS (Coordena&ccedil;&atilde;o dos Movimentos Sociais) sobre Comunica&ccedil;&atilde;o, realizado sexta-feira (24) no Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de S&atilde;o Paulo, definiu o 5 de outubro &#8211; dia em que expiram as concess&otilde;es da Rede Globo &#8211; como data simb&oacute;lica para a&ccedil;&otilde;es de rua e no Congresso Nacional que fortale&ccedil;am a campanha pela democratiza&ccedil;&atilde;o da m&iacute;dia. O mote &#39;&#39;Concess&atilde;o p&uacute;blica s&oacute; com controle social&#39;&#39;, debatido no evento, questiona a manipula&ccedil;&atilde;o privada do espectro r&aacute;dio-televisivo, ressaltando a necessidade de par&acirc;metros legais mais r&iacute;gidos e transparentes para o funcionamento das emissoras. <\/p>\n<p>Convidados especiais, o coordenador do FNDC (F&oacute;rum Nacional pela Democratiza&ccedil;&atilde;o da Comunica&ccedil;&atilde;o) e vice-presidente da Fenaj (Federa&ccedil;&atilde;o Nacional dos Jornalistas), Celso Schroeder, e Jo&atilde;o Brant, do Coletivo Intervozes, fizeram uma an&aacute;lise pormenorizada sobre o modelo de outorgas &#8211; concess&otilde;es, permiss&otilde;es e autoriza&ccedil;&otilde;es &#8211; de r&aacute;dios e TVs no Brasil, a necessidade de uma Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o e de um novo marco regulat&oacute;rio. Ap&oacute;s as interven&ccedil;&otilde;es, a mesa de abertura, composta por representantes da CUT, CGTB, UNE, MST e Marcha Mundial de Mulheres, debateu sobre a pertin&ecirc;ncia da campanha e de como dialogava com a base do movimento.<\/p>\n<p>Ao denunciar o resultado perverso do controle exercido por monop&oacute;lios e oligop&oacute;lios privados das concess&otilde;es p&uacute;blicas, Celso Schroeder ressaltou que estes passam a determinar cada vez mais a cultura, a pol&iacute;tica e a economia. &#39;&#39;Talvez o aspecto mais daninho da apropria&ccedil;&atilde;o privada da cultura brasileira seja a desconstitui&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica. Ou seja muito pior do que a manipula&ccedil;&atilde;o e as mentiras que eles constituem, a criminaliza&ccedil;&atilde;o dos movimentos sociais. O crime maior, o que causa mais problemas para a democracia, &eacute; a desconstitui&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica. E fazem isso continuamente&#39;&#39;. Para o representante do FNDC, reconstituir este espa&ccedil;o pol&iacute;tico &eacute; fundamental, com o objetivo de dar a ele um sentido estrat&eacute;gico, de emancipa&ccedil;&atilde;o, em oposi&ccedil;&atilde;o &agrave; &#39;&#39;vis&atilde;o utilit&aacute;ria, instrumental e manipulat&oacute;ria da comunica&ccedil;&atilde;o das elites, com sua pr&aacute;tica autorit&aacute;ria, excludente e n&atilde;o-plural&#39;&#39;. &#39;&#39;Os meios de comunica&ccedil;&atilde;o s&atilde;o cada vez mais ve&iacute;culos important&iacute;ssimos para a sustenta&ccedil;&atilde;o ideol&oacute;gica, mas tamb&eacute;m pol&iacute;tica&#39;&#39;, acrescentou.<\/p>\n<p>Diante da manipula&ccedil;&atilde;o excludente exercida por uma minoria contra os interesses da sociedade, ressalta Schroeder, &#39;&#39;a id&eacute;ia do controle p&uacute;blico &eacute; fundamental, pois antes de um neg&oacute;cio, a comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; um servi&ccedil;o&#39;&#39;. Para encarar de frente este problema, enfatizou, &eacute; preciso popularizar o debate sobre a democratiza&ccedil;&atilde;o, pois a situa&ccedil;&atilde;o hoje &eacute; ainda mais grave pela amea&ccedil;a de desnacionaliza&ccedil;&atilde;o do setor a partir das teles. &#39;&#39;Assim, precisamos fazer de cada verdade um ato pol&iacute;tico e n&atilde;o burocr&aacute;tico, fazer com que as regula&ccedil;&otilde;es existam e sejam cumpridas&#39;&#39;.