{"id":19047,"date":"2007-08-23T13:00:34","date_gmt":"2007-08-23T13:00:34","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=19047"},"modified":"2007-08-23T13:00:34","modified_gmt":"2007-08-23T13:00:34","slug":"a-televisao-brasileira-na-era-digital","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=19047","title":{"rendered":"A televis\u00e3o brasileira na era digital"},"content":{"rendered":"<p><em>A televis&atilde;o brasileira na era digital: exclus&atilde;o, esfera p&uacute;blica e movimentos estruturantes (S&atilde;o Paulo: Editora Paulus) &eacute; o t&iacute;tulo do mais recente livro de C&eacute;sar Bola&ntilde;o e Val&eacute;rio Brittos. Nele, os autores discutem os problemas atuais que mais envolvem a televis&atilde;o digital no Brasil. Tamb&eacute;m tra&ccedil;am um diagn&oacute;stico sobre a produ&ccedil;&atilde;o televisiva, a ind&uacute;stria cultural, o estado da televis&atilde;o digital no Brasil e no mundo e comentam sobre as falhas do governo em rela&ccedil;&atilde;o a essa nova tecnologia que chega ao pa&iacute;s. A IHU On-Line conversou com o professor Val&eacute;rio Brittos sobre o tema.<\/p>\n<p>Val&eacute;rio nos fala sobre as possibilidades de democratiza&ccedil;&atilde;o que a TV digital pode ou n&atilde;o proporcionar &agrave; ind&uacute;stria cultural e jornal&iacute;stica brasileira e, ainda, sobre as exclus&otilde;es que a tecnologia pode trazer a um pa&iacute;s em que 97% da popula&ccedil;&atilde;o possui televis&atilde;o em casa. Ele comenta tamb&eacute;m a respeito do modelo de TV digital que se instala no pa&iacute;s e os avan&ccedil;os que os experimentos feitos j&aacute; trouxeram &agrave;s programa&ccedil;&otilde;es. &ldquo;Essa TV digital acaba estruturando o mercado como um todo. Ela nem iniciou e ela j&aacute; exerceu uma s&eacute;rie de influ&ecirc;ncias\/provoca&ccedil;&otilde;es em outras m&iacute;dias. E, quanto mais estiver avan&ccedil;ada a TV digital, mais ela vai repercutir sobre as demais m&iacute;dias, sobre a internet, o pr&oacute;prio jornal&rdquo;, acredita.<\/p>\n<p>Val&eacute;rio Cruz Brittos &eacute; formado em Direito, pela Universidade Federal de Pelotas, e em Jornalismo, pela Universidade Cat&oacute;lica de Pelotas, com especializa&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias Pol&iacute;ticas. &Eacute; mestre em Comunica&ccedil;&atilde;o, pela PUCRS, e doutor em Comunica&ccedil;&atilde;o e Cultura Contempor&acirc;nea, pela Universidade Federal da Bahia. Atualmente, &eacute; professor do PPG de Comunica&ccedil;&atilde;o da Unisinos e presidente da ULEPICC &#8211; Uni&atilde;o Latino-americana de Economia Pol&iacute;tica da Informa&ccedil;&atilde;o, Comunica&ccedil;&atilde;o e Cultura. Confira a entrevista.<\/em><\/p>\n<p>*<\/p>\n<p><strong>O senhor acredita que a TV digital vai democratizar a produ&ccedil;&atilde;o cultural e jornal&iacute;stica da televis&atilde;o brasileira?<br \/>Val&eacute;rio Brittos<\/strong> &#8211; N&atilde;o, a TV digital, por ela pr&oacute;pria, n&atilde;o democratiza nem transforma nada. S&oacute; haver&aacute; democratiza&ccedil;&atilde;o se as pessoas a aproveitarem com o objetivo de realizar algumas mudan&ccedil;as importantes que precisam acontecer. E, para isso, &eacute; necess&aacute;rio haver&nbsp; regulamenta&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica, participa&ccedil;&atilde;o da sociedade, enfim, mudan&ccedil;a de comportamento. At&eacute; agora, por exemplo, no que diz respeito ao processo de concentra&ccedil;&atilde;o da televis&atilde;o brasileira &ndash; na m&atilde;o de alguns grupos muito fortes, que fazem o que querem -, nada vai mudar. Por outro lado, leis sobre o controle dos meios, como, por exemplo, a classifica&ccedil;&atilde;o indicativa, ainda n&atilde;o foram feitas.