{"id":19039,"date":"2007-08-22T13:08:58","date_gmt":"2007-08-22T13:08:58","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=19039"},"modified":"2007-08-22T13:08:58","modified_gmt":"2007-08-22T13:08:58","slug":"jornalismo-economico-imprensa-nao-faz-a-critica-do-capitalismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=19039","title":{"rendered":"Jornalismo econ\u00f4mico: imprensa n\u00e3o faz a cr\u00edtica do capitalismo"},"content":{"rendered":"<p>A crise financeira internacional revela como a imprensa brasileira est&aacute; distante dos paradigmas modernos da economia. Comparada cuidadosamente a cobertura das turbul&ecirc;ncias deste ano com aquela que se seguiu &agrave; crise dos mercados asi&aacute;ticos em 1998, pode-se observar que a m&iacute;dia deixa de agregar aos elementos de an&aacute;lise o conhecimento produzido mais recentemente pelo questionamento do fen&ocirc;meno da expans&atilde;o do capitalismo em detrimento do meio ambiente e das quest&otilde;es sociais.<\/p>\n<p>Como no terremoto provocado na d&eacute;cada passada pela queda sucessiva das Bolsas ao longo do fuso hor&aacute;rio, a partir dos mercados asi&aacute;ticos, a crise de inadimpl&ecirc;ncia no mercado imobili&aacute;rio norte-americano emitiu muitos sinais antes de mandar a economia global para a enfermaria. A imprensa acompanhou os sinais, mas n&atilde;o teve o cuidado de apresentar ao leitor uma leitura sist&ecirc;mica desses sintomas, que permitisse uma vis&atilde;o de longo prazo.<\/p>\n<p>Tudo bem que n&atilde;o se pode exigir de jornalistas que adivinhem o futuro, mas os paradigmas da sustentabilidade, amplamente dispon&iacute;veis, permitem analisar com muito mais acuidade os fatos econ&ocirc;micos. Muito al&eacute;m dos elementos tradicionais de an&aacute;lise, baseados essencialmente no desempenho financeiro das empresas e na rentabilidade dos investimentos, e de forma bem mais ampla do que o espa&ccedil;o delimitado pelos riscos e oportunidades associados diretamente aos neg&oacute;cios, os fatores de sustentabilidade permitem uma vis&atilde;o mais precisa e de prazo mais longo da economia.<\/p>\n<p><strong>Distanciamento inevit&aacute;vel<\/p>\n<p><\/strong>Os paradigmas da sustentabilidade apontam para uma rela&ccedil;&atilde;o mais &iacute;ntima e interdependente entre o capital financeiro e os outros tipos de capital, como o capital conhecimento, o ambiental, o social. Assim como as economias de todos os pa&iacute;ses &ndash; com exce&ccedil;&atilde;o das na&ccedil;&otilde;es mais isoladas, como a Cor&eacute;ia do Norte &ndash; se influenciam reciprocamente no mercado globalizado, tamb&eacute;m os fatores antes chamados de intang&iacute;veis s&atilde;o atualmente considerados na avalia&ccedil;&atilde;o do desempenho futuro de empresas e do potencial de setores da economia.<\/p>\n<p>O olhar com essas lentes permitiria &agrave; imprensa oferecer ao p&uacute;blico uma vis&atilde;o mais completa do cen&aacute;rio econ&ocirc;mico. No entanto, para isso a m&iacute;dia precisaria desenvolver um conceito menos condescendente do pr&oacute;prio sistema capitalista. Se fosse capaz de fazer a cr&iacute;tica do sistema, estabelecendo como plataforma de an&aacute;lise o bem-estar da sociedade, e n&atilde;o o sucesso econ&ocirc;mico puro e simples, a imprensa teria condi&ccedil;&otilde;es de desenvolver essa vis&atilde;o.<\/p>\n<p>Mas isso exigiria da m&iacute;dia uma atitude soberana que ela n&atilde;o tem h&aacute; muitos anos. Com o jornalismo cada vez mais mesclado aos interesses de neg&oacute;cio, torna-se inevit&aacute;vel o distanciamento entre a escala de valores da imprensa e as cada vez mais complexas necessidades da sociedade.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"images\/stories\/politica_publicacoes\/c_invertido_pq.png\" alt=\"Active Image\" width=\"15\" height=\"15\" \/>&nbsp;Observat&oacute;rio da Imprensa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A crise financeira internacional revela como a imprensa brasileira est&aacute; distante dos paradigmas modernos da economia. 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