{"id":19023,"date":"2007-08-21T14:37:06","date_gmt":"2007-08-21T14:37:06","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=19023"},"modified":"2007-08-21T14:37:06","modified_gmt":"2007-08-21T14:37:06","slug":"tv-brasil-precisamos-de-uma-globo-de-sinal-contrario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=19023","title":{"rendered":"TV Brasil: precisamos de uma Globo de sinal contr\u00e1rio?"},"content":{"rendered":"<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\">Se as not&iacute;cias se confirmarem, antes de outubro o governo federal dever&aacute; encaminhar ao Congresso Nacional uma Medida Provis&oacute;ria criando uma rede de televis&atilde;o que ser&aacute; a c&oacute;pia quase fiel do sistema privado de comunica&ccedil;&atilde;o que conhecemos nos Brasil desde os anos 1960. Ou seja, vertical, centralizada, com programa&ccedil;&atilde;o majoritariamente n&atilde;o-local, na qual as afiliadas n&atilde;o passam de coadjuvantes.&nbsp;<\/p>\n<p>As informa&ccedil;&otilde;es que nos chegam dizem que a cabe&ccedil;a-de-rede ser&aacute; a TV Brasil, parida das estruturas da estatal Radiobr&aacute;s e da organiza&ccedil;&atilde;o social Acerp, tendo de 40% a 60% de programa&ccedil;&atilde;o nacionalizada. S&oacute; o malabarismo jur&iacute;dico envolvido na fus&atilde;o das duas institui&ccedil;&otilde;es deveria ser suficiente para fazer nossa elite decis&oacute;ria pisar no freio e perceber que n&atilde;o se cria uma rede de cima para baixo. Mas n&atilde;o &eacute; isso que vem ocorrendo. Diante desse quadro, resta-nos pouco tempo para fazer aqui uma pergunta: precisamos reproduzir mais do mesmo, apenas seduzidos pela promessa de que o conte&uacute;do da rede p&uacute;blica ser&aacute; mais emancipador e civilizat&oacute;rio do que o vale-tudo testemunhado na TV comercial?<\/p>\n<p>Retoricamente, o governo parece saber a resposta por exclus&atilde;o. Basta fugir do que foi feito at&eacute; aqui com as TVs privadas e estatais. Na pr&aacute;tica, entretanto, est&aacute; conduzindo o processo de modo a repetir o erro. Afinal, uma nova rede vertical &eacute; mais f&aacute;cil de ser criada do que uma organiza&ccedil;&atilde;o horizontal, o que podemos apelidar de uma &quot;anti-rede&quot;. <\/p>\n<p>Recursos financeiros e concord&acirc;ncia pol&iacute;tica dos participantes resolveriam a quest&atilde;o para as esta&ccedil;&otilde;es que ir&atilde;o se afiliar. Prova de que isso funciona &eacute; a perman&ecirc;ncia do modelo da Rede Globo, seguido de perto pelos demais sistemas comerciais que operam nacionalmente com a vincula&ccedil;&atilde;o de dezenas de grupos regionais [&eacute; importante levar em considera&ccedil;&atilde;o que a vasta penetra&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica das redes privadas (90% das emissoras de TV s&atilde;o ligadas aos seis principais grupos) &eacute; fruto de um processo de articula&ccedil;&atilde;o que tem como comiss&atilde;o de frente ganhos financeiros e apoio pol&iacute;tico local e nacional] e o apoio de aproximadamente 1,6 mil prefeituras, que mant&ecirc;m mais de 3 mil retransmissoras de televis&atilde;o pelo interior do Brasil. Em alguns casos, os contribuintes dos munic&iacute;pios pagam para que seja retransmitido o sinal de at&eacute; cinco redes em sua localidade. As redes lucram, o morador paga.<\/p>\n<p>No caso dos grupos privados, as vantagens oferecidas &agrave;s afiliadas comerciais s&atilde;o participa&ccedil;&atilde;o na receita publicit&aacute;ria e poder pol&iacute;tico regional. Para os prefeitos, o retorno &eacute; principalmente eleitoral com alguma bonifica&ccedil;&atilde;o ao munic&iacute;pio para assegurar a fidelidade da retransmissora &agrave; programa&ccedil;&atilde;o da cabe&ccedil;a-de-rede. Em troca, os &quot;s&oacute;cios majorit&aacute;rios&quot; distribuem seu sinal em praticamente 100% do territ&oacute;rio nacional, o que garante anunciantes de peso e poder de forma&ccedil;&atilde;o de opini&atilde;o em escala nacional. [O sistema privado atual foi estabelecido com o apoio da pol&iacute;tica de seguran&ccedil;a nacional dos sucessivos governos militares. Seu auge foi o uso dos sat&eacute;lites brasileiros para a interliga&ccedil;&atilde;o das emissoras regionais com as cabe&ccedil;as-de-rede. Como demonstra farta literatura, a maior beneficiada com este processo foi a Rede Globo.] Em s&iacute;ntese, este &eacute; o modelo vigente no Brasil h&aacute; quase 40 anos.