<\/p>\n<p>Pequenos avan&ccedil;os foram dados, mas podemos aproveitar a tecnologia digital para fazer deste momento um momento de fazer mudan&ccedil;as. No entanto, n&atilde;o &eacute; a tecnologia sozinha que faz isso.<\/p>\n<p><strong>Que tipos de exclus&otilde;es a TV digital pode fazer? Como essas exclus&otilde;es se dar&atilde;o?<br \/><\/strong>A primeira exclus&atilde;o &eacute; a do consumo. Inicialmente, essa TV digital estar&aacute; dispon&iacute;vel para uma pequena parcela da popula&ccedil;&atilde;o. A compra do conversor e do pr&oacute;prio aparelho televisor se tornar&aacute; muito caro e a popula&ccedil;&atilde;o n&atilde;o ter&aacute; acesso. Depois, at&eacute; ir&aacute; se universalizar, mas a experi&ecirc;ncia mostra que, quando a tecnologia se universaliza, ela j&aacute; deixa de ser t&atilde;o importante. Ou seja, j&aacute; passa a existir outra mais importante, que a elite passa, ent&atilde;o, a consumir.<\/p>\n<p>Al&eacute;m disso, existir&atilde;o n&iacute;veis de consumo: alguns podem pagar por servi&ccedil;os interativos, outros n&atilde;o; alguns poder&atilde;o ter um codificador melhor que permita melhor intera&ccedil;&atilde;o, mas a maioria n&atilde;o poder&aacute;. <\/p>\n<p>Outro tipo de exclus&atilde;o &eacute; o acesso &agrave; possibilidade de produ&ccedil;&atilde;o de cultura. Quem &eacute; que vai produzir ou difundir cultura? Hoje em dia, j&aacute; temos uma exclus&atilde;o enorme de uma grande massa de pessoas, que n&atilde;o podem levar adiante suas reivindica&ccedil;&otilde;es, seus posicionamentos, suas identidades. S&atilde;o essas as exclus&otilde;es que existir&atilde;o com a TV digital, embora n&oacute;s possamos mudar o contexto. A regulamenta&ccedil;&atilde;o n&atilde;o est&aacute; totalmente pronta.&nbsp; <\/p>\n<p><strong>&Eacute; poss&iacute;vel fazer uma previs&atilde;o do tipo de TV digital que o Brasil est&aacute; adotando?<br \/><\/strong>Pode. At&eacute; agora, n&oacute;s temos pouca ou nada de regulamenta&ccedil;&atilde;o sobre isso e, por conseq&uuml;&ecirc;ncia, n&atilde;o existe uma exig&ecirc;ncia por parte do Governo Federal em rela&ccedil;&atilde;o aos operadores televisivos sobre qual o tipo de televis&atilde;o que se ter&aacute;. Com isso, eles podem fazer o que quiserem. Ent&atilde;o, o problema &eacute; s&eacute;rio. Para atender aos seus pr&oacute;prios interesses, num primeiro momento, o que os operadores querem &eacute; fazer chegar &agrave; alta defini&ccedil;&atilde;o. &Eacute; n&atilde;o transformar a possibilidade da TV digital, os seis megahertz que eles recebem, em multiprograma&ccedil;&atilde;o. A multiprograma&ccedil;&atilde;o seria mais democr&aacute;tica, isto &eacute;, mais vozes poderiam falar sobre diversos fen&ocirc;menos, sendo mais &ldquo;aberta para a sociedade&rdquo;.<\/p>\n<p>Eu diria que os principais operadores tentar&atilde;o fazer a programa&ccedil;&atilde;o em alta defini&ccedil;&atilde;o. Essa &eacute; a TV digital que n&oacute;s teremos com alguma coisa de intera&ccedil;&atilde;o, num segundo momento. A TV digital come&ccedil;a em dezembro, por S&atilde;o Paulo, sem interatividade. Como essa legisla&ccedil;&atilde;o est&aacute; em aberta, pode ainda ser constru&iacute;da alguma regulamenta&ccedil;&atilde;o que imponha obriga&ccedil;&otilde;es aos operadores de fazerem um dado tipo de TV digital, especialmente atrav&eacute;s da chamada Lei de Comunica&ccedil;&atilde;o de Massa. O Brasil vem esperando isso h&aacute; mais de 10 anos. Se essa lei vier, pode tanto apenas reproduzir as coisas como est&atilde;o quanto introduzir mudan&ccedil;as. <\/p>\n<p><strong>A partir dos experimentos feitos at&eacute; hoje, acontecer&atilde;o muitas mudan&ccedil;as?