<\/p>\n<p><strong>Debate estrat&eacute;gico<\/p>\n<p><\/strong>Em nome do Intervozes, Jo&atilde;o Brant resgatou o papel do semin&aacute;rio para que os movimentos sociais se apropriem cada vez mais deste debate estrat&eacute;gico, pois &#39;&#39;as concess&otilde;es s&atilde;o o instrumento que oficializa, materializa e d&aacute; o poder que tem hoje meia d&uacute;zia de fam&iacute;lias sobre o conjunto da sociedade brasileira&#39;&#39;. &#39;&#39;O modelo de concess&otilde;es no Brasil segue o padr&atilde;o &#39;velho oeste&#39;, onde os empres&aacute;rios reinam sozinhos, ditam as regras e n&atilde;o cumprem nem o pouco que a lei prev&ecirc;. N&atilde;o h&aacute; participa&ccedil;&atilde;o no debate sobre a concess&atilde;o e renova&ccedil;&atilde;o de outorgas, que acontece sem responder a nenhum crit&eacute;rio&#39;&#39;. Exemplo disso, informou, &#39;&#39;&eacute; que das 39 r&aacute;dios FMS que operam em S&atilde;o Paulo, 36 encontram-se com a outorga vencida e 22 funcionam com outorgas de outros munic&iacute;pios. Toda falta de rigor em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s r&aacute;dios comerciais passa para as r&aacute;dios comunit&aacute;rias, fortemente reprimidas&#39;&#39;. <\/p>\n<p>De acordo com Jo&atilde;o Brant, &#39;&#39;a ilegalidade a imoralidade sustentam um sistema de comunica&ccedil;&otilde;es concentrado e nada plural, em que o monop&oacute;lio e o oligop&oacute;lio proibidos pela Constitui&ccedil;&atilde;o em seu artigo 220 est&atilde;o presentes regional e nacionalmente&#39;&#39;. Desta forma, diante da &#39;&#39;completa privatiza&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o p&uacute;blico, o momento &eacute; de p&ocirc;r em xeque a l&oacute;gica mercantilista, que impede o florescimento de novos meios, enquanto os detentores das concess&otilde;es seguem sem prestar contas a ningu&eacute;m sobre o uso que fazem delas&#39;&#39;.<\/p>\n<p>Membro da executiva nacional da CUT e representante da entidade na CMS, Antonio Carlos Spis disse que &#39;&#39;a escolha do 5 de outubro, quando se encerra as concess&otilde;es da fam&iacute;lia Marinho, servir&aacute; para realizarmos um questionamento nacional sobre todas as renova&ccedil;&otilde;es, pois &eacute; inadmiss&iacute;vel que este bem p&uacute;blico estrat&eacute;gico seja apropriado ao longo de d&eacute;cadas e renovado sem qualquer condicionante&#39;&#39;. &#39;&#39;Nossa luta pela democratiza&ccedil;&atilde;o &eacute; contra essa ditadura da comunica&ccedil;&atilde;o, que manipula, desinforma, age contra os interesses nacionais e populares. &Eacute; a Rede Globo que est&aacute; por tr&aacute;s da press&atilde;o pela aprova&ccedil;&atilde;o da Emenda 3, que assalta direitos e transforma todo trabalhador em pessoa jur&iacute;dica&#39;&#39;, lembrou Spis.