<\/p>\n<p><strong>Ber&ccedil;o p&uacute;blico<br \/><\/strong><br \/>As mensagens deste governo v&atilde;o no sentido de que &eacute; preciso criar um modelo alternativo &agrave; l&oacute;gica desumanizante do mercado. Quais seriam os b&ocirc;nus oferecidos aos futuros integrantes da chamada rede p&uacute;blica? Promete-se n&atilde;o fazer uma &quot;TV chapa-branca&quot;, estabelecer mecanismos de inser&ccedil;&atilde;o de produ&ccedil;&atilde;o independente e de controle p&uacute;blico, dar carona para os canais primos-pobres em seus multiplexes, financiar a migra&ccedil;&atilde;o digital e outros benef&iacute;cios tentadores. O desenho na prancheta do comit&ecirc; executivo formado para pensar a TV Brasil at&eacute; sobrevoa esses pontos. S&oacute; que a timidez &eacute; tamanha, e os itens esquecidos s&atilde;o tantos, que as pretendidas horizontalidade estrutural e democracia organizacional se perdem j&aacute; de sa&iacute;da.<\/p>\n<p>Com boa vontade, benesses como essas podem at&eacute; seduzir as emissoras universit&aacute;rias, comunit&aacute;rias e legislativas convidadas a se integrarem &agrave; iniciativa do governo e &aacute;vidas por ganharem as ondas hertzianas. Mas com as educativas, a maior parte delas atrelada &agrave; l&oacute;gica dos governos estaduais e estabelecidas em sinal aberto h&aacute; mais de duas d&eacute;cadas, a conversa &eacute; outra. Historicamente, a pouca disposi&ccedil;&atilde;o para a forma&ccedil;&atilde;o de redes verticais foi uma constante no seio das emissoras estaduais. <\/p>\n<p>Quem tem mem&oacute;ria (ou usa bem o Google) sabe que n&atilde;o &eacute; a primeira vez que se tira do papel uma iniciativa dessas no Brasil. A mais recente, na d&eacute;cada de 1990, foi a Rede P&uacute;blica de Televis&atilde;o (RPTV). Um esfor&ccedil;o louv&aacute;vel, mas morto prematuramente no momento em que algumas de suas proponentes resolveram hegemonizar a grade de programa&ccedil;&atilde;o impondo seu conte&uacute;do majoritariamente no hor&aacute;rio nobre. Uma prova cabal de que verticalidade e autoritarismo &eacute; um modelito que veste melhor no auto-intitulado moderno e democr&aacute;tico mercado. [C&aacute;lculos simples de se fazer analisando a programa&ccedil;&atilde;o das emissoras regionais revelam que a maioria das afiliadas das redes privadas n&atilde;o produz localmente mais do que 15% do conte&uacute;do que distribui diariamente. Muitas emissoras educativas, como a TVE do Rio Grande do Sul e a TV Cultura de S&atilde;o Paulo, hoje produzem em casa mais de 30% da sua grade.] N&atilde;o aprendendo com a hist&oacute;ria, o governo pretende come&ccedil;ar uma rede p&uacute;blica partindo justamente dessa experi&ecirc;ncia malograda.<\/p>\n<p>Mais curioso &eacute; que o governo implementar&aacute; uma Globo de sinal contr&aacute;rio depois de ouvir a sociedade em um processo in&eacute;dito de cria&ccedil;&atilde;o de um espa&ccedil;o p&uacute;blico que articulou, ao longo de quase um ano, entidades representativas do chamado &quot;campo p&uacute;blico de televis&atilde;o&quot;. Faz isso depois de despender recursos e tempo para estudar os demais modelos existentes no mundo e sistematizar diversas contribui&ccedil;&otilde;es, criando um produtivo e leg&iacute;timo debate nacional jamais visto na hist&oacute;ria das comunica&ccedil;&otilde;es da nossa jovem democracia. Faz isso tendo em seus quadros pessoas que sabem como funciona (ou deveria funcionar) uma televis&atilde;o que n&atilde;o reproduza o modelo vigente no setor privado.<\/p>\n<p>Quero crer que s&atilde;o justamente essas pessoas que continuam tentando reverter as id&eacute;ias de um ministro ne&oacute;fito em pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de comunica&ccedil;&atilde;o, ao qual foi dado um cheque em branco para conduzir o trabalho.