<br \/><\/strong>Sim, especialmente na imagem. Tecnicamente, o que mais se distingue &eacute; a possibilidade de uma imagem muito melhor. Mas a&iacute; n&atilde;o adianta s&oacute; um conversor. Precisa-se tamb&eacute;m de um televisor diferente. Grande parte da popula&ccedil;&atilde;o n&atilde;o o ter&aacute;, num primeiro momento, como eu disse, pela quest&atilde;o econ&ocirc;mica. N&atilde;o s&atilde;o esses televisores que existem por a&iacute;, e sim outros, que ser&atilde;o talvez at&eacute; mais caros, porque n&atilde;o h&aacute; ainda uma escala de produ&ccedil;&atilde;o. Mas h&aacute; tamb&eacute;m possibilidades interativas bastante interessantes.<\/p>\n<p><strong>Quais s&atilde;o, atualmente, os movimentos estruturantes que afetam a televis&atilde;o e os demais meios de comunica&ccedil;&atilde;o?<br \/><\/strong>&Eacute; que essa TV digital acaba estruturando o mercado como um todo. Ela nem est&aacute; sendo usada e j&aacute; exerceu uma s&eacute;rie de influ&ecirc;ncias\/provoca&ccedil;&otilde;es em outras m&iacute;dias. E, quanto mais estiver avan&ccedil;ada a TV digital, mais ela ir&aacute; repercutir sobre as demais m&iacute;dias, sobre a internet, o pr&oacute;prio jornal. Tudo isso em movimentos de conex&atilde;o, movimentos de converg&ecirc;ncia, mas que desestruturam.<\/p>\n<p>Toda m&iacute;dia provoca movimentos estruturantes, e a televis&atilde;o mais do que qualquer outra. Isso porque ela &eacute; a principal m&iacute;dia do Brasil e do mundo, tendo se tornado o meio de comunica&ccedil;&atilde;o que as pessoas mais consomem. Internet &eacute; muito importante, &eacute; claro, mas o que as pessoas consomem mesmo &eacute; a televis&atilde;o, que tem, portanto, um papel estruturante sobre os demais mercados e sobre a sociedade como um todo. <\/p>\n<p><strong>Quais s&atilde;o as vari&aacute;veis tecnol&oacute;gicas, econ&ocirc;micas, pol&iacute;ticas e sociais que definem os movimentos que estruturaram um mercado para a TV digital no Brasil?<br \/><\/strong>S&atilde;o vari&aacute;veis sobretudo econ&ocirc;micas. A quest&atilde;o do pre&ccedil;o, da pr&oacute;pria racionalidade de organiza&ccedil;&atilde;o das empresas, enfim, o econ&ocirc;mico, precisa ser tutelado porque, em princ&iacute;pio, ele funciona diretamente para aquele agente que est&aacute; operando o neg&oacute;cio. Desse modo, ele precisa ser tutelado por l&oacute;gicas, por vari&aacute;veis extra-econ&ocirc;micas ligadas ao p&uacute;blico, que passa pela regulamenta&ccedil;&atilde;o, pela press&atilde;o social, pela fiscaliza&ccedil;&atilde;o. Isso passa muito pelo papel do Estado, em sintonia com a sociedade civil. <\/p>\n<p>Ainda existem as vari&aacute;veis sociais, como a sociabilidade. Afinal, h&aacute; todo um conjunto de mudan&ccedil;as hoje no mundo, e essas mudan&ccedil;as repercutem sobre a forma de fazer &#8211; n&atilde;o s&oacute; os conte&uacute;dos -, mas at&eacute; de organizar essa televis&atilde;o, em termos de o que ela ter&aacute; de interativo, de como ser&aacute; disponibilizada determinada tecnologia.