<\/p>\n<p><strong>Manipula&ccedil;&atilde;o midi&aacute;tica <\/p>\n<p><\/strong>A secret&aacute;ria nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o da CUT, Rosane Bertotti, fez um paralelo entre a vitoriosa manifesta&ccedil;&atilde;o de 20 mil realizada pela Central em Bras&iacute;lia no 15 de agosto e a min&uacute;scula repercuss&atilde;o na m&iacute;dia, que fez de tudo para esconder o evento. &#39;&#39;Este momento de renova&ccedil;&atilde;o das concess&otilde;es &eacute; prop&iacute;cio para tomarmos as ruas e fazer o debate com a sociedade. O que temos hoje &eacute; o monop&oacute;lio das vers&otilde;es de um fato social nas m&atilde;os do poder privado. Precisamos garantir a democratiza&ccedil;&atilde;o, estruturando a TV P&uacute;blica, fortalecendo a rede de r&aacute;dios e tev&ecirc;s comunit&aacute;rias e garantindo recursos institucionais para as diversas vertentes de opini&atilde;o. Onde n&atilde;o tem marco regulat&oacute;rio, a verdade do poder privado prevalece, negando espa&ccedil;o ao contradit&oacute;rio&#39;&#39;, declarou. Rosane acredita que &eacute; hora de colocar a mudan&ccedil;a na lei em pauta, &#39;&#39;numa articula&ccedil;&atilde;o no Senado e na C&acirc;mara para questionar a forma como um bem p&uacute;blico est&aacute; sendo manipulado&#39;&#39;.<\/p>\n<p>Para o vice-presidente da CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil), Ubiraci Dantas de Oliveira (Bira), &eacute; fundamental levar a luta da democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o para dentro do Congresso. &#39;&#39;As concess&otilde;es p&uacute;blicas n&atilde;o podem mais continuar servindo como poder paralelo dos oligop&oacute;lios. O Legislativo tem papel importante nesta luta contra o jogo sujo de meia d&uacute;zia de fam&iacute;lias que quer submeter, intimidar e esculhambar a quem se op&otilde;e que o Estado seja privatizado, a que seu projeto entreguista seja efetivado&#39;&#39;. Segundo Bira, os que lutam por um Brasil melhor, livre e independente, devem levar em conta que &#39;&#39;manipula&ccedil;&atilde;o, cal&uacute;nia e difama&ccedil;&atilde;o s&atilde;o as armas da m&iacute;dia contra os que n&atilde;o rezam a cartilha do imperialismo&#39;&#39;.<\/p>\n<p>Em nome da Marcha Mundial de Mulheres, S&ocirc;nia Coelho denunciou a responsabilidade da m&iacute;dia pela manuten&ccedil;&atilde;o da opress&atilde;o e da reprodu&ccedil;&atilde;o das desigualdades, deturpando a imagem feminina. &#39;&#39;N&atilde;o &eacute; que venda a pulseirinha da garota da novela para ser consumida por milh&otilde;es, ela faz da mulher o pr&oacute;prio produto a ser vendido, naturalizando estere&oacute;tipos como se f&ocirc;ssemos s&oacute; bunda e peito. Al&eacute;m disso, a m&iacute;dia estimula a gravidez na adolesc&ecirc;ncia, o racismo e a viol&ecirc;ncia contra a mulher, invisibilizando a luta pol&iacute;tica das que querem transformar esta realidade e afirmar outro projeto de pa&iacute;s&#39;&#39;.<\/p>\n<p><strong>Construindo alternativas<\/p>\n<p><\/strong>Igor Felippe Santos, da assessoria de Comunica&ccedil;&atilde;o do MST, deu &ecirc;nfase ao papel do movimento social na disputa pela hegemonia que se realiza nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o desde a defini&ccedil;&atilde;o da pauta: &#39;&#39;sistema constru&iacute;do com base na propriedade privada, na conforma&ccedil;&atilde;o de oligop&oacute;lios que v&atilde;o fazendo consensos&#39;&#39;. Defendendo conjugar a luta institucional com a luta social e a estrutura&ccedil;&atilde;o de meios alternativos, Igor lembrou que antes mesmo da forma&ccedil;&atilde;o do MST, o Movimento j&aacute; tinha o jornal dos Sem Terra, abordando a experi&ecirc;ncia do acampamento de Encruzilhada Natalino, em 1981, no Rio Grande do Sul. Atualmente, a retomada da RCTV pelo governo Ch&aacute;vez, na Venezuela, ressaltou, &#39;&#39;cumpre um papel pedag&oacute;gico importante para toda a Am&eacute;rica Latina, pois demonstra que as redes n&atilde;o s&atilde;o sagradas, que s&atilde;o bens p&uacute;blicos e devem ser reguladas pelo Estado&#39;&#39;.