<\/p>\n<p>O presidente Lula d&aacute; seu aval persuadido por um mito que encanta a todos n&oacute;s: o modelo BBC &eacute; o melhor do mundo e seria o mais adequado para uma rede de televis&atilde;o brasileira voltada ao interesse p&uacute;blico. N&atilde;o tenho d&uacute;vidas que ele &eacute; eficiente e parece ser o melhor para o contexto da Europa. Por l&aacute;, os sistemas de comunica&ccedil;&atilde;o eletr&ocirc;nica nasceram de forma majoritariamente p&uacute;blica, sustentados por taxas cobradas diretamente dos cidad&atilde;os e submetidos a gest&otilde;es fiscalizadas por conselhos formados por representantes da sociedade. Mesmo assim, a entrada na competi&ccedil;&atilde;o de grupos privados p&oacute;s-Tatcher, principalmente com os servi&ccedil;os pagos por sat&eacute;lite, mudou a situa&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p><strong>Princ&iacute;pios norteadores<\/p>\n<p><\/strong>Desde o final da d&eacute;cada de 1990, o modelo vem bebendo em outras fontes para se manter. Prova disso, &eacute; a compra de produ&ccedil;&otilde;es independentes que consigam neutralizar o interesse do p&uacute;blico pelo conte&uacute;do provocativo e iconoclasta dos canais comerciais; a institui&ccedil;&atilde;o do Channel Four para a negocia&ccedil;&atilde;o com 300 produtoras independentes; e o questionamento sobre a cobran&ccedil;a da taxa que financia o sistema. E as constantes revis&otilde;es da Royal Charter que criou a BBC com consultas p&uacute;blicas que procuram respostas principalmente para a quest&atilde;o do financiamento e da gest&atilde;o.<\/p>\n<p>Se ainda vale (com ressalvas) para a Europa, ouso sustentar que este n&atilde;o &eacute; o modelo para o Brasil. Por que n&atilde;o deixar Londres um pouco de lado e olhar para os Estados Unidos com menos preconceito? Desde 1969, l&aacute; funciona o Public Broadcasting Service (PBS). Valendo-se de um modelo organizacional que sugere uma &quot;anti-rede&quot;, o sistema p&uacute;blico de televis&atilde;o dos EUA conseguiu se estabelecer como uma verdadeira rede horizontal. Como n&atilde;o o vi explicado publicamente durante o processo de discuss&atilde;o, tomo a liberdade de trazer algumas informa&ccedil;&otilde;es. N&atilde;o o defendo na &iacute;ntegra, mas acho que existem bons caminhos, principalmente em termos de governan&ccedil;a, accountability e financiamento.<\/p>\n<p>Para come&ccedil;ar, eles possuem um quadro de diretores integrado pelos dirigentes de diversas emissoras p&uacute;blicas norte-americanas dentro do total de associadas (s&atilde;o 26 diretores atualmente eleitos pelas 354 esta&ccedil;&otilde;es dos 50 estados). Suas reuni&otilde;es s&atilde;o trimestrais e at&eacute; bimestrais (o calend&aacute;rio &eacute; definido com anteced&ecirc;ncia e abrange dois anos). Alguns encontros s&atilde;o abertos ao p&uacute;blico em geral. Um encontro anual re&uacute;ne representantes de todas as esta&ccedil;&otilde;es associadas, al&eacute;m da diretoria profissionalizada.<\/p>\n<p>Em um segundo n&iacute;vel de decis&atilde;o, a administra&ccedil;&atilde;o fica a cargo de um grupo de 11 executivos profissionalizados. Reproduzo o quadro abaixo para demonstrar a amplitude do que eles entendem como uma rede p&uacute;blica:<\/p>\n<p>** Presidente e CEO<\/p>\n<p>** Executivo-chefe de Opera&ccedil;&otilde;es <\/p>\n<p>** Executivo-chefe Financeiro e vice-presidente s&ecirc;nior (cuida tamb&eacute;m dos neg&oacute;cios da rede)<\/p>\n<p>** Executivo-chefe de Conte&uacute;do<\/p>\n<p>** Executivo-chefe de Tecnologia<\/p>\n<p>** Diretor de Servi&ccedil;os de Programa&ccedil;&atilde;o e vice-presidente s&ecirc;nior<\/p>\n<p>** Executivo-chefe do Conselho Geral e Secretaria Corporativa (cuida dos departamentos Jur&iacute;dico, Rela&ccedil;&otilde;es Comerciais e Rela&ccedil;&otilde;es Regulat&oacute;rias e Legislativas) e vice-presidente s&ecirc;nior<\/p>\n<p>** Executivo-chefe da PBS Kids e M&iacute;dias da Pr&oacute;xima Gera&ccedil;&atilde;o e vice-presidente s&ecirc;nior (cuida das &aacute;reas de conte&uacute;do infantil e multiplataforma digital)<\/p>\n<p>** Executivo-chefe de Programa&ccedil;&atilde;o de TV e vice-presidente s&ecirc;nior<\/p>\n<p>** Vice-presidente s&ecirc;nior de Servi&ccedil;os Interativos<\/p>\n<p>** Controller e assistente do tesouro (cuida da administra&ccedil;&atilde;o financeira