<\/p>\n<p>Em termos jur&iacute;dicos, j&aacute; falamos que a quest&atilde;o da regulamenta&ccedil;&atilde;o, com as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, cabe ao Estado construir em sintonia com o social. A quest&atilde;o do comunicacional ser&aacute; resultado de tudo isso. A gente ter&aacute; essa TV digital expressando todo esse panorama. <\/p>\n<p><strong>O Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es diz que o padr&atilde;o japon&ecirc;s ser&aacute; adotado com inova&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas e com iniciativas de pesquisadores brasileiros, o que seria um padr&atilde;o nipo-brasileiro? <br \/><\/strong>Ele tem algumas inova&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas com rela&ccedil;&atilde;o ao padr&atilde;o japon&ecirc;s. Mas o problema &eacute; que esse grau de inova&ccedil;&atilde;o me parece que n&atilde;o &eacute; t&atilde;o diferenciado, n&atilde;o pelo menos para ser chamado de padr&atilde;o nipo-brasileiro. Eu diria que, at&eacute; se prove o contr&aacute;rio, cham&aacute;-lo de padr&atilde;o nipo-brasileiro &eacute; marketing governamental. Trata-se de um padr&atilde;o japon&ecirc;s adaptado &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es do Brasil. Foram feitas v&aacute;rias pesquisas no Brasil sobre a TV digital e se conseguiu avan&ccedil;os tecnol&oacute;gicos bastante interessantes. Mas o problema &eacute; o seguinte: qual &eacute; o grau de incorpora&ccedil;&atilde;o dessa tecnologia brasileira que vai haver no modelo brasileiro de TV digital? Num primeiro momento, parece que n&atilde;o haver&aacute; tanta incorpora&ccedil;&atilde;o desse modelo. Se houver, posteriormente, uma incorpora&ccedil;&atilde;o num grau mais elevado, a&iacute; sim pode-se pensar num padr&atilde;o nipo-brasileiro.<\/p>\n<p><strong>Nos debates sobre a TV digital, n&atilde;o ouvimos as quest&otilde;es sobre um novo ambiente normativo &#8211; pol&iacute;tico, regulamentar e regulat&oacute;rio &#8211; para a comunica&ccedil;&atilde;o social eletr&ocirc;nica brasileira. Que princ&iacute;pios devem nortear uma Lei Geral das Comunica&ccedil;&otilde;es?<br \/><\/strong>S&atilde;o dois princ&iacute;pios que se chocam: o princ&iacute;pio p&uacute;blico e o privado. O princ&iacute;pio privatista &eacute; o princ&iacute;pio que se tem hoje e precisa ser compatibilizado com o princ&iacute;pio p&uacute;blico. Hoje, o princ&iacute;pio que impera na TV digital &eacute; o privatista, levado do liberal ao extremo, no qual as empresas v&atilde;o poder fazer o que quiserem (ou quase tudo que quiserem) com o espectro eletromagn&eacute;tico. N&atilde;o existir&atilde;o limites, determina&ccedil;&otilde;es para fazerem tudo isso.<\/p>\n<p>Outra possibilidade de princ&iacute;pio que se choca &eacute; o princ&iacute;pio p&uacute;blico, onde dados agentes querem que, ao contr&aacute;rio disso, se imponha restri&ccedil;&otilde;es e que a l&oacute;gica de implanta&ccedil;&atilde;o da TV digital atenda, acima de tudo, aos interesses da sociedade. S&atilde;o esses dois princ&iacute;pios que se chocam, e eu insisto que ambos deveriam ser compatibilizados. <\/p>\n<p><strong>O que a popula&ccedil;&atilde;o brasileira precisa saber sobre a TV Digital e ainda n&atilde;o foi ou foi pouco comunicada?