<\/p>\n<p>Para Luana Bonone, diretora da Comunica&ccedil;&atilde;o da UNE (Uni&atilde;o Nacional dos Estudantes), &#39;&#39;os movimentos devem ir &agrave; ofensiva para conquistar avan&ccedil;os, pois a exist&ecirc;ncia de monop&oacute;lios de m&iacute;dia restringem e comprometem o processo democr&aacute;tico&#39;&#39;. Assim, ao lado da campanha pelas concess&otilde;es p&uacute;blicas com controle social, asseverou, &eacute; preciso popularizar a defesa da Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o, enraizando o debate sobre algo que &eacute; crucial para os destinos da sociedade brasileira. &#39;&#39;Temos um bem p&uacute;blico, social, que se encontra usurpado, pois foi entregue na bandeja a grupos privados. N&atilde;o se trata apenas da popula&ccedil;&atilde;o ter acesso a esses meios, mas de criarmos as condi&ccedil;&otilde;es de debater um projeto de pa&iacute;s&#39;&#39;, frisou.<\/p>\n<p>Secret&aacute;rio geral do FNDC e membro da Rede Abra&ccedil;o de r&aacute;dios comunit&aacute;rias, Jos&eacute; Guilherme fez um relato emocionado sobre &#39;&#39;a persegui&ccedil;&atilde;o e a criminaliza&ccedil;&atilde;o que o setor vem sofrendo da Anatel e da Pol&iacute;cia Federal, pois ambas t&ecirc;m se comportado como guardas dos tubar&otilde;es da m&iacute;dia&#39;&#39;. &#39;&#39;Estamos tendo o mesmo destino de bandidos pobres: estamos sendo exterminados nas periferias, com processos e condena&ccedil;&otilde;es que atentam contra a liberdade de express&atilde;o&#39;&#39;, frisou.<\/p>\n<p>Representando a Central de Movimentos Populares (CMP), Luiz Gonzaga Geg&ecirc; defendeu que a campanha pela democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o v&aacute; &agrave;s bases, dialogando com a parcela mais atingida pela pol&iacute;tica de discrimina&ccedil;&atilde;o e exclus&atilde;o dos donos da m&iacute;dia.<\/p>\n<p>Entre outros, tamb&eacute;m participaram do Semin&aacute;rio representantes da Confedera&ccedil;&atilde;o Nacional das Associa&ccedil;&otilde;es de Moradores (Conam), da Campanha quem Financia a Baixaria &eacute; Contra a Cidadania e da executiva nacional dos Estudantes de Comunica&ccedil;&atilde;o Social.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Semin&aacute;rio da CMS (Coordena&ccedil;&atilde;o dos Movimentos Sociais) sobre Comunica&ccedil;&atilde;o, realizado sexta-feira (24) no Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de S&atilde;o Paulo, definiu o 5 de outubro &#8211; dia em que expiram as concess&otilde;es da Rede Globo &#8211; como data simb&oacute;lica para a&ccedil;&otilde;es de rua e no Congresso Nacional que fortale&ccedil;am a campanha pela &hellip; <a href=\"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=19079\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">CMS ir\u00e1 \u00e0s ruas por concess\u00f5es p\u00fablicas com controle social<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[137],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/19079"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=19079"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/19079\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=19079"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=19079"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=19079"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}