{"id":18991,"date":"2007-08-16T12:56:24","date_gmt":"2007-08-16T12:56:24","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=18991"},"modified":"2007-08-16T12:56:24","modified_gmt":"2007-08-16T12:56:24","slug":"bittar-quer-forcar-unbundling-via-regras-de-conteudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=18991","title":{"rendered":"Bittar quer for\u00e7ar unbundling via regras de conte\u00fado"},"content":{"rendered":"<p>O substitutivo dos projetos de lei que tratam da produ&ccedil;&atilde;o, programa&ccedil;&atilde;o e difus&atilde;o de conte&uacute;dos de comunica&ccedil;&atilde;o eletr&ocirc;nica poder&aacute; mexer com a infra-estrutura das concession&aacute;rias do STFC. O relator das propostas, deputado Jorge Bittar (PT\/RJ), pretende negociar com a Anatel a regulamenta&ccedil;&atilde;o do unbundling como parte da negocia&ccedil;&atilde;o para distribui&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do nacional. Bittar, em entrevista a este notici&aacute;rio, disse que a nova lei ir&aacute; reger apenas os servi&ccedil;os de televis&atilde;o por assinatura e que estas regras s&oacute; far&atilde;o sentido se n&atilde;o houver monop&oacute;lio na rede de distribui&ccedil;&atilde;o do conte&uacute;do. &quot;A id&eacute;ia &eacute; que a Anatel possa avan&ccedil;ar na desagrega&ccedil;&atilde;o para que haja competi&ccedil;&atilde;o efetiva. Para estimular o setor audiovisual, &eacute; fundamental que na distribui&ccedil;&atilde;o n&atilde;o haja monop&oacute;lio&quot;, declarou.<\/p>\n<p>Essa abertura das redes seria gerada com uma regulamenta&ccedil;&atilde;o por parte da ag&ecirc;ncia e uma poss&iacute;vel arbitragem de pre&ccedil;os de acesso, como acontece hoje com a interconex&atilde;o. Na vis&atilde;o do deputado, apenas a infra-estrutura do servi&ccedil;o de telefonia precisa ser revista e a proposta de desagrega&ccedil;&atilde;o n&atilde;o dever&aacute; atingir as redes da TV por assinatura, muito menos as redes de televis&atilde;o aberta. &quot;O mercado est&aacute; muito travado e a gente tem que desamarrar isso um pouquinho&quot;, justificou-se ap&oacute;s audi&ecirc;ncia p&uacute;blica na C&acirc;mara dos Deputados sobre os projetos de lei.<\/p>\n<p>O que o deputado pretende fazer j&aacute; tem previs&atilde;o legal. Pela Lei Geral de Telecomunica&ccedil;&otilde;es, as concession&aacute;rias s&atilde;o obrigadas a oferecer, a pre&ccedil;os n&atilde;o discriminat&oacute;rios, acesso aos seus concorrentes. O mesmo vale, ali&aacute;s, para as empresas de cabo, que t&ecirc;m na lei espec&iacute;fica do servi&ccedil;o dispositivo de desagrega&ccedil;&atilde;o obrigat&oacute;ria em caso de solicita&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><strong>Regulamentando o unbundling<\/p>\n<p><\/strong>Bittar admite a exist&ecirc;ncia da regra na LGT, mas tem d&uacute;vidas se ela &eacute; de fato cumprida. &quot;&Eacute; preciso que a Anatel regulamente isto para obrigar definitivamente a empresa a oferecer a rede. Coisa semelhante foi feita com as linhas dedicadas na oferta por quem det&eacute;m poder significativo de mercado&quot;, afirma. &quot;O que eu quero &eacute; um mecanismo &aacute;gil que permita a competi&ccedil;&atilde;o.&quot; <\/p>\n<p>O deputado pretende primeiramente conversar com a Anatel e ver se h&aacute; disposi&ccedil;&atilde;o da ag&ecirc;ncia para executar a mudan&ccedil;a. Caso perceba resist&ecirc;ncia, o deputado n&atilde;o descarta a inclus&atilde;o de um prazo formal no texto final da nova lei, exigindo que a ag&ecirc;ncia crie as regras almejadas. A separa&ccedil;&atilde;o entre redes e servi&ccedil;os das redes das teles n&atilde;o faz parte dos planos atuais do relator. <\/p>\n<p>Bittar disse ainda estar adiantado em seu trabalho como relator e acredita que o substitutivo possa ser aprovado ainda neste ano. O deputado calcula que, dentro de um m&ecirc;s, poder&aacute; apresentar seu parecer final para vota&ccedil;&atilde;o dos demais parlamentares. Isso depende, &eacute; claro, da conclus&atilde;o dos trabalhos de an&aacute;lise dos projetos na comiss&atilde;o de desenvolvimento econ&ocirc;mico.<\/p>\n<p><strong>Conte&uacute;do nacional<\/p>\n<p><\/strong>Enquanto Bittar direciona suas energias para a abertura das redes de STFC, os demais atores desse processo preocupam-se com o cerne da nova legisla&ccedil;&atilde;o: o conte&uacute;do das transmiss&otilde;es, e quem ter&aacute; direito de produzi-lo e comercializ&aacute;-lo em um mundo de tecnologias convergentes. Representando a Abert (Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de R&aacute;dio e Televis&atilde;o), Evandro Guimar&atilde;es, vice-presidente das Organiza&ccedil;&otilde;es Globo, reclamou da falta de incentivo ao produtor nacional de conte&uacute;do. &quot;Isso existe em todos os lugares do mundo. Por que aqui &eacute; diferente?