<br \/><\/strong>Precisa saber que essa &eacute; uma tecnologia que, por si s&oacute;, n&atilde;o muda o mundo nem faz revolu&ccedil;&atilde;o. Mas ela pode trazer para o Brasil avan&ccedil;os que ele precisa fazer, resolvendo problemas estruturais do seu mercado de comunica&ccedil;&atilde;o, que vem de sua origem, na d&eacute;cada de 1950. Portanto, a sociedade deve saber que &eacute; necess&aacute;rio se mobilizar em torno de uma Lei de Comunica&ccedil;&atilde;o de Massa, para que esse modelo de TV digital nos fa&ccedil;a refletir sobre o ato de midiatizar. O ato de midiatizar deve ser marcado por l&oacute;gicas p&uacute;blicas, de compromisso com a sociedade, de prote&ccedil;&atilde;o da inf&acirc;ncia, enfim, por uma s&eacute;rie de elementos para que se tenha a democratiza&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o eletromagn&eacute;tico. E que se possa, al&eacute;m disso, usar a televis&atilde;o digital para levar conte&uacute;dos digitais a pessoas que n&atilde;o t&ecirc;m acesso a dados, a uma certa educa&ccedil;&atilde;o, digamos, eletr&ocirc;nica.<\/p>\n<p>Eu acho que &eacute; isso que a sociedade precisa saber: que, se ela n&atilde;o se mobilizar, a TV digital reproduzir&aacute; as condi&ccedil;&otilde;es desiguais de acesso que n&oacute;s temos n&atilde;o s&oacute; na tecnologia, mas tamb&eacute;m na educa&ccedil;&atilde;o, na sa&uacute;de, no transporte, ou seja, em muitas coisas. <\/p>\n<p><strong>O senhor pode falar um pouco sobre o processo de desenvolvimento do que est&aacute; descrito no livro sobre TV digital no Brasil?<br \/><\/strong>O livro &eacute; resultado de pesquisa acad&ecirc;mica, desenvolvida durante tr&ecirc;s anos, uma produ&ccedil;&atilde;o feita por mim e pelo C&eacute;sar Bola&ntilde;o, e que teve a contribui&ccedil;&atilde;o reflexiva de v&aacute;rias outras pessoas. Nesse resultado, n&oacute;s discutimos um pouco quais s&atilde;o as balizas em que se deve pensar a televis&atilde;o; qual &eacute; o problema da televis&atilde;o brasileira, al&eacute;m de quais s&atilde;o os elementos que podem delimitar para se compreender o papel da televis&atilde;o hoje (e o papel que ela pode vir a ter). Tamb&eacute;m se faz um hist&oacute;rico, depois, do processo de digitaliza&ccedil;&atilde;o no mundo, chegando &agrave; televis&atilde;o, investigando qual sua fun&ccedil;&atilde;o hoje no Jap&atilde;o, no Reino Unido. Enfim, muitos aspectos podem ser encontrados nesse livro. Depois, se mergulha na discuss&atilde;o existente no Brasil e se estuda como &eacute; que come&ccedil;ou a id&eacute;ia de TV digital no pa&iacute;s, o que j&aacute; foi feito, quais foram as experi&ecirc;ncias, e o que o r&aacute;dio vem fazendo para se digitalizar. Por fim, se passa ainda pelas operadoras, o que os canais tamb&eacute;m fizeram de experi&ecirc;ncias digitais, e se chega &agrave; discuss&atilde;o de qual &eacute; o estado hoje da TV digital no Brasil e o que pode ainda ser feito.<\/p>\n<p><a href=\"O%20link%20original%20da%20entrevista%20est&aacute;%20dispon&iacute;vel%20clicando%20aqui.\">O link original da entrevista est&aacute; dispon&iacute;vel clicando aqui.<\/a><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"images\/stories\/politica_publicacoes\/c_normal_pq.png\" alt=\"Active Image\" width=\"15\" height=\"15\" \/>&nbsp;IHU Online<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>professor analisa a esfera p\u00fablica e os movimentos estruturantes da comunica\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[43],"tags":[387],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/19047"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=19047"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/19047\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=19047"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=19047"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=19047"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}