e de investimentos da rede, al&eacute;m da auditoria interna)<\/p>\n<p>Todas essas pessoas interagem em diversas comiss&otilde;es: executiva, finan&ccedil;as, servi&ccedil;os de emissoras, interconex&atilde;o, governan&ccedil;a corporativa e nomea&ccedil;&otilde;es, auditoria, or&ccedil;amento, for&ccedil;a-tarefa de diversidade, indicadores de desempenho corporativo e outras comiss&otilde;es tempor&aacute;rias como a de revis&atilde;o dos padr&otilde;es editoriais. O interessante tamb&eacute;m s&atilde;o os princ&iacute;pios norteadores, a designa&ccedil;&atilde;o de pap&eacute;is, responsabilidades e os padr&otilde;es editoriais da rede.<\/p>\n<p><strong>Cultura massacrante<\/p>\n<p><\/strong>Creio que o principal diferencial da PBS &eacute; um ponto que os formuladores do governo falam pouco. A PBS n&atilde;o produz programa&ccedil;&atilde;o. Tudo &eacute; adquirido de suas esta&ccedil;&otilde;es associadas e de produtores independentes (nacionais ou internacionais). Depois de montado o pacote de programa&ccedil;&atilde;o, ele &eacute; distribu&iacute;do &agrave;s emissoras associadas. Este modelo, financiado por um fundo p&uacute;blico mantido pela CPB, gera de tempos em tempos programas excepcionais que acabam internacionalmente distribu&iacute;dos por seu grau de excel&ecirc;ncia. Um dos exemplos mais conhecidos &eacute; Sesame Street (Vila S&eacute;samo). Produzido inicialmente pela televis&atilde;o educativa nacional foi guindado para o hor&aacute;rio nobre da PBS e depois ganhou o mundo (120 pa&iacute;ses e 30 vers&otilde;es nacionais).<\/p>\n<p>&Eacute; preciso entender que s&oacute; teremos uma ind&uacute;stria audiovisual pujante quando &quot;anti-redes&quot; no estilo PBS pipocarem pelo pa&iacute;s, dando chance para que formatos inovadores e conte&uacute;dos experimentais tenham campo para crescer e multiplicar. <\/p>\n<p>No in&iacute;cio, uma rede com esse perfil ser&aacute; tra&ccedil;o de audi&ecirc;ncia? Com certeza. A PBS tem quase 40 anos e mesmo assim luta contra a mar&eacute; de operar uma rede com finalidades p&uacute;blicas num ambiente de uma cultura audiovisual massacrante. Mas temos que come&ccedil;ar em algum momento. Do contr&aacute;rio, continuaremos lutando pelo conte&uacute;do nacional (basicamente o da Globo) e remetermos a busca por conte&uacute;dos nacionais para um futuro mais que imperfeito. Para fazer isso, definitivamente o sistema privado brasileiro n&atilde;o &eacute; refer&ecirc;ncia.<\/p>\n<p><em>* James G&ouml;rgen &eacute; jornalista, coordenador de projetos do Epcom &ndash; Instituto de Estudos e Pesquisas em Comunica&ccedil;&atilde;o &ndash; e membro eleito do Conselho Deliberativo da Funda&ccedil;&atilde;o Cultural Piratini R&aacute;dio e Televis&atilde;o, mantenedora da TVE-RS e da R&aacute;dio FM Cultura.<\/p>\n<p><font size=\"3\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"images\/stories\/politica_publicacoes\/c_invertido_pq.png\" alt=\"Active Image\" width=\"15\" height=\"15\" \/>&nbsp;<\/font><\/em>Observat&oacute;rio da Imprensa<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se as not&iacute;cias se confirmarem, antes de outubro o governo federal dever&aacute; encaminhar ao Congresso Nacional uma Medida Provis&oacute;ria criando uma rede de televis&atilde;o que ser&aacute; a c&oacute;pia quase fiel do sistema privado de comunica&ccedil;&atilde;o que conhecemos nos Brasil desde os anos 1960. Ou seja, vertical, centralizada, com programa&ccedil;&atilde;o majoritariamente n&atilde;o-local, na qual as afiliadas &hellip; <a href=\"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=19023\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">TV Brasil: precisamos de uma Globo de sinal contr\u00e1rio?<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[53],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/19023"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=19023"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/19023\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=19023"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=19023"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=19023"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}