&quot;, questionou.<\/p>\n<p>A Abra (Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Radiodifusores) fez coro com o representante da Abert e colocou em sua apresenta&ccedil;&atilde;o a &quot;preserva&ccedil;&atilde;o da cultura brasileira e da identidade nacional&quot; em primeiro lugar na sua lista de desafios. Em segundo, vem a necessidade de se evitar o dom&iacute;nio do capital estrangeiro. A apresenta&ccedil;&atilde;o, conduzida por Frederico Nogueira (Band), mostra que 60,3% do conte&uacute;do veiculado nas emissoras europ&eacute;ias &eacute; de car&aacute;ter nacional. N&uacute;meros ainda mais expressivos s&atilde;o encontrados nos canais norte-americanos (80,5%) e asi&aacute;ticas (62%). No Brasil, este percentual est&aacute; em 31,5% nas TVs por assinatura.<\/p>\n<p><strong>Sistema de cotas<\/p>\n<p><\/strong>Um sistema de cotas ser&aacute; proposto no texto final da proposta de lei, informa o relator Jorge Bittar. Ainda est&aacute; em estudo quais os percentuais de obrigatoriedade para o conte&uacute;do nacional ser&atilde;o estabelecidos &agrave;s empresas que comercializem servi&ccedil;os de TV por assinatura. Os radiodifusores prop&otilde;em que seja 50%. Al&eacute;m das cotas, o deputado est&aacute; analisando a possibilidade de colocar restri&ccedil;&otilde;es &agrave; classifica&ccedil;&atilde;o do que &eacute; conte&uacute;do nacional. Ele ir&aacute; consultar a Ancine para avaliar se pode deixar, por exemplo, notici&aacute;rios e jogos esportivos fora da conta da produ&ccedil;&atilde;o nacional.<\/p>\n<p><strong>Teles temem preju&iacute;zos<\/p>\n<p><\/strong>Em nome das concession&aacute;rias de telefonia, o presidente da Abrafix, Jos&eacute; Fernandes Pauletti, disse que o problema para as teles &eacute; a sobrecarga de exig&ecirc;ncias do Executivo. Para expandir as redes e universalizar o acesso fixo, as empresas fizeram investimentos pesados e que ainda hoje n&atilde;o foram completamente recuperados, segundo Pauletti. <\/p>\n<p>Caso o governo esteja disposto a priorizar agora outros servi&ccedil;os, como a entrega de conte&uacute;do nacional ou o acesso em banda larga pelas redes das concession&aacute;rias, seria necess&aacute;rio abrir m&atilde;o das demais exig&ecirc;ncias. &quot;Tudo come&ccedil;a com um projeto de governo. O governo tem que dizer o que &eacute; que ele quer. Em qualquer lugar do mundo &eacute; assim. Ele diz o que quer e mostra quais s&atilde;o as regras&quot;, afirma o presidente. &quot;Se o pa&iacute;s tivesse dinheiro para fazer tudo ao mesmo tempo, parab&eacute;ns. Mas n&atilde;o ser&aacute; este pa&iacute;s, e sim os Estados Unidos ou pa&iacute;ses da Europa, porque aqui n&atilde;o tem dinheiro&quot;, completou.<\/p>\n<p>O presidente da Acel (associa&ccedil;&atilde;o das empresas de telefonia m&oacute;vel), &Eacute;rcio Zilli, concorda com Pauletti e pediu para que os parlamentares tenham cuidado na mudan&ccedil;a das regras para n&atilde;o comprometer a recupera&ccedil;&atilde;o dos investimentos por parte das teles. &quot;O setor de telecomunica&ccedil;&otilde;es &eacute; extremamente intenso de capital e a recupera&ccedil;&atilde;o &eacute; demorada. &Eacute; importante que tenhamos sempre isso em mente e lembrar disso na introdu&ccedil;&atilde;o do conte&uacute;do para n&atilde;o atrapalhar ao inv&eacute;s de ajudar.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"images\/stories\/politica_publicacoes\/c_normal_pq.png\" alt=\"Active Image\" width=\"15\" height=\"15\" \/>&nbsp;publica&ccedil;&atilde;o autorizada.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O substitutivo dos projetos de lei que tratam da produ&ccedil;&atilde;o, programa&ccedil;&atilde;o e difus&atilde;o de conte&uacute;dos de comunica&ccedil;&atilde;o eletr&ocirc;nica poder&aacute; mexer com a infra-estrutura das concession&aacute;rias do STFC. O relator das propostas, deputado Jorge Bittar (PT\/RJ), pretende negociar com a Anatel a regulamenta&ccedil;&atilde;o do unbundling como parte da negocia&ccedil;&atilde;o para distribui&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do nacional. 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