{"id":18976,"date":"2007-08-15T12:35:59","date_gmt":"2007-08-15T12:35:59","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=18976"},"modified":"2007-08-15T12:35:59","modified_gmt":"2007-08-15T12:35:59","slug":"sem-nova-frequencia-da-uit-digitalizacao-de-radio-em-ondas-curtas-corre-risco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=18976","title":{"rendered":"Sem nova freq\u00fc\u00eancia da UIT, digitaliza\u00e7\u00e3o de r\u00e1dio em ondas curtas corre risco"},"content":{"rendered":"<p>A digitaliza&ccedil;&atilde;o da radiodifus&atilde;o com tecnologia francesa DRM, anunciada pelo ministro H&eacute;lio Costa como a mais indicada para as transmiss&otilde;es em Onda Curta (OC) no Brasil, pode ter futuro comprometido ou sofrer grande atraso se a Uni&atilde;o Internacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (UIT) n&atilde;o aprovar a destina&ccedil;&atilde;o de mais radiofreq&uuml;&ecirc;ncia, para permitir a fase de transi&ccedil;&atilde;o denominada simulcast (transmiss&atilde;o simult&acirc;nea de sinais digitais e anal&oacute;gicos). A decis&atilde;o da UIT &eacute; aguardada para a Confer&ecirc;ncia de Radiocomunica&ccedil;&atilde;o Mundial, que se realizar&aacute; entre novembro e dezembro. O encontro acontece a cada quatro anos.  <\/p>\n<p>As 700 horas de testes j&aacute; realizado pela DRM n&atilde;o foram feitos em simulcast e, apesar dos fabricantes assegurarem que podem faz&ecirc;-lo, nunca comprovaram a possibilidade de transmiss&atilde;o simult&acirc;nea. Os experimentos realizados pela DRM, em 2006, no Brasil, pela Radiobr&aacute;s e a Universidade de Brasilia (UnB), s&oacute; foram feitos com transmiss&atilde;o de sinal digital. Relat&oacute;rio da UIT, datado de maio, a que o Telecom Online teve acesso, afirma tamb&eacute;m que os testes com DRM na It&aacute;lia s&oacute; puderam ser feitos ap&oacute;s o desligamento do sinal anal&oacute;gico, por falta de banda para transmiss&atilde;o simult&acirc;nea do sinal digtal.&nbsp; <\/p>\n<p>Consultada, a Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de R&aacute;dio e Televis&atilde;o (Abert), afirmou que ainda espera da DRM um teste definitivo que comprove a possibilidade de simulcast.&nbsp; &quot;At&eacute; agora, eles n&atilde;o&nbsp; comprovaram a&nbsp; viabilidade&nbsp; do simulcast&quot;, afirma Ronald Barbosa, da entidade. A destina&ccedil;&atilde;o de nova faixa, pela UIT, &eacute; um pleito dos pa&iacute;ses europeus, onde a tecnologia DRM foi desenvolvida e &eacute; preferida. &Eacute; poss&iacute;vel que, como anunciado pela Voz da Am&eacute;rica, nos Estados Unidos , haja uma decis&atilde;o de iniciar a trasmiss&atilde;o direta do sinal digital,&nbsp; com interrup&ccedil;&atilde;o total do anal&oacute;gico. Isso ser&aacute; feito em dois anos.<\/p>\n<p>Para que as transmiss&otilde;es digitais decolem sem o sinal anal&oacute;gico seria necess&aacute;rio garantir o acesso do usu&aacute;rio ao aparelho digital, o que n&atilde;o acontece no Brasil. Sem uma faixa para a tecnologia DRM n&atilde;o haver&aacute; como dar ao usu&aacute;rio a garantia de que vai poder continuar ouvindo as transmiss&otilde;es anal&oacute;gicas, na faixa atual. Com o agravante de que inexiste venda comercial de aparelhos digitais para recep&ccedil;&atilde;o de r&aacute;dio no Brasil. Isso significar&aacute; a aus&ecirc;ncia&nbsp; total de transmiss&otilde;es em ondas curtas &#8211; o que poder&aacute; prejudicar o desenvolvimento da digitaliza&ccedil;&atilde;o no Pa&iacute;s. <\/p>\n<p>Os aparelhos anal&oacute;gicos &#8211; que j&aacute; n&atilde;o s&atilde;o fabricados no Pa&iacute;s h&aacute; cerca de dez anos, mas que ainda podem ser comprados no exterior -, sequer reconhecem as transmiss&otilde;es digitais. O Brasil vive, portanto, a possibilidade de sofrer um corte abrupto dos sinais em ondas curtas caso a UIT n&atilde;o aprove o pedido europeu e as transmiss&otilde;es digitais DRM simplesmente sobreponham-se &agrave;s anal&oacute;gicas, sem transi&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p> simulcast &eacute; uma estrat&eacute;gia que permite um per&iacute;odo de passagem entre o fim de uma tecnologia e a nova, permitindo a sobreviv&ecirc;ncia do neg&oacute;cio durante o prazo de conviv&ecirc;ncia dos dois sinais at&eacute; que o usu&aacute;rio tenha trocado o aparelho. Ou seja, n&atilde;o h&aacute; descontinuidade da presta&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o. O desligamento do sinal anal&oacute;gico pode atropelar o processo de adapta&ccedil;&atilde;o, pois afetar&aacute; o financiamento das emissoras comerciais que invistirem na convers&atilde;o tecnol&oacute;gica. Sem ouvinte, n&atilde;o ha an&uacute;ncio; sem an&uacute;ncio, n&atilde;o h&aacute; r&aacute;dio comercial digitalizada que sobreviva. Quase todas as grandes emissoras brasileiras fazem transmiss&atilde;o em ondas curtas<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A digitaliza&ccedil;&atilde;o da radiodifus&atilde;o com tecnologia francesa DRM, anunciada pelo ministro H&eacute;lio Costa como a mais indicada para as transmiss&otilde;es em Onda Curta (OC) no Brasil, pode ter futuro comprometido ou sofrer grande atraso se a Uni&atilde;o Internacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (UIT) n&atilde;o aprovar a destina&ccedil;&atilde;o de mais radiofreq&uuml;&ecirc;ncia, para permitir a fase de transi&ccedil;&atilde;o denominada &hellip; <a href=\"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=18976\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">Sem nova freq\u00fc\u00eancia da UIT, digitaliza\u00e7\u00e3o de r\u00e1dio em ondas curtas corre risco<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[236],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/18976"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=18976"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/18976\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=18976"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